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duas ONGs pedem à FIFA que “interrompa” o processo de concessão da Copa do Mundo masculina de 2034 à Arábia Saudita

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Dentro de um mês, no dia 11 de dezembro, a Federação Internacional de Futebol (FIFA) deverá reunir-se para um congresso extraordinário, com vista a decidir se acolherá os Campeonatos do Mundo masculinos de 2030 e 2034 em ambos os casos, apenas uma candidatura. . O conjunto de Espanha, Portugal e Marrocos pela primeira ; da Arábia Saudita pela segunda.

Depois das polêmicas decorrentes da escolha da Rússia depois do Catar como países-sede das edições de 2018 e 2022 do concurso, o órgão introduziu, em seu processo de seleção, critérios relativos aos direitos humanos: do respeito aos direitos trabalhistas à liberdade de expressão, para citar alguns, pelo combate à discriminação. Esses critérios pretendem ser “obrigações totalmente vinculativas”reafirmou a FIFA em outubro de 2023.

Mas para as organizações não-governamentais (ONG) Amnistia Internacional e Sport & Rights Alliance, a conta ainda não existe: “Nenhuma das propostas explica suficientemente como os países anfitriões cumprirão os padrões (…) estabelecido pela FIFA em seu regulamento de licitações »eles insistem em um comunicado de imprensa publicado na segunda-feira, 11 de novembro.

Solicitam assim à autoridade que “condicionar a atribuição” da Copa do Mundo de 2030 ao trio Espanha-Marrocos-Portugal “o desenvolvimento de uma estratégia muito mais credível em termos de direitos fundamentais” e instá-lo a interromper o processo relativo à Arábia Saudita “a menos que grandes reformas em matéria de direitos humanos sejam anunciadas antes da votação”.

“Assuma a responsabilidade”

No caso do reino do Golfo, os riscos são descritos como “triplo” pelas duas organizações, sendo o país regularmente responsabilizado pela severa repressão exercida pelo governo, nomeadamente contra a liberdade de expressão.

Eles alertam sobre o “custo humano real e previsível” da realização do evento no país: adeptos discriminados, residentes despejados à força, trabalhadores explorados, uma vez que o processo de candidatura da Arábia Saudita descreve planos ambiciosos para construir ou renovar onze estádios, mais de 185 mil quartos de hotel adicionais e grandes projectos de infra-estruturas que vão desde ligações de transportes a novas cidades .

Para Espanha, Portugal e Marrocos, as ONG alertam, entre outras coisas, contra a redução da habitação acessível disponível para os residentes das cidades anfitriãs nos dois primeiros países, e contra os riscos de despejos forçados no terceiro. Surge também, no caso de Marrocos, “legislação que criminaliza as relações sexuais entre pessoas do mesmo sexo, bem como as relações extraconjugais”.

Leia também | Artigo reservado para nossos assinantes “A FIFA sacrifica os seus “ideais” aos seus interesses económicos”

“Marrocos, Portugal e Espanha devem levar muito mais a sério as suas responsabilidades em matéria de direitos humanosafirma Steve Cockburn, responsável pelo programa de legislação laboral e desportiva da Amnistia Internacional. O Campeonato do Mundo de 2030 oferece uma oportunidade para reforçar a protecção dos direitos nestes três países, desde que os governos e as associações de futebol estejam preparados para trabalhar em estreita colaboração com os adeptos, organizações de direitos humanos, sindicatos e outros grupos relevantes. »

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Ufac participa de lançamento de projeto na Resex Cazumbá-Iracema — Universidade Federal do Acre

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Ufac participa de lançamento de projeto na Resex Cazumbá-Iracema — Universidade Federal do Acre

A Ufac participou do lançamento do projeto Tecendo Teias na Aprendizagem, realizado na reserva extrativista (Resex) Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira (AC). O evento ocorreu em 28 de março e reuniu representantes do poder público, comunidade acadêmica e moradores da reserva.

Com uma área de aproximadamente 750 mil hectares e cerca de 500 famílias, a Resex é território de preservação ambiental e de produção de saberes tradicionais. O projeto visa fortalecer a educação e promover a troca de conhecimentos entre universidade e comunidade.

O presidente da reserva, Nenzinho, destacou que a iniciativa contribui para valorizar a educação não apenas no ensino formal, mas também na qualidade da aprendizagem construída a partir das vivências no território. Segundo ele, a proposta reforça o papel da universidade na escuta e no reconhecimento dos saberes locais.

O coordenador do projeto, Rodrigo Perea, sintetizou a relação entre universidade e comunidade. “A floresta ensina, a comunidade ensina, os professores aprendem e a Ufac aprende junto.” 

Também estiveram presentes no lançamento os professores da Ufac, Alexsande Franco, Anderson Mesquita e Tânia Mara; o senador Sérgio Petecão (PSD-AC); o prefeito de Sena Madureira, Gerlen Diniz (PP); e o agente do ICMBio, Aécio Santos.
(Fhagner Silva, estagiário Ascom/Ufac)



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Educação Física homenageia Norma Tinoco por pioneirismo na dança — Universidade Federal do Acre

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Educação Física homenageia Norma Tinoco por pioneirismo na dança — Universidade Federal do Acre

 Os professores Jhonatan Gomes Gadelha e Shirley Regina de Almeida Batista, do curso de Educação Física da Ufac, realizaram a mostra de dança NT: Sementes de uma Pioneira, em homenagem à professora aposentada Norma Tinoco, reunindo turmas de bacharelado e licenciatura, escolas de dança e artistas independentes. O evento ocorreu na noite de 25 de março, no Teatro Universitário, campus-sede, visando celebrar a trajetória da homenageada pela inserção e legitimação da dança no curso.

Norma recebeu uma placa comemorativa pelos serviços prestados à universidade. Os alunos do curso, André Albuquerque (bacharelado) e Matheus Cavalcante (licenciatura) fizeram a entrega solene. Segundo os organizadores, os anos de dedicação da professora ao curso e seu pioneirismo jamais serão esquecidos.

“A ideia, que ganhou corpo e emoção ao longo de quatro atos, nasceu do coração de quem viveu de perto a influência da homenageada”, disse Jhonatan Gomes Gadelha, que foi aluno de Norma na graduação. Ele contou que a mostra surgiu de uma entrevista feita com ela por ocasião do trabalho dele de conclusão de curso, em 2015. “As falas, os ensinamentos e as memórias compartilhadas por Norma naquele momento foram resgatadas e transformadas em movimento”, lembrou.

Gadelha explicou que as músicas que embalaram as coreografias autorais foram criadas com o auxílio de inteligência artificial. “Um encontro simbólico entre a tradição plantada pela pioneira e as ferramentas do futuro. O resultado foi uma apresentação carregada de bagagem emocional, autenticidade e reverência à história que se contava no palco.”

Mostra em 4 atos

A professora de Educação Física, Franciely Gomes Gonçalves, também ex-aluna de Norma, foi a mestre de cerimônias e guiou o público por uma narrativa que comparava a trajetória da homenageada ao crescimento de uma árvore: “A Pioneira: A Raiz (ato I), “A Transformadora: O Tronco” (ato II), “O Legado: Os Frutos” (ato III) e “Homenagem Final: O reconhecimento” (ato IV).

O ato I trouxe depoimentos em vídeo e ao vivo, além de coreografias como “Homem com H” (com os 2º períodos de bacharelado e licenciatura) e “K Dance”, que homenageou os anos 1970. O ex-bolsista Kelvin Wesley subiu ao palco para saudar a professora. A escola de dança Adorai também marcou presença com as variações de Letícia e Rayelle Bianca, coreografadas por Caline Teodoro, e o carimbó foi apresentado pelo professor Jhon e pela aluna Kethelen.

O ato II contou com o depoimento ao vivo de Jhon Gomes, ex-aluno que seguiu carreira artística e acadêmica, narrando um momento específico que mudou sua trajetória. Ele também apresentou um solo de dança, seguido por coreografias da turma de licenciatura e uma performance de ginástica acrobática do 4º período.

No ato III foi exibido um vídeo em que os atuais alunos do curso de Educação Física refletiram sobre o que a dança significa em suas formações. As apresentações incluíram o Atelier Escola de Dança com “Entre o que Fica e o que Parte” (Ana Fonseca e Elias Daniel), o Estúdio de Artes Balancé com “Estrelas” (coreografia de Lucas Souza) e a Cia. de Dança Jhon Gomes, com outra versão de “Estrelas”. A escola Adorai retornou com “Sarça Ardente”, coreografada por Lívia Teodoro; os alunos do 2º período de bacharelado encerraram o ato.

No ato IV, após o ministério de dança Plenitude apresentar “Raridade”, música de Anderson Freire, a professora Shirley Regina subiu ao palco para oferecer palavras à homenageada. Em seguida, a mestre de cerimônias convidou Norma Tinoco a entrar em cena. Ao som de “Muda Tudo”, os alunos formaram um círculo ao redor da professora, cantando o refrão em coro.

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I FÓRUM ESTADUAL "Autismo, Cultura, Mercado de Trabalho e Políticas Públicas no Acre."

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I FÓRUM ESTADUAL "Autismo, Cultura, Mercado de Trabalho e Políticas Públicas no Acre."

09 e 10 de ABRIL
Local: Teatro Universitário da UFAC
11 de ABRIL
Local: Anfiteatro Garibaldi Brasil UFAC

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