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Em Tarauacá, Direção do Hospital Sansão Gomes omite socorro por falta de técnicos

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Ambulâncias do SAMU não atendem população por falta de técnicos, afirma Boletim de Ocorrência registrado na delegacia de polícia civil. Servidores do hospital reivindicam a exoneração da atual direção. 

As vítimas Roberlândio Nascimento Barros e seu pai  João Alves Barros registraram boletim de ocorrência (2019052000224735805) na delegacia local pelo suposto crime de omissão de socorro contra a administração do Hospital Dr. Sansão Gomes.

O Portal Acre.com.br apurou com exclusividade a situação, tendo acesso ao boletim de ocorrência registrado na delegacia de polícia civil do município de Taraucá, interior do Acre.

Recentemente o Governo do Estado disponibilizou duas ambulâncias usadas para o atendimento do SAMU, entretanto, o SAMU atende apenas durante nove dias em decorrência da falta de técnicos no hospital local.

Segundo o registro, subscrito pelos policiais militares que atenderam a ocorrência, a equipe de militares foi acionada via CIOSP, por volta da meia noite do dia 20 de maio de 2019.

A guarnição se deslocou à Rua Rio Tarauacá, Bairro Senador Pompeu, a fim de atender uma ocorrência de prestação de socorro. Chegando ao local os militares se depararam o solicitante João Alves de Barros que relatou que seu filho Roberlândio estaria sentido fortes dores abdominais e que não estava conseguindo nem se locomover.

Na ocasião, foi perguntado ao senhor João Alves se o mesmo tinha entrado em contato com a SAMU do hospital local, tendo em vista que a viatura de policia não dispõe de equipamentos necessários para condução de pacientes, e João respondeu que sim, mais segundo o atendente a SAMU não poderia atender o chamado devido não haver
técnicos.

Nenhuma descrição de foto disponível.

Diante das informações o SGT PM MOURA PINTO ligou para 192 (hospital local) onde a pessoa que lhe atendeu se identificou como Laézio Marques Borges, e confirmou que não havia técnico apenas o motorista Ranaldi de Lima Gomes e por isso não tinha como fazer a prestação de socorro.

Sem saída, a guarnição de militares conduziu o paciente Roberlândio Nascimento Barros ao hospital local, onde foi entregue aos cuidados do médico plantonista, em seguida a equipe de militares e a família do paciente se dirigiram à delegacia local e registraram um B.O. para averiguação do possível crime de omissão de socorro e demais procedimentos cabíveis.

SAMU ATENDE APENAS NOVE DIAS POR MÊS

A redação do Acre.com.br visitou o hospital local e conversou com alguns servidores, os quais confirmaram que está faltando técnicos que acompanhem os atendimentos do SAMU.

Na foto acima (escala de plantões), em cor verde são os plantões do SAMU nos quais não tem profissional para acompanhar os atendimentos realizados nas ambulâncias. Com as ambulâncias do SAMU paradas, motoristas apenas cumprem internamente carga horária de trabalho. 

Os profissionais e a população reclamam que apenas nove plantões durante o mês possuem cobertura por técnicos, os demais 21 dias ficam sem técnicos e, portanto, o SAMU não atende no município.

Chegaram as ambulâncias do SAMU, usadas, mas ajudou pouco, porque no hospital Dr Sansão Gomes não há técnicos suficientes para atender todos os dias do mês. Seriam necessários cinco técnicos para atender a demanda da população“, denunciou um servidor que trabalha na unidade.

A Gerência da unidade hospitalar está sem planejamento, sem estratégia, e não tem o apoio da nossa classe“, desabafou o servidor, que não quis se identificar.

Por Acre.com.br

DESCASO

Em Feijó, unidade de saúde da família não dispõe de médicos, e população aguarda ação do MP

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Segundo consta no Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde – CNES, a Unidade de Saúde da Família Dulce A. A. Sena, em Feijó, interior do Acre, não dispõe de médicos.

Em Feijó, a unidade de saúde U.S.F. Dulce A. A. Sena informou no último dia 03/08/2020 que dispõe de 15 profissionais de saúde, mas nenhum é médico, dentre eles existem agentes comunitários de saúde, auxiliares em saúde bucal, técnicos de enfermagem, auxiliar de escritório e cirurgião dentista. 

No portal do Governo Federal http://cnes.datasus.gov.br/pages/estabelecimentos/consulta.jsp responsável pelo gerenciamento das unidades de saúde dos municípios e estados, não consta informação quanto à existência de médico na U.S.F. Dulce A. A. Sena.

No portal do Governo Federal http://cnes.datasus.gov.br/pages/estabelecimentos/consulta.jsp responsável pelo gerenciamento das unidades de saúde dos municípios e estados, não consta informação quanto à existência de médicos na U.S.F. Dulce A. A. Sena.

Conforme o CNES, não há médicos devidamente cadastrados ou registrados na U.S.F. Dulce A. A. Sena. Consulte clicando aqui ou veja a relação de servidores aqui

A Promotoria de Justiça de Feijó ainda não determinou instauração de diligências sobre o caso. Na internet, internautas afirmaram que o problema da falta de médicos em Feijó é do conhecimento da prefeitura municipal, e há tempos isso acontece no município.

A redação do Acre.com.br telefonou para a gerência da unidade, através do telefone (68)3463-3372, informado ao CNES, para obter informações quanto a existência de médico na unidade. No sistema do CNES, consta a Sra JORGINA DORA SILVA DA SILVEIRA como gestora responsável pela referida unidade de saúde. Porém, após inúmeras chamadas entre 08:30hs e 09:00hs, desta terça-feira, ninguém atendeu.

O contato com a redação poderá ser realizado através do e-mail: contato@acre.com.br ou WhatsApp (68) 99910-8808. 

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CIDADES

DESCASO: Prefeitura de Feijó e Governo do Estado omitem educação de qualidade para indígenas de Feijó; veja vídeos

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Veja o vídeo:

Em Feijó, professores de aldeia relatam esquecimento com a educação indígena. Advogada Laiza dos Anjos Camilo visitou aldeia e ficou estarrecida com o que viu. Sem estrutura, sem merenda, sem fogão e sem gás, com cadeiras reutilizadas e chão de barro, é assim que funciona a escola infantil Francisco Barbosa Hunikui. 

Escola Infantil Francisco Barbosa Hunikui foi construída pela própria comunidade, e desde então não recebe apoio do poder público municipal, estadual ou federal.

No município de Feijó, interior do acre, a Escola Infantil Francisco Barbosa Hunikui é negligenciada pelas secretarias de governo. Presidente da Associação Indígena e professores denunciam o esquecimento por parte do poder público. 

Localizada na aldeia São Francisco, a Escola Infantil Francisco Barbosa Hunikui, enfrenta dias difíceis. O relato do líder indígena Rui, Presidente da Associação Indígena, filho do cacique, que também é professor, é impressionte sobre o local: “Há absoluta ausência de saneamento básico e falta de água. Com a enchente do rio, o poço desapareceu, a única fonte de água fica há 30 minutos de distância da aldeia“.

E prossegue “Os professores e líderes indígenas já tentaram de tudo dentro de Feijó para solucionar os problemas da aldeia. Secretaria de Educação Municipal, pessoal da educação indígena. A falta de transporte, a insegurança e os crimes praticados contra os indígenas são alguns dos problemas mais graves“. 

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Ao Portal Acre.com.br, o Professor Alberto Nunes Barbosa, também morador da aldeia São Francisco, relatou que trabalha há sete anos como educador na aldeia, e que são muitas as dificuldades na aquisição de material didático e infraestrutura da escola, o que inviabiliza uma educação diferenciada e de qualidade. Disse que a qualidade da escola é proveniente do esforço da comunidade, e criticou a lentidão do poder público. 

Veja o vídeo:

A merendeira da escola, cujo salário nunca foi pago pelo governo, afirmou que “Não ganho pelo estado, são os professores que estão me ajudando, não temos um fogão a gás, não temos botija, não temos uma escola de qualidade, precisamos de merenda, e queria pedir apoio. Até água é difícil aqui“. 

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DESCASO

VÍDEO: Com equipamentos sucateados, Governo paga diárias somente para funcionários da Capital

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Único veículo disponível na regional do Alto Acre está em manutenção na Capital sem data para retorno – Foto: Alexandre Lima/Arquivo.

Alguns acontecimentos ocorridos na área policial na última semana, foi possível levantar um problema que está corrente dentro da área policial, no tocante à logística e equipamentos que deveriam estar servindo aos contribuintes do Acre.

Relembrando, na semana passada, a fronteira do Acre foi sacodida por crimes trágicos, onde seria necessário o trabalho de agentes da Polícia Civil, para resgatar e transladar os corpos para o Instituto Médico Legal (IML) na Capital.

A fronteira ainda não dispõe de um local apropriado para atender municípios da regional, sem a necessidade das famílias passarem pelo constrangimento de adiar o velório e sepultamento de seus entes que tiveram que passar pelo IML.

Os fatos que chama atenção, seria o caso do assassinato de um colono na zona rural e teve seu corpo jogado no Rio Xapuri. A cerca de quatro meses, os restos mortais ainda se encontram no IML a espera de material para exames de DNA, juntamente com outra ossada e corpos estão sendo liberados sem outros tipos de exames.

No final do dia 18 de julho, o delegado Rêmulo Diniz e sua equipe, juntamente com policiais militares, localizaram um corpo em decomposição avançada na zona rural de Epitaciolândia no km 16 da BR 317. A vítima seria um mototaxista boliviano que havia sumido a quatro dias.

Sem o veículo do IML que estava danificado e se encontra em manutenção na Capital até esta terça-feira, foi necessário levar o corpo para o hospital Wildy Viana na carroceria da caminhonete da PM durante a noite. Lá, ficou à espera do rabecão que viria da Capital, que chegou somente às 17h00 do dia seguinte.

O corpo em decomposição exalando mau cheiro por todo o dia, revoltou os familiares ao ponto de um promotor de justiça ir ao hospital e deverá acionar o Estado pelo descaso.

Entre esses casos, se ficou sabendo que o corpo de Pablo Costa não foi levado à Capital, devido o Estado não ter um veículo disponível na fronteira e não pagar o ‘banco de horas’ ou diárias para os agentes plantonistas, que tem de se deslocar em horários indeterminados, pois, como os mesmos residem na regional, tem que imediatamente se deslocarem aonde tiver ocorrido a tragédia.

Dessa forma, a vítima e os parentes tem que esperar por horas intermináveis até a chegada da equipe que recebe suas horas extras e banco de horas. Em contato com a assessoria da Segurança do Acre na tarde desta segunda-feira, dia 22, disseram que iriam entrar em contato com o secretário e depois responderiam o porquê que estariam beneficiando apenas os agentes da Capital e da falta do veículo.

Até as 11 horas desta terça-feira, dia 23, a Assessoria não havia retornado. Por Alexandre Lima.

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