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Dois terços dos adultos dos EUA ignoram notícias políticas, revela pesquisa | Notícias da eleição de 2024 nos EUA

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Após meses de cobertura das eleições presidenciais, uma nova pesquisa destaca a tendência de fadiga política que já dura há anos nos EUA.

Depois de um ano dominado por uma implacável e intensa campanha eleitoral presidencialOs americanos procuram uma pausa nas notícias políticas, sugere uma nova sondagem.

Pesquisa da Associated Press-NORC Center for Public Affairs Research lançado na quinta-feira descobriram que 65 por cento dos adultos norte-americanos disseram sentir a necessidade de limitar o consumo de mídia sobre política e governo “devido à sobrecarga de informação (e) fadiga”.

Divididos por filiação política, cerca de sete em cada 10 eleitores do Partido Democrata – 72 por cento – disseram que estavam a afastar-se das notícias políticas. Cinquenta e nove por cento dos republicanos disseram o mesmo, assim como 63 por cento dos independentes.

“As pessoas estão mentalmente exaustas”, disse Ziad Aunallah, de 45 anos, de San Diego, Califórnia, à AP. “Todo mundo sabe o que está por vir e estamos apenas tirando uma folga.”

A pesquisa, realizada no início de dezembro, surge semanas depois Republicano Donald Trump garantiu uma vitória nas eleições presidenciais de 5 de novembro sobre sua rival democrata, a vice-presidente Kamala Harris.

A cobertura da mídia concentrou-se em Trump e Harris enquanto eles passavam meses em campanha, cruzando o país para realizar comícios e encontrar-se com eleitores.

Desde a vitória de Trump, o presidente eleito dos EUA – e seus planos pela primeira vez ele chegará à Casa Branca no próximo mês – dominaram o ciclo de notícias.

Mas, como descobriu a pesquisa AP-NORC, as avaliações dos noticiários da televisão dos EUA mostram que muitos americanos não estão sintonizados quando 2024 chega ao fim.

Após a noite eleitoral até 13 de dezembro, a audiência no horário nobre da rede de notícias de televisão MSNBC foi de uma média de 620 mil famílias, uma queda de 54% em relação à audiência pré-eleitoral deste ano, disse a empresa Nielsen. A média de 405 mil telespectadores da CNN caiu 45% no mesmo período.

Houve uma diferença marcante, no entanto, quando se olha para os números no Canal Fox Newsuma rede favorita dos apoiadores de Trump.

Lá, a média pós-eleitoral de 2,68 milhões de telespectadores aumentou 13%, disse Nielsen.

Desde a eleição, 72 por cento das pessoas que assistiam a uma dessas três redes de televisão por cabo à noite assistiam à Fox News, em comparação com 53 por cento antes do dia das eleições.

A fadiga política e a necessidade de se desligar das notícias não são um fenómeno novo nos EUA, onde polarização e a retórica divisiva disparou nos últimos anos.

Em 2020, o Pew Research Center descobriu que cerca de dois terços dos americanos relataram sentir-se “desgastados” pela quantidade de notícias disponíveis, quase a mesma percentagem de pessoas que disseram ter sentido fadiga noticiosa em 2018.

Banco também relatado em setembro No ano passado, 65% das pessoas entrevistadas disseram que sempre ou frequentemente se sentiam exaustos quando pensavam em política, enquanto 55% disseram que sempre ou frequentemente sentiam raiva.

A mesma pesquisa descobriu que cerca de oito em cada 10 americanos responderam negativamente quando solicitados a descrever o estado da política no país, com muitos optando pela palavra “divisivo” para explicar a situação.

Arash Javanbakht, professor associado de psiquiatria na Wayne State University, no estado americano de Michigan, explicou que “a política do medo” está entre as três principais razões pelas quais muitos americanos estão se desligando da política.

“A pandemia da COVID-19, mais de uma década de intenso stress político, polarização dos meios de comunicação social e guerras em todo o mundo, bem como a desilusão pública com a política e os meios de comunicação dos EUA, levaram, acredito, a que muitas pessoas experimentassem esgotamento e desamparo aprendido. ”, ele escreveu no The Conversation deste mês.



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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre

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Alexandra Deitos e Txima Huni Kuin.jpg

Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.

Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.

Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).

Aprendizagem no território

Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.

A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

Mestras e aprendizes tecelãs.jpg

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.

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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre

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2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no SUS (2).jpg

A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.

A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.

Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”

O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.

Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.

Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.

A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”

Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.



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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre

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Nathalia Oliveira, Ufac 2026.10.02.jpeg

A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.

“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.

Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.

A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.



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