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Estado, Ministério da Saúde e Instituto ProMundo, promovem oficina para abordar masculinidades e paternidades equitativas

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Halyce Santana

A Secretaria de Estado de Saúde do Acre (Sesacre) coordenou a 1ª Oficina Estadual: “Masculinidades e Paternidades Equitativas: Ações Estratégicas no Território”, nesta quinta-feira, 28, no Museu dos Povos Acreanos, em Rio Branco, em parceria com o Ministério da Saúde e Instituto ProMundo.

Com o objetivo de reunir gestores e profissionais da saúde para debater estratégias de cuidado e promoção da saúde masculina, em alusão à campanha Novembro Azul, recebeu entre os convidados representantes da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) e Polícia Militar do Estado do Acre (PMAC).

Oficina abordando masculinidades e paternidades equitativas ocorreu na manhã desta quinta-feira, 28. Foto: Luan Martins/Sesacre

O evento faz parte das ações da Política Nacional de Atenção Integral à Saúde do Homem (PNAISH), pioneira na América Latina ao propor cuidados específicos à população masculina. A PNAISH busca reduzir a morbidade e mortalidade masculina, promovendo acesso a serviços de saúde inclusivos e preventivos e abordando temas como paternidade, saúde sexual e reprodutiva, e prevenção de violências e acidentes.

Paternidade como porta de entrada para o cuidado masculino

Segundo Luiza Tanuri, coordenadora de projetos do Instituto Promundo, a oficina teve como foco instrumentalizar os profissionais de saúde para engajar homens em ações preventivas.

Representante do Instituto Promundo, Luiza Tanuri, esteve presente no evento. Foto: Luan Martins/Sesacre

“Trabalhamos a importância da paternidade participativa como uma forma de envolver os homens no cuidado com os filhos, mas também no cuidado com a própria saúde. O envolvimento no pré-natal é um instrumento para fomentarmos essa presença do homem, na execução de todo seu atendimento básico, fazendo seu check-up”, destacou Tanuri.

Johnata Paiva, coordenador do Núcleo Estadual de Saúde do Homem da Sesacre, enfatizou que a oficina também abordou o impacto das construções sociais de masculinidade na saúde.

Johnata Paiva, coordenador do Núcleo Estadual de Saúde do Homem da Sesacre, deu início ao evento. Foto: Luan Martins/Sesacre

“O machismo e a forma como os homens foram socializados acabam os afastando dos cuidados básicos e os tornando mais suscetíveis às violências. A oficina não só apresenta essas questões, mas também estratégias para enfrentá-las nos territórios, promovendo uma paternidade ativa e equitativa”, afirmou.

A saúde masculina em números e desafios

Dados do Ministério da Saúde revelam que homens vivem, em média, 7,1 anos a menos que as mulheres e apresentam maior risco de morte por doenças crônicas não transmissíveis, como problemas cardiovasculares e respiratórios, agravados por estilos de vida pouco saudáveis. Além disso, os homens morrem mais frequentemente por causas violentas, o que reforça a necessidade de políticas públicas focadas na prevenção e promoção da saúde.

A assessora técnica da Coordenação Nacional de Atenção Integral à Saúde do Homem, Carol Picerni, ressaltou a parceria com o Instituto Promundo como fundamental para abordar a temática de masculinidades e violências.

Compondo a mesa de abertura, a assessora técnica da Coordenação Nacional de Atenção Integral à Saúde do Homem, Carol Picerni, ressaltou a parceria com o Ministério da Saúde. Foto: Luan Martins/Sesacre

“Nossa sociedade gira em torno de uma ideia de não cuidado com a população masculina, e precisamos desconstruir isso. Por meio de ações como essa oficina, estamos integrando conceitos e práticas para engajar os homens de maneira mais equitativa e responsável”, explicou.

Profissionais da saúde estiveram participando da oficina no Museu dos Povos Acreanos. Foto: Luan Martins/Sesacre

A oficina ajuda os profissionais, em conjunto com o Ministério da Saúde, a traçar caminhos para a promoção da saúde masculina, desenvolvendo a ampliação do acesso aos serviços de saúde por meio de horários estendidos e estratégias específicas, com o envolvimento masculino em programas como o pré-natal do parceiro; criação de grupos de discussão sobre masculinidades e saúde; promoção de paternidades participativas e igualitárias; e implementação de ações para reduzir a violência e os acidentes, especialmente em áreas de maior vulnerabilidade.

Evento contou com dinâmicas de alongamento e oferta de coffee break para o público. Foto: Luan Martins/Sesacre

O evento reforçou a importância de engajar os homens em práticas de cuidado e saúde, destacando que a construção de masculinidades mais saudáveis é um caminho para melhorar os indicadores de saúde e qualidade de vida da população masculina.

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Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital — Universidade Federal do Acre

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Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital-interna.jpg

A reitora da Ufac, Guida Aquino, participou da solenidade de inauguração da nova sede da Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre (Fundape), da qual ela é presidente do Conselho Curador. O evento ocorreu nesta sexta-feira, 26, no campus-sede, local em que se localiza o espaço administrativo e operacional da fundação.

Guida destacou a importância da Fundape para a Ufac e para outras instituições da Região Norte. Para ela, a fundação passou por um processo de fortalecimento nos últimos anos. “A Fundape hoje nos faz realizar, na verdade, todas as parcerias de formação de docentes, de ensino, de pesquisa, de extensão, de inovação”, afirmou.

Segundo a reitora, a fundação ampliou sua atuação para além do Acre, atendendo também instituições de Rondônia, Amapá e Roraima. “Olha a grandeza disso. E nós, enquanto Universidade Federal do Acre, temos que nos orgulhar”, pontuou.

O diretor-presidente da Fundape, Ismar Bernardo de Araújo, disse que a inauguração da sede própria representa uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe e visão de futuro. “Hoje não celebramos apenas a abertura de um novo espaço físico; celebramos uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe, visão de futuro e confiança.”

Ismar lembrou que a Fundape foi instituída em 22 de junho de 1998 e completa 28 anos em 2026. Atualmente, a fundação conta com 38 colaboradores, representa quatro universidades federais, três institutos federais e um hospital universitário, estando presente em quatro Estados da região Norte.

Membro fundador da Fundape e pró-reitor de Planejamento da Ufac, Alexandre Hid, relembrou a criação da fundação e os desafios enfrentados ao longo da trajetória institucional. “Hoje a fundação está aí forte e firme para maiores e melhores desafios.”

Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital-interna-2.jpg

Também participaram da solenidade a reitora da Unir, Marília Pimentel; o procurador-geral adjunto para Assuntos Administrativos e Institucionais do MP-AC, Carlos Roberto da Silva Maia, representando o procurador-geral Oswaldo Lima Neto; o diretor técnico da Fundape, Camilo Gouveia; o diretor administrativo-financeiro da Fundape, Dionel de Araújo; Gemil Júnior, suplente do senador Alan Rick (Republicanos-AC); a pró-reitora de Inovação, Pesquisa e Pós-Graduação do Ifac, Alana Chocorosqui, representando o reitor Fábio Storch; o ex-reitor da Ufac, Minoru Kinpara; além de dirigentes, coordenadores de projetos, colaboradores e representantes de instituições parceiras.

 



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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre

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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre

O programa de pós-graduação em Planejamento e Governança Pública, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), no âmbito do mestrado interinstitucional para técnico-administrativos da Ufac e do Instituto Federal do Acre (Ifac), realiza o 12º Seminário de Boas Práticas em Planejamento e Governança Pública, de 14 a 16 de julho, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede da Ufac. As inscrições são gratuitas e estão abertas até 16 de julho, por meio online.

O evento será transmitido pelo YouTube e terá como tema “Governança, Políticas Públicas e Desenvolvimento Regional na Amazônia: Desafios Estruturais para o Acre”, propondo um debate sobre questões territoriais, sociais, ambientais, urbanas, institucionais e econômicas que atravessam a realidade amazônica e acreana.

A programação científica será organizada em quatro eixos temáticos: governança urbana, mobilidade e direito à cidade na Amazônia; infraestrutura, saneamento e resiliência em contextos de enchentes e queimadas; governança ambiental, desenvolvimento sustentável e capacidade estatal na Amazônia; e educação e empreendedorismo na Amazônia.

O seminário tem como público-alvo a comunidade universitária e gestores públicos, contando com a participação de autoridades locais, pesquisadores da UTFPR, docentes da Ufac e do Ifac, bem como especialistas convidados de diferentes áreas.

 



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Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose — Universidade Federal do Acre

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A Ufac é parceira em pesquisa desenvolvida no município de Sena Madureira (AC), a qual identificou limitações no conhecimento sobre a leishmaniose cutânea entre pacientes e profissionais da saúde, além de barreiras geográficas e estruturais que dificultam o acesso ao diagnóstico e ao tratamento precoce em áreas rurais endêmicas.

Os resultados do estudo foram publicados, em maio, na revista eletrônica “Acervo Saúde”, vol. 26(5), com o título “Leishmaniose Cutânea na Amazônia Ocidental: Lacunas no Conhecimento e Barreiras de Acesso Assistencial em Áreas Endêmicas”. O artigo tem coautoria de pesquisadores da Ufac.

A pesquisa foi realizada com 50 pacientes com suspeita clínica de leishmaniose cutânea e 51 agentes de saúde, sendo 63% agentes comunitários de saúde e 37% agentes de combate às endemias.

“Em nosso trabalho, identificamos que tanto os profissionais da saúde quanto os pacientes possuem informações limitadas sobre a doença. Conhecer as limitações para acesso ao diagnóstico e tratamento precoce é uma das principais estratégias para a implementação de programas de controle e de educação em saúde que contemplem o perfil epidemiológico e social das populações de áreas endêmicas”, disse o autor do estudo, Leandro Siqueira de Souza, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC).

A região Norte é responsável por mais da metade dos casos da doença no Brasil; o Acre conta com mais de 11 mil casos notificados na última década. Em 2025, os municípios acreanos de Xapuri, Marechal Thaumaturgo, Assis Brasil, Sena Madureira e Brasileia foram classificados pelo Ministério da Saúde como áreas de risco intenso para transmissão da doença.

“A região amazônica é uma área endêmica para a leishmaniose cutânea, uma doença negligenciada que afeta principalmente populações de comunidades tradicionais”, contou o pesquisador Reginaldo Peçanha Brazil, do IOC. “Conhecer as limitações no conhecimento tanto dos pacientes como de profissionais da saúde de áreas endêmicas é fundamental para o sistema de saúde do Estado do Acre e para o controle mais efetivo da doença.”

A investigação integra um projeto de pesquisa coordenado por Brazil. Além da Ufac, são parceiros na pesquisa a Universidade Federal de Minas Gerais, a Universidade de Brasília, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e a Secretaria de Estado de Saúde do Acre.

Pela Ufac, são coautores do artigo os pesquisadores Andréia Luísa Peixinho da Silva Guimarães, Francisca Alana Costa de Souza, Marcos Bruno Zacarias Campelo, Breno Kalyl Freitas Nascimento, Andreia Fernandes Brilhante e Francisco Glauco de Araújo Santos. Os estudos contam com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e apoio de instituições parceiras.

 



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