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Encadeamento ilógico: Zenon, Sócrates, Grécia, Corinthians – 09/11/2024 – Antonio Prata

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Antonio Prata

Zenon foi um jogador do Corinthians nos anos 80 e um filósofo na Grécia antiga. O Zenon clássico era famoso por seus paradoxos. O Zenon dos clássicos era famoso por seu bigode. O grego disse que uma flecha atirada por um arco jamais atingiria o alvo, pois não importa a distância que falte, sempre faltará a metade dessa distância. Como toda metade terá, necessariamente, sua metade, a flecha permanecerá eternamente a caminho.

Falando em metades: Zenon, o do Corinthians, era meio-campo. Seu xará de dois milênios atrás diria que o corintiano jamais percorreria o campo inteiro, pois sempre haveria meio campo entre o meio-campo e o fim do campo, depois a metade do meio campo e assim por diante. Felizmente, para azar do grego e alegria da Fiel, mais de uma vez o craque atingiu o alvo, balançando as redes – e o bigode.

Outro dia, lendo uma matéria sobre ressaca, vislumbrei o que me pareceu uma aplicação fisiológica do paradoxo de Zenon. O artigo repisava a velha máxima de que, quando ingerimos bebidas alcoólicas, é preciso se hidratar. Considerando-se que uma dose de cachaça é composta por cerca de 40% de álcool e 60% de água, quanto mais cachaça você consome, mais água você bebe. Eis aí um argumento dificilmente refutável pela razão, mas imediatamente derrubado pelo dia seguinte. Prova inconteste, acho eu, de que a despeito das belas proezas da mente, ao fim e ao cabo o corpo sempre vence – como as latas de ervilha no fundo do armário e o desodorante embaixo do braço.

Além de Zenon, aquele time do Corinthians tinha outro filósofo, o maior de todos, tanto no campo quanto na pólis: Sócrates. Não parece fortuito, portanto, que, como seus xarás da antiguidade, nossos queridos alvinegros tenham sido os pais da democracia (corintiana).

Corinto, aliás, é uma cidade na Grécia, embora tenha sido por influência de um time inglês, Corinthians, que a equipe paulistana escolheu seu nome. Também ingleses são os humoristas do grupo Monty Python. Duvido que John Cleese, Eric Idle, Graham Chapman e companhia tenham ouvido falar no escrete filosófico do Timão, mas, apesar disso, fizeram um esquete hilário sobre uma partida de futebol entre os maiores pensadores gregos e os alemães.

Apita o juiz (Confúcio) e saem todos os jogadores pelo campo, em peripatética reflexão. Até que Arquimedes tem a ideia, grita “Eureka!”, chuta a bola pra Sócrates, os dois fazem uma tabelinha e Sócrates marca de cabeça. De todos os 22 sábios helênicos ou teutões, olha que coincidência, justamente o Sócrates manda a bola pra rede. (Nem Zenon, o filósofo, nem Zenon, o meio-campista, estavam na seleção grega do Monty Python).

Fosse o jogo do esquete contra pensadores russos, o gol poderia ser de outro craque da democracia corintiana, o Wladimir (Lenin). O arqueiro poderia ser o Leão (Trotsky ou Tolstói). O que me traz à memória Eduardo Jorge, que disse numa entrevista adorar Tolstói, o repórter entendeu Toy Story e escreveu que político do PV era fã da série de animações com Buzz Lightyear.

Buzz Lightyear cujo lema “Ao infinito e além!” bem poderia ser a descrição da flecha rumo ao alvo segundo o paradoxo de Zenon. “Infinito” porque não chega nunca e “além” porque segue sempre adiante.

E o Biro Biro nessa história toda, onde entra? Não entra. Confesso que tentei encaixá-lo de inúmeras maneiras, mas não teve jeito, mesmo dando voltas e voltas e me enrolando em raciocínios mais tortuosos do que os cachos daquela distinta cabeleira. E fim de papo.


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VÍDEO: Veja o que disse Ministra em julgamento do ex-governador Gladson Cameli

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No julgamento desta quarta-feira, dia 15/04/2026, a Corte Especial do STJ, por unanimidade, determinou o imediato desentranhamento dos Relatórios de Inteligência Financeira de n°s 50157.2.8600.10853, 50285.2.8600.10853 e 50613.2.8600.10853, a fim de que fosse viabilizada a continuidade do julgamento de mérito da ação penal. A própria Ministra Relatora Nancy Andrighi foi quem suscitou referida questão de ordem, visando regularizar e atualizar o processo. 

O jornalista Luis Carlos Moreira Jorge descreveu o contexto com as seguintes palavras:

SITUAÇÃO REAL
Para situar o que está havendo no STJ: o STF não determinou nulidade, suspensão de julgamento e retirada de pauta do processo do governador Gladson. O STF apenas pediu para desentranhar provas que foram consideradas ilegais pela segunda turma da Corte maior. E que não foram usadas nem na denúncia da PGR. O Gladson não foi julgado ontem em razão da extensão da pauta do STJ. O julgamento acontecerá no dia 6 de maio na Corte Especial do STJ, onde pode ser absolvido ou condenado. Este é o quadro real.

A posição descrita acima reflete corretamente o quadro jurídico do momento.

Veja o vídeo:

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Ufac participa de lançamento de projeto na Resex Cazumbá-Iracema — Universidade Federal do Acre

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Ufac participa de lançamento de projeto na Resex Cazumbá-Iracema — Universidade Federal do Acre

A Ufac participou do lançamento do projeto Tecendo Teias na Aprendizagem, realizado na reserva extrativista (Resex) Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira (AC). O evento ocorreu em 28 de março e reuniu representantes do poder público, comunidade acadêmica e moradores da reserva.

Com uma área de aproximadamente 750 mil hectares e cerca de 500 famílias, a Resex é território de preservação ambiental e de produção de saberes tradicionais. O projeto visa fortalecer a educação e promover a troca de conhecimentos entre universidade e comunidade.

O presidente da reserva, Nenzinho, destacou que a iniciativa contribui para valorizar a educação não apenas no ensino formal, mas também na qualidade da aprendizagem construída a partir das vivências no território. Segundo ele, a proposta reforça o papel da universidade na escuta e no reconhecimento dos saberes locais.

O coordenador do projeto, Rodrigo Perea, sintetizou a relação entre universidade e comunidade. “A floresta ensina, a comunidade ensina, os professores aprendem e a Ufac aprende junto.” 

Também estiveram presentes no lançamento os professores da Ufac, Alexsande Franco, Anderson Mesquita e Tânia Mara; o senador Sérgio Petecão (PSD-AC); o prefeito de Sena Madureira, Gerlen Diniz (PP); e o agente do ICMBio, Aécio Santos.
(Fhagner Silva, estagiário Ascom/Ufac)



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Educação Física homenageia Norma Tinoco por pioneirismo na dança — Universidade Federal do Acre

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Educação Física homenageia Norma Tinoco por pioneirismo na dança — Universidade Federal do Acre

 Os professores Jhonatan Gomes Gadelha e Shirley Regina de Almeida Batista, do curso de Educação Física da Ufac, realizaram a mostra de dança NT: Sementes de uma Pioneira, em homenagem à professora aposentada Norma Tinoco, reunindo turmas de bacharelado e licenciatura, escolas de dança e artistas independentes. O evento ocorreu na noite de 25 de março, no Teatro Universitário, campus-sede, visando celebrar a trajetória da homenageada pela inserção e legitimação da dança no curso.

Norma recebeu uma placa comemorativa pelos serviços prestados à universidade. Os alunos do curso, André Albuquerque (bacharelado) e Matheus Cavalcante (licenciatura) fizeram a entrega solene. Segundo os organizadores, os anos de dedicação da professora ao curso e seu pioneirismo jamais serão esquecidos.

“A ideia, que ganhou corpo e emoção ao longo de quatro atos, nasceu do coração de quem viveu de perto a influência da homenageada”, disse Jhonatan Gomes Gadelha, que foi aluno de Norma na graduação. Ele contou que a mostra surgiu de uma entrevista feita com ela por ocasião do trabalho dele de conclusão de curso, em 2015. “As falas, os ensinamentos e as memórias compartilhadas por Norma naquele momento foram resgatadas e transformadas em movimento”, lembrou.

Gadelha explicou que as músicas que embalaram as coreografias autorais foram criadas com o auxílio de inteligência artificial. “Um encontro simbólico entre a tradição plantada pela pioneira e as ferramentas do futuro. O resultado foi uma apresentação carregada de bagagem emocional, autenticidade e reverência à história que se contava no palco.”

Mostra em 4 atos

A professora de Educação Física, Franciely Gomes Gonçalves, também ex-aluna de Norma, foi a mestre de cerimônias e guiou o público por uma narrativa que comparava a trajetória da homenageada ao crescimento de uma árvore: “A Pioneira: A Raiz (ato I), “A Transformadora: O Tronco” (ato II), “O Legado: Os Frutos” (ato III) e “Homenagem Final: O reconhecimento” (ato IV).

O ato I trouxe depoimentos em vídeo e ao vivo, além de coreografias como “Homem com H” (com os 2º períodos de bacharelado e licenciatura) e “K Dance”, que homenageou os anos 1970. O ex-bolsista Kelvin Wesley subiu ao palco para saudar a professora. A escola de dança Adorai também marcou presença com as variações de Letícia e Rayelle Bianca, coreografadas por Caline Teodoro, e o carimbó foi apresentado pelo professor Jhon e pela aluna Kethelen.

O ato II contou com o depoimento ao vivo de Jhon Gomes, ex-aluno que seguiu carreira artística e acadêmica, narrando um momento específico que mudou sua trajetória. Ele também apresentou um solo de dança, seguido por coreografias da turma de licenciatura e uma performance de ginástica acrobática do 4º período.

No ato III foi exibido um vídeo em que os atuais alunos do curso de Educação Física refletiram sobre o que a dança significa em suas formações. As apresentações incluíram o Atelier Escola de Dança com “Entre o que Fica e o que Parte” (Ana Fonseca e Elias Daniel), o Estúdio de Artes Balancé com “Estrelas” (coreografia de Lucas Souza) e a Cia. de Dança Jhon Gomes, com outra versão de “Estrelas”. A escola Adorai retornou com “Sarça Ardente”, coreografada por Lívia Teodoro; os alunos do 2º período de bacharelado encerraram o ato.

No ato IV, após o ministério de dança Plenitude apresentar “Raridade”, música de Anderson Freire, a professora Shirley Regina subiu ao palco para oferecer palavras à homenageada. Em seguida, a mestre de cerimônias convidou Norma Tinoco a entrar em cena. Ao som de “Muda Tudo”, os alunos formaram um círculo ao redor da professora, cantando o refrão em coro.

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