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Em Charente-Maritime, Bongraine, um ecodistrito “para viver diferente”
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Lama, grama alta e montes de terra. É difícil imaginar que, até 2027, neste vasto terreno, um ecodistrito terá surgido do solo, com as suas primeiras 350 unidades habitacionais (800 estão previstas em dez anos), um terceiro local ou mesmo espaços para jardinagem em frente dos edifícios. Lançado pela comunidade urbana (CDA) de La Rochelle e pela Câmara Municipal de Aytré (Charente-Maritime), o projecto está agora nas mãos da Aquitanis, promotora do terreno. Durante quatro anos, este eco-distrito, que pretende ser participativo, foi concebido com os seus residentes e futuros residentes, durante dias de mediação, eventos cidadãos com passeios no local… Em última análise, Bongraine oferecerá sete ilhotas de habitação colectiva e 17 terrenos para construção, e prevê 33% de habitação social e 20% de acesso a preços acessíveis. As primeiras licenças de construção foram apresentadas e os trabalhos de desenvolvimento deverão começar em janeiro de 2025, com as primeiras entregas em 2027.

Este local de 35 hectares onde a SNCF mantinha o seu material circulante foi adquirido em 1995 pelo CDA de La Rochelle. O mau estado do solo, poluído à superfície e no subsolo pelo clínquer e pela gordura dos comboios, exigiu uma longa descontaminação do terreno; acabou de terminar. Também tiveram que ser realizadas escavações arqueológicas, bem como uma avaliação da biodiversidade. A presença no local de duas espécies protegidas, o tomilho azul, uma borboleta, e a odontite de Jaubert, uma planta com flores, obrigou o CDA a estabelecer um protocolo ambiental com um ecologista. Este projecto, avaliado em 160 milhões de euros, recebeu 7,7 milhões de euros do Estado no âmbito do apoio à “projetos virtuosos para promover novas soluções em resposta aos desafios da cidade e dos territórios” imaginado em 2021 pela ex-ministra da Habitação Emmanuelle Wargon, como parte da France Relance.
Pressão terrestre
Idealmente localizada na costa da Aquitânia, La Rochelle e as cidades vizinhas continuam a ser muito atraentes, mas, como muitas, atingiram os seus limites em termos de desenvolvimento urbano. Então, pergunta-se Katherine Chipoff, conselheira comunitária do CDA de La Rochelle, “Aqueles que querem desenvolver os seus negócios, onde os colocamos? ».
Há uma enorme carência de habitação, especialmente porque, “depois dos anos da Covid, não construímos tanto quanto deveríamos”sublinha o eleito. Além disso, os municípios da comunidade de aglomeração “não temos terrenos disponíveis, por isso temos que adensar os terrenos que já temos. Mas os moradores não querem prédios no meio de pavilhões”continua a mulher que também é vereadora na cidade vizinha de Lagord. A isto é adicionado pressão significativa dos aluguéis sazonaisespecialmente com a plataforma Airbnb. Tanto que as empresas que gostariam de se desenvolver no setor são prejudicadas pela dificuldade de abrigar seus funcionários. “Elixir Aircraft, localizada próximo ao aeroporto de La Rochelle, gostaria de contratar, mas não pode”dá o escolhido como exemplo.
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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre
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23 de junho de 2026O programa de pós-graduação em Planejamento e Governança Pública, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), no âmbito do mestrado interinstitucional para técnico-administrativos da Ufac e do Instituto Federal do Acre (Ifac), realiza o 12º Seminário de Boas Práticas em Planejamento e Governança Pública, de 14 a 16 de julho, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede da Ufac. As inscrições são gratuitas e estão abertas até 16 de julho, por meio online.
O evento será transmitido pelo YouTube e terá como tema “Governança, Políticas Públicas e Desenvolvimento Regional na Amazônia: Desafios Estruturais para o Acre”, propondo um debate sobre questões territoriais, sociais, ambientais, urbanas, institucionais e econômicas que atravessam a realidade amazônica e acreana.
A programação científica será organizada em quatro eixos temáticos: governança urbana, mobilidade e direito à cidade na Amazônia; infraestrutura, saneamento e resiliência em contextos de enchentes e queimadas; governança ambiental, desenvolvimento sustentável e capacidade estatal na Amazônia; e educação e empreendedorismo na Amazônia.
O seminário tem como público-alvo a comunidade universitária e gestores públicos, contando com a participação de autoridades locais, pesquisadores da UTFPR, docentes da Ufac e do Ifac, bem como especialistas convidados de diferentes áreas.
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Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose — Universidade Federal do Acre
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17 de junho de 2026A Ufac é parceira em pesquisa desenvolvida no município de Sena Madureira (AC), a qual identificou limitações no conhecimento sobre a leishmaniose cutânea entre pacientes e profissionais da saúde, além de barreiras geográficas e estruturais que dificultam o acesso ao diagnóstico e ao tratamento precoce em áreas rurais endêmicas.
Os resultados do estudo foram publicados, em maio, na revista eletrônica “Acervo Saúde”, vol. 26(5), com o título “Leishmaniose Cutânea na Amazônia Ocidental: Lacunas no Conhecimento e Barreiras de Acesso Assistencial em Áreas Endêmicas”. O artigo tem coautoria de pesquisadores da Ufac.
A pesquisa foi realizada com 50 pacientes com suspeita clínica de leishmaniose cutânea e 51 agentes de saúde, sendo 63% agentes comunitários de saúde e 37% agentes de combate às endemias.
“Em nosso trabalho, identificamos que tanto os profissionais da saúde quanto os pacientes possuem informações limitadas sobre a doença. Conhecer as limitações para acesso ao diagnóstico e tratamento precoce é uma das principais estratégias para a implementação de programas de controle e de educação em saúde que contemplem o perfil epidemiológico e social das populações de áreas endêmicas”, disse o autor do estudo, Leandro Siqueira de Souza, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC).
A região Norte é responsável por mais da metade dos casos da doença no Brasil; o Acre conta com mais de 11 mil casos notificados na última década. Em 2025, os municípios acreanos de Xapuri, Marechal Thaumaturgo, Assis Brasil, Sena Madureira e Brasileia foram classificados pelo Ministério da Saúde como áreas de risco intenso para transmissão da doença.
“A região amazônica é uma área endêmica para a leishmaniose cutânea, uma doença negligenciada que afeta principalmente populações de comunidades tradicionais”, contou o pesquisador Reginaldo Peçanha Brazil, do IOC. “Conhecer as limitações no conhecimento tanto dos pacientes como de profissionais da saúde de áreas endêmicas é fundamental para o sistema de saúde do Estado do Acre e para o controle mais efetivo da doença.”
A investigação integra um projeto de pesquisa coordenado por Brazil. Além da Ufac, são parceiros na pesquisa a Universidade Federal de Minas Gerais, a Universidade de Brasília, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e a Secretaria de Estado de Saúde do Acre.
Pela Ufac, são coautores do artigo os pesquisadores Andréia Luísa Peixinho da Silva Guimarães, Francisca Alana Costa de Souza, Marcos Bruno Zacarias Campelo, Breno Kalyl Freitas Nascimento, Andreia Fernandes Brilhante e Francisco Glauco de Araújo Santos. Os estudos contam com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e apoio de instituições parceiras.
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Ufac e TCE-AC apresentam pesquisa de vitimização em Rio Branco — Universidade Federal do Acre
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16 de junho de 2026
A Ufac e o Tribunal de Contas do Estado do Acre (TCE-AC) realizaram o Seminário de Apresentação da Pesquisa de Vitimização na Cidade de Rio Branco. O evento, que ocorreu nesta terça-feira, 16, no Plenário do TCE-AC, consistiu em exposições e debate no sentido de contribuir para um diagnóstico da segurança pública e para o aprimoramento das políticas voltadas à população.
A pesquisa foi apoiada por emenda parlamentar do senador Sérgio Petecão (PSD-AC), destinada em 2025 à Ufac. “Quero agradecer a disponibilidade do senador em ajudar a universidade sempre com emendas necessárias para o desenvolvimento da educação e da pesquisa, com retorno garantido para a sociedade acreana”, disse a reitora Guida Aquino.
O seminário teve como público-alvo a comunidade acadêmica, servidores do TCE-AC e do Ministério Público de Contas do Acre, servidores públicos em geral, gestores da área de segurança pública, justiça criminal e direitos humanos e sociedade civil. A pesquisa buscou compreender como a população percebe a segurança, quais situações de violência e criminalidade afetam os cidadãos e como os serviços de segurança pública são avaliados pelas pessoas.
O trabalho provém do grupo de pesquisa Sujeitos, Ações e Percepções: Estudos em Violência e Conflitualidade, coordenado pelo professor da Ufac, Ermício Sena. Ele informou que os produtos da pesquisa foram banco de dados, mapas descritivos de Rio Branco, relatórios de campo, geral e sintético/executivo.
Em seu discurso, Sena agradeceu aos envolvidos na realização da pesquisa e a Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre, que foi a intermediária para contratação do Instituto de Opinião Pública para execução da pesquisa.
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