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Gerson garante empate com Uruguai pelas Eliminatórias – 19/11/2024 – Esporte
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Lucas Bombana
No último compromisso da seleção brasileira em 2024, a equipe comandada por Dorival Júnior empatou em 1 a 1 contra o Uruguai na Arena Fonte Nova, em Salvador, em partida válida pela 12º rodada das Eliminatórias Sul-Americanas para a Copa de 2026. Ao fim da partida, a seleção ouviu vaias da torcida.
Com o resultado, o Brasil caiu uma posição na tabela de classificação e encerra o ano em 5º, com 18 pontos —os seis primeiros garantem vaga direta no Mundial. A Argentina, que venceu o Peru por 1 a 0 na Bombonera, em Buenos Aires, lidera, com 25.
Vindo de um empate contra a Venezuela fora de casa, a seleção pentacampeã se valeu do apoio da torcida para iniciar a partida pressionando o Uruguai no campo do adversário, mas sem conseguir criar chances reais de perigo ao gol do arqueiro uruguaio Rochet. Ederson tampouco precisou fazer grandes defesas na primeira etapa.
Na volta do intervalo, com as duas equipes em busca do resultado, os gols não demoraram a sair.
Aos 9 minutos, o meia Valverde, do Real Madrid, recebeu na entrada da grande área, se livrou da marcação de Bruno Guimarães e bateu no canto esquerdo do gol brasileiro, sem chance de defesa para Ederson.
Logo depois do gol, Dorival Júnior fez modificações no time, com as entradas de Luiz Henrique e Gabriel Martinelli no lugar de Igor Jesus e Abner.
Pouco depois, aos 16, veio o gol de empate com Gerson, que acertou forte chute rasteiro da entrada da grande área após corte da zaga uruguaia. Foi o primeiro gol do volante do Flamengo com a camisa da seleção brasileira.
O Brasil se animou após o gol e criou uma série de boas oportunidades, principalmente com Vinicius Junior e Martinelli, mas sem efetividade.
Dorival ainda colocou Estêvão em campo pela ponta direita, no lugar de Savinho, mas a joia do Palmeiras não conseguiu furar a retranca da zaga uruguaia.
“Eu trocaria o meu gol pela vitória. A gente sabia que era um jogo muito difícil e viemos querendo a vitória”, declarou Gerson na saída do campo à TV Globo.
“A gente tentou desde o primeiro minuto até o final. Infelizmente, não saímos com o resultado que a gente queria, mas terminamos o ano com um ponto que, na nossa caminhada, vai ser muito importante”, afirmou Raphinha, um dos melhores em campo contra o Uruguai.
Foi o 81º encontro entre Brasil e Uruguai, com 38 vitórias da seleção brasileira, 21 da uruguaia, além de 22 empates.
A última vitória brasileira contra a Celeste foi em outubro de 2021, pelas Eliminatórias para a Copa de 2022, com uma goleada de 4 a 1 na Arena Amazônia, em Manaus. Neymar, Raphinha (duas vezes) e Gabigol marcaram para o Brasil, com Luis Suárez descontando para a seleção celeste.
Nos dois últimos confrontos, o Uruguai levou a melhor, com vitória por 2 a 0 pelas Eliminatórias, em outubro de 2023, em partida que ficou marcada pela grave lesão de Neymar. Nas quartas de final da Copa América, em julho, os uruguaios venceram nos pênaltis por 4 a 2, após empate em 0 a 0 no tempo regulamentar.
No primeiro ano de Dorival Júnior à frente da seleção, foram seis vitórias, sete empates e uma derrota.
No período, a equipe verde-amarelo teve vitória importante contra a Inglaterra em Wembley, na estreia do treinador, e arrancou empate contra a Espanha no Santiago Bernabéu na sequência, além de conseguir goleadas por 4 a 1 contra o Paraguai na Copa América, e por 4 a 0 contra o Peru pelas Eliminatórias.
Mas acabou eliminada precocemente na Copa América, com um desempenho fraco em campo que atraiu críticas aos jogadores e ao técnico.
O trabalho de Dorival também foi marcado no período por mudanças constantes no time titular em busca de uma formação ideal.
Sem receber muitas oportunidades no Real Madrid, Endrick acabou perdendo espaço também na seleção, com o técnico privilegiando a dupla do Botafogo líder do Campeonato Brasileiro, Luiz Henrique e Igor Jesus.
No meio de campo, Gerson assumiu o protagonismo e foi um dos destaques positivos, aproveitando o desempenho abaixo do esperado de Lucas Paquetá, que convive com investigações sobre suposta manipulação em partidas da Premier League.
O próximo compromisso do Brasil pelas Eliminatórias está previsto para 20 de março, quando enfrenta a Colômbia em casa. Em seguida, encara a atual campeã mundial Argentina na casa do adversário, no dia 25.
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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial — Universidade Federal do Acre
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15 de maio de 2026O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 13, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (Cfch), um evento em comemoração aos 10 anos do Laboratório de Pesquisa Observatório de Discriminação Racial (LabODR). A programação reuniu a comunidade acadêmica, pesquisadores, egressos, bolsistas e integrantes do movimento social negro para celebrar a trajetória do laboratório e os resultados alcançados por meio das pesquisas desenvolvidas ao longo da última década.
Vinculado à área de História, mas formado por profissionais de diferentes áreas do conhecimento, o LabODR/Ufac foi criado em 2016 a partir de uma articulação entre a Ufac e o movimento negro acreano, especialmente o Fórum Permanente de Educação Étnico-Racial do Estado do Acre. Inicialmente estruturado como projeto institucional de pesquisa, o laboratório contou com apoio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes) e, em 2018, foi inserido na plataforma Lab e certificado pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propeg).
O laboratório atua na pesquisa e na formação de pesquisadores com foco na promoção da igualdade racial, desenvolvendo estudos voltados tanto à denúncia de práticas racistas quanto à construção de reflexões e práticas antirracistas, principalmente nos espaços educacionais. Atualmente, o LODR/Ufac abriga projetos institucionais como “Práticas Pedagógicas em Educação das Relações Étnico-Raciais em Escolas do Estado do Acre”, desenvolvido desde 2018, e “Pérolas Negras”, iniciado em 2020.
Durante o evento, convidados e bolsistas compartilharam experiências acadêmicas e profissionais construídas a partir das atividades desenvolvidas pelo laboratório, destacando a importância do observatório em suas formações pessoais e profissionais. A programação também apresentou pesquisas realizadas ao longo desses dez anos de atuação e ressaltou a contribuição do laboratório para o fortalecimento das discussões sobre igualdade racial dentro da universidade e na sociedade acreana.
Compuseram o dispositivo de honra o vice-reitor, Josimar Ferreira; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da Ufac, Margarida Lima; a vice-diretora do Cfch, Lucilene Ferreira de Almeida; e a representante do Neabi, Flávia Rocha.
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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre
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15 de maio de 2026A Universidade Federal do Acre (Ufac) participou, no dia 1º de maio, da Mostra Científica “Conectando Saberes: da integração à inclusão na Amazônia”, realizada na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira. A ação reuniu instituições de ensino, pesquisa, escolas rurais e moradores da reserva em atividades de divulgação científica e integração comunitária.
Financiada pelo CNPq, a iniciativa contou com a participação da Ufac, Ifac, ICMBio e de escolas da região. Aproximadamente 250 pessoas participaram da programação, entre estudantes, professores e moradores das comunidades da reserva.
Durante o evento, estudantes da graduação e pós-graduação da Ufac e do Ifac apresentaram pesquisas e atividades educativas nas áreas de saúde, Astronomia, Física, Matemática, Robótica e educação científica. A programação incluiu oficinas de foguetes, observação do céu com telescópios, sessões de planetário, jogos educativos e atividades com microscópios.
O professor Francisco Glauco, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN) da Ufac, destacou a importância da participação acadêmica em ações junto às comunidades tradicionais.
“A universidade tem um papel fundamental para a formação científica e cidadã dos estudantes. A troca de conhecimentos com comunidades de difícil acesso fortalece essa formação”, afirmou.
A professora Valdenice Barbosa, da Escola Iracema, ressaltou o impacto da iniciativa para os alunos da reserva.
“Foi um dia histórico de muito aprendizado. Muitos estudantes tiveram contato pela primeira vez com experimentos e equipamentos científicos”, disse.
Além das atividades científicas, a programação contou com apresentações culturais realizadas pelos estudantes da reserva, fortalecendo a integração entre ciência, educação e saberes amazônicos.
A participação da Ufac reforça o compromisso da universidade com a extensão, a popularização da ciência e a aproximação entre universidade e comunidades tradicionais da Amazônia.
Fhagner Soares – Estagiário
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UFAC participa de pesquisa sobre zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia — Universidade Federal do Acre
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15 de maio de 2026Um estudo publicado na revista Acta Amazonica identificou a presença do parasita Echinococcus vogeli em pacas (Cuniculus paca) abatidas e consumidas por comunidades tradicionais da Amazônia Ocidental. O agente é responsável pela equinococose policística humana, zoonose considerada emergente na região.
A pesquisa foi desenvolvida entre 2022 e 2023 nos municípios de Sena Madureira e Rio Branco, no Acre, sob coordenação do professor Francisco Glauco de Araújo Santos, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN), integrando a dissertação de mestrado de Liliane de Souza Anadão, do Programa de Pós-Graduação em Sanidade e Produção Animal Sustentável na Amazônia (PPGSPASA).
O estudo entrevistou 78 famílias e analisou 23 fígados de pacas abatidas para consumo. Em 48% das amostras foram identificados cistos hidáticos causados pelo parasita. A pesquisa também apontou que a maioria dos cães das comunidades participa das caçadas e consome vísceras cruas dos animais.
Segundo os pesquisadores, o principal risco de transmissão ocorre quando cães infectados eliminam ovos do parasita no ambiente, contaminando solo, água e alimentos.
“O principal risco está associado ao descarte inadequado das vísceras e ao contato com ambientes contaminados pelas fezes de cães infectados”, destacou o professor Francisco Glauco.
O estudo reforça a necessidade de ações de vigilância e educação em saúde nas comunidades rurais, principalmente relacionadas ao manejo de cães e ao descarte adequado das vísceras dos animais abatidos.
Para o pesquisador Leandro Siqueira, doutor em Medicina Tropical pela Fiocruz e coautor do estudo, a pesquisa amplia o conhecimento sobre a transmissão da doença na Amazônia e pode contribuir para futuras ações de prevenção e diagnóstico na região.
Fhagner Soares – Estagiário
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