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Diversidade nas Empresas: Solar Coca-Cola é destaque – 15/12/2024 – Diversidade nas Empresas

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Sandro Macedo

Existe um gigantismo quando se fala do setor de alimentos e bebidas, chapéu que abarca desde a produção no campo até o processo de industrialização.

Segundo a Abia (Associação Brasileira da Indústria de Alimentos), 60,9% do que é produzido nos campos é processado pela indústria, gerando 270 milhões de toneladas de alimentos e bebidas por ano. Ao todo, o faturamento do ramo representa 10,8% do PIB nacional, de acordo com dados atualizados em maio deste ano.

No segmento que gera 2 milhões de empregos diretos e outros 8 milhões de forma indireta, a Solar Coca-Cola é a empresa de destaque no Diversidade nas Empresas, levantamento feito pelo Centro de Estudos em Finanças da FGV (Fundação Getulio Vargas) em parceria com a Folha.

Os pesquisadores utilizaram dados de companhias de capital aberto declarados à CVM (Comissão de Valores Mobiliários) e avaliaram, de forma separada, companhias de 100 a 5.000 funcionários e a partir de 5.000, tal qual a Solar. No total, um universo de 418 empresas foi levado em consideração e a diversidade foi mensurada em cargos de média liderança, diretoria e conselhos de administração e fiscal. Os dados são de 2023.

Parte do grupo Coca-Cola, a companhia tem sede em Fortaleza e opera em todos os estados das regiões Norte e Nordeste, além do Mato Grosso e de Goiás, com 13 fábricas e mais de 18 mil colaboradores.

A Solar se destacou pela presença de pessoas pretas, pardas ou indígenas em posições de alta gestão. Segundo o estudo, 54,5% de seu conselho de administração era composto por membros do grupo em 2023, que também respondia por 61,73% dos postos de média liderança.

“Temos um compromisso sólido com a diversidade, a inclusão, a representatividade, a liderança inclusiva e o desenvolvimento de carreira. Nos últimos anos, aceleramos essa agenda junto aos colaboradores, visando aumentar a presença de mulheres, pretos e pardos na liderança da empresa”, diz Emiliana Albanaz, diretora de recursos humanos da Solar.

Atuamos para assegurar um ambiente de trabalho acolhedor e pronto para abrir portas e gerar oportunidades de desenvolvimento pessoal e profissional aos colaboradores

A empresa integra a associação Mover (Movimento pela Equidade Racial), organização sem fins lucrativos que atua para acelerar a jornada de inclusão racial no ambiente de trabalho e tem mais de 50 organizações associadas.

“Superamos o compromisso firmado junto ao Mover, com 838 líderes autodeclarados negros em 2023. Hoje, mais de 70% do nosso quadro de funcionários é composto por pessoas negras, sendo que 64,2% delas ocupam cargos de liderança no geral”, afirma Albanaz.

No tópico gênero, a executiva diz que a empresa oferece benefícios como o programa Mamães Solares, que inclui acompanhamento do pré-natal até o retorno da profissional ao trabalho. “Também buscamos contribuir com iniciativas aceleradoras para proporcionar o encarreiramento de mulheres.”

De acordo com a Solar, nos últimos três anos houve um aumento de 121% no número de mulheres na força de trabalho. Elas atualmente representam 25% desse total, e 28% estão em posições gerais de liderança.

A Femsa Coca-Cola Brasil, conglomerado que a Solar integra, informa ainda outras iniciativas em curso para capacitar profissionais e aumentar a diversidade na companhia, como o programa Elas na Liderança, que envolve atividades voltadas a negócios, mentoria de projetos e autoconhecimento. Outro é o Ubuntu, que visa acelerar o desenvolvimento de pessoas pretas e pardas para posições de liderança, além de apoiar esses talentos na valorização de suas histórias e identidades.

Considerando o contexto de desigualdade estrutural no setor de alimentos e bebidas, é necessário que existam políticas de promoção à igualdade racial e de gênero nas organizações de grande porte, diz Roberta Basílio, professora de gestão de pessoas e cultura organizacional do curso de administração de empresas da ESPM (Escola Superior de Propaganda e Marketing).

Investir em representatividade demonstra aos parceiros o compromisso com a equidade, acrescenta ela. “Além disso, tende a gerar retorno positivo para os negócios e uma transformação na cultura da companhia, o que promove mais igualdade em vários níveis hierárquicos.”

Já a Abia afirma, em nota, que as indústrias associadas valorizam os princípios de diversidade, equidade e inclusão. “O setor está comprometido com iniciativas que abordem essas temáticas, mas as empresas se encontram em estágios diferentes de maturidade.”

Saiba mais sobre a empresa de destaque na categoria Alimentos e Bebidas

As notas de participação feminina e de pretos, pardos e indígenas, que vão de 0 a 100, foram calculadas levando em consideração a presença dos grupos em cargos de alta e média liderança. Os autores do estudo deram pesos diferentes para cada uma das categorias analisadas: enquanto diretoria e conselho de administração têm peso maior, uma vez que os membros têm maior poder decisório, a média liderança e o conselho fiscal têm peso menor.

SOLAR COCA-COLA

Fundação
1970

Funcionários 18 mil

Participação de pretos, pardos e indígenas 30,26

Participação feminina 10,93

Também levou nas categorias Conselho de Administração, Nordeste e Participação Geral de Pretos, Pardos e Indígenas



Leia Mais: Folha

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Ufac promove seminário sobre agroextrativismo e cooperativismo no Alto Acre — Universidade Federal do Acre

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Ufac promove seminário sobre agroextrativismo e cooperativismo no Alto Acre — Universidade Federal do Acre

O Projeto Legal (Laboratório de Estudos Geopolíticos da Amazônia Legal) da Ufac realizou, na última sexta-feira, 15, no Centro de Educação Permanente (Cedup) de Brasiléia, o seminário “Agroextrativismo e Cooperativismo no Alto Acre: Desafios e Perspectivas”. A programação reuniu representantes de cooperativas, instituições públicas das esferas federal, estadual e municipal, pesquisadores, produtores rurais da Reserva Extrativista (Resex) Chico Mendes e lideranças comunitárias para discutir estratégias e soluções voltadas ao fortalecimento da economia local e da produção sustentável na região.

A iniciativa atua na criação de espaços de diálogo entre o poder público e as organizações comunitárias, com foco no desenvolvimento sustentável e no fortalecimento da agricultura familiar. Ao longo do encontro, os participantes debateram os principais desafios enfrentados pelas famílias e cooperados que atuam nas cadeias do agroextrativismo, com ênfase em eixos fundamentais como acesso a financiamento, logística, assistência técnica, processamento, comercialização, gestão e organização social das cooperativas.

Coordenado pela professora Luci Teston, o seminário foi promovido pela Ufac em parceria com o Sistema OCB/Sescoop-AC. Os organizadores e parceiros destacaram a relevância do cooperativismo como instrumento de transformação social e econômica para o Alto Acre, ressaltando a importância de pactuar soluções concretas que unam a geração de renda e a melhoria da qualidade de vida das famílias extrativistas à preservação florestal. Ao final, foram definidos encaminhamentos estratégicos para valorizar o potencial produtivo da região por meio da cooperação.

O evento contou com a presença de mais de 30 representantes de diversos segmentos, incluindo o subcoordenador do projeto no Acre, professor Orlando Sabino da Costa; o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE-AC), Ronald Polanco; o secretário municipal de Agricultura de Brasiléia, Gesiel Moreira Lopes; e o presidente da Coopercentral Cooperacre, José Rodrigues de Araújo.

 



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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial — Universidade Federal do Acre

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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial-capa.jpg

O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 13, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (Cfch), um evento em comemoração aos 10 anos do Laboratório de Pesquisa Observatório de Discriminação Racial (LabODR). A programação reuniu a comunidade acadêmica, pesquisadores, egressos, bolsistas e integrantes do movimento social negro para celebrar a trajetória do laboratório e os resultados alcançados por meio das pesquisas desenvolvidas ao longo da última década.

Vinculado à área de História, mas formado por profissionais de diferentes áreas do conhecimento, o LabODR/Ufac foi criado em 2016 a partir de uma articulação entre a Ufac e o movimento negro acreano, especialmente o Fórum Permanente de Educação Étnico-Racial do Estado do Acre. Inicialmente estruturado como projeto institucional de pesquisa, o laboratório contou com apoio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes) e, em 2018, foi inserido na plataforma Lab e certificado pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propeg).

O laboratório atua na pesquisa e na formação de pesquisadores com foco na promoção da igualdade racial, desenvolvendo estudos voltados tanto à denúncia de práticas racistas quanto à construção de reflexões e práticas antirracistas, principalmente nos espaços educacionais. Atualmente, o LODR/Ufac abriga projetos institucionais como “Práticas Pedagógicas em Educação das Relações Étnico-Raciais em Escolas do Estado do Acre”, desenvolvido desde 2018, e “Pérolas Negras”, iniciado em 2020.

Durante o evento, convidados e bolsistas compartilharam experiências acadêmicas e profissionais construídas a partir das atividades desenvolvidas pelo laboratório, destacando a importância do observatório em suas formações pessoais e profissionais. A programação também apresentou pesquisas realizadas ao longo desses dez anos de atuação e ressaltou a contribuição do laboratório para o fortalecimento das discussões sobre igualdade racial dentro da universidade e na sociedade acreana.

Compuseram o dispositivo de honra o vice-reitor, Josimar Ferreira; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da Ufac, Margarida Lima; a vice-diretora do Cfch, Lucilene Ferreira de Almeida; e a representante do Neabi, Flávia Rocha.

 



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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

A Universidade Federal do Acre (Ufac) participou, no dia 1º de maio, da Mostra Científica “Conectando Saberes: da integração à inclusão na Amazônia”, realizada na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira. A ação reuniu instituições de ensino, pesquisa, escolas rurais e moradores da reserva em atividades de divulgação científica e integração comunitária.

Financiada pelo CNPq, a iniciativa contou com a participação da Ufac, Ifac, ICMBio e de escolas da região. Aproximadamente 250 pessoas participaram da programação, entre estudantes, professores e moradores das comunidades da reserva.

Durante o evento, estudantes da graduação e pós-graduação da Ufac e do Ifac apresentaram pesquisas e atividades educativas nas áreas de saúde, Astronomia, Física, Matemática, Robótica e educação científica. A programação incluiu oficinas de foguetes, observação do céu com telescópios, sessões de planetário, jogos educativos e atividades com microscópios.

O professor Francisco Glauco, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN) da Ufac, destacou a importância da participação acadêmica em ações junto às comunidades tradicionais.

“A universidade tem um papel fundamental para a formação científica e cidadã dos estudantes. A troca de conhecimentos com comunidades de difícil acesso fortalece essa formação”, afirmou.

A professora Valdenice Barbosa, da Escola Iracema, ressaltou o impacto da iniciativa para os alunos da reserva.

“Foi um dia histórico de muito aprendizado. Muitos estudantes tiveram contato pela primeira vez com experimentos e equipamentos científicos”, disse.

Além das atividades científicas, a programação contou com apresentações culturais realizadas pelos estudantes da reserva, fortalecendo a integração entre ciência, educação e saberes amazônicos.

A participação da Ufac reforça o compromisso da universidade com a extensão, a popularização da ciência e a aproximação entre universidade e comunidades tradicionais da Amazônia.

Fhagner Soares – Estagiário

 



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