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Elon Musk admite trapacear em videogames, transcrição do bate-papo parece mostrar | Elon Musk

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Oliver Holmes

Elon Musk admitiu que trapaceou em videogames para obter pontuações mais altas, mostra uma transcrição de uma conversa on-line privada que ele teve, aparentemente concluindo um escândalo acirrado sobre as afirmações bizarras do bilionário de ser um jogador classificado globalmente.

Musk tem se gabado regularmente de suas classificações em jogos. Ele disse ao podcaster Joe Rogan no ano passado que ele estava entre os 20 melhores jogadores do mundo no jogo de RPG de ação terrivelmente difícil Diablo IV.

As suas afirmações levantaram questões sobre como o homem mais rico do mundo poderia encontrar tempo para competir internacionalmente. Ele precisaria ter passado centenas de horas entre a administração de empresas, incluindo Tesla Inc, X e SpaceX, bem como sua crescente atividade política ao lado de Donald Trump.

Dois jogos em que Musk diz ter pontuações altas, Diablo IV e Path of Exile 2, são notoriamente difíceis de competir. Alguns jogadores passam a maior parte de suas horas de vigília “rastejando” em masmorras e lutando contra monstros e outras criaturas fantásticas para tornar seus personagens virtuais mais poderosos.

Uma resposta à improvável habilidade de Musk nos jogos foi fornecida em um vídeo postado no YouTube no domingo pelo principal jogador de Diablo NikoWrex, que mostrou o que ele disse ser uma conversa por mensagem direta com Musk no X.

Na conversa, Musk admite o “account boosting”, uma prática de trapaça em que as pessoas fazem com que outros jogadores melhorem seus personagens. Isso geralmente é feito pagando-lhes para jogar por horas.

“Você aumentou de nível (alguém jogou suas contas) e/ou comprou equipamentos/recursos para PoE2 (Path of Exile 2) e Diablo 4?” perguntou NikoWrex. Musk respondeu com um emoji 100%. Mais tarde, ele acrescentou: “É impossível vencer os jogadores da Ásia se não o fizermos, como eles fazem!”

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O Guardian não conseguiu verificar a transcrição de forma independente, mas Musk repostou o vídeo em sua conta X e já tinha anteriormente interagiu com NikoWrex no X no início de janeiro para discutir o Path of Exile 2. Em seu vídeo, NikoWrex, cujo Conta do Instagram diz se chamar Nick Hayes, mostrou que Musk o segue no X.

Ele disse no vídeo que Musk permitiu que ele publicasse a conversa. O Guardian entrou em contato com Musk através do X para comentar.

O alvoroço sobre as supostas proezas de Musk no videogame explodiu após seus comentários no podcast de Rogan em novembro, e um exame mais minucioso veio no início do ano, quando ele fez uma transmissão ao vivo de seu personagem Path of Exile 2 no X.

Jogadores de alto nível com profundo conhecimento do jogo, disseram Musk cometeu erros de novato que nenhum especialista faria, incluindo passar direto por itens valiosos que ajudariam seu personagem.

Depois de ser denunciado, Musk começou a combater publicamente as acusações, discutindo com jogadores proeminentes. Ao final da conversa com NikoWrex, Musk afirmou ser “um deus vivo dos videogames”.

O músico canadense Grimes, que tem três filhos de um relacionamento anterior com Musk, twittou em sua defesa no sábado, dizendo que viu com seus próprios olhos como ele era um dos melhores jogadores de Diablo nos EUA. “Existem outras testemunhas que podem verificar isso”, disse ela.

Na segunda-feira, novas alegações de trapaça foram levantadas quando o personagem Path of Exile 2 de Musk foi visto como ativo no jogo enquanto Musk estava em Washington assistindo à posse de Trump.

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Leia Mais: The Guardian

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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial — Universidade Federal do Acre

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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial-capa.jpg

O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 13, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (Cfch), um evento em comemoração aos 10 anos do Laboratório de Pesquisa Observatório de Discriminação Racial (LabODR). A programação reuniu a comunidade acadêmica, pesquisadores, egressos, bolsistas e integrantes do movimento social negro para celebrar a trajetória do laboratório e os resultados alcançados por meio das pesquisas desenvolvidas ao longo da última década.

Vinculado à área de História, mas formado por profissionais de diferentes áreas do conhecimento, o LabODR/Ufac foi criado em 2016 a partir de uma articulação entre a Ufac e o movimento negro acreano, especialmente o Fórum Permanente de Educação Étnico-Racial do Estado do Acre. Inicialmente estruturado como projeto institucional de pesquisa, o laboratório contou com apoio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes) e, em 2018, foi inserido na plataforma Lab e certificado pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propeg).

O laboratório atua na pesquisa e na formação de pesquisadores com foco na promoção da igualdade racial, desenvolvendo estudos voltados tanto à denúncia de práticas racistas quanto à construção de reflexões e práticas antirracistas, principalmente nos espaços educacionais. Atualmente, o LODR/Ufac abriga projetos institucionais como “Práticas Pedagógicas em Educação das Relações Étnico-Raciais em Escolas do Estado do Acre”, desenvolvido desde 2018, e “Pérolas Negras”, iniciado em 2020.

Durante o evento, convidados e bolsistas compartilharam experiências acadêmicas e profissionais construídas a partir das atividades desenvolvidas pelo laboratório, destacando a importância do observatório em suas formações pessoais e profissionais. A programação também apresentou pesquisas realizadas ao longo desses dez anos de atuação e ressaltou a contribuição do laboratório para o fortalecimento das discussões sobre igualdade racial dentro da universidade e na sociedade acreana.

Compuseram o dispositivo de honra o vice-reitor, Josimar Ferreira; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da Ufac, Margarida Lima; a vice-diretora do Cfch, Lucilene Ferreira de Almeida; e a representante do Neabi, Flávia Rocha.

 



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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

A Universidade Federal do Acre (Ufac) participou, no dia 1º de maio, da Mostra Científica “Conectando Saberes: da integração à inclusão na Amazônia”, realizada na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira. A ação reuniu instituições de ensino, pesquisa, escolas rurais e moradores da reserva em atividades de divulgação científica e integração comunitária.

Financiada pelo CNPq, a iniciativa contou com a participação da Ufac, Ifac, ICMBio e de escolas da região. Aproximadamente 250 pessoas participaram da programação, entre estudantes, professores e moradores das comunidades da reserva.

Durante o evento, estudantes da graduação e pós-graduação da Ufac e do Ifac apresentaram pesquisas e atividades educativas nas áreas de saúde, Astronomia, Física, Matemática, Robótica e educação científica. A programação incluiu oficinas de foguetes, observação do céu com telescópios, sessões de planetário, jogos educativos e atividades com microscópios.

O professor Francisco Glauco, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN) da Ufac, destacou a importância da participação acadêmica em ações junto às comunidades tradicionais.

“A universidade tem um papel fundamental para a formação científica e cidadã dos estudantes. A troca de conhecimentos com comunidades de difícil acesso fortalece essa formação”, afirmou.

A professora Valdenice Barbosa, da Escola Iracema, ressaltou o impacto da iniciativa para os alunos da reserva.

“Foi um dia histórico de muito aprendizado. Muitos estudantes tiveram contato pela primeira vez com experimentos e equipamentos científicos”, disse.

Além das atividades científicas, a programação contou com apresentações culturais realizadas pelos estudantes da reserva, fortalecendo a integração entre ciência, educação e saberes amazônicos.

A participação da Ufac reforça o compromisso da universidade com a extensão, a popularização da ciência e a aproximação entre universidade e comunidades tradicionais da Amazônia.

Fhagner Soares – Estagiário

 



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UFAC participa de pesquisa sobre zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia — Universidade Federal do Acre

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UFAC participa de pesquisa sobre zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia-interna.jpg

Um estudo publicado na revista Acta Amazonica identificou a presença do parasita Echinococcus vogeli em pacas (Cuniculus paca) abatidas e consumidas por comunidades tradicionais da Amazônia Ocidental. O agente é responsável pela equinococose policística humana, zoonose considerada emergente na região.

A pesquisa foi desenvolvida entre 2022 e 2023 nos municípios de Sena Madureira e Rio Branco, no Acre, sob coordenação do professor Francisco Glauco de Araújo Santos, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN), integrando a dissertação de mestrado de Liliane de Souza Anadão, do Programa de Pós-Graduação em Sanidade e Produção Animal Sustentável na Amazônia (PPGSPASA).

O estudo entrevistou 78 famílias e analisou 23 fígados de pacas abatidas para consumo. Em 48% das amostras foram identificados cistos hidáticos causados pelo parasita. A pesquisa também apontou que a maioria dos cães das comunidades participa das caçadas e consome vísceras cruas dos animais.

Segundo os pesquisadores, o principal risco de transmissão ocorre quando cães infectados eliminam ovos do parasita no ambiente, contaminando solo, água e alimentos.

“O principal risco está associado ao descarte inadequado das vísceras e ao contato com ambientes contaminados pelas fezes de cães infectados”, destacou o professor Francisco Glauco.

O estudo reforça a necessidade de ações de vigilância e educação em saúde nas comunidades rurais, principalmente relacionadas ao manejo de cães e ao descarte adequado das vísceras dos animais abatidos.

Para o pesquisador Leandro Siqueira, doutor em Medicina Tropical pela Fiocruz e coautor do estudo, a pesquisa amplia o conhecimento sobre a transmissão da doença na Amazônia e pode contribuir para futuras ações de prevenção e diagnóstico na região.

Fhagner Soares – Estagiário



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