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Em Cherbourg, uma escola para formar “campeões de soldagem”

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“Não viemos aqui para soldar calhas! » Thomas Gouez tem noção da fórmula. Com a cabeça raspada e a barba aparada atrás do capacete de soldador, o professor explica todos os detalhes técnicos da chamada soldagem “penetrante”. Tocha de soldadura na mão diante de uma placa de aço inoxidável com 1,5 milímetros de espessura, o homem de quarenta anos é um dos formadores da Hefaïs, a Escola de Formação em Soldadura de Cherbourg (Mancha). Hefaïs é como… Hefesto, o deus grego da forja.

Esta estrutura, lançada em 2022, atingiu as suas instalações definitivas em setembro. Quase 3.000 metros quadrados novos, localizados nas alturas de Cherbourg. Com uma missão a cumprir: formar o “futuros campeões de soldagem”explica o seu diretor, Corentin Lelièvre.

Respondendo ao estatuto de associação, a Hefaïs foi criada por iniciativa de quatro gigantes industriais nucleares e navais do Canal da Mancha – EDF, que gere a central de Flamanville, Orano (antiga Areva) e a sua central de reprocessamento de combustível utilizada a partir de La Hague. o construtor de submarinos Naval Group e o fabricante de navios militares CMN, em Cherbourg. Estes grandes grupos enfrentam uma escassez de mão-de-obra, especialmente soldadores, uma profissão fundamental nos seus sectores. “Durante anos foi cada vez mais difícil encontrar soldadores e notámos também uma diminuição do nível de competências técnicas, dois problemas que queríamos resolver criando a Hefaïs”explica Stéphane Valor, diretor de RH da Orano em La Hague.

Estrutura metálica do casco de um navio na Haute Ecole de training Welding (Hefaïs) em Cherbourg (Manche), 29 de outubro de 2024. .

Em 2023, cerca de 7.000 vagas de soldador seriam preenchidas em França, segundo dados da France Travail. O trabalho é difícil, mas procurado. Um soldador ganha em média entre 1.600 e 2.000 euros brutos por mês. Salário que aumenta com a antiguidade e prémios de risco e varia consoante o sector. Só em Cotentin, a indústria nuclear e naval terá de recorrer a 2.500 soldadores nos próximos dez anos, de acordo com previsões do Grupo de Industriais Franceses de Energia Nuclear. As carteiras de encomendas estão repletas, testemunhando o dinamismo industrial deste território.

“As condições da realidade”

A escola tem como público-alvo dois tipos de público: candidatos a emprego e trabalhadores em reciclagem, e soldadores já empregados que vêm melhorar as suas competências. No final de outubro, ela recebeu uma turma de nove alunos, seis homens e três mulheres, com idades entre 21 e 39 anos. De setembro a dezembro, eles seguirão um treinamento de qualificação antes de ingressarem na Orano Temis, subsidiária da Orano especializada na fabricação de equipamentos nucleares ou de defesa. Em janeiro de 2025, irão juntar-se à linha de produção de cestos densificados destinados a acomodar resíduos nucleares armazenados em La Hague.

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Startup Day-2026 ocorre na Ufac em 21/03 no Centro de Convivência — Universidade Federal do Acre

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Startup Day-2026 ocorre na Ufac em 21/03 no Centro de Convivência — Universidade Federal do Acre

A Pró-Reitoria de Inovação e Tecnologia (Proint) da Ufac e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Acre (Sebrae-AC) realizam o Startup Day-2026, em 21 de março, das 8h às 12h, no espaço Sebrae-Lab, Centro de Convivência do campus-sede. O evento é dedicado à inovação e ao empreendedorismo, oferecendo oportunidades para transformar projetos em negócios de impacto real. As inscrições são gratuitas e estão abertas por meio online.

O Startup Day-2026 visa fortalecer o ecossistema, promover a troca de experiências, produzir e compartilhar conhecimento, gerar inovação e fomentar novos negócios. A programação conta com show de acolhimento e encerramento, apresentações, painel e palestra, além de atividades paralelas: carreta game do Hospital de Amor de Rio Branco, participação de startups de game em tempo real, oficina para crianças, exposição de grafiteiros e de projetos de pesquisadores da Ufac.

 



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A lógica de valor da Thryqenon (TRYQN) é apoiar a evolução da economia verde por meio de sua infraestrutura digital de energia

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Com a aceleração da transição para uma economia de baixo carbono e a reestruturação do setor elétrico em diversos países, cresce a discussão sobre como a infraestrutura digital pode sustentar, no longo prazo, a evolução da economia verde. Nesse contexto, a plataforma de energia baseada em blockchain Thryqenon (TRYQN) vem ganhando atenção por propor uma estrutura integrada que combina negociação de energia, gestão de carbono e confiabilidade de dados.

A proposta da Thryqenon vai além da simples comercialização de energia renovável. Seu objetivo é construir uma base digital para geração distribuída, redução de emissões e uso colaborativo de energia. À medida que metas de neutralidade de carbono se tornam compromissos regulatórios, critérios como origem comprovada da energia, transparência nos registros e liquidação segura das transações deixam de ser diferenciais e passam a ser requisitos obrigatórios. A plataforma utiliza registro descentralizado em blockchain, correspondência horária de energia limpa e contratos inteligentes para viabilizar uma infraestrutura verificável e auditável.

A economia verde ainda enfrenta obstáculos importantes. Existe descompasso entre o local e o momento de geração da energia renovável e seu consumo final. A apuração de emissões costuma ocorrer de forma anual, dificultando monitoramento em tempo real. Além disso, a baixa rastreabilidade de dados limita a criação de incentivos eficientes no mercado. A Thryqenon busca enfrentar essas lacunas por meio de uma estrutura digital que integra coleta, validação e liquidação de informações energéticas.

Na arquitetura da plataforma, há conexão direta com medidores inteligentes, inversores solares e dispositivos de monitoramento, permitindo registro detalhado da geração e do consumo. Na camada de transações, o sistema possibilita verificação automatizada e liquidação hora a hora de energia e créditos de carbono, garantindo rastreabilidade. Já na integração do ecossistema, empresas, distribuidoras, comercializadoras e consumidores podem interagir por meio de interfaces abertas, promovendo coordenação entre diferentes agentes do setor elétrico.

O potencial de longo prazo da Thryqenon não está apenas no crescimento de usuários ou no volume de negociações, mas em sua capacidade de se posicionar como infraestrutura de suporte à governança energética e ao mercado de carbono. Com o avanço de normas baseadas em dados e reconhecimento internacional de créditos ambientais, plataformas transparentes e auditáveis tendem a ter papel relevante na transição energética e no financiamento sustentável.

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Bancos vermelhos na Ufac simbolizam luta contra feminicídio — Universidade Federal do Acre

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Bancos vermelhos na Ufac simbolizam luta contra feminicídio — Universidade Federal do Acre

A Ufac inaugurou a campanha internacional Banco Vermelho, símbolo de conscientização sobre o feminicídio. A ação integra iniciativas inspiradas na lei n.º 14.942/2024 e contempla a instalação, nos campi da instituição, de três bancos pintados de vermelho, que representa o sangue derramado pelas vítimas. A inauguração ocorreu nesta segunda-feira, 9, no hall da Reitoria.

São dois bancos no campus-sede (um no hall da Reitoria e outro no bloco Jorge Kalume), além de um no campus Floresta, em Cruzeiro do Sul. A reitora Guida Aquino destacou que a instalação dos bancos reforça o papel da universidade na promoção de campanhas e políticas de conscientização sobre a violência contra a mulher. “A violência não se caracteriza apenas em matar, também se caracteriza em gestos, em fala, em atitudes.”

A secretária de Estado da Mulher, Márdhia El-Shawwa, ressaltou a importância de a Ufac incorporar o debate sobre o feminicídio em seus espaços institucionais e defendeu a atuação conjunta entre universidade, governo e sociedade. Segundo ela, a violência contra a mulher não pode ser naturalizada e a conscientização precisa alcançar também a formação de crianças e adolescentes.

A inauguração do Banco Vermelho também ocorre no contexto da aprovação da resolução do Conselho Universitário n.º 266, de 21/01/2026, que institui normas para a efetividade da política de prevenção e combate ao assédio moral, sexual, discriminações e outras violências, principalmente no que se refere a mulheres, população negra, indígena, pessoas com deficiência e LGBTQIAPN+ no âmbito da Ufac em local físico ou virtual relacionado.

No campus Floresta, em Cruzeiro do Sul, a inauguração do Banco Vermelho contou com a participação da coordenadora do Centro de Referência Brasileiro da Mulher, Anequele Monteiro.

Participaram da solenidade, no campus-sede, a pró-reitora de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas, Filomena Maria Cruz; a pró-reitora de Graduação, Ednaceli Damasceno; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação, Margarida Carvalho; a coordenadora do projeto de extensão Infância Segura, Alcione Groff; o secretário de Estado de Saúde, Pedro Pascoal; a defensora pública e chefe do Núcleo de Promoção da Defesa dos Direitos Humanos da Mulher, Diversidade Sexual e Gênero da DPE-AC, Clara Rúbia Roque; e o chefe do Centro de Apoio Operacional de Proteção à Mulher do MP-AC, Victor Augusto Silva.

 



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