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Eleições provocam ‘lavação de roupa suja’ no PT e sucessão no partido divide corrente de Lula
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2 anos atrásem
A eleição que vai renovar a cúpula do PT, em 2025, é alvo de intensa disputa nos bastidores entre aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Longe dos holofotes, enquanto todas as atenções estão voltadas para o segundo turno dos confrontos municipais neste domingo, 27, petistas com e sem mandato fazem articulações para tentar mudar os rumos do partido.

Gleisi e Haddad disputam rumos do PT para 2026 e também para o pós-Lula. Foto: Ricardo Stuckert/Instituto Lula
Até agora, o cenário das urnas indica um caminho de pedras a ser percorrido pelo PT. Não é à toa que o próprio Haddad tem dito que a sigla precisa começar a construir o “pós-Lula”.
Aliados de Gleisi querem antecipar a saída dela do cargo, prevista para junho de 2025. De 5 a 7 de dezembro, o PT fará um seminário, seguido de uma reunião do Diretório Nacional, com o objetivo de discutir seus novos desafios. A mudança é considerada urgente numa época em que o mundo do trabalho se modifica com a velocidade da luz, as redes sociais criam “fenômenos” como Pablo Marçal e o partido ainda tem cabeça analógica.
Haverá, ainda, um balanço das eleições municipais e já se espera uma “lavação de roupa suja” por causa do mau desempenho petista. Não são poucos os que criticam o fato de o PT ter deixado de lançar candidatos próprios em várias capitais, como em São Paulo – onde a legenda apoia Guilherme Boulos (PSOL) –, para avalizar concorrentes de siglas que sustentam o governo no Congresso.
“O PT precisa, urgentemente, se abrir e investir em uma nova geração de líderes para evitar o risco de se tornar um mero espectador das mudanças no cenário futuro da política”, disse o deputado Reginaldo Lopes (PT-MG). “Nesse momento, o PT e a esquerda têm apenas um fio de relação com a população mais pobre e os trabalhadores, que é o Lula”, afirmou o ex-presidente da Câmara João Paulo Cunha (PT-SP).
‘Diga ao povo que fico’, afirma Gleisi
A disputa, agora, é sobre como “refundar” o PT. Uma ala acha que Gleisi deve passar o bastão em fevereiro de 2025 por ser uma data simbólica, quando o partido completa 45 anos. A ideia desse grupo é deixar o deputado José Guimarães (CE), líder do governo na Câmara e um dos vice-presidentes do PT, como interino no comando da legenda.
Até o fim de junho, o PT vai realizar o Processo de Eleições Diretas (PED), com voto dos filiados, para a escolha de suas novas cúpulas municipais, estaduais e nacional.
A estratégia da saída antecipada de Gleisi, porém, permitiria a ela assumir um ministério, uma vez que Lula pretende fazer trocas na equipe antes de julho. Como mostrou o Estadão, Gleisi é cotada para a Secretaria-Geral da Presidência e o Ministério do Desenvolvimento Social.
De quebra, o movimento poderia fortalecer Guimarães na briga pela presidência do PT, meses depois, sobretudo se o partido ganhar a prefeitura de Fortaleza, neste domingo, contra o PL de Jair Bolsonaro. Qualquer mudança de cronograma, no entanto, precisa ser aprovada pelo Diretório Nacional.
Após a publicação desta Coluna, Gleisi garantiu que não deixará a presidência do PT antes do fim de seu mandato. “Diga ao povo que fico”, brincou ela. “Eu fiz um compromisso com o presidente Lula de ficar aqui até o término do meu mandato, que é 30 de junho, e vou cumprir. Acho que nossa gestão foi vitoriosa porque pegamos o momento mais difícil do partido”, completou.
Lula chegou a perguntar a Gleisi, logo depois do primeiro turno das eleições, como estava o calendário das eleições diretas no PT. Além de querer levar a deputada para o primeiro escalão, o presidente também trabalha para que o substituto dela no comando do PT seja o prefeito de Araraquara, Edinho Silva. É justamente aí que as divergências se acentuam.

O prefeito de Araraquara, Edinho Silva, é o preferido de Lula para o comando do PT. Foto: Dida Sampaio|Estadão
Tanto Gleisi quanto Edinho foram ministros no governo Dilma Rousseff. Ela foi chefe da Casa Civil. Ele, titular da Secretaria de Comunicação Social (Secom) da Presidência.
Um dos coordenadores da campanha de Lula em 2022, Edinho também tem o apoio de Haddad, do ministro de Relações Institucionais, Alexandre Padilha, e de expoentes da velha-guarda petista, como José Dirceu.
Depois que a candidata do PT à prefeitura de Araraquara, Eliana Honain, perdeu a eleição em seu próprio território, porém, o fogo amigo contra ele aumentou.
Em maio, Gleisi disse ao Estadão que considerava “justo e natural” um nome do Nordeste ocupar a presidência do PT. Foi sua primeira declaração sobre o assunto.
Embora até hoje ela afirme não ter nada contra Edinho, de quem diz gostar muito, seu aceno a Guimarães – visto como um contraponto à influência de Haddad – reflete o desejo da ala que quer mudar o eixo de poder no partido.
O argumento desse grupo é de que a maior parte dos votos de Lula sempre vieram do Nordeste, embora a região já não possa mais ser considerada como reduto do PT.
Na prática, as divergências não são apenas cosméticas: batem cada vez com mais força à porta do PT numa quadra de avanço do Centrão e crescimento da direita.
Com perfil conciliador, Edinho avalia que o partido precisa “furar a bolha da polarização” no País e construir um discurso de unidade. Noves fora, é tudo o que o PT não faz hoje. Lula, sempre que pode, incentiva o “nós contra eles”.
Nessa disputa, os principais personagens fazem parte da mesma corrente de Lula, a CNB. E, apesar de toda a gritaria, o nome ungido pelo presidente para herdar o seu espólio é mesmo o de Haddad. Dizem no Palácio do Planalto que esse projeto é só para 2030. Mas, a depender da posição das nuvens, pode ser bem antes…
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Ufac lança projeto de implantação de unidade de produção rural — Universidade Federal do Acre
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3 dias atrásem
3 de julho de 2026A Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (Proex) da Ufac realizou o lançamento do projeto “Extensão Universitária: Implantação e Divulgação de Unidade de Produção Rural Integrada para a Amazônia”, o qual coordenado pela professora Marilene Santos, é viabilizado por emenda parlamentar do senador Alan Rick (Republicanos-AC), no valor de R$ 5,7 milhões. O evento ocorreu nesta sexta-feira, 3, no laboratório de mecanização, e foi marcado pela entrega de equipamentos agrícolas para uso de agricultores familiares.
A rede de apoio atende produtores orgânicos, integrantes do Movimento das Mulheres Camponesas e produtores de cacau de Acrelândia (AC), englobando ações em municípios acreanos como Rio Branco, Porto Acre, Bujari e Capixaba. Entre as frentes técnicas desenvolvidas, destacam-se a implantação de sistemas agroflorestais, o incentivo à adubação verde, melhorias na suinocultura, o manejo de pastagens e o fomento à cultura do cacau, com a meta de ampliar a produção regional para mais de 10 mil pés.
No total, a iniciativa atende a cinco grupos de produtores que recebem o acompanhamento especializado de uma equipe de cinco pesquisadores da Ufac, cinco engenheiros agrônomos, técnicos de nível superior, além de bolsistas de graduação e de mestrado.
“Aqui temos os melhores pesquisadores. Estamos muito felizes com essa entrega, que temos certeza de que ajudará nossos estudantes a entrarem com uma perspectiva diferente no mercado de trabalho”, destacou a reitora Guida Aquino.
A coordenadora do projeto, Marilene Santos, disse que a ação é uma semente que foi plantada e colherá bons frutos quando chegar ao resultado final. “Agradeço ao senador pela iniciativa.” Segundo Alan Rick, é preciso investir na base. “Não vamos conseguir colher a plantação se não houver nada plantado”, pontuou. “É um imenso prazer saber que contribuí em um projeto como esse.”

A equipe técnica e de pesquisadores que compõem o projeto é formada pelos professores Almecina Balbino Ferreira, Bruna Viana, Eduardo Pacca Matar, Eduardo Mitke Brandão, Matheus Matos e Sebastião Elviro Neto, além dos colaboradores Patrícia Cunha e Rogério da Silva Correia.
Também compuseram o dispositivo de honra os vereadores Neném Almeida (MDB) e Zé Lopes (Republicanos).
(Camila Barbosa, estagiária Ascom/Ufac)
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Ufac obtém 3º lugar nacional em chamada pública do Procel — Universidade Federal do Acre
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2 de julho de 2026Proposta da Ufac, elaborada pelo Instituto eAmazônia, sobre energia sustentável e inovação para o edifício múltiplo do campus Floresta, em Cruzeiro do Sul, obteve o 3º lugar na classificação nacional e o 2º na classificação da região Norte na chamada pública Energia Zero em Prédios Públicos, do Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica (Procel).
O projeto contempla a modernização dos sistemas de iluminação e de climatização do edifício, além da instalação de um sistema de geração de energia fotovoltaica. As intervenções têm como objetivo reduzir o consumo de energia elétrica da edificação e equilibrar a geração local com o consumo anual, caracterizando o conceito de “Edifício Energia Zero”.
A nota final da proposta da Ufac foi de 7,62. No projeto, o eAmazônia prevê investimento de R$ 1.348.587,92 em recursos não reembolsáveis da Empresa Brasileira de Participações em Energia Nuclear e Binacional S.A., no âmbito do Procel.
Após a homologação do resultado da chamada pública, a Ufac dará continuidade aos procedimentos para assinatura do termo de cooperação técnica. A previsão é que a execução das intervenções ocorra em até 24 meses, seguida por um período de monitoramento para verificação das metas estabelecidas pelo programa.
(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)
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Fórum de reitores debate desafios para ensino superior público — Universidade Federal do Acre
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5 dias atrásem
1 de julho de 2026A reitora Guida Aquino participou do 1º Fórum de Reitoras e Reitores da América Latina e do Caribe, realizado na segunda-feira, 29, e terça-feira, 30, em Foz do Iguaçu (PR), reunindo dirigentes de 89 instituições brasileiras, entre universidades e institutos federais, além de 67 representantes de 17 países latino-americanos e caribenhos, para debater os desafios e as perspectivas da educação superior pública, da cooperação internacional e da integração regional.
“A integração entre as universidades da América Latina e do Caribe é fundamental para o fortalecimento da educação superior pública, da produção científica e da construção de respostas conjuntas aos desafios sociais, econômicos e ambientais que compartilhamos enquanto região”, disse a reitora.
Durante a programação, foram debatidos temas estratégicos como a democratização do acesso ao ensino superior, a inclusão social, a mobilidade acadêmica, a pesquisa e a inovação, bem como mecanismos para ampliar a cooperação internacional e fortalecer as redes de produção científica e tecnológica entre os países participantes.
O evento contou com a participação do ministro da Educação, Leonardo Barchini, e do secretário de Educação Superior do Ministério da Educação, Marcus David, além de representantes de organismos internacionais e lideranças acadêmicas.
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