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Eleições na Irlanda: os partidos, a votação, as questões e o resultado provável | Irlanda

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Jon Henley Europe correspondent

Os eleitores da Irlanda vão às urnas na sexta-feira, 29 de Novembro, três semanas depois de o primeiro-ministro, Simon Harris, ter posto fim a meses de especulação ao dissolvendo o governo de coalizão antes do final do seu mandato de cinco anos, em Março do próximo ano.

O Fine Gael de centro-direita de Harris procura um quarto mandato consecutivo sem precedentes, uma perspectiva que parece longe de impossível dada a sua recente recuperação dramática nas sondagens – e o colapso igualmente dramático no apoio ao seu rival, o Sinn Féin.


Quem são os principais atores e como eles estão pesquisando?

Um dos dois partidos históricos de centro-direita da Irlanda, o Fine Gael e o Fianna Fáil, liderou todos os governos irlandeses no último século. Nas últimas eleições, em 2020, os dois rivais de longa data formaram uma coligação pela primeira vez, acompanhados pelo menor Partido Verde.

Os dois principais parceiros concordaram em alternar o cargo de primeiro-ministro, ou taoiseach, a meio do seu mandato. Em março, O líder do Fine Gael, Leo Varadkar, renunciou. Harris, conhecido como o “taoiseach do TikTok” por suas habilidades em mídia, assumiu, revigorando o partido e supervisionando um aumento nas pesquisas.

Entretanto, o principal partido da oposição – o republicano de esquerda Sinn Féin, que em 2020 ganhou o voto popular e terminou em segundo lugar em termos de assentos, atrás do Fianna Fáil – viu a sua popularidade cair devido a políticas de imigração pouco claras e a uma série de escândalos.

Há dois anos, o Sinn Féin, liderado por Mary Lou McDonald, tinha 36% nas sondagens na Irlanda e, instalado como o maior partido na assembleia da Irlanda do Nortetinha grandes esperanças de formar o seu primeiro governo em Dublin, abrindo caminho para um referendo sobre a reunificação irlandesa.

As actuais médias de sondagens colocam o Fine Gael em cerca de 24%, o Fianna Fáil, liderado pelo ministro dos Negócios Estrangeiros, Micheál Martin, em 21% e o Sinn Féin em apenas 18%, com nenhum dos restantes partidos mais pequenos a ultrapassar os 5% e os independentes e outros totalizando cerca de 21%.


Qual é o sistema e como funciona?

Preste atenção, é complicado.

Após as alterações recomendadas pela comissão eleitoral, o novo Dàil da Irlanda, ou câmara baixa do parlamento, terá 174 deputados, conhecidos como Teachta Dála ou TDs, em comparação com os 160 da última vez, representando 43 círculos eleitorais (um aumento de quatro).

Os círculos eleitorais retornam três, quatro ou cinco TDs. Quase 700 candidatos, incluindo mais de 170 independentes, estão concorrendo – mas nenhum dos 20 partidos na corrida apresenta o suficiente para conquistar a maioria por si só, o que significa que outro governo de coligação é certo.

A Irlanda utiliza um sistema eleitoral de representação proporcional com voto único transferível, o que significa que os eleitores classificam os seus candidatos preferidos – tantos quantos quiserem – por ordem, marcando a sua primeira escolha com 1, a sua segunda escolha com 2 e assim por diante.

A contagem ocorre então em vários turnos, com os candidatos precisando alcançar uma parcela específica de votos, dependendo do seu círculo eleitoral para serem eleitos. Se a escolha número um de um eleitor já atingiu essa cota ou foi eliminada, o voto vai para a próxima escolha.

Com 20 ou mais candidatos em alguns círculos eleitorais, a contagem – tal como aconteceu nas eleições anteriores de 2020 – poderá levar vários dias. Só então poderão começar negociações de meses sobre a formação de um novo governo e o Dàil eleger o novo taoiseach.


Quais são os principais problemas e qual é o resultado provável?

O custo de vida continua a ser uma preocupação fundamental para os eleitores e, embora a queda das taxas de juro e um recente orçamento gratuito de 10,5 mil milhões de euros possam ter atenuado a dor, o Fine Gael e o Fianna Fáil estão bem conscientes de que os preços mais elevados representam um perigo para os partidos no poder.

O financiamento dos cuidados de saúde é outra grande questão, assim como A contínua crise imobiliária na Irlandacom os jovens, em particular, a debaterem-se com rendas altíssimas e 61% dos inquiridos irlandeses (contra 10% em toda a UE) no ano passado citando a habitação como um dos dois principais problemas do país.

Imigração e asilo são outro tema polêmicocom um número recorde de chegadas este ano e uma polarização crescente sobre a questão a ser cada vez mais alimentada por actores de extrema-direita, levando, por vezes, a protestos violentos. As pesquisas mostram que quase dois terços querem controles mais rígidos.

Também se levanta à porta uma questão menos controversa: o que fazer com o 14 mil milhões de euros do dinheiro dos impostos da Apple vindo na direcção da Irlanda graças a uma decisão do mais alto tribunal da UE. Alguns defendem gastos em habitação e infra-estruturas, outros em educação e redução da pobreza.

O Sinn Féin precisaria de terminar bem à frente do Fine Gael e do Fianna Fáil para impedir a reeleição dos seus rivais, uma vez que ambos se comprometeram a governar juntos novamente sem ele. Isso não parece provável e poucas mudanças políticas importantes estão em perspectiva.

Quando os resultados finalmente se tornarem claros, após o encerramento das urnas, às 22 horas da próxima sexta-feira, os especialistas dizem que os dois principais partidos de centro-direita da Irlanda deverão estar em posição de formar uma nova coligação com os Verdes, outro pequeno partido de centro-esquerda ou um grupo de independentes.



Leia Mais: The Guardian

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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre

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Alexandra Deitos e Txima Huni Kuin.jpg

Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.

Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.

Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).

Aprendizagem no território

Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.

A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

Mestras e aprendizes tecelãs.jpg

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.

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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre

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2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no SUS (2).jpg

A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.

A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.

Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”

O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.

Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.

Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.

A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”

Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.



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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre

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Nathalia Oliveira, Ufac 2026.10.02.jpeg

A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.

“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.

Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.

A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.



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