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Em meio a demonstração de força de Trump, Partido Republicano recupera controle do Senado – 06/11/2024 – Mundo

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Victor Lacombe

Depois de perder sua maioria em 2020, os republicanos vão recuperar o controle do Senado pelos próximos dois anos, projetou a agência de notícias AP (Associated Press) nesta quarta-feira (6). O partido já elegeu 13 senadores, chegando a um total de 51, mínimo necessário para uma maioria na Casa. Isso porque 38 cadeiras já nas mãos de republicanos não estavam em disputa.

Dessa forma, se o ex-presidente Donald Trump vencer a eleição presidencial, como parece ser provável neste momento com as vitórias nos estados-pêndulo da Geórgia e da Carolina do Norte, o republicano pode ter ao seu dispor uma maioria nas duas Casas legislativas, uma vez que pesquisas eleitorais apontavam vitória republicana também na Câmara dos Representantes.

Os democratas, por sua vez, também elegeram 13 senadores, além do independente Bernie Sanders, que costuma votar com o partido da vice-presidente Kamala Harris. Com isso, estão com 42 cadeiras na Casa.

A vitória do Partido Republicano se deu graças a duas corridas em particular: em Ohio, o senador democrata Sherrod Brown, no cargo desde 2007, foi derrotado pelo republicano Bernie Moreno, empresário do ramo de automóveis de luxo. A derrota de Brown mostra que Ohio se tornou um estado cada vez mais republicano —ele também é representado no Senado pelo vice de Trump, J.D. Vance.

Moreno, nascido em Bogotá, na Colômbia, é um apoiador de Trump e fortemente contrário à legalização do aborto, e já se disse ser favorável a uma proibição sem exceções em casos de estupro ou risco à vida da mulher, embora tenha recuado dessa posição durante a campanha. Também afirmou que ativistas do movimento LGBTQIA+ buscam impor uma “cartilha de doutrinação” nas escolas, e apoia o plano de Trump de deportar milhões de imigrantes dos EUA.

A outra corrida que definiu a vitória republicana foi na Virgínia Ocidental. Depois que o senador Joe Manchin III, parte da ala mais à direita do Partido Democrata, deixou a agremiação e disse que não buscaria um novo mandato, sua cadeira no Senado foi capturada com facilidade pelo atual governador do estado, o republicano Jim Justice.

Justice, milionário dono de minas de carvão, é um defensor do uso do combustível fóssil, dizendo que “não é o momento” dos EUA abandonarem formas de energia poluentes. O agora senador também já disse não acreditar na existência do aquecimento global ou de mudanças climáticas. Como governador, assinou uma lei que baniu o aborto no seu estado, após a derrubada do direito pela Suprema Corte em 2022, com exceções para estupro e incesto.

O senador John Barrasso, um dos republicanos mais importantes do Congresso e reeleito no Wyoming, disse ao jornal The New York Times que “os eleitores depositaram sua confiança no Partido Republicano e nos deram uma oportunidade extraordinária. Com essa nova maioria, podemos manter o foco em prioridades que reflitam as do país: diminuir o custo de vida, menos gasto estatal, fronteiras seguras, e controle americano do mercado de energia”.

Os republicanos também tiveram uma vitória importante no Texas. O senador Ted Cruz, no cargo desde 2013 e ex-candidato à nomeação republicana para presidente, conseguiu manter sua cadeira contra o candidato democrata Colin Allred, que havia recebido financiamento considerável de seu partido na tentativa de derrotar Cruz. O republicano é uma das figuras mais controversas de seu partido e já havia vencido outra corrida acirrada em 2018, contra o democrata Beto O’Rourke.

De acordo com projeções, o Partido Republicano também deve vencer corridas para o Senado nos estados-pêndulo de Michigan, Pensilvânia e Wisconsin, refletindo o bom desempenho de Trump nessas unidades federativas até aqui.

Se isso se concretizar, os republicanos podem ter uma maioria de 55 cadeiras na Casa, a maior desde 2004, quando os republicanos obtiveram controle sólido do Senado nas primeiras eleições presidenciais após o atentado do 11 de setembro de 2001.

Em uma das poucas boas notícias da madrugada, os democratas conseguiram manter uma cadeira em Maryland com a vitória de Angela Alsobrooks, que derrotou o ex-governador republicano Larry Hogan e se tornou a primeira mulher negra a representar esse estado no Senado. Em Delaware, a democrata Lisa Rochester, que também é negra, venceu a sua corrida —será a primeira vez que a Casa terá duas mulheres negras como membros ao mesmo tempo.



Leia Mais: Folha

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Startup Day-2026 ocorre na Ufac em 21/03 no Centro de Convivência — Universidade Federal do Acre

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Startup Day-2026 ocorre na Ufac em 21/03 no Centro de Convivência — Universidade Federal do Acre

A Pró-Reitoria de Inovação e Tecnologia (Proint) da Ufac e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Acre (Sebrae-AC) realizam o Startup Day-2026, em 21 de março, das 8h às 12h, no espaço Sebrae-Lab, Centro de Convivência do campus-sede. O evento é dedicado à inovação e ao empreendedorismo, oferecendo oportunidades para transformar projetos em negócios de impacto real. As inscrições são gratuitas e estão abertas por meio online.

O Startup Day-2026 visa fortalecer o ecossistema, promover a troca de experiências, produzir e compartilhar conhecimento, gerar inovação e fomentar novos negócios. A programação conta com show de acolhimento e encerramento, apresentações, painel e palestra, além de atividades paralelas: carreta game do Hospital de Amor de Rio Branco, participação de startups de game em tempo real, oficina para crianças, exposição de grafiteiros e de projetos de pesquisadores da Ufac.

 



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A lógica de valor da Thryqenon (TRYQN) é apoiar a evolução da economia verde por meio de sua infraestrutura digital de energia

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Com a aceleração da transição para uma economia de baixo carbono e a reestruturação do setor elétrico em diversos países, cresce a discussão sobre como a infraestrutura digital pode sustentar, no longo prazo, a evolução da economia verde. Nesse contexto, a plataforma de energia baseada em blockchain Thryqenon (TRYQN) vem ganhando atenção por propor uma estrutura integrada que combina negociação de energia, gestão de carbono e confiabilidade de dados.

A proposta da Thryqenon vai além da simples comercialização de energia renovável. Seu objetivo é construir uma base digital para geração distribuída, redução de emissões e uso colaborativo de energia. À medida que metas de neutralidade de carbono se tornam compromissos regulatórios, critérios como origem comprovada da energia, transparência nos registros e liquidação segura das transações deixam de ser diferenciais e passam a ser requisitos obrigatórios. A plataforma utiliza registro descentralizado em blockchain, correspondência horária de energia limpa e contratos inteligentes para viabilizar uma infraestrutura verificável e auditável.

A economia verde ainda enfrenta obstáculos importantes. Existe descompasso entre o local e o momento de geração da energia renovável e seu consumo final. A apuração de emissões costuma ocorrer de forma anual, dificultando monitoramento em tempo real. Além disso, a baixa rastreabilidade de dados limita a criação de incentivos eficientes no mercado. A Thryqenon busca enfrentar essas lacunas por meio de uma estrutura digital que integra coleta, validação e liquidação de informações energéticas.

Na arquitetura da plataforma, há conexão direta com medidores inteligentes, inversores solares e dispositivos de monitoramento, permitindo registro detalhado da geração e do consumo. Na camada de transações, o sistema possibilita verificação automatizada e liquidação hora a hora de energia e créditos de carbono, garantindo rastreabilidade. Já na integração do ecossistema, empresas, distribuidoras, comercializadoras e consumidores podem interagir por meio de interfaces abertas, promovendo coordenação entre diferentes agentes do setor elétrico.

O potencial de longo prazo da Thryqenon não está apenas no crescimento de usuários ou no volume de negociações, mas em sua capacidade de se posicionar como infraestrutura de suporte à governança energética e ao mercado de carbono. Com o avanço de normas baseadas em dados e reconhecimento internacional de créditos ambientais, plataformas transparentes e auditáveis tendem a ter papel relevante na transição energética e no financiamento sustentável.

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Bancos vermelhos na Ufac simbolizam luta contra feminicídio — Universidade Federal do Acre

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Bancos vermelhos na Ufac simbolizam luta contra feminicídio — Universidade Federal do Acre

A Ufac inaugurou a campanha internacional Banco Vermelho, símbolo de conscientização sobre o feminicídio. A ação integra iniciativas inspiradas na lei n.º 14.942/2024 e contempla a instalação, nos campi da instituição, de três bancos pintados de vermelho, que representa o sangue derramado pelas vítimas. A inauguração ocorreu nesta segunda-feira, 9, no hall da Reitoria.

São dois bancos no campus-sede (um no hall da Reitoria e outro no bloco Jorge Kalume), além de um no campus Floresta, em Cruzeiro do Sul. A reitora Guida Aquino destacou que a instalação dos bancos reforça o papel da universidade na promoção de campanhas e políticas de conscientização sobre a violência contra a mulher. “A violência não se caracteriza apenas em matar, também se caracteriza em gestos, em fala, em atitudes.”

A secretária de Estado da Mulher, Márdhia El-Shawwa, ressaltou a importância de a Ufac incorporar o debate sobre o feminicídio em seus espaços institucionais e defendeu a atuação conjunta entre universidade, governo e sociedade. Segundo ela, a violência contra a mulher não pode ser naturalizada e a conscientização precisa alcançar também a formação de crianças e adolescentes.

A inauguração do Banco Vermelho também ocorre no contexto da aprovação da resolução do Conselho Universitário n.º 266, de 21/01/2026, que institui normas para a efetividade da política de prevenção e combate ao assédio moral, sexual, discriminações e outras violências, principalmente no que se refere a mulheres, população negra, indígena, pessoas com deficiência e LGBTQIAPN+ no âmbito da Ufac em local físico ou virtual relacionado.

No campus Floresta, em Cruzeiro do Sul, a inauguração do Banco Vermelho contou com a participação da coordenadora do Centro de Referência Brasileiro da Mulher, Anequele Monteiro.

Participaram da solenidade, no campus-sede, a pró-reitora de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas, Filomena Maria Cruz; a pró-reitora de Graduação, Ednaceli Damasceno; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação, Margarida Carvalho; a coordenadora do projeto de extensão Infância Segura, Alcione Groff; o secretário de Estado de Saúde, Pedro Pascoal; a defensora pública e chefe do Núcleo de Promoção da Defesa dos Direitos Humanos da Mulher, Diversidade Sexual e Gênero da DPE-AC, Clara Rúbia Roque; e o chefe do Centro de Apoio Operacional de Proteção à Mulher do MP-AC, Victor Augusto Silva.

 



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