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Eles usam o humor para finalmente banalizar as regras
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As regras são como Voldemort, você nunca deve dizer o nome deles. “Estou com os meus ursos, os ingleses estão chegando, esmagando os tomates… Você tem outros assim? »questiona Alice Bié. Pratos da Comédie des 3 bornes (Paris 11e), onde apresenta até janeiro de 2025 o único Chattologiapensada como uma conferência humorística “de raiva” sobre a menstruação, a atriz convida seu público a ampliar a lista dessas falsas fórmulas que designam a menstruação. “Vá ao Festival de Cinema de Cannes!” », arrisca um espectador com um suspiro divertido. Cabe à atriz se recuperar, seduzida: “Nada mal, comparado ao tapete vermelho…”
Este espetáculo, escrito pela autora feminista Louise Mey, viaja pela França há sete anos. O objetivo? “Fale sem rodeios, sobre um assunto que há muito fomos ensinados a mencionar apenas em sussurros. Com constrangimento, até vergonha”questiona Alice Bié. É portanto através de malabarismos com uma ironia desenfreada que, sob os holofotes, o nosso interlocutor evoca a natureza não gratuita dos produtos higiénicos, bem como a projeto de licença menstrual apresentado no Parlamento em 2023permaneceu parado. Também na sua mira, a precariedade menstrual, que afetou 4 milhões de mulheres francesas em 2023, segundo a associação Elementary Rules. Tantas questões quanto o intérprete teria “Nunca imaginei” abordagem com uma liberdade de tom tão explosiva “quinze anos atrás”. Mesmo que o uso do registro cômico por ativistas menstruais faça parte de uma certa tradição ativista.
“Já em 1978, a feminista Gloria Steinem mobilizou a sátira com Se os homens menstruassem. Um texto que retratava uma inversão de papéis ficcional, em que os homens menstruados se orgulhavam do “poder” dos seus fluxos.contextualiza a pesquisadora Jeanne Guien. Antes de destacar, dentre o repertório de ações dos ativistas, a recorrência de acontecimentos mobilizadores do humor. “Nas décadas de 1990 e 2000, as mulheres vestidas de vermelho dançavam como líderes de torcida, ao som de letras que evocavam períodos”ela especifica. Uma maneira de se acalmar e recuperar um fenômeno natural “sobre o qual a indústria menstrual envergonhou com grandes campanhas de medo”.
Discursos de espantalho propagados a partir da década de 1920 e cujas conotações higienistas “continua até hoje”denuncia o autor doUma história de produtos menstruais (Divergências, 2023): “Mesmo que o tom dos anúncios seja menos ameaçador do que no passado – tomando emprestado do humor ou do tema daempoderamento –, as normas ainda são apresentadas como inconvenientes dos quais qualquer manifestação visual, sensorial e olfativa deve ser urgentemente neutralizada. » Consumindo proteções comercializadas como soluções milagrosas, portanto.
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Ufac participa de lançamento de projeto na Resex Cazumbá-Iracema — Universidade Federal do Acre
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7 de abril de 2026A Ufac participou do lançamento do projeto Tecendo Teias na Aprendizagem, realizado na reserva extrativista (Resex) Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira (AC). O evento ocorreu em 28 de março e reuniu representantes do poder público, comunidade acadêmica e moradores da reserva.
Com uma área de aproximadamente 750 mil hectares e cerca de 500 famílias, a Resex é território de preservação ambiental e de produção de saberes tradicionais. O projeto visa fortalecer a educação e promover a troca de conhecimentos entre universidade e comunidade.
O presidente da reserva, Nenzinho, destacou que a iniciativa contribui para valorizar a educação não apenas no ensino formal, mas também na qualidade da aprendizagem construída a partir das vivências no território. Segundo ele, a proposta reforça o papel da universidade na escuta e no reconhecimento dos saberes locais.
O coordenador do projeto, Rodrigo Perea, sintetizou a relação entre universidade e comunidade. “A floresta ensina, a comunidade ensina, os professores aprendem e a Ufac aprende junto.”
Também estiveram presentes no lançamento os professores da Ufac, Alexsande Franco, Anderson Mesquita e Tânia Mara; o senador Sérgio Petecão (PSD-AC); o prefeito de Sena Madureira, Gerlen Diniz (PP); e o agente do ICMBio, Aécio Santos.
(Fhagner Silva, estagiário Ascom/Ufac)
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Educação Física homenageia Norma Tinoco por pioneirismo na dança — Universidade Federal do Acre
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7 de abril de 2026Os professores Jhonatan Gomes Gadelha e Shirley Regina de Almeida Batista, do curso de Educação Física da Ufac, realizaram a mostra de dança NT: Sementes de uma Pioneira, em homenagem à professora aposentada Norma Tinoco, reunindo turmas de bacharelado e licenciatura, escolas de dança e artistas independentes. O evento ocorreu na noite de 25 de março, no Teatro Universitário, campus-sede, visando celebrar a trajetória da homenageada pela inserção e legitimação da dança no curso.
Norma recebeu uma placa comemorativa pelos serviços prestados à universidade. Os alunos do curso, André Albuquerque (bacharelado) e Matheus Cavalcante (licenciatura) fizeram a entrega solene. Segundo os organizadores, os anos de dedicação da professora ao curso e seu pioneirismo jamais serão esquecidos.
“A ideia, que ganhou corpo e emoção ao longo de quatro atos, nasceu do coração de quem viveu de perto a influência da homenageada”, disse Jhonatan Gomes Gadelha, que foi aluno de Norma na graduação. Ele contou que a mostra surgiu de uma entrevista feita com ela por ocasião do trabalho dele de conclusão de curso, em 2015. “As falas, os ensinamentos e as memórias compartilhadas por Norma naquele momento foram resgatadas e transformadas em movimento”, lembrou.
Gadelha explicou que as músicas que embalaram as coreografias autorais foram criadas com o auxílio de inteligência artificial. “Um encontro simbólico entre a tradição plantada pela pioneira e as ferramentas do futuro. O resultado foi uma apresentação carregada de bagagem emocional, autenticidade e reverência à história que se contava no palco.”
Mostra em 4 atos
A professora de Educação Física, Franciely Gomes Gonçalves, também ex-aluna de Norma, foi a mestre de cerimônias e guiou o público por uma narrativa que comparava a trajetória da homenageada ao crescimento de uma árvore: “A Pioneira: A Raiz (ato I), “A Transformadora: O Tronco” (ato II), “O Legado: Os Frutos” (ato III) e “Homenagem Final: O reconhecimento” (ato IV).
O ato I trouxe depoimentos em vídeo e ao vivo, além de coreografias como “Homem com H” (com os 2º períodos de bacharelado e licenciatura) e “K Dance”, que homenageou os anos 1970. O ex-bolsista Kelvin Wesley subiu ao palco para saudar a professora. A escola de dança Adorai também marcou presença com as variações de Letícia e Rayelle Bianca, coreografadas por Caline Teodoro, e o carimbó foi apresentado pelo professor Jhon e pela aluna Kethelen.

O ato II contou com o depoimento ao vivo de Jhon Gomes, ex-aluno que seguiu carreira artística e acadêmica, narrando um momento específico que mudou sua trajetória. Ele também apresentou um solo de dança, seguido por coreografias da turma de licenciatura e uma performance de ginástica acrobática do 4º período.
No ato III foi exibido um vídeo em que os atuais alunos do curso de Educação Física refletiram sobre o que a dança significa em suas formações. As apresentações incluíram o Atelier Escola de Dança com “Entre o que Fica e o que Parte” (Ana Fonseca e Elias Daniel), o Estúdio de Artes Balancé com “Estrelas” (coreografia de Lucas Souza) e a Cia. de Dança Jhon Gomes, com outra versão de “Estrelas”. A escola Adorai retornou com “Sarça Ardente”, coreografada por Lívia Teodoro; os alunos do 2º período de bacharelado encerraram o ato.
No ato IV, após o ministério de dança Plenitude apresentar “Raridade”, música de Anderson Freire, a professora Shirley Regina subiu ao palco para oferecer palavras à homenageada. Em seguida, a mestre de cerimônias convidou Norma Tinoco a entrar em cena. Ao som de “Muda Tudo”, os alunos formaram um círculo ao redor da professora, cantando o refrão em coro.
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I FÓRUM ESTADUAL "Autismo, Cultura, Mercado de Trabalho e Políticas Públicas no Acre."
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6 de abril de 202609 e 10 de ABRIL
Local: Teatro Universitário da UFAC
11 de ABRIL
Local: Anfiteatro Garibaldi Brasil UFAC






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