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‘Dois lados da mesma moeda’: governos sublinham ligações entre clima e colapso da natureza | Cop16

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Patrick Greenfield and Phoebe Weston in Cali

UMEnquanto os líderes mundiais se reuniram na Colômbia esta semana, também ficaram atentos às notícias vindas de casa, onde muitas das manchetes traziam as consequências catastróficas do colapso ecológico. Em toda a floresta amazônica e nas enormes áreas úmidas do Brasil, incêndios implacáveis ​​queimaram mais de 22 milhões de hectares (55 milhões de acres). Em Espanha, o número de mortos em comunidades devastadas pelas inundações passou de 200. Nas florestas boreais que abrangem a Sibéria, a Escandinávia, o Alasca e o Canadá, os países registavam sinais alarmantes que os seus sumidouros de carbono estavam a entrar em colapso sob o peso combinado da seca, da morte de árvores e da exploração madeireira. À medida que a temporada de incêndios florestais no Canadá chegava ao fim, os cientistas calcularam que foi a segunda pior em duas décadas – atrás apenas das queimadas do ano passado, que libertou mais carbono do que alguns dos maiores países emissores do mundo.

Nas negociações globais, o clima e a natureza avançam em dois caminhos independentes e, durante anos, foram geralmente tratados como desafios distintos. Mas quando as negociações foram encerradas na cimeira da biodiversidade da Cop16, em Cali, no sábado, ministros de todo o mundo sublinharam a importância crucial da natureza para limitar os danos causados ​​pelo aquecimento global, e vice-versa – enfatizando que o clima e a biodiversidade já não poderiam ser tratados como questões independentes se qualquer crise deveria ser resolvida. Países concordaram um texto sobre as ligações entre o clima e a natureza, mas não incluiu linguagem sobre a eliminação progressiva dos combustíveis fósseis.

O secretário do Ambiente do Reino Unido, Steve Reed, disse que a participação na cimeira na Colômbia revelou as ligações entre o clima e a biodiversidade. “Uma das outras coisas que realmente me impressionou ao vir aqui e falar com os colombianos em particular é como para eles a crise natural e a crise climática são exactamente a mesma coisa. No Reino Unido, talvez mais amplamente no norte global, tendemos a falar muito sobre o clima e, particularmente, sobre zero emissões líquidas, e muito menos sobre a natureza – talvez porque já estejamos mais esgotados da natureza. Mas essas duas coisas se conectam inteiramente”, disse ele.

O Cop16 A presidente, Susana Muhamad, ministra do Meio Ambiente da Colômbia, procurou colocar a natureza no mesmo nível dos esforços globais para descarbonizar a economia mundial durante a cúpula, alertando que a redução das emissões de gases de efeito estufa deve ser acompanhada pela proteção e restauração do mundo natural se eles sejam eficazes. A sua presidência descreveu repetidamente a natureza e o clima como “duas faces da mesma moeda”.

“Há um duplo movimento que a humanidade deve fazer. A primeira é descarbonizar e ter uma transição energética justa. O outro lado da moeda é restaurar a natureza e permitir que a natureza retome o seu poder sobre o planeta Terra para que possamos realmente estabilizar o clima”, disse ela durante a Cop16 e durante a preparação.

A mudança para uma visão mais interligada do clima e da biodiversidade também se reflectiu nas negociações da cimeira climática Cop28 do ano passado, no Dubai. Os países concordaram em atualizar a sua ronda de planos climáticos da próxima geração, em linha com os seus compromissos em matéria de natureza. Isto surge no meio de preocupações científicas crescentes sobre a forma como as florestas, os oceanos e outros sumidouros naturais de carbono estão a responder ao aquecimento global, com novas pesquisas a indicarem um colapso na quantidade de carbono absorvido pela terra – como uma categoria líquida – em 2023, o ano mais quente de que há registo. .

Os oceanos, florestas, solos e outros sumidouros naturais de carbono do planeta absorver sobre metade de todas as emissões humanasprotegendo a humanidade de todos os efeitos da poluição por combustíveis fósseis. Sem isso, o aquecimento aceleraria rapidamente.

O Brasil e a República Democrática do Congo, que abrigam enormes áreas de florestas tropicais da bacia da Amazónia e do Congo, respetivamente, pressionaram por um maior reconhecimento dos efeitos estabilizadores do clima dos ecossistemas que albergam, ambos ameaçados de destruição.

Ève Bazaiba, ministra do Ambiente da RDC, disse que as florestas do seu país ajudaram a sustentar as chuvas em lugares tão distantes como o Egipto e eram críticas para a saúde do planeta, apelando a um melhor reconhecimento internacional da sua importância. Marina Silva, ministra do Meio Ambiente do Brasil, que mais uma vez supervisionou uma queda acentuada no desmatamento sob a presidência de Luiz Inácio Lula da Silva, disse que era necessário mais dinheiro para os países com florestas.

“O Brasil tem o compromisso de desmatamento zero até 2030. Sabemos que as razões pelas quais a biodiversidade é destruída têm a ver com vários fatores, um dos quais é certamente esmagadoramente a questão do desmatamento. Outra que está intimamente associada ao grave problema das alterações climáticas que são destrutivas para a nossa biodiversidade.

Os países com florestas mais pequenas também fizeram questão de sublinhar a importância dos ecossistemas naturais para a mitigação do colapso climático. Jiwoh Abdulai, ministro do Meio Ambiente e Mudanças Climáticas de Serra Leoa, disse estar preocupado com o fato de os sumidouros de terra terem absorvido menos carbono em 2023. “É por isso que estamos aqui. Temos esses ativos que são essencialmente infraestruturas críticas globalmente”, disse ele.

A degradação das florestas já está a afectar as comunidades rurais que dependem da agricultura baseada nas chuvas, uma vez que os padrões climáticos já não são previsíveis, resultando em rendimentos mais baixos, numa queda nos rendimentos e em mais insegurança alimentar. À medida que a terra se torna menos fértil, as pessoas invadem cada vez mais a floresta.

Abdulai acrescentou: “Nossos países abrigam essas florestas. Nossas comunidades locais são as guardiãs, mas os benefícios de ter essas florestas são compartilhados globalmente.”

Outros estavam preocupados que a perda das suas florestas pudesse prejudicar o progresso climático. Na Nigéria houve uma Redução de 13% na cobertura florestal desde 2000. “A taxa de perda florestal na Nigéria é uma das mais altas do mundo”, disse o ministro do Meio Ambiente do país, Iziaq Kunle Salako.

Ele acrescentou: “O papel que as florestas precisam desempenhar nas metas de emissões líquidas zero é particularmente significativo. Se olharmos para a Convenção das Nações Unidas sobre as alterações climáticas, sobre a biodiversidade e sobre a desertificação, a floresta é central. Portanto, esta é uma área muito, muito preocupante na Nigéria.

“Se a floresta não sequestrar (carbono), não estará a desempenhar o papel principal que deve desempenhar e será um desafio para o mundo atingir a meta de emissões zero.”



Leia Mais: The Guardian

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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre

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Nathalia Oliveira, Ufac 2026.10.02.jpeg

A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.

“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.

Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.

A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.



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Consu aprova comissão para destinar cotas a pessoas transgênero — Universidade Federal do Acre

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2026.09.30 Reunião Consu-Ufac (2).JPG

O Conselho Universitário (Consu) da Ufac aprovou a criação de uma comissão para elaborar a proposta de cotas de acesso à graduação para pessoas transgênero, que é uma pauta da Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade (Proafe), recentemente criada com o objetivo de expandir políticas de inclusão na universidade. A aprovação ocorreu nessa quarta-feira, 30, na 5ª Reunião Ordinária do Consu, realizada no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas, campus-sede.

A Ufac já possui regulamentação que garante o acesso por cotas à comunidade transgênero na pós-graduação desde 2023. A proposta aprovada pelo Consu busca ampliar esse direito para a graduação, assegurando não apenas a entrada, mas também o acompanhamento para permanência de estudantes até a conclusão dos cursos.

A comissão terá prazo de 90 dias para realizar os estudos e apresentar a minuta final do projeto. O grupo terá formação intersetorial, reunindo representantes das três categorias acadêmicas: docentes, técnico-administrativos e discentes, além de representantes de entidades e movimentos sociais da sociedade civil voltados aos direitos da população transgênero no Acre.

“Reafirmamos nosso compromisso ao instituir a comissão que vai deliberar sobre as cotas trans”, disser o reitor Josimar Ferreira. “Trata-se de uma ação demandada pela sociedade para incluir populações historicamente invisibilizadas, garantindo que as ações afirmativas façam parte da história do nosso conselho.”

Segundo a pró-reitora de Ações Afirmativas e Equidade, Letícia Mamed, a política visa transformar a realidade de um dos grupos mais marginalizados socialmente. “Precisamos atentar para a garantia de acesso, permanência e dignidade para que essa comunidade possa construir seus projetos de vida com mais oportunidades”, comentou. “No Brasil, cerca de 30 universidades já adotam políticas semelhantes, e a Ufac dá um passo essencial para consolidar essa transformação.”

Integrante do Consu, a professora Raquel Ishii ressaltou que a comissão foi criada para ir além da gestão superior da universidade. “Considero essa aprovação uma grande vitória para a sociedade civil e para a universidade. A comissão amplia o debate da pós-graduação para a graduação. Trata-se de um grupo bem amplo, constituído não só pela gestão, mas com convites abertos ao Diretório Central dos Estudantes e a movimentos sociais externos à universidade.”

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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SAE-CZS — Universidade Federal do Acre

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SAE-CZS — Universidade Federal do Acre

A Diretoria Geral do Campus Floresta (DG-Camp), por meio do Setor de Assistência Estudantil (SAE-CZS), comunica a suspensão do Restaurante Universitário nesta segunda-feira, 28, para o Campus Floresta, em decorrência do ponto facultativo decretado pela Reitoria por meio da Portaria n.º 3.914, de 24/09/2026, em virtude da celebração do Aniversário do município de Cruzeiro do Sul (AC).
Contamos com a compreensão de toda a comunidade acadêmica.

 



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