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Em meio a alerta de deslizamento de terra, vila suíça se prepara para evacuação – DW – 16/11/2024

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O perigo pode rapidamente tornar-se fatal: uns bons 1,2 milhões de metros cúbicos (42 milhões de pés cúbicos) de detritos rochosos podem cair no vale e soterrar a aldeia montanhosa suíça de Brienz abaixo dele. Os detritos estão atualmente se movendo a uma taxa diária de cerca de 25 centímetros (9,8 polegadas) em direção ao vale.

No fim de semana passado, o geólogo Stefan Schneider explicou a cerca de 90 residentes locais num evento informativo que se houvesse chuva ou queda de rochas, a velocidade poderia aumentar para 80 quilómetros por hora (49,7 milhas por hora) ou mais. Ele disse que isso não era provável no momento, mas se acontecesse, provavelmente não seria possível emitir avisos a tempo.

Os residentes locais foram informados esta semana para se prepararem para a evacuação e foram avisados ​​​​de que talvez não conseguissem regressar às suas casas durante meses.

“Por favor, preparem-se imediatamente”, alertou Pascal Porchet, chefe do departamento militar e de proteção civil do cantão de Grisões. Ele disse aos moradores para levarem consigo todos os objetos de valor que não pudessem ser repostos, bem como tudo o que precisassem para suas vidas diárias.

Vista aérea de uma aldeia tendo como pano de fundo as montanhas
A aldeia de Brienz foi evacuada durante semanas em 2023Imagem: Gian Ehrenzeller/KEYSTONE/aliança de imagens

‘Uma sensação de medo’

“Desde esta manhã tem havido um sentimento de medo, ou talvez de incerteza”, disse Arnold von Allem, que tem uma casa em Brienz, à emissora de rádio suíça SRF no início desta semana. Na manhã de sábado, as autoridades informaram os moradores por mensagem de texto, e-mail e na plataforma de mídia social X sobre o perigo agudo.

Ursin Bonifazi, um agricultor, também conversou com a SRF sobre as suas preocupações. “Temos medo da evacuação e temos medo de todo o processo”.

A evacuação será particularmente difícil para os agricultores que, como ele, possuem animais. O seu gado deve ser retirado das pastagens ou estábulos e levado para um local seguro. Mas resta saber até onde eles podem ir.

A mesma pergunta se aplica aos residentes locais. Jörg Marguth, que administra uma linha direta para as pessoas afetadas, disse que o município e o cantão ajudariam as pessoas a encontrar alojamento. Mas ele disse que a maioria teria que tomar suas próprias providências.

Segunda evacuação em dois anos

Esta não é a primeira vez que os moradores de Brienz tiveram que sair de casa. Em maio de 2023, houve risco de deslizamento de rochas e a área permaneceu fechada por semanas. Um mês depois, uma enorme torrente de rochas e detritos desceu a montanha, parando a poucos metros do antigo prédio da escola.

Os rostos de várias vacas
O gado também deve ser evacuado, mas não é fácil encontrar novos lares para elesImagem: Jens Büttner/dpa/picture Alliance

Todos os edifícios em Brienz foram poupados, mas uma estrada e vários prados foram soterrados sob metros de cascalho e entulho. Os moradores não puderam retornar para suas casas até julho.

Agora, o perigo é potencialmente muito maior. Embora os detritos rochosos de 2023 tenham caído durante um período de seca, os escombros agora estão molhados após uma chuva torrencial e têm maior probabilidade de soterrar a aldeia, disse Schneider. Embora esteja actualmente a ser construído um túnel por baixo da aldeia para drenar o excesso de água, a um custo de 40 milhões de francos suíços (42 milhões de euros, 45 milhões de dólares), ainda não está concluído.

O seguro só paga em caso de perda total

Brienz está localizada perto de Davos, onde o Fórum Econômico Mundial ocorre todos os anos, a uma altitude de cerca de 1.150 metros (3.770 pés). A montanha sobre a aldeia já se move há muito tempo, como indicam as fissuras nos edifícios e a inclinação da torre da igreja. O solo abaixo da aldeia desliza para o vale a uma taxa de 2,4 metros (cerca de 7,8 pés) por ano.

“São 20 centímetros por mês”, disse um dos participantes do evento informativo. Ele disse que os danos que isso estava causando continuavam a crescer. “As portas não fecham mais, os esgotos não funcionam mais, paredes, tetos, pisos destruídos. Essa é a minha realidade.”

Ele também reclamou que, embora tivesse seguro, só receberia o pagamento caso perdesse tudo. “Segurança não significa apenas sobrevivência, mas também segurança emocional e existencial, e se a minha casa, que faz parte do meu plano de reforma, for pelo ralo, não terei segurança existencial”, disse.

Clima e erosão ameaçam o património da Grã-Bretanha

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Não devido às mudanças climáticas

De acordo com um recente comentário online num jornal suíço, embora mudanças climáticas está a exacerbar a erosão, este não é o caso em Brienz.

Após o deslizamento de rochas de 2023, o geomorfólogo Michael Dietze, da Universidade de Göttingen, no oeste Alemanha disse que o permafrost nos Alpes estava descongelando como resultado de mudanças climáticas causadas pelo homemmas isso estava acontecendo a uma altitude de cerca de 3.000 metros. Ele disse que o Brienz estava muito baixo para que as mudanças climáticas fossem a causa deste deslizamento de terra.

No entanto, Suíça está mudando, disse Dietze. Os processos na superfície da Terra estavam mudando, especialmente em altitudes mais elevadas. Devido ao aumento das temperaturas, as florestas também cresciam agora em altitudes mais elevadas, o que proporcionava mais estabilidade. Ao mesmo tempo, porém, o permafrost estava descongelando. E isso, por sua vez, estava levando a mais atividade entre as camadas rochosas em altitudes mais elevadas.

Este artigo foi escrito originalmente em alemão.



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Ufac entrega equipamentos para Laboratório de Sismologia — Universidade Federal do Acre

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A Ufac realizou a entrega de novos equipamentos para o Laboratório de Sismologia da Estação de Geofísica Aplicada do Acre. Os dispositivos provêm de emenda parlamentar no valor de R$ 750 mil, alocada pela deputada federal Socorro Neri (PP-AC), inseridos em um investimento global de R$ 900 mil destinados ao projeto de pesquisa da universidade. O evento ocorreu na sexta-feira, 29, no auditório do bloco do curso de Física. 

O aporte viabilizou a aquisição de um sistema de videoconferência e monitoramento —composto por TVs, câmeras e nobreaks— além de workstations com GPU e servidores dedicados de alta performance para o Núcleo de Tecnologia da Informação (NTI) da universidade.

A estrutura física e computacional dará suporte a uma rede de seis estações sismográficas de banda larga com telemetria, que funcionarão de forma contínua (24 horas por dia, sete dias por semana) nos municípios de Rio Branco (campus-sede), Sena Madureira, Tarauacá, Assis Brasil, Marechal Thaumaturgo e Santa Rosa do Purus.

Além de atuar no monitoramento da atividade tectônica regional para fins de proteção junto à Defesa Civil do Estado, o laboratório utilizará métodos de sísmica passiva para o mapeamento de falhas profundas com potencial de geração e migração de hidrogênio geológico. 

“Este é o primeiro laboratório de sismologia da região Norte. Isso é muito importante porque nossa região sofre influência da atividade na borda de duas placas tectônicas”, explicou a reitora Guida Aquino.

Socorro Neri enfatizou o compromisso com o avanço científico regional, ressaltando que os novos dispositivos tecnológicos contribuirão diretamente para o monitoramento preciso e seguro de abalos na Amazônia.

O coordenador do projeto e da área de Física, professor Antonio Romero da Costa Pinheiro, destacou o caráter integrador do projeto. “Unimos a pesquisa de ponta à extensão universitária através da confecção de sismômetros didáticos de baixo custo com sensores Arduino para escolas públicas da rede estadual e municipal.”

Ufac entrega equipamentos para Laboratório de Sismologia-interna.jpg

Também compuseram o dispositivo de honra da solenidade a vice-reitora eleita, Almecina Balbino; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação, Margarida Carvalho; o diretor do CCBN, José Ribamar Lima; e o coordenador do curso de Física, Victor Ribeiro.

(Camila Barbosa, estagiária Ascom/Ufac)

 



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PZ realiza reunião para discutir prevenção de incêndios florestais — Universidade Federal do Acre

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PZ realiza reunião para discutir prevenção de incêndios florestais-interna.jpg

O Parque Zoobotânico (PZ) da Ufac sediou uma reunião estratégica para debater alternativas de prevenção, controle, monitoramento e combate a incêndios florestais nas áreas verdes do campus-sede, projeto Humaitá e Fazenda Experimental Catuaba. O encontro ocorreu na sexta-feira, 29, na sala ambiente do PZ.

A iniciativa foi motivada pela necessidade de ampliar a articulação institucional frente à aproximação do período de estiagem. Nessa época, a combinação de vegetação seca, acúmulo de folhas e galhos e baixa umidade eleva drasticamente a vulnerabilidade desses espaços. Além do viés ambiental, a pauta destacou a relevância acadêmica das áreas para atividades de ensino, pesquisa e extensão de diversos cursos da universidade.

Os participantes discutiram propostas para fortalecer o controle de acesso, a vigilância e o planejamento preventivo. O histórico de sinistros na instituição, como o incêndio de 2010 ocorrido nas proximidades da Unidade de Tecnologia de Alimentos (Utal), foi lembrado para reforçar a urgência de tratar o tema de forma permanente.

Além disso, foi apresentada uma contextualização institucional do PZ e sua relevância para a Ufac e a sociedade acreana. O professor Rodrigo Perea expôs a pesquisa desenvolvida em 2025 por seu orientando, Moisés Pereira, aluno do doutorado Bionorte da Ufac, sobre risco de incêndio em áreas florestadas do campus-sede.

As discussões foram enriquecidas pelas contribuições do professor Moisés Barbosa de Souza, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN), reconhecido por seu conhecimento sobre as áreas florestadas da Ufac, apontando para a necessidade de uma construção coletiva que envolva orientação, resposta rápida e proteção da biodiversidade.

“Esperamos que a organização de alternativas de prevenção, monitoramento e combate ao risco de incêndios florestais nas áreas da Ufac avance significativamente em 2026”, disse o diretor substituto do PZ, Wanderson Gomes. “Diante da previsão de uma estiagem mais severa, é fundamental que a universidade esteja preparada para agir de forma planejada, integrada e preventiva.”

Também participaram da reunião representantes da Prefcam, do CCBN, do CFCH, dos cursos de Geografia e Medicina Veterinária, do doutorado Bionorte, além de servidores e colaboradores ligados à temática ambiental.

Próximos passos

Para dar materialidade às ações propostas, foram definidos os seguintes encaminhamentos práticos:

– 3 de junho às 8h: visita in loco à trilha interna do PZ (trajeto de aproximadamente 3 quilômetros) para mapear pontos críticos, gargalos de acesso e possibilidades de intervenção;

– 12 de junho às 8h30: nova reunião de trabalho com o objetivo de dar continuidade às discussões e avançar na consolidação de medidas integradas.

 



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Projeto da Ufac integra exposição sobre memória da covid-19 — Universidade Federal do Acre

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Ministro da Saúde Alexandre Padilha

O projeto de extensão Relatos de Maternidade, da Ufac, desenvolvido entre setembro e dezembro de 2020, compõe a exposição A Infinita Memória da Pandemia: A História da Covid-19, cuja cerimônia de inauguração ocorreu na terça-feira, 26, no shopping Conjunto Nacional, em Brasília, e que também passará por Fortaleza, Manaus, Porto Alegre e São Paulo.

O projeto foi desenvolvido pelas professoras Ana Letícia de Fiori, do curso de Ciências Sociais e do programa de pós-graduação em Artes Cênicas, e Camila Bylaardt Volker, à época do curso de Letras e atualmente servidora do Ministério das Mulheres. Elas e seis estudantes entrevistaram, por WhatsApp, mais de 50 mulheres e mães, coletando relatos sobre suas experiências de maternidade e vida.

O trabalho abordou, ainda, cuidados, trabalho, família, medos, esperanças e projetos afetados pela pandemia da covid-19 no Acre, originando um e-book (162 p.) lançado pela Editora da Ufac (Edufac) em 2025, disponível para leitura online e download gratuito. Além disso, passou a integrar o Memorial Digital da Pandemia de Covid-19, como coleção.

Nessa quarta-feira, 27, as professoras Ana Letícia e Camila participaram, tratando dos relatos de maternidades, de mesa-redonda com os organizadores dos projetos Fala, Parente (PET Indígena, Unifap), a qual contou com depoimentos de indígenas do Amapá, Pará e Guiana Francesa.

A exposição levará a capitais brasileiras parte das coleções do Memorial da Pandemia de Covid-19, sediado no Rio de Janeiro e desenvolvido pela Ministério da Saúde, Organização Pan-Americana de Saúde, Centro Latino-Americano e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde e Centro de Humanidades Digitais da Unicamp.

 



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