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Dois milhões de pessoas em risco de morrer de fome em Rakhine, Mianmar: ONU | Notícias das Nações Unidas

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O PNUD afirma que sem acção urgente, 95 por cento da população regredirá ao modo de sobrevivência.

MianmarO estado de Rakhine, devastado pela guerra, poderá enfrentar uma fome iminente, de acordo com um novo relatório das Nações Unidas, que estima que mais de dois milhões de pessoas poderão estar em risco de morrer de fome.

“A economia de Rakhine parou de funcionar”, afirmou um relatório do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) divulgado na noite de quinta-feira.

Previu “condições de fome até meados de 2025” se os actuais níveis de insegurança alimentar não forem resolvidos no estado ocidental que faz fronteira com o Bangladesh, onde vive a comunidade apátrida Rohingya.

Cerca de dois milhões de pessoas correm o risco de morrer de fome, acrescentou o PNUD.

A produção de arroz em Rakhine diminuiu devido à escassez de sementes e fertilizantes, às condições climáticas adversas e ao deslocamento de pessoas que não podem mais cultivar, disse a agência.

“Rakhine está à beira de um desastre sem precedentes”, afirmou o PNUD no seu relatório.

“Combinado com a paralisação quase total do comércio, mais de dois milhões de pessoas correm o risco de morrer de fome”, acrescentou.

“Sem medidas urgentes, 95% da população regredirá ao modo de sobrevivência.”

As agências humanitárias, incluindo a Cruz Vermelha, enfrentaram graves dificuldades na avaliação das necessidades humanitárias e na prestação de ajuda devido às restrições do governo militar de Mianmar.

Reportando de Bangkok, Tony Cheng, da Al Jazeera, disse que a região atualmente só é capaz de produzir 20% dos alimentos de que necessita.

“No centro desta crise estão os Rohingya … Aqueles que tiveram a sorte conseguiram escapar das fronteiras, para Bangladesh. Mas milhões permanecem e a sua situação vai piorar ainda mais”, disse ele.

O número de pessoas deslocadas internamente em Rakhine aumentou mais de 60 por cento entre Outubro de 2023 e Agosto deste ano, com mais de 500.000 a dependerem inteiramente da ajuda, disse o PNUD.

Mianmar está em crise desde que os militares derrubaram o governo eleito da laureada com o Nobel Aung San Suu Kyi em 2021, provocando protestos em massa que se transformaram numa rebelião armada em múltiplas frentes.

A violência tem aumentado desde que o conflito reacendeu em Rakhine em Novembro passado, após o colapso de um cessar-fogo entre o Exército Arakan (AA) e os militares. Desde então, as forças rebeldes obtiveram ganhos substanciais.

Com mais de três milhões de pessoas deslocadas e grande parte do país em caos, a ajuda humanitária tornou-se crítica em Mianmar.



Leia Mais: Aljazeera

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Ufac lança projeto de implantação de unidade de produção rural — Universidade Federal do Acre

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Ufac lança projeto de implantação de unidade de produção rural-interna-1.jpg

A Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (Proex) da Ufac realizou o lançamento do projeto “Extensão Universitária: Implantação e Divulgação de Unidade de Produção Rural Integrada para a Amazônia”, o qual coordenado pela professora Marilene Santos, é viabilizado por emenda parlamentar do senador Alan Rick (Republicanos-AC), no valor de R$ 5,7 milhões. O evento ocorreu nesta sexta-feira, 3, no laboratório de mecanização, e foi marcado pela entrega de equipamentos agrícolas para uso de agricultores familiares.

A rede de apoio atende produtores orgânicos, integrantes do Movimento das Mulheres Camponesas e produtores de cacau de Acrelândia (AC), englobando ações em municípios acreanos como Rio Branco, Porto Acre, Bujari e Capixaba. Entre as frentes técnicas desenvolvidas, destacam-se a implantação de sistemas agroflorestais, o incentivo à adubação verde, melhorias na suinocultura, o manejo de pastagens e o fomento à cultura do cacau, com a meta de ampliar a produção regional para mais de 10 mil pés.

No total, a iniciativa atende a cinco grupos de produtores que recebem o acompanhamento especializado de uma equipe de cinco pesquisadores da Ufac, cinco engenheiros agrônomos, técnicos de nível superior, além de bolsistas de graduação e de mestrado.

“Aqui temos os melhores pesquisadores. Estamos muito felizes com essa entrega, que temos certeza de que ajudará nossos estudantes a entrarem com uma perspectiva diferente no mercado de trabalho”, destacou a reitora Guida Aquino.

A coordenadora do projeto, Marilene Santos, disse que a ação é uma semente que foi plantada e colherá bons frutos quando chegar ao resultado final. “Agradeço ao senador pela iniciativa.” Segundo Alan Rick, é preciso investir na base. “Não vamos conseguir colher a plantação se não houver nada plantado”, pontuou. “É um imenso prazer saber que contribuí em um projeto como esse.”

Ufac lança projeto de implantação de unidade de produção rural-interna2.jpg

A equipe técnica e de pesquisadores que compõem o projeto é formada pelos professores Almecina Balbino Ferreira, Bruna Viana, Eduardo Pacca Matar, Eduardo Mitke Brandão, Matheus Matos e Sebastião Elviro Neto, além dos colaboradores Patrícia Cunha e Rogério da Silva Correia.

Também compuseram o dispositivo de honra os vereadores Neném Almeida (MDB) e Zé Lopes (Republicanos).

(Camila Barbosa, estagiária Ascom/Ufac)

 



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Ufac obtém 3º lugar nacional em chamada pública do Procel — Universidade Federal do Acre

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Ufac obtém 3º lugar nacional em chamada pública do Procel.jpg

Proposta da Ufac, elaborada pelo Instituto eAmazônia, sobre energia sustentável e inovação para o edifício múltiplo do campus Floresta, em Cruzeiro do Sul, obteve o 3º lugar na classificação nacional e o 2º na classificação da região Norte na chamada pública Energia Zero em Prédios Públicos, do Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica (Procel).

O projeto contempla a modernização dos sistemas de iluminação e de climatização do edifício, além da instalação de um sistema de geração de energia fotovoltaica. As intervenções têm como objetivo reduzir o consumo de energia elétrica da edificação e equilibrar a geração local com o consumo anual, caracterizando o conceito de “Edifício Energia Zero”.

A nota final da proposta da Ufac foi de 7,62. No projeto, o eAmazônia prevê investimento de R$ 1.348.587,92 em recursos não reembolsáveis da Empresa Brasileira de Participações em Energia Nuclear e Binacional S.A., no âmbito do Procel.

Após a homologação do resultado da chamada pública, a Ufac dará continuidade aos procedimentos para assinatura do termo de cooperação técnica. A previsão é que a execução das intervenções ocorra em até 24 meses, seguida por um período de monitoramento para verificação das metas estabelecidas pelo programa.

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)

 



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Fórum de reitores debate desafios para ensino superior público — Universidade Federal do Acre

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A reitora Guida Aquino participou do 1º Fórum de Reitoras e Reitores da América Latina e do Caribe, realizado na segunda-feira, 29, e terça-feira, 30, em Foz do Iguaçu (PR), reunindo dirigentes de 89 instituições brasileiras, entre universidades e institutos federais, além de 67 representantes de 17 países latino-americanos e caribenhos, para debater os desafios e as perspectivas da educação superior pública, da cooperação internacional e da integração regional.

“A integração entre as universidades da América Latina e do Caribe é fundamental para o fortalecimento da educação superior pública, da produção científica e da construção de respostas conjuntas aos desafios sociais, econômicos e ambientais que compartilhamos enquanto região”, disse a reitora.

Durante a programação, foram debatidos temas estratégicos como a democratização do acesso ao ensino superior, a inclusão social, a mobilidade acadêmica, a pesquisa e a inovação, bem como mecanismos para ampliar a cooperação internacional e fortalecer as redes de produção científica e tecnológica entre os países participantes.

O evento contou com a participação do ministro da Educação, Leonardo Barchini, e do secretário de Educação Superior do Ministério da Educação, Marcus David, além de representantes de organismos internacionais e lideranças acadêmicas.

 



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