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Eleições nos EUA também decidirão sobre aborto e maconha – 03/11/2024 – Mundo

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Gustavo Soares

As cédulas das eleições dos Estados Unidos da próxima terça-feira (5) não terão apenas os nomes da democrata Kamala Harris e do republicano Donald Trump.

Além dos candidatos à Presidência, os eleitores terão que votar ao todo em 146 questões sobre assuntos que passam pelo direito ao aborto, legalização da maconha para uso recreativo, redução do salário mínimo para quem recebe gorjetas e aumento da pena para roubos e furtos.

Veja a seguir sete temas que estarão em votação ao redor do país.

1. DIREITO AO ABORTO

Na Flórida e em outros nove estados será votada a inclusão do aborto às Constituições locais. O direito ao procedimento foi suspenso a nível nacional por decisão da Suprema Corte em 2022 e é um dos principais temas da campanha de Kamala. Trump, contrário à interrupção da gravidez e registrado como eleitor na Flórida, já disse que votará “não”. Hoje, o aborto é banido no estado após seis semanas de gestação.

No Nebraska, haverá duas medidas conflitantes em votação. Nas cédulas, a Iniciativa 434 versa sobre a proibição do aborto após o primeiro trimestre de gravidez, com exceção de emergências médicas ou casos de estupro ou incesto. Já a Iniciativa 439 estabelece o direito fundamental do aborto até a viabilidade fetal ou para assegurar a vida ou a saúde da gestante. No estado, quando duas medidas conflitantes são aprovadas, a que tiver sido referendada por mais votos prevalece.

2. ELEVAÇÃO DE PENA PARA ROUBOS E FURTOS

Na Califórnia, uma proposta pode alterar uma medida de 2014 que rebaixou para a categoria de contravenção crimes como roubo e furto de bens de valor menor que US$ 950. Agora, os eleitores do estado poderão decidir se esses atos poderão ser considerados crimes graves caso o acusado tenha sido condenado anteriormente duas ou mais vezes por roubo.

A pena passaria do atual limite de seis meses de reclusão para três anos. A proposta também endureceria a classificação de delitos relacionados ao porte das drogas fentanil, heroína, cocaína e metanfetamina para reincidentes. O efeito da medida de 2014 sobre o aumento da criminalidade no estado ainda é debatido.

3. LIBERAÇÃO DA MACONHA

Flórida, Dakota do Sul e Dakota do Norte serão palco de plebiscitos sobre a legalização da maconha para fins recreativos. No primeiro, caso seja aprovado, os centros de saúde hoje voltados à venda já legalizada de cânabis para tratamento médico serão autorizados a vendê-la para uso pessoal. No Nebraska, uma votação vai definir sobre a legalização para uso medicinal da droga.

4. REDUÇÃO DO SALÁRIO PARA QUEM RECEBE GORJETA

No Arizona, eleitores decidirão sobre uma proposta que permite que trabalhadores que recebem gorjetas recebam 25% menos que o salário mínimo. A lei atual permite que a categoria ganhe US$ 3 a menos do que o piso. O salário mínimo do estado hoje é de US$ 14,35 por hora, o que significa que quem recebe gorjetas pode ganhar US$ 11,35. Sob a nova regra, esses trabalhadores receberiam US$ 10,77, desde que a soma do salário com as gorjetas totalizem pelo menos US$ 2 acima do mínimo.

5. MENOS ENERGIA LIMPA

Plebiscitos no estado de Washington decidirão sobre voltar a liberar a exploração de gás natural e revogar uma lei estadual de 2021 voltada a reduzir as emissões de gases de efeito estufa em 95% até 2050, além de impedir projetos semelhantes. O programa hoje limita as emissões do estado e exige que empresas com emissões maiores que 25 mil toneladas métricas de CO2 comprem créditos de carbono.

6. LEGALIZAÇÃO DO ENSINO DOMICILIAR

No Colorado, uma proposta pode adicionar à Constituição estadual o direito à escolha pelo ensino domiciliar (o chamado homeschooling) para estudantes até o ensino médio. A seção também incluirá trecho dizendo que os pais terão o direito de direcionar o ensino de seus filhos. No Kentucky, uma emenda permitirá ao Legislativo do estado direcionar verbas para a educação de estudantes fora do sistema escolar tradicional.

7. PROIBIÇÃO DE ELEITORES NÃO AMERICANOS

Oito estados votarão para proibir estrangeiros de votarem nas eleições locais: Idaho, Iowa, Kentucky, Missouri, Carolina do Norte, Carolina do Sul, Oklahoma e Wisconsin. A proibição para as eleições federais existe desde 1996, mas a prática para pleitos locais é permitida em três municípios e em Washington. Hoje, apenas sete estados proíbem explicitamente não cidadãos de votarem em determinados pleitos locais.



Leia Mais: Folha

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Ufac lança projeto de implantação de unidade de produção rural — Universidade Federal do Acre

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Ufac lança projeto de implantação de unidade de produção rural-interna-1.jpg

A Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (Proex) da Ufac realizou o lançamento do projeto “Extensão Universitária: Implantação e Divulgação de Unidade de Produção Rural Integrada para a Amazônia”, o qual coordenado pela professora Marilene Santos, é viabilizado por emenda parlamentar do senador Alan Rick (Republicanos-AC), no valor de R$ 5,7 milhões. O evento ocorreu nesta sexta-feira, 3, no laboratório de mecanização, e foi marcado pela entrega de equipamentos agrícolas para uso de agricultores familiares.

A rede de apoio atende produtores orgânicos, integrantes do Movimento das Mulheres Camponesas e produtores de cacau de Acrelândia (AC), englobando ações em municípios acreanos como Rio Branco, Porto Acre, Bujari e Capixaba. Entre as frentes técnicas desenvolvidas, destacam-se a implantação de sistemas agroflorestais, o incentivo à adubação verde, melhorias na suinocultura, o manejo de pastagens e o fomento à cultura do cacau, com a meta de ampliar a produção regional para mais de 10 mil pés.

No total, a iniciativa atende a cinco grupos de produtores que recebem o acompanhamento especializado de uma equipe de cinco pesquisadores da Ufac, cinco engenheiros agrônomos, técnicos de nível superior, além de bolsistas de graduação e de mestrado.

“Aqui temos os melhores pesquisadores. Estamos muito felizes com essa entrega, que temos certeza de que ajudará nossos estudantes a entrarem com uma perspectiva diferente no mercado de trabalho”, destacou a reitora Guida Aquino.

A coordenadora do projeto, Marilene Santos, disse que a ação é uma semente que foi plantada e colherá bons frutos quando chegar ao resultado final. “Agradeço ao senador pela iniciativa.” Segundo Alan Rick, é preciso investir na base. “Não vamos conseguir colher a plantação se não houver nada plantado”, pontuou. “É um imenso prazer saber que contribuí em um projeto como esse.”

Ufac lança projeto de implantação de unidade de produção rural-interna2.jpg

A equipe técnica e de pesquisadores que compõem o projeto é formada pelos professores Almecina Balbino Ferreira, Bruna Viana, Eduardo Pacca Matar, Eduardo Mitke Brandão, Matheus Matos e Sebastião Elviro Neto, além dos colaboradores Patrícia Cunha e Rogério da Silva Correia.

Também compuseram o dispositivo de honra os vereadores Neném Almeida (MDB) e Zé Lopes (Republicanos).

(Camila Barbosa, estagiária Ascom/Ufac)

 



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Ufac obtém 3º lugar nacional em chamada pública do Procel — Universidade Federal do Acre

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Ufac obtém 3º lugar nacional em chamada pública do Procel.jpg

Proposta da Ufac, elaborada pelo Instituto eAmazônia, sobre energia sustentável e inovação para o edifício múltiplo do campus Floresta, em Cruzeiro do Sul, obteve o 3º lugar na classificação nacional e o 2º na classificação da região Norte na chamada pública Energia Zero em Prédios Públicos, do Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica (Procel).

O projeto contempla a modernização dos sistemas de iluminação e de climatização do edifício, além da instalação de um sistema de geração de energia fotovoltaica. As intervenções têm como objetivo reduzir o consumo de energia elétrica da edificação e equilibrar a geração local com o consumo anual, caracterizando o conceito de “Edifício Energia Zero”.

A nota final da proposta da Ufac foi de 7,62. No projeto, o eAmazônia prevê investimento de R$ 1.348.587,92 em recursos não reembolsáveis da Empresa Brasileira de Participações em Energia Nuclear e Binacional S.A., no âmbito do Procel.

Após a homologação do resultado da chamada pública, a Ufac dará continuidade aos procedimentos para assinatura do termo de cooperação técnica. A previsão é que a execução das intervenções ocorra em até 24 meses, seguida por um período de monitoramento para verificação das metas estabelecidas pelo programa.

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)

 



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Fórum de reitores debate desafios para ensino superior público — Universidade Federal do Acre

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A reitora Guida Aquino participou do 1º Fórum de Reitoras e Reitores da América Latina e do Caribe, realizado na segunda-feira, 29, e terça-feira, 30, em Foz do Iguaçu (PR), reunindo dirigentes de 89 instituições brasileiras, entre universidades e institutos federais, além de 67 representantes de 17 países latino-americanos e caribenhos, para debater os desafios e as perspectivas da educação superior pública, da cooperação internacional e da integração regional.

“A integração entre as universidades da América Latina e do Caribe é fundamental para o fortalecimento da educação superior pública, da produção científica e da construção de respostas conjuntas aos desafios sociais, econômicos e ambientais que compartilhamos enquanto região”, disse a reitora.

Durante a programação, foram debatidos temas estratégicos como a democratização do acesso ao ensino superior, a inclusão social, a mobilidade acadêmica, a pesquisa e a inovação, bem como mecanismos para ampliar a cooperação internacional e fortalecer as redes de produção científica e tecnológica entre os países participantes.

O evento contou com a participação do ministro da Educação, Leonardo Barchini, e do secretário de Educação Superior do Ministério da Educação, Marcus David, além de representantes de organismos internacionais e lideranças acadêmicas.

 



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