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Enrole, enrole! A posse de Trump pode ser o espetáculo menos importante do planeta | Emma Brockes
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2 anos atrásem
Emma Brockes
EUNa era curiosamente perturbadora da presidência de George W. Bush, havia algo que as pessoas gostavam de chamar pomposamente de “oposição cultural”. Esta era composta por figuras da cultura popular que se opunham a Bush e, 20 anos depois, pode-se imaginar que os seus herdeiros espirituais estão a preparar-se para tarefas equivalentes. A primeira oportunidade formal surge na próxima semana com a posse de Donald Trump e, tal como os líderes dos mundos tecnológico e empresarial fizeram falhou espetacularmente para se mobilizar contra ele, prevalece a sensação de que entre certos artistas e influenciadores também houve um suave abrandamento da espinha.
Esta é uma observação geral e também localizada na figura de Carrie Underwood, a estrela country programado para cantar o hino nacional em homenagem a Trump na segunda-feira. Underwood, um homem de 41 anos que ganhou destaque através da quarta temporada do American Idol, pode parecer uma figura esbelta em quem fazer observações sobre o declínio da oposição cultural a Trump. Persiste, no entanto, a sensação de que, em 2016, nenhuma cantora e compositora com a proeminência de Underwood teria oferecido os seus serviços à administração Trump. Naquela época, quando a eleição de Trump atingiu muitos nos EUA e em todo o mundo com a força de uma experiência extracorpórea, o melhor que o comitê de posse conseguiu encontrar foi outro graduado em show de talentos e detentor do infeliz manto de “ex- estrela infantil”, Jackie Evancho.
Por outro lado, Underwood é um artista multi-platina que ganhou oito Grammys. Ela não é Lady Gaga, que apareceu no Inauguração de Joe Biden. Nem é Beyoncé (Barack Obama), Aretha Franklin (também Obama) ou mesmo Jennifer Lopez (Biden). Mas ela é um grande nome com muitos seguidores, e a sua vontade de aparecer para Trump segue um padrão geral de apaziguamento justificado publicamente como “por que não podemos todos nos dar bem?” unidade nacional. Afinal, a vida é uma jornada, e olhando para o set list inaugural, podemos ver o quão longe alguns dos artistas que apoiam Trump na próxima semana chegaram. Victor Willis, por exemplo, o único membro original ainda no grupo disco Village People, tem desfrutado de uma mentalidade construtiva que o levou a enviar cartas de cessação e desistência a Trump em 2020, exigindo que ele pare de usar seu hit de 1978, Macho Man em seus comícios, a se disponibilizar para o fim de semana de inauguração e a garantir a todos que não é um “Odiador de Trump”.
Para ser justo com a elite cultural americana, o resto do alinhamento para as festividades inaugurais de Trump é de qualidade bastante baixa, envolvendo, tão inevitavelmente como uma barata que surge após um evento nuclear, Kid Rock, bem como Billy Ray Cyrus e o cantor clássico Cristóvão Macchio (também não faço ideia). Além do agora reformado Village People, ainda liderado por Willis, que recentemente afirmou, de forma emocionante, que o YMCA nunca deveria ser um hino gay e cuja esposa ameaçou processar quem dissesse o contrário. Tudo o que a inauguração precisa neste momento é Marilyn Manson hesitando no palco como um gótico do Camden Market da década de 1990, e terá encontrado o seu nível perfeito.
Na base destas oscilações culturais, é claro, está o importante retrocesso em relação ao dinheiro dos EUA em relação a Trump. Meta, Apple, Amazon e Google têm contribuíram coletivamente com milhões ao fundo de inauguração, assim como a BP, a Boeing, a Delta, a Uber e, com um belo toque de ironia, a plataforma de negociação para pessoas pequenas, Robinhood. Trata-se de um tipo de oportunismo que cantores e artistas pelo menos têm a decência de esconder noutras partes do mundo, em vez de enfiar debaixo do nariz americano. (Estou pensando vagamente em Beyoncé e Kylie, já que estamos nisso – ambas jogaram por milhões de dólares em eventos privados em Dubai, onde seus fãs gays correm o risco de serem presos.)
De qualquer forma, como sempre, na próxima semana a tarefa de ser mais rigoroso moralmente do que todos os outros caberá a Michelle Obama, que, desafiando o protocolo, não estar presente a posse (ela também faltou ao funeral de Jimmy Carter, uma decisão que se imagina estar enraizada na evitação de Trump). Ela é uma exceção. Em 2009, o presidente Obama limitou as contribuições individuais para o seu fundo de tomada de posse a 50 mil dólares, mas é claro que Trump não o fez, e a pressa em doar foi tão grande e imprópria que é provável que haja um excedente, que se diz que irá desaparecer. em direção à biblioteca presidencial Donald J Trump. E se você está rindo do oxímoro das palavras “biblioteca Trump”, então você simplesmente não acredita na unidade nacional e é precisamente por isso que o homem foi eleito em primeiro lugar.
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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre
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9 de outubro de 2026Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.
Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.
Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).
Aprendizagem no território
Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.
A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.
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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre
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8 de outubro de 2026A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.
A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.
Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”
O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.
Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.
Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.
A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”
Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.
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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre
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2 de outubro de 2026A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.
“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.
Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.
A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.
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