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Donald Trump assume o cargo com a promessa de ser o melhor melhor | John Crace

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John Crace

Tei, vieram aos poucos, os indesejados, os não convidados e os não amados. A primeira a chegar a Washington foi Liz Truss, usando um chapéu Maga vermelho e um casaco azul brilhante, parecendo uma figurante de um filme do Urso Paddington.

Lizzie pode ser encontrada em uma esquina no centro de DC, gritando: “Eu fui primeira-ministra do Reino Unido”.

“Claro que sim”, disse um transeunte gentil, afastando-se dela.

“Eu fiz. Eu fiz. Eu realmente fiz isso”, ela soluçou.

“Você precisa de ajuda?”

“Estou bem. Estou bem. Qualquer um que disser que eu quebrei a economia receberá uma carta dos meus advogados.”

“Está tudo bem, senhora”, disse um policial. “Hora de seguir em frente. Você tem algum lugar para ir?

Lizzie não. Ela não tinha muita certeza por que tinha vindo para a América agora. Quando mesmo Donald Trump não quer conhecer você, então seu senso de futilidade está completo. Talvez ela pudesse encontrar uma loja de produtos elétricos e assistir à inauguração pela TV.

O mesmo aconteceu com Suella Braverman e Priti Patel. Não há lugar para ir, não há lugar para estar. Eles só vieram porque esperavam ser um pouco mais populares nos EUA do que em casa. Priti tinha certeza de que ser descoberta por ter violado o código ministerial duas vezes lhe garantiria um lugar na primeira fila. Acontece que o Donald tinha alguns padrões, afinal. Suella até apareceu no mesmo voo que o idiota freelancer Laurence Fox. Difícil dizer quem ficou mais envergonhado.

De volta ao Reino Unido, a sucção começou na manhã de segunda-feira. David Lammy no programa Today tentando ser tranquilo por não ter recebido um convite. Ele tinha certeza de que tinha sido apenas um choque de diários. E, de qualquer forma, não queria ofuscar o presidente eleito. Ele cantou rapsódias sobre o brilhantismo do Donald, o jantar prolongado que foi o melhor de todos os tempos, a incrível graça e generosidade do Trumpster. Palavras que ninguém jamais havia dito. Muito menos o secretário dos Negócios Estrangeiros, que ouvimos pela última vez, chamou-o de fascista. Passe o saco de doente.

Era uma manhã muito fria em DC. Algo que todo repórter comentou. Menos 11, disse o homem do céu no gramado da Casa Branca. Ele soou como se sentisse que tinha tirado a palha curta. Por que ele não estava apresentando o show em um estúdio aconchegante? Ou fazendo o comentário da Rotunda?

A primeira ação real foi avistar Trump indo para um culto de oração na igreja episcopal de St John. Donald não parecia exatamente emocionado por estar ali. Então ele raramente faz isso quando está com Melania. Juntando-se a ele na congregação estava Javier Milei, a resposta argentina a Liam Gallagher, Elon Musk e Boris Johnson. Este foi um verdadeiro momento de arrogância para Bozza. O Donald nasceu de novo enquanto não conseguia nem distribuir cópias de suas memórias. O serviço durou 45 minutos. Havia muitos pecados coletivos a serem perdoados.

Corta para JD Vance e sua esposa Usha sendo recebidos na Casa Branca por Kamala Harris e seu marido Doug. Sorrisos estranhos. Nenhum amor perdido ali. Momentos depois, o Beeb exibiu um ticker: Família Rump chegando ao Capitólio. Comece como pretende continuar, BBC. Deixe Donald e Melania conhecerem os Bidens. Talvez eles tenham conversado sobre por que Trump decidiu postar um vídeo sobre Joe ter passado a noite na ala dos idosos. Aquela generosidade lendária novamente. Ainda nenhum sorriso do Donald.

Uma hora antes do início da cerimónia, a Rotunda começou a encher-se de convidados. Lá estava Musk. Tão estranho quanto só ele pode ser. Amigos, políticos, juízes e embaixadores. Mas nada de Nigel Farage. Talvez não tão boas relações com o presidente como ele gostaria que acreditássemos. George Bush e Bill Clinton estavam lá com as suas esposas. Barack Obama sem o dele. A extensa família Trump parece surpresa por ter sido libertada no dia. As cerimoniais não chegaram nem perto de uma ocasião oficial britânica. Mais como o Oscar político completo com um locutor cafona.

Depois de uma longa procissão de entradas, finalmente chegamos ao próprio Trump. O primeiro lampejo de um sorriso. Ele e Melania foram se beijar no ar. Seus lábios não chegaram a quinze centímetros um do outro. Em seguida, os endereços de abertura. Um lembrete de que “justiça igual perante a lei” foi escrita no Supremo Tribunal. Só não para presidentes. Ou os muito ricos.

Billy Graham declarou que Deus deu Trump para salvar o país. Pelo menos saberemos quem culpar. O Donald fez o juramento sobre sua própria Bíblia. Aquela que diz “que todos os criminosos sejam poupados” e “agarre as mulheres pela buceta”. A América teve seu 47º presidente. Gritos dos EUA podiam ser ouvidos na sala de transbordamento. Trump começou a aplaudir sozinho. Ele ainda não pegou o jeito.

As luvas caíram quando ele começou seu discurso inaugural. Você não conseguia escapar da ameaça em sua voz. Donald ainda é um homem que sente que Donald foi injustiçado. Tudo o que ele tinha era uma narrativa de traição. Ele apostou em Biden pelo declínio da América. Mas ele estava presente para trazer a era de ouro da América. Este era o momento que os EUA esperavam há quase 250 anos. Tão modesto.

Ele também acreditava que Deus o havia poupado para salvar a América. Tudo iria mudar. Haveria uma emergência nacional na fronteira sul. Cuidado com os imigrantes. Também haveria tarifas, embora ele não tivesse certeza de como funcionariam. E traga os negacionistas das alterações climáticas. Perfure, querido, perfure. Ele não conseguiu estabelecer a ligação com os desastres na Carolina do Norte e em Los Angeles.

Tente vê-lo como o messias. Um pacificador. Um unificador. O melhor. O melhor melhor. O Golfo do México seria renomeado como Golfo da América. O canal do Panamá seria tomado. Marte, aqui vamos nós. A essa altura, a maior parte do público estava pulando nas cadeiras.

“O impossível é o que fazemos de melhor”, finalizou. “Vamos vencer como nunca.” Houve uma pausa não programada de um minuto antes de Carrie Underwood cantar America the Beautiful. Acontece que era impossível colocar a música no laptop. Tornando a América grande novamente.



Leia Mais: The Guardian

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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre

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Alexandra Deitos e Txima Huni Kuin.jpg

Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.

Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.

Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).

Aprendizagem no território

Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.

A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

Mestras e aprendizes tecelãs.jpg

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.

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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre

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2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no SUS (2).jpg

A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.

A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.

Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”

O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.

Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.

Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.

A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”

Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.



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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre

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Nathalia Oliveira, Ufac 2026.10.02.jpeg

A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.

“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.

Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.

A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.



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