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Escândalo da Fuji TV atinge o Japão enquanto a indústria luta contra os fantasmas de Kitagawa | Japão
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Justin McCurry in Tokyo
Fou no mês passado Japão foi tomada por alegações de má conduta sexual envolvendo uma das estrelas mais conhecidas do país em uma grande rede de TV, no que está se tornando um teste decisivo para a resposta da indústria do entretenimento às acusações de abuso contra celebridades proeminentes.
Masahiro Nakai, um ex-membro da popular boyband Smap, é acusado de ter agredido sexualmente uma mulher em um jantar privado em junho de 2023, que teria sido organizado por um membro sênior da equipe da Fuji TV, uma das maiores emissoras do Japão.
Nakai, que teve uma carreira de sucesso pós-Smap como apresentador de um programa de TV transmitido pela Fuji, anunciou na quinta-feira sua aposentadoria, dizendo ao site de seu fã-clube que havia “concluído todas as discussões com estações de TV, emissoras de rádio e patrocinadores sobre minha demissão, cancelamento, remoção e anulação do contrato”.
“Continuarei a enfrentar todos os problemas com sinceridade e a responder de todo o coração. Só eu sou responsável por tudo”, disse Nakai, segundo o jornal Mainichi Shimbun.
A aposentadoria de Nakai aos 52 anos ocorre logo depois que ele reconheceu que estava envolvido em “problemas” relacionados com a mulher não identificada com quem, de acordo com a revista semanal Shukan Bunshun, ele mais tarde chegou a um acordo extrajudicial no valor de ¥ 90 milhões (£ 466.000). ).
Nakai, que não é objeto de investigação policial, negou ter usado violência ou que terceiros estivessem envolvidos, acrescentando que respondeu “sinceramente” à mulher do assentamento. “Esse problema se deve inteiramente às minhas deficiências”, disse ele em comunicado em seu site oficial.
Indústria em crise
A indústria do entretenimento do Japão foi forçada a repensar a forma como lida com agressão sexual e alegações de má conduta desde o poderoso magnata da música Johnny Kitagawa foi alvo de acusações de que abusou sexualmente de centenas de meninos e jovens que ingressaram em sua agência na esperança de se tornarem ídolos pop.
As emissoras e seus parceiros na mídia impressa ignoraram as alegações de mais de duas décadas à medida que continuaram a empregar boybands – incluindo Smap – do estábulo de Kitagawa para explorar o lucrativo mercado jovem.
A mídia foi forçada a confrontar as acusações em 2023 – quatro anos após a morte de Kitagawa em 2019, aos 87 anos – após o documentário da BBC Predador: o escândalo secreto do J-pop gerou manchetes globais e encorajou mais sobreviventes a se manifestarem. Centenas de pessoas estão agora buscando indenização da agência.
As estações de televisão, incluindo a emissora pública NHK, emitiram desculpas tardias pela sua “código do silêncio”sobre as alegações contra Kitagawa, cuja agência, Johnny & Associates, desde então tentou reinventar-se sob nova administração e com um nome diferente.
O caso também chamou a atenção de outras redes de TV, em meio a relatos de que jantares e festas com bebidas envolvendo celebridades e mulheres jovens são comuns. A Nippon TV e outros canais anunciaram as suas próprias investigações sobre se os seus funcionários organizaram reuniões sociais envolvendo celebridades e mulheres.
O incidente “esperançosamente servirá como uma oportunidade para as emissoras de TV repensarem a forma como fazem seus programas”, disse Takahiko Kageyama, professora de estudos de mídia na Faculdade Feminina de Artes Liberais de Doshisha. “Se as mulheres não estão a ser tratadas como seres humanos iguais, mas como uma espécie de lubrificante para facilitar a produção de programas de televisão, é altura de acabarem com esta prática.”
Em contraste com as consequências das acusações contra Kitagawa, as empresas agiram rapidamente para se distanciarem da Fuji TV e da Nakai.
Mais de 70 empresas, incluindo Toyota, Nissan e McDonald’s, suspenderam anúncios na Fuji TV, com mais de 350 comerciais substituídos por anúncios promovendo a conscientização sobre questões sociais do Conselho de Publicidade do Japão.
As ações do grupo Fuji Media despencaram quando a Rising Sun Management, uma afiliada do fundo americano Dalton Investments – acionista majoritário da controladora da rede, Fuji Media – acusou a rede de falta de transparência.
“O alvoroço criado pelo Sr. Masahiro Nakai… reflecte não só um problema na indústria do entretenimento em geral, mas, especificamente, expõe falhas graves na sua governação corporativa”, disse a Rising Sun numa carta aberta ao conselho de administração da Fuji.
“A falta de consistência e, o que é mais importante, de transparência na divulgação dos factos e as subsequentes deficiências imperdoáveis na sua resposta merecem uma condenação séria que serve não só para minar a confiança do telespectador, mas também leva directamente à erosão do valor para os accionistas. Como um dos seus maiores acionistas, controlando mais de 7% das ações da empresa, estamos indignados!”
Em resposta, na semana passada a emissora anunciou uma reviravolta, dizendo que iria lançar uma investigação independente liderada por um painel de advogados sobre as alegações de má conduta sexual, bem como sobre o possível papel dos funcionários da Fuji TV. A Fuji TV suspendeu um programa semanal apresentado por Nakai, enquanto outras grandes redes também dispensaram o apresentador.
O presidente da Fuji TV, Koichi Minato, pediu desculpas por “causar tremendos problemas e preocupações devido aos relatos (da mídia)”, mas seus comentários não conseguiram conter o êxodo de parceiros comerciais e sua coletiva de imprensa foi criticada porque foi aberta apenas a determinados meios de comunicação. que foram informados de que não poderia ser transmitido. Forçada novamente a recuar, a Fuji TV realizará uma “reprise” mais aberta da coletiva de imprensa na próxima semana.
Enquanto isso, os funcionários da empresa estariam irritados com a resposta da administração. O seu sindicato disse que o número de membros aumentou de 80 no início da semana passada para mais de 500, enquanto os funcionários se preocupam com as possíveis consequências para o seu empregador. “Espero que a empresa renasça com uma sensação de crise”, disse um funcionário da Fuji TV ao Asahi Shimbun.
Alguns críticos continuam não convencidos da conduta da emissora após as acusações, feitas pela primeira vez em dezembro pela revista semanal Josei Seven.
Num editorial contundente, o Mainichi Shimbun disse: “não seria surpreendente se a rede fosse vista como preocupada em se defender em vez de buscar a verdade”.
A Agence France-Presse contribuiu com reportagens.
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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre
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9 de outubro de 2026Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.
Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.
Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).
Aprendizagem no território
Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.
A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.
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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre
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8 de outubro de 2026A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.
A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.
Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”
O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.
Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.
Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.
A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”
Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.
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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre
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2 de outubro de 2026A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.
“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.
Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.
A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.
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