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Estado americano de Indiana executa Joseph Corcoran após batalha legal de 27 anos | Notícias sobre pena de morte

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O estado de Indiana, nos Estados Unidos, realizou a sua primeira execução em 15 anos, condenando à morte um homem, cujos advogados afirmam que ele era doente mental, assassinando quatro pessoas em 1997, incluindo o seu próprio irmão.

Joseph Corcoran, 49, foi executado por injeção letal e declarado morto na manhã de quarta-feira na Prisão Estadual de Indiana, na cidade de Michigan, disseram autoridades.

Suas últimas palavras foram “Na verdade não. Vamos acabar com isso”, disse um comunicado do Departamento de Correção de Indiana.

Os advogados de Corcoran argumentaram em processos judiciais que a realização a pena de morte violaria a Constituição porque sofria há muito tempo de esquizofrenia paranóica, incluindo alucinações e delírios, o que o tornava incapaz de compreender a gravidade dos seus crimes.

A “doença mental documentada e de longa data de Corcoran continua a atormentá-lo, como aconteceu na época do crime de 1997”, disse sua equipe jurídica.

Seu advogado, Larry Komp, disse que a questão da saúde mental de Corcoran nunca foi avaliada adequadamente.

“Nunca houve uma audiência para determinar se ele é competente para ser executado”, disse ele em comunicado à Associated Press. “É um fracasso absoluto para o Estado de Direito ter uma execução quando a lei e os processos adequados não foram seguidos.”

Mais de duas dezenas de pessoas reuniram-se fora da prisão antes da sua execução para protestar e rezar, segundo o jornal Indy Star.

O estado forneceu detalhes limitados sobre o processo de execução e nenhuma testemunha da mídia foi permitida pela lei estadual. No entanto, Corcoran escolheu um repórter do Indiana Capital Chronicle como uma de suas testemunhas, o editor do veículo postado em X quarta-feira cedo.

Indiana e Wyoming são os únicos dois estados que não permitem que membros da mídia testemunhem execuções estaduais, de acordo com um recente relatório do Centro de Informação sobre Pena de Morte.

Corcoran estava passando por um período estressante em julho de 1997 porque o próximo casamento de sua irmã significava que ele teria que se mudar da casa que dividia com ela e seu irmão em Fort Wayne, Indiana.

Depois de ouvir seu irmão, James Corcoran, 30 anos, falando sobre ele, ele carregou seu rifle e atirou em seu irmão e em três outros homens, incluindo o noivo de sua irmã, de acordo com documentos judiciais.

Corcoran já havia sido absolvido dos assassinatos de seus pais, que foram encontrados mortos a tiros em sua casa em 1992.

Esta foto sem data mostra Joseph Corcoran, que foi executado em 18 de dezembro (Departamento de Correções de Indiana via AP)

“Não serve para nada”

A irmã de Corcoran, Kelly Ernst, tentou impedir a execução, dizendo que o havia perdoado.

“Acredito que a pena de morte não aborda o luto nem proporciona justiça verdadeira, especialmente para as vítimas e para aqueles com doenças mentais”, escreveu ela em 2 de dezembro no Facebook.

“Em vez disso, é um processo demorado, dispendioso e político”, acrescentou. “Acredito que sua execução não serve para nada.”

A execução de Corcoran é a 24ª nos Estados Unidos este ano. Indiana suspendeu as execuções em 2009 porque não conseguiu obter os medicamentos necessários, e as empresas farmacêuticas relutaram em ser associadas à pena capital.

Mas o governador do Indiana, Eric Holcomb, e o procurador-geral Todd Rokita, ambos republicanos, anunciaram no início deste ano que o estado tinha adquirido a droga – pentobarbital – e que as execuções seriam retomadas, começando pela de Corcoran.

Corcoran enviou uma carta no mês passado à Suprema Corte de Indiana, dizendo que não queria mais litigar seu caso.

Mesmo assim, seus advogados entraram com um recurso de emergência na Suprema Corte dos EUA na terça-feira para suspender a execução, que acabou sendo rejeitado.

“O caso de Joseph Corcoran foi revisado repetidamente nos últimos 25 anos – incluindo 7 vezes pela Suprema Corte de Indiana e 3 vezes pela Suprema Corte dos EUA, a mais recente das quais foi esta noite”, disse Holcomb em um comunicado à imprensa após a execução ter sido concluído.

Rokita também emitiu um comunicado, dizendo que Corcoran “finalmente pagou a sua dívida para com a sociedade, uma vez que a justiça foi fornecida às suas vítimas”.

A pena de morte foi abolida em 23 dos 50 estados dos EUA, enquanto outros seis – Arizona, Califórnia, Ohio, Oregon, Pensilvânia e Tennessee – têm moratórias em vigor.

INTERATIVO - Quais estados têm pena de morte 2024-1727245173
(Al Jazeera)



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Ufac promove seminário sobre agroextrativismo e cooperativismo no Alto Acre — Universidade Federal do Acre

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Ufac promove seminário sobre agroextrativismo e cooperativismo no Alto Acre — Universidade Federal do Acre

O Projeto Legal (Laboratório de Estudos Geopolíticos da Amazônia Legal) da Ufac realizou, na última sexta-feira, 15, no Centro de Educação Permanente (Cedup) de Brasiléia, o seminário “Agroextrativismo e Cooperativismo no Alto Acre: Desafios e Perspectivas”. A programação reuniu representantes de cooperativas, instituições públicas das esferas federal, estadual e municipal, pesquisadores, produtores rurais da Reserva Extrativista (Resex) Chico Mendes e lideranças comunitárias para discutir estratégias e soluções voltadas ao fortalecimento da economia local e da produção sustentável na região.

A iniciativa atua na criação de espaços de diálogo entre o poder público e as organizações comunitárias, com foco no desenvolvimento sustentável e no fortalecimento da agricultura familiar. Ao longo do encontro, os participantes debateram os principais desafios enfrentados pelas famílias e cooperados que atuam nas cadeias do agroextrativismo, com ênfase em eixos fundamentais como acesso a financiamento, logística, assistência técnica, processamento, comercialização, gestão e organização social das cooperativas.

Coordenado pela professora Luci Teston, o seminário foi promovido pela Ufac em parceria com o Sistema OCB/Sescoop-AC. Os organizadores e parceiros destacaram a relevância do cooperativismo como instrumento de transformação social e econômica para o Alto Acre, ressaltando a importância de pactuar soluções concretas que unam a geração de renda e a melhoria da qualidade de vida das famílias extrativistas à preservação florestal. Ao final, foram definidos encaminhamentos estratégicos para valorizar o potencial produtivo da região por meio da cooperação.

O evento contou com a presença de mais de 30 representantes de diversos segmentos, incluindo o subcoordenador do projeto no Acre, professor Orlando Sabino da Costa; o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE-AC), Ronald Polanco; o secretário municipal de Agricultura de Brasiléia, Gesiel Moreira Lopes; e o presidente da Coopercentral Cooperacre, José Rodrigues de Araújo.

 



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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial — Universidade Federal do Acre

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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial-capa.jpg

O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 13, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (Cfch), um evento em comemoração aos 10 anos do Laboratório de Pesquisa Observatório de Discriminação Racial (LabODR). A programação reuniu a comunidade acadêmica, pesquisadores, egressos, bolsistas e integrantes do movimento social negro para celebrar a trajetória do laboratório e os resultados alcançados por meio das pesquisas desenvolvidas ao longo da última década.

Vinculado à área de História, mas formado por profissionais de diferentes áreas do conhecimento, o LabODR/Ufac foi criado em 2016 a partir de uma articulação entre a Ufac e o movimento negro acreano, especialmente o Fórum Permanente de Educação Étnico-Racial do Estado do Acre. Inicialmente estruturado como projeto institucional de pesquisa, o laboratório contou com apoio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes) e, em 2018, foi inserido na plataforma Lab e certificado pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propeg).

O laboratório atua na pesquisa e na formação de pesquisadores com foco na promoção da igualdade racial, desenvolvendo estudos voltados tanto à denúncia de práticas racistas quanto à construção de reflexões e práticas antirracistas, principalmente nos espaços educacionais. Atualmente, o LODR/Ufac abriga projetos institucionais como “Práticas Pedagógicas em Educação das Relações Étnico-Raciais em Escolas do Estado do Acre”, desenvolvido desde 2018, e “Pérolas Negras”, iniciado em 2020.

Durante o evento, convidados e bolsistas compartilharam experiências acadêmicas e profissionais construídas a partir das atividades desenvolvidas pelo laboratório, destacando a importância do observatório em suas formações pessoais e profissionais. A programação também apresentou pesquisas realizadas ao longo desses dez anos de atuação e ressaltou a contribuição do laboratório para o fortalecimento das discussões sobre igualdade racial dentro da universidade e na sociedade acreana.

Compuseram o dispositivo de honra o vice-reitor, Josimar Ferreira; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da Ufac, Margarida Lima; a vice-diretora do Cfch, Lucilene Ferreira de Almeida; e a representante do Neabi, Flávia Rocha.

 



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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

A Universidade Federal do Acre (Ufac) participou, no dia 1º de maio, da Mostra Científica “Conectando Saberes: da integração à inclusão na Amazônia”, realizada na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira. A ação reuniu instituições de ensino, pesquisa, escolas rurais e moradores da reserva em atividades de divulgação científica e integração comunitária.

Financiada pelo CNPq, a iniciativa contou com a participação da Ufac, Ifac, ICMBio e de escolas da região. Aproximadamente 250 pessoas participaram da programação, entre estudantes, professores e moradores das comunidades da reserva.

Durante o evento, estudantes da graduação e pós-graduação da Ufac e do Ifac apresentaram pesquisas e atividades educativas nas áreas de saúde, Astronomia, Física, Matemática, Robótica e educação científica. A programação incluiu oficinas de foguetes, observação do céu com telescópios, sessões de planetário, jogos educativos e atividades com microscópios.

O professor Francisco Glauco, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN) da Ufac, destacou a importância da participação acadêmica em ações junto às comunidades tradicionais.

“A universidade tem um papel fundamental para a formação científica e cidadã dos estudantes. A troca de conhecimentos com comunidades de difícil acesso fortalece essa formação”, afirmou.

A professora Valdenice Barbosa, da Escola Iracema, ressaltou o impacto da iniciativa para os alunos da reserva.

“Foi um dia histórico de muito aprendizado. Muitos estudantes tiveram contato pela primeira vez com experimentos e equipamentos científicos”, disse.

Além das atividades científicas, a programação contou com apresentações culturais realizadas pelos estudantes da reserva, fortalecendo a integração entre ciência, educação e saberes amazônicos.

A participação da Ufac reforça o compromisso da universidade com a extensão, a popularização da ciência e a aproximação entre universidade e comunidades tradicionais da Amazônia.

Fhagner Soares – Estagiário

 



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