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Estado inaugura fábrica de chinelos dentro de Unidade Prisional no Acre

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Isabelle Nascimento

O Instituto de Administração Penitenciária do Acre (Iapen), em parceria com o Tribunal de Justiça do Acre (TJAC), deu início aos trabalhos da primeira fábrica de chinelos dentro do sistema prisional do estado, nesta segunda-feira, 11. A fábrica se encontra na Unidade Penitenciária de Senador Guiomard, possui 9 máquinas, e conta com 11 detentos trabalhando no local.

Iapen e TJ/AC inauguram primeira fábrica de chinelos dentro do sistema prisional do Estado. Foto: Zayra Amorim/Iapen

Sandálias da Esperança, como foi chamado o projeto, é fruto da parceria entre o Iapen, TJ/AC e a Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen), foi viabilizado por meio de um investimento de R$ 300 mil oriundos do Orçamento Geral da União. Esta iniciativa viabilizou a aquisição de 27 máquinas, distribuídas em três unidades penitenciárias do estado, para a fabricação de chinelos e demais equipamentos que serão utilizados para capacitar e gerar oportunidades de trabalho para os internos. O projeto deve se estender para a Unidade Penitenciária de Cruzeiro do Sul e para Rio Branco, nas unidades de Regime Fechado e Recolhimento Provisório.

Fábrica de chinelos na Unidade Penitenciária de Senador Guiomard conta com a mão de obra de 11 detentos que participaram de capacitação. Foto: Zayra Amorim/Iapen

Quem vai trabalhar na fábrica, agradece a oportunidade e já sonha com o retorno à sociedade e as portas que esta experiência pode abrir. É o caso de A. D. M., que sonha em poder ter a própria fábrica no futuro: “Eu quero agradecer a oportunidade. Está sendo uma experiência ótima. Sair daqui já com essa cabeça, com esse intuito de botar o nosso próprio negócio para trabalhar, a própria empresa”.

Detentos da Unidade Penitenciária de Senador Guiomard são capacitados para trabalhar na fábrica de chinelos. Foto: Zayra Amorim/Iapen

O chefe da Divisão de Estabelecimentos Penais de Senador Guiomard, Maycon Mendonça, ressaltou a importância de iniciativas como esta para o bom andamento da unidade: “Os presos passaram por uma capacitação anterior, porém hoje é o start desse projeto pioneiro no estado do Acre, que vai trazer para o reeducando que aqui participar uma condição melhor de usufruto do seu tempo, além do aprendizado, da construção social, de diminuição daquele impacto social que é estar dentro de uma unidade prisional, e vai levar a ele a condição de aprender uma profissão, e lá fora ele poderá usar isso como uma ferramenta de independência”.

Iapen e TJ/AC dão início aos trabalhos na fábrica de chinelos dentro de unidade prisional. Foto: Zayra Amorim/Iapen

O presidente do Iapen, Marcos Frank Costa, reiterou a parceria com o TJ/AC para este projeto, que visa profissionalizar e ajudar os apenados a retornarem para a sociedade. Ele explicou que o papel do instituto é ajudar na ressocialização dos detentos: “A missão do Iapen é proporcionar o trabalho e uma melhor qualidade no cumprimento da pena, no que diz respeito a proporcionar alternativas para o retorno do egresso ao convívio na sociedade”.

Durante solenidade de inauguração da fábrica de chinelos, detento presenteou a presidente do TJAC, desembargadora Regina Ferrari, com sandália fabricada no local. Foto: Zayra Amorim/Iapen

A desembargadora Regina Ferrari, presidente do TJ/AC, vê com grande alegria o início desse projeto e disse acreditar no poder de ressocializar: “Concretizando, vendo os chinelos aqui agora, já fabricados, é uma alegria para todos nós, porque a gente capacita os nossos custodiados, e assim nós colocamos esperança no coração daquele que está cumprindo a pena, e que logo retornará para o convívio da sociedade”.

Projeto Sandálias da Esperança começou na Unidade Penitenciária de Senador Guiomard e vai se estender para Rio Branco e Cruzeiro do Sul. Foto: Zayra Amorim/Iapen

Também participaram da solenidade o supervisor do GMF, desembargador Francisco Djalma; a desembargadora Waldirene Cordeiro; a procuradora adjunta Rita de Cássia; o promotor de Justiça Rodrigo Curti; o defensor público Eufrásio Moraes; o diretor da Unidade Penitenciária de Senador Guiomard, Maycon Mendonça; o juiz da Vara Criminal da Comarca de Senador Guiomard, Romário Divino Faria; Álvaro Augusto de Andrade Mendes, diretor de Políticas Públicas de Segurança, Justiça e Integração Social da Sejusp; e Francisco Calixto, representando o ex-deputado federal Flaviano Melo.

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Ufac conquista 3º lugar em hackathon internacional promovido por laboratório de Harvard — Universidade Federal do Acre

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Estudantes da Universidade Federal do Acre (Ufac) participaram, nos dias 10 e 11 de abril, do HSIL Hackathon 2026, promovido pelo Health Systems Innovation Lab da Harvard T.H. Chan School of Public Health. A participação da equipe ocorreu no Hub de Inovação do Hospital das Clínicas de São Paulo, o InovaHC, em uma edição realizada simultaneamente em mais de 30 países. O grupo conquistou o 3º lugar geral entre mais de 30 equipes com o projeto Viginutri, solução voltada à prevenção da desnutrição hospitalar.

A equipe foi liderada pela acadêmica de Medicina da Ufac Maria Júlia Bonelli Pedralino e contou com a participação de Guilherme Félix, do curso de Sistemas de Informação, Bruno Eduardo e Wesly, do curso de Medicina. Segundo Maria Júlia, representar o Acre e a Ufac em um evento dessa dimensão foi uma experiência marcante para sua trajetória acadêmica e pessoal. “O Acre tem muito a dizer nos espaços onde o futuro da saúde está sendo construído”, afirmou.

O projeto premiado, Viginutri, foi desenvolvido durante o hackathon em São Paulo e propõe uma solução para auxiliar no enfrentamento da desnutrição hospitalar, problema que pode afetar o prognóstico de pacientes internados e gerar impactos para a gestão hospitalar. A proposta une medicina e nutrição e será aperfeiçoada a partir da premiação recebida pela equipe.

Com a classificação, o grupo garantiu uma aceleração de um ano pela Associação Brasileira de Startups de Saúde, com mentoria especializada e a perspectiva de validar a solução em um hospital real. De acordo com Maria Júlia, a conquista abre a possibilidade de levar uma ideia desenvolvida por estudantes da Ufac para uma etapa de aplicação prática.

A estudante também ressaltou o apoio recebido da Pró-Reitoria de Inovação e Tecnologia da Universidade Federal do Acre (Proint) e da Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (Proex). Segundo ela, a conquista só foi possível porque a universidade acreditou no projeto e ofereceu as condições necessárias para que o grupo representasse a instituição fora do Acre. “Essa conquista não teria sido possível sem o apoio da Proint e Proex”, disse.

A trajetória do grupo teve início em um hackathon realizado anteriormente no Acre, onde surgiu o projeto Sentinelas da Amazônia, experiência que contribuiu para a formação da equipe e para o interesse dos estudantes em iniciativas de inovação.

Como desdobramento da participação no evento, a equipe deve promover, no dia 12 de junho, às 10h30, no Sebrae Lab, no Centro de Convivência, uma roda de conversa sobre a experiência no hackathon, com o objetivo de incentivar outros acadêmicos a buscarem pesquisa, inovação e desenvolvimento de ideias no ambiente universitário.



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Ufac realiza curso de turismo de base comunitária para extrativistas em parceria com MMA e ICMBio — Universidade Federal do Acre

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A Universidade Federal do Acre (Ufac), por meio do Parque Zoobotânico (PZ), realizou, de 12 a 14 de maio de 2026, o Curso Turismo de Base Comunitária em Unidades de Conservação, na sala ambiente do PZ, no campus sede, em Rio Branco. A formação reuniu 14 comunitários da Reserva Extrativista Chico Mendes, Resex Arapixi e Floresta Nacional do Purus, com foco no fortalecimento dos territórios tradicionais, nas referências culturais e na criação de roteiros turísticos de base comunitária.

A coordenadora estadual do Projeto Esperançar Chico Mendes, professora e pesquisadora da Ufac/PZ, Andréa Alexandre, destacou que as reservas extrativistas, criadas há mais de três décadas na Amazônia, têm como desafio conciliar o bem-estar das famílias que vivem nas florestas com a conservação dos recursos naturais. Segundo ela, o turismo de base comunitária se apresenta como uma alternativa econômica para que as famílias extrativistas possam cumprir a função das reservas. “O curso de extensão apresenta ferramentas para que essas famílias façam gestão do turismo como um negócio, sem caráter privado, nem por gestão pública, mas com um controle que seja da comunidade”, afirmou.

O curso integra as ações do Projeto Esperançar Chico Mendes, desenvolvido pelo Ministério do Meio Ambiente, por meio da Secretaria Nacional de Povos e Comunidades Tradicionais, em parceria com a Ufac, Parque Zoobotânico e instituições parceiras. A formação foi ministrada por Ana Carolina Barradas, do ICMBio Brasília; Fádia Rebouças, coordenadora nacional do Projeto Esperançar-SNPCT/MMA; e Leide Aquino, coordenadora regional do Conselho Nacional das Populações Extrativistas.

Durante a formação, os participantes tiveram acesso a ferramentas voltadas à gestão do turismo em seus territórios, com abordagem sobre elaboração de roteiros, recepção de visitantes e valorização da cultura extrativista. A proposta é que a atividade turística seja conduzida pelas próprias comunidades, a partir de suas referências, histórias, modos de vida e relação com a floresta.

A liderança do Grupo Mulheres Guerreiras, da comunidade Montiqueira, no ramal do Katianã, Francisca Nalva Araújo, afirmou que o curso leva conhecimento para a comunidade e abre possibilidades de trabalho coletivo com turismo de base comunitária. Segundo ela, o grupo reúne aproximadamente 50 mulheres, envolvidas em atividades com idosas, jovens e adultos, além de ações de artesanato, crochê e corte-costura. “Agora, aprofundando os conhecimentos para trabalhar com turismo tende a trazer melhorias coletivas”, disse.

A artesã Iranilce Lanes avaliou o projeto como inovador por ser desenvolvido junto às pessoas das próprias comunidades. Para ela, a construção feita a partir do território fortalece a participação dos moradores e amplia as possibilidades de resultado. A jovem Maria Letícia Cruz, moradora da comunidade Sacado, na Resex em Assis Brasil, também destacou a importância da experiência para levar novos aprendizados à sua comunidade.

O curso foi realizado no âmbito do Projeto Esperançar Chico Mendes, que tem a Reserva Extrativista Chico Mendes como referência de museu do território tradicional e busca fortalecer ações voltadas às populações extrativistas, à valorização cultural e à gestão comunitária de alternativas econômicas nas unidades de conservação.



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Ufac promove seminário sobre agroextrativismo e cooperativismo no Alto Acre — Universidade Federal do Acre

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Ufac promove seminário sobre agroextrativismo e cooperativismo no Alto Acre — Universidade Federal do Acre

O Projeto Legal (Laboratório de Estudos Geopolíticos da Amazônia Legal) da Ufac realizou, na última sexta-feira, 15, no Centro de Educação Permanente (Cedup) de Brasiléia, o seminário “Agroextrativismo e Cooperativismo no Alto Acre: Desafios e Perspectivas”. A programação reuniu representantes de cooperativas, instituições públicas das esferas federal, estadual e municipal, pesquisadores, produtores rurais da Reserva Extrativista (Resex) Chico Mendes e lideranças comunitárias para discutir estratégias e soluções voltadas ao fortalecimento da economia local e da produção sustentável na região.

A iniciativa atua na criação de espaços de diálogo entre o poder público e as organizações comunitárias, com foco no desenvolvimento sustentável e no fortalecimento da agricultura familiar. Ao longo do encontro, os participantes debateram os principais desafios enfrentados pelas famílias e cooperados que atuam nas cadeias do agroextrativismo, com ênfase em eixos fundamentais como acesso a financiamento, logística, assistência técnica, processamento, comercialização, gestão e organização social das cooperativas.

Coordenado pela professora Luci Teston, o seminário foi promovido pela Ufac em parceria com o Sistema OCB/Sescoop-AC. Os organizadores e parceiros destacaram a relevância do cooperativismo como instrumento de transformação social e econômica para o Alto Acre, ressaltando a importância de pactuar soluções concretas que unam a geração de renda e a melhoria da qualidade de vida das famílias extrativistas à preservação florestal. Ao final, foram definidos encaminhamentos estratégicos para valorizar o potencial produtivo da região por meio da cooperação.

O evento contou com a presença de mais de 30 representantes de diversos segmentos, incluindo o subcoordenador do projeto no Acre, professor Orlando Sabino da Costa; o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE-AC), Ronald Polanco; o secretário municipal de Agricultura de Brasiléia, Gesiel Moreira Lopes; e o presidente da Coopercentral Cooperacre, José Rodrigues de Araújo.

 



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