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dois meses depois das eleições, as manifestações e a repressão continuam
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Dois meses depois das eleições gerais em Moçambique – presidencial, legislativo e provincial – disputado em 9 de outubro, o barulho das ruas não diminui. Pelo contrário, nunca pareceu tão animado e organizado. Entre sábado, 7 de dezembro, e domingo, 8 de dezembro, uma série de ações levadas a cabo em todo o território por apoiantes da oposição paralisaram parcialmente o país, incluindo a sua capital, Maputo.
Em resposta, a polícia matou pelo menos 22 pessoas nestes dois dias, elevando o número provisório de mortos para 104 mortes após sessenta dias de manifestações, segundo a Plateforma Decide, uma organização de observação eleitoral da sociedade civil.
O país está a afundar-se numa crise enquanto o Tribunal Constitucional adia o anúncio dos resultados finais das eleições presidenciais. Ela é obrigada a fazer isso antes de 23 de dezembro. Para já, Daniel Chapo, candidato da Frelimo, partido no poder desde a independência em 1975, foi creditado com 71% dos votos pela comissão eleitoral. Uma pontuação rejeitada pela oposição, enquanto os observadores da União Europeia notaram “irregularidades” e “mudanças injustificadas” durante as eleições.
O seu líder, Venâncio Mondlane, à frente do partido Podemos – 20% dos votos – exilou-se após o assassinato de dois dos seus colaboradores no final de Outubro. Alvejado pela primeira vez na África do Sul no início de novembro, ele então, segundo suas declarações, deixou o continente africano.
Raiva centra-se nos símbolos da Frelimo
Essa distância não o teria protegido porque, ainda segundo seu relato, teria sofrido uma segunda tentativa de assassinato contra sua pessoa, no dia 7 de dezembro. “Se eu morrer, vocês devem acelerar o ritmo das manifestações”escreveu hoje na sua conta do Facebook, hoje a mais seguida em Moçambique.
Os apelos do homem que foi eleito a personalidade lusófona do ano pela agência noticiosa portuguesa Lusa ainda ressoam entre os seus apoiantes, apesar da distância. No sábado, um grupo de manifestantes cercou duas das principais centrais eléctricas do país, na fronteira sul-africana, mergulhando Maputo na escuridão durante dois dias. Da mesma forma, os manifestantes bloquearam 24 horas a N1, que leva o nome da imensa autoestrada de 2.500 quilómetros, eixo vital que atravessa este longo país de norte a sul.
A raiva concentra-se nos símbolos da Frelimo, cujo reinado incontestado desde a independência em 1975 cristalizou as frustrações. Se o Podemos apelou ao bloqueio das filiais locais do partido no poder, os manifestantes foram mais longe: incendiaram cerca de dez delas, incluindo a de Chibuto, na província de Gaza (centro do país), considerada o bastião histórico da Frelimo. Nesta mesma localidade, quase uma centena de prisioneiros foram libertados após um ataque ao centro de detenção preventiva. A sobrecarregada polícia não conseguiu impedir o saque de um complexo hoteleiro pertencente a Joaquim Chissano, o antigo presidente moçambicano.
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