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A proposta de fusão da Nissan com a Honda pode ser a melhor resposta ao problema dos veículos elétricos da indústria | Nils Pratley

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Nils Pratley

VocêAté recentemente, o plano da Nissan, atingida pela crise, era avançar de alguma forma. Cerca de 9.000 perdas de empregos foram anunciados no mês passado de uma força de trabalho global de 130.000. A capacidade de produção foi reduzida em 20%. Houve alguns murmúrios sobre a procura de um novo investidor âncora porque a problemática aliança de 25 anos com a Renault de França estava a encaminhar-se para um beco sem saída. Nada disso parecia ser uma resposta suficientemente radical a uma auto-descrita “situação grave” e a uma queda no valor do mercado de ações da Nissan para uns aplaudidos 8 mil milhões de dólares (6,3 mil milhões de libras).

Parece que sua administração agora concorda. O novo jogo é conversa com a Honda sobre uma fusão completao que provavelmente deveria ser visto como uma aquisição, visto que o futuro parceiro vale quatro vezes mais. De qualquer forma, o potencial acordo parece mais um plano credível: a consolidação total cria a possibilidade de cortes de custos muito mais profundos naquela que seria a terceira maior empresa automóvel do mundo, produzindo 8 milhões de veículos por ano, se a Mitsubishi (onde a Nissan é um grande accionista) também jogado na mistura.

A necessidade do radicalismo pode ser explicada numa palavra: China. A ascensão implacável dos fabricantes de automóveis eléctricos chineses, com a BYD na vanguarda, devastou a indústria automóvel global, como até os outrora poderosos nomes da Alemanha podem testemunhar. Nissan não ficou inteiramente nos blocos EV, já que tinha o pioneiro Leaf, mas não conseguiu acompanhar esse sucesso inicial nem prever a popularidade dos híbridos. O resultado é uma empresa que perde vendas nos seus principais mercados, os EUA, a China e o próprio Japão, e está a caminho de um colapso nos lucros este ano.

O Japão pode consolar-se com o facto de ainda ter a Toyota, líder mundial na produção de automóveis e beneficiária da tendência híbrida nos EUA. Mas uma combinação Honda-Nissan seria uma demonstração vívida de como a indústria automobilística do país foi superada pelos subsídios estatais chineses na era dos VEs. A China domina as cadeias de fornecimento de baterias – mesmo aquelas que vão para as instalações de bom desempenho da Nissan em Sunderland, no Reino Unido são produzidos ao lado por uma empresa chinesa, AESC. A redução de custos é um fraco substituto para a inovação, mas, em teoria, ganha algum tempo para tentar voltar à corrida dos EV.

Não está claro como os acordos da Renault poderiam ser desfeitos de forma limpa – há uma participação cruzada de 15% mais a participação extra dos franceses na Nissan através de um trust. Mas o apetite pela aliança diminuiu em ambos os lados desde que Carlos Ghosn, presidente de ambas as empresas, fugiu para Beirute em 2018. A Honda e a Nissan já se aproximaram, por exemplo, assinando uma parceria em componentes e software no início deste ano. Uma fusão seria um empurrão maior na mesma direção.

Também se ajustaria à forma como outros procuram abrigo contra a tempestade de veículos eléctricos de inspiração chinesa, além da complicada ameaça de tarifas sob a administração Trump nos EUA. “Este é outro sinal do que acreditamos ser uma consolidação e/ou eficiência de capital muito necessária para a indústria permanecer competitiva em uma indústria em rápida mudança”, disseram os analistas do UBS. A maioria dos outros casos foram empates, como Investimento da Volkswagen de até US$ 5 bilhões na Riviana montadora de carros elétricos apoiada pela Amazon, mas a direção está definida. Todo mundo está procurando respostas para a ameaça automotiva chinesa.



Leia Mais: The Guardian

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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre

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Alexandra Deitos e Txima Huni Kuin.jpg

Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.

Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.

Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).

Aprendizagem no território

Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.

A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

Mestras e aprendizes tecelãs.jpg

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.

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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre

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2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no SUS (2).jpg

A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.

A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.

Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”

O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.

Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.

Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.

A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”

Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.



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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre

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Nathalia Oliveira, Ufac 2026.10.02.jpeg

A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.

“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.

Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.

A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.



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