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Erykah Badu faz do seu show um manifesto afrofuturista – 07/11/2024 – Ilustrada

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Nadine Nascimento

No afrofuturismo, movimento cultural protagonizado por pessoas negras, a liberdade permite que este grupo sonhe, projete um futuro e rompa barreiras. Erykah Badu, com seu show na noite desta quarta-feira (6), no Espaço Unimed em São Paulo, provou que esta liberdade é a essência da sua arte —presente tanto nas letras que compõe quanto na extensão da sua voz e na construção de sua imagem.

Por volta das 21h30, o Espaço Unimed já estava cheio de pessoas ansiosas pela apresentação, embora os ingressos não tenham se esgotado. Antes de Badu, quem subiu ao palco foi Luedji Luna, com o último show da turnê de seu álbum “Bom Mesmo É Estar Debaixo D’Água Deluxe“, de 2022.

Luedji, que tem Badu como uma de suas maiores inspirações, fez uma abertura de cerca de 50 minutos. Embora enfrentasse problemas técnicos com o microfone, tanto o seu quanto os das backing vocals, ela conseguiu levantar a plateia, especialmente ao cantar seu grande hit “Banho de Folhas”. Antes de se despedir, a artista anunciou que um novo disco está em produção.

A apresentação de Badu, inicialmente prevista para 22h, começou às 22h35. Mas ela, na verdade, só apareceu às 22h42, depois de alguns minutos de exibição instrumental de sua banda. Seu atraso costumeiro, no entanto, foi logo recompensado.

Quando entrou, Badu gerou grande alvoroço no público. Em silêncio e envolta em mistério, ela apareceu no palco usando uma grande cartola, calças de moletom, uma camiseta com a imagem de Tupac, botas verdes e um sobretudo estampado. Sob o chapéu maximalista, usava uma tureg que envolvia uma touca feita de meia-calça —item muito popular entre mulheres negras, antes da chegada das toucas de cetim, para preservar os cabelos.

Assim que começou a cantar, sua voz dominou o ambiente. Ela iniciou a setlist com “The Healer”, do álbum “New Amerykah”, cujos versos afirmam que o hip-hop é maior que a religião e o governo. Em seguida, veio “On & On”, um hit de seu álbum de estreia “Baduizm”, pioneiro do neosoul. Nas suas canções, Badu escreve com mão forte a narrativa de uma mulher negra que fugia dos estereótipos impostos pela indústria da música e pela sociedade.

O show teve uma atmosfera cósmica, com imagens de planetas e galáxias no telão, além de efeitos sonoros e luminosos que evocavam um ambiente alienígena. Em um momento, Badu parecia ser abduzida por um feixe de luz vindo do teto. Em outro, ela simulava estar recebendo choques nas mãos enquanto tentava atravessar uma barreira luminosa, até finalmente superá-la. As cenas reforçavam a aura quase divina que envolvia a artista.

A cantora conversou com o público inúmeras vezes, expressando sua felicidade em estar ali e compartilhando reflexões. “Podemos não falar a mesma língua, mas nós entendemos isso”, disse, referindo-se à música.

Ela também deu conselhos. “Existem cinco coisas das quais precisamos. Precisamos do Sol, que nos dá energia; exercícios, que nos mantêm forte; boa comida, frutas, vegetais, que nos faz ser inteligentes; dormir pelo menos seis horas; e também precisamos do espírito —que vem dos tambores.”

Badu ainda fez uma referência às religiões de matriz africana brasileiras. “Precisamos rezar com os tambores para convocar os espíritos. Não é assim na cultura de vocês? Quando vocês tocam os tambores, o espírito vem.”

À vontade, ela surpreendeu ao descer do palco e subir em uma caixa de som, e assim ficar mais próxima do público, enquanto cantava “Next Lifetime”. A artista também parou a apresentação quando uma fã passou mal, perguntou se ela estava bem e arremessou garrafas de água de lá de cima.

Ela cantou outros sucessos como “Orange Moon” e “Apleetree” e chegou a ameaçar cantar “Bag Lady”, mas desistiu antes do segundo verso para frustração da plateia. O tempo todo, Badu impressionou com seus vocais exuberantes e sua habilidade em combinar soul, R&B e batidas de hip-hop. Mesmo sem lançar um novo trabalho há quase uma década, a cantora segue no auge de sua potência artística.

A cantora começou em São Paulo uma turnê que faz pela América Latina, tendo os próximos destinos ainda no Brasil. O segundo show, nesta sexta-feira (8), será no festival Rock the Mountain, em Petrópolis (RJ), e o terceiro no Afropunk, em Salvador, neste sábado (9).



Leia Mais: Folha

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Projeto de extensão seleciona resumos expandidos para publicação — Universidade Federal do Acre

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O projeto de extensão ComunicAÇÃO, da Ufac, realiza processo seletivo para submissão de trabalhos extensionistas, na modalidade de resumo expandido. Os selecionados comporão a Coleção de Cadernos de Extensão “Ufac e Comunidade”. As inscrições estão abertas até 30 de junho, por meio de formulário online.

O trabalho inscrito deve estar contemplado em uma das áreas temáticas: comunicação, cultura, direitos humanos e justiça, educação, meio ambiente, saúde, tecnologia e produção, trabalho. Cada resumo deverá estar vinculado a uma ação de extensão (projeto, curso, evento ou programa) institucionalizada na Ufac.

“O resumo expandido deverá evidenciar, de forma clara e consistente, as experiências adquiridas e/ou vivenciadas junto à comunidade externa ao longo do desenvolvimento da ação de extensão, destacando as interações estabelecidas, os impactos gerados, os aprendizados construídos e as contribuições mútuas decorrentes da execução das atividades”, detalha o item 3.1 do edital.

A seleção consiste em avaliação por uma comissão que indicará 50 trabalhos aptos para publicação na 1ª Edição da Coleção de Cadernos de Extensão, considerando a formatação e os aspectos científicos, além do envolvimento da comunidade externa, dos resultados obtidos e da efetividade da metodologia proposta. O resultado final do processo seletivo está previsto para 21 de agosto.

Para mais informações sobre o certame, leia o edital Proex n.º 9.1/2026.

 



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Reitora da Ufac participa de fórum Brasil-África em Brasília — Universidade Federal do Acre

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A reitora da Ufac, Guida Aquino, participou, nessa segunda-feira, 25, em Brasília, do 1º Fórum de Reitores Brasil-África. A convite do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do Ministério da Educação (MEC), ela representou a Ufac no encontro, acompanhada da pró-reitora de Inovação e Tecnologia, Almecina Balbino Ferreira. O evento segue até quarta-feira, 27, e tem como foco o fortalecimento da cooperação internacional em educação superior entre universidades brasileiras e instituições africanas.

Guida destacou a importância da presença da Ufac em um espaço voltado ao diálogo internacional e à construção de parcerias acadêmicas. Segundo a reitora, a aproximação entre Brasil e África por meio da educação, da pesquisa, da inovação e da troca de experiências permite avançar em soluções conjuntas para desafios comuns. “Temos histórias, identidades e desafios que nos aproximam, e a universidade tem um papel fundamental nessa conexão”, afirmou.

O fórum é uma iniciativa liderada pelo MEC, pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior e pela Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior. A programação reúne reitores, pró-reitores e assessores de cooperação internacional de universidades federais, estaduais e privadas do Brasil, além de representantes de universidades africanas mobilizadas pela Associação de Universidades Africanas.

Reitora da Ufac participa de fórum de reitores em Brasília-vice.jpg

A proposta do encontro é ampliar as relações acadêmicas entre Brasil e África, com a construção de novos acordos institucionais, programas de mobilidade estudantil, intercâmbio científico e cooperação em áreas estratégicas como agricultura, energias renováveis, mineração, petróleo e gás, setor aeroespacial, inteligência artificial e ciências humanas.

A programação inclui painéis temáticos, reuniões bilaterais, workshops e sessões voltadas à construção de novas parcerias universitárias. Ao final do evento, os resultados e compromissos construídos serão formalizados na Carta de Brasília do 1º Fórum de Reitores Brasil-África, documento que deve orientar os próximos passos da cooperação entre universidades brasileiras e africanas.

 



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Ufac conquista 3º lugar em hackathon internacional promovido por laboratório de Harvard — Universidade Federal do Acre

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Estudantes da Universidade Federal do Acre (Ufac) participaram, nos dias 10 e 11 de abril, do HSIL Hackathon 2026, promovido pelo Health Systems Innovation Lab da Harvard T.H. Chan School of Public Health. A participação da equipe ocorreu no Hub de Inovação do Hospital das Clínicas de São Paulo, o InovaHC, em uma edição realizada simultaneamente em mais de 30 países. O grupo conquistou o 3º lugar geral entre mais de 30 equipes com o projeto Viginutri, solução voltada à prevenção da desnutrição hospitalar.

A equipe foi liderada pela acadêmica de Medicina da Ufac Maria Júlia Bonelli Pedralino e contou com a participação de Guilherme Félix, do curso de Sistemas de Informação, Bruno Eduardo e Wesly, do curso de Medicina. Segundo Maria Júlia, representar o Acre e a Ufac em um evento dessa dimensão foi uma experiência marcante para sua trajetória acadêmica e pessoal. “O Acre tem muito a dizer nos espaços onde o futuro da saúde está sendo construído”, afirmou.

O projeto premiado, Viginutri, foi desenvolvido durante o hackathon em São Paulo e propõe uma solução para auxiliar no enfrentamento da desnutrição hospitalar, problema que pode afetar o prognóstico de pacientes internados e gerar impactos para a gestão hospitalar. A proposta une medicina e nutrição e será aperfeiçoada a partir da premiação recebida pela equipe.

Com a classificação, o grupo garantiu uma aceleração de um ano pela Associação Brasileira de Startups de Saúde, com mentoria especializada e a perspectiva de validar a solução em um hospital real. De acordo com Maria Júlia, a conquista abre a possibilidade de levar uma ideia desenvolvida por estudantes da Ufac para uma etapa de aplicação prática.

A estudante também ressaltou o apoio recebido da Pró-Reitoria de Inovação e Tecnologia da Universidade Federal do Acre (Proint) e da Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (Proex). Segundo ela, a conquista só foi possível porque a universidade acreditou no projeto e ofereceu as condições necessárias para que o grupo representasse a instituição fora do Acre. “Essa conquista não teria sido possível sem o apoio da Proint e Proex”, disse.

A trajetória do grupo teve início em um hackathon realizado anteriormente no Acre, onde surgiu o projeto Sentinelas da Amazônia, experiência que contribuiu para a formação da equipe e para o interesse dos estudantes em iniciativas de inovação.

Como desdobramento da participação no evento, a equipe deve promover, no dia 12 de junho, às 10h30, no Sebrae Lab, no Centro de Convivência, uma roda de conversa sobre a experiência no hackathon, com o objetivo de incentivar outros acadêmicos a buscarem pesquisa, inovação e desenvolvimento de ideias no ambiente universitário.



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