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Entre a Rússia e o Irão, uma ferrovia e um novo eixo contra o Ocidente

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Está em curso uma grande aproximação entre o Irão e a Rússia, e é nas margens do Mar Cáspio que ela se desenrola. Neste espaço marítimo comum, nos últimos anos, Moscovo e Teerão continuaram a aumentar o seu comércio. Quer se trate de materiais de construção, madeira, fertilizantes ou, mais recentemente, armas. A tal ponto que centenas de empresas iranianas têm agora uma loja no porto russo de Astrakhan, a norte do Cáspio. No entanto, esta aproximação deverá ser brevemente finalizada com a assinatura de um acordo de cooperação estratégica sem precedentes entre as duas potências regionais. Assinatura que será objecto de cuidadosa encenação durante “uma visita especial” na Rússia, do novo chefe de Estado iraniano, Massoud Pezeshkian, anunciou o presidente russo, Vladimir Putin, na quinta-feira, 24 de outubro.

No cesto do noivado aninha-se um antigo projecto reavivado, com a maior discrição, à sombra da guerra na Ucrânia. Um trecho ferroviário de apenas 162 quilômetros, localizado na fronteira do Cáucaso, ao longo da costa montanhosa do Cáspio. Neste ponto cego da maior parte das chancelarias e dos serviços de informações ocidentais, o Presidente Putin tem estado activo durante muitos meses, de acordo com documentos não públicos, nomeadamente da JSC Russian Railways, a empresa ferroviária russa, que O mundo pude consultar. E se nada o impedir, é através disso que ele poderá conseguir finalizar uma das peças centrais do seu grande empreendimento de secessão do Ocidente, ao mesmo tempo que uma grande aproximação com este outro banido da comunidade internacional que é Irã.

Este pequeno pedaço de linha férrea leva os nomes das duas cidades que deveria ligar eventualmente: “Racht-Astara”. De um lado, uma das maiores cidades do norte do Irã, Racht, com 700 mil habitantes, que já foi um importante local para o comércio de seda; do outro, Astara, com 50 mil habitantes, situada na fronteira entre o Irão e o Azerbaijão. Dois centros urbanos importantes que, se ligados por comboio, permitiriam à Rússia dar um passo decisivo para contornar as sanções ocidentais.



Acesso direto ao Golfo Pérsico e ao Oceano Índico

Na realidade, este projeto ferroviário é o elo que faltava num plano mais amplo: o Corredor Internacional de Transporte Norte-Sul, INSTC), destinado a ligar a Rússia à Índia ao longo de 7.200 quilómetros, através dos portos do Azerbaijão e do Irão, poupando cerca de vinte dias na actual rota marítima. Para chegar hoje, a partir de São Petersburgo, ao porto indiano de Bombaim, através do Mar Báltico, os navios mercantes russos devem seguir a costa atlântica, atravessar o Mediterrâneo, depois tomar o Canal de Suez e o Mar Vermelho, antes de chegar ao Golfo de Aden. No total, um percurso de mais de 16 mil quilômetros, que leva de trinta a quarenta e cinco dias. Passando pelo interior e pelo Mar Cáspio, a viagem é bem mais curta, mas atualmente envolve inúmeras pausas nas cargas (trem, estrada, barco). Outra possibilidade existe certamente sob a forma de uma linha ferroviária, a leste do Cáspio, mas que exige um longo desvio através do Cazaquistão e do Turquemenistão.

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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre

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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre

O programa de pós-graduação em Planejamento e Governança Pública, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), no âmbito do mestrado interinstitucional para técnico-administrativos da Ufac e do Instituto Federal do Acre (Ifac), realiza o 12º Seminário de Boas Práticas em Planejamento e Governança Pública, de 14 a 16 de julho, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede da Ufac. As inscrições são gratuitas e estão abertas até 16 de julho, por meio online.

O evento será transmitido pelo YouTube e terá como tema “Governança, Políticas Públicas e Desenvolvimento Regional na Amazônia: Desafios Estruturais para o Acre”, propondo um debate sobre questões territoriais, sociais, ambientais, urbanas, institucionais e econômicas que atravessam a realidade amazônica e acreana.

A programação científica será organizada em quatro eixos temáticos: governança urbana, mobilidade e direito à cidade na Amazônia; infraestrutura, saneamento e resiliência em contextos de enchentes e queimadas; governança ambiental, desenvolvimento sustentável e capacidade estatal na Amazônia; e educação e empreendedorismo na Amazônia.

O seminário tem como público-alvo a comunidade universitária e gestores públicos, contando com a participação de autoridades locais, pesquisadores da UTFPR, docentes da Ufac e do Ifac, bem como especialistas convidados de diferentes áreas.

 



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Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose — Universidade Federal do Acre

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A Ufac é parceira em pesquisa desenvolvida no município de Sena Madureira (AC), a qual identificou limitações no conhecimento sobre a leishmaniose cutânea entre pacientes e profissionais da saúde, além de barreiras geográficas e estruturais que dificultam o acesso ao diagnóstico e ao tratamento precoce em áreas rurais endêmicas.

Os resultados do estudo foram publicados, em maio, na revista eletrônica “Acervo Saúde”, vol. 26(5), com o título “Leishmaniose Cutânea na Amazônia Ocidental: Lacunas no Conhecimento e Barreiras de Acesso Assistencial em Áreas Endêmicas”. O artigo tem coautoria de pesquisadores da Ufac.

A pesquisa foi realizada com 50 pacientes com suspeita clínica de leishmaniose cutânea e 51 agentes de saúde, sendo 63% agentes comunitários de saúde e 37% agentes de combate às endemias.

“Em nosso trabalho, identificamos que tanto os profissionais da saúde quanto os pacientes possuem informações limitadas sobre a doença. Conhecer as limitações para acesso ao diagnóstico e tratamento precoce é uma das principais estratégias para a implementação de programas de controle e de educação em saúde que contemplem o perfil epidemiológico e social das populações de áreas endêmicas”, disse o autor do estudo, Leandro Siqueira de Souza, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC).

A região Norte é responsável por mais da metade dos casos da doença no Brasil; o Acre conta com mais de 11 mil casos notificados na última década. Em 2025, os municípios acreanos de Xapuri, Marechal Thaumaturgo, Assis Brasil, Sena Madureira e Brasileia foram classificados pelo Ministério da Saúde como áreas de risco intenso para transmissão da doença.

“A região amazônica é uma área endêmica para a leishmaniose cutânea, uma doença negligenciada que afeta principalmente populações de comunidades tradicionais”, contou o pesquisador Reginaldo Peçanha Brazil, do IOC. “Conhecer as limitações no conhecimento tanto dos pacientes como de profissionais da saúde de áreas endêmicas é fundamental para o sistema de saúde do Estado do Acre e para o controle mais efetivo da doença.”

A investigação integra um projeto de pesquisa coordenado por Brazil. Além da Ufac, são parceiros na pesquisa a Universidade Federal de Minas Gerais, a Universidade de Brasília, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e a Secretaria de Estado de Saúde do Acre.

Pela Ufac, são coautores do artigo os pesquisadores Andréia Luísa Peixinho da Silva Guimarães, Francisca Alana Costa de Souza, Marcos Bruno Zacarias Campelo, Breno Kalyl Freitas Nascimento, Andreia Fernandes Brilhante e Francisco Glauco de Araújo Santos. Os estudos contam com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e apoio de instituições parceiras.

 



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Ufac e TCE-AC apresentam pesquisa de vitimização em Rio Branco — Universidade Federal do Acre

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Ufac e TCE-AC apresentam pesquisa de vitimização em Rio Branco — Universidade Federal do Acre

 

A Ufac e o Tribunal de Contas do Estado do Acre (TCE-AC) realizaram o Seminário de Apresentação da Pesquisa de Vitimização na Cidade de Rio Branco. O evento, que ocorreu nesta terça-feira, 16, no Plenário do TCE-AC, consistiu em exposições e debate no sentido de contribuir para um diagnóstico da segurança pública e para o aprimoramento das políticas voltadas à população.

A pesquisa foi apoiada por emenda parlamentar do senador Sérgio Petecão (PSD-AC), destinada em 2025 à Ufac. “Quero agradecer a disponibilidade do senador em ajudar a universidade sempre com emendas necessárias para o desenvolvimento da educação e da pesquisa, com retorno garantido para a sociedade acreana”, disse a reitora Guida Aquino.

O seminário teve como público-alvo a comunidade acadêmica, servidores do TCE-AC e do Ministério Público de Contas do Acre, servidores públicos em geral, gestores da área de segurança pública, justiça criminal e direitos humanos e sociedade civil. A pesquisa buscou compreender como a população percebe a segurança, quais situações de violência e criminalidade afetam os cidadãos e como os serviços de segurança pública são avaliados pelas pessoas.

O trabalho provém do grupo de pesquisa Sujeitos, Ações e Percepções: Estudos em Violência e Conflitualidade, coordenado pelo professor da Ufac, Ermício Sena. Ele informou que os produtos da pesquisa foram banco de dados, mapas descritivos de Rio Branco, relatórios de campo, geral e sintético/executivo.

Em seu discurso, Sena agradeceu aos envolvidos na realização da pesquisa e a Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre, que foi a intermediária para contratação do Instituto de Opinião Pública para execução da pesquisa.

 



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