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Estado promove formação continuada para coordenadores administrativos das escolas estaduais

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Clícia Araújo

A Secretaria de Educação e Cultura do Acre (SEE), por meio do Departamento de Formação e Assistência Educacional, reafirma seu compromisso com a valorização dos seus profissionais, ao oferecer uma formação continuada para coordenadores administrativos das escolas públicas estaduais. Esses profissionais desempenham um papel estratégico no fortalecimento da gestão escolar.

Servidores participam da qualificação. Foto: Mardilson Gomes/SEE

Com 370 inscritos, o curso teve início em 11 de novembro e se estenderá até abril de 2025, na modalidade educação a distância (EaD), utilizando a plataforma Moodle (ead.see.ac.gov.br). Com carga de 130 horas, a formação alia metodologias ativas com um encontro presencial, promovendo a aplicação prática dos conteúdos abordados.

O objetivo da formação é desenvolver habilidades e competências essenciais à gestão educacional, promovendo práticas administrativas mais eficazes no ambiente escolar. Segundo a chefe do Departamento de Formação, Lídia Cavalcante, a matriz curricular foi elaborada com foco em gestão e comunicação para um ambiente escolar colaborativo e eficiente. “A formação prioriza áreas como gestão financeira, administrativa, planejamento, execução, prestação de contas e relações intra e interpessoais”, destaca.

Com 370 inscritos, curso teve início em 11 de novembro e se estenderá realizado até abril de 2025. Foto: Mardilson Gomes/SEE

A iniciativa está alinhada às estratégias do Plano de Governo do Acre, que busca fortalecer os processos educacionais e aprimorar as políticas públicas, além de atender à Política Organizacional da SEE, que valoriza a formação continuada dos profissionais.

O papel estratégico dos coordenadores administrativos

Os coordenadores administrativos são fundamentais para o funcionamento eficiente das escolas públicas. Além de gerenciar recursos e apoiar a direção escolar, desempenham um papel essencial na implementação das políticas educacionais e na gestão democrática.

A formação oferecida pela SEE aborda cinco temáticas estratégicas, incluindo a Lei de Gestão Democrática (Lei nº 3.141/16), que promove a participação ativa da comunidade escolar na tomada de decisões. Entre os tópicos, destaca-se o fortalecimento do Conselho Escolar e dos colegiados, preparando os profissionais para atuar de forma integrada e transparente.

Professor Leomar Mariano: “Recursos materiais, humanos e financeiros utilizados com eficiência e transparência”. Foto: Clícia Araújo/SEE

O chefe da Divisão de Formação, Leomar Mariano, ressalta a importância do curso: “O coordenador administrativo é responsável por garantir que os recursos materiais, humanos e financeiros sejam utilizados com eficiência e transparência, contribuindo para a execução do Projeto Político Pedagógico e para a criação de um ambiente propício à aprendizagem”.

Impacto na qualidade da educação

A formação tem gerado expectativas positivas entre os participantes. Para a coordenadora administrativa Raimunda da Silva, da Escola Raimunda Balbino, de Rio Branco, o curso é uma oportunidade inédita. “É excelente, pois está diretamente relacionado à minha área de atuação. Os conteúdos abordam nosso trabalho, como execução, prestação de contas e licitação. Já fiz outros cursos, mas é a primeira vez que encontro algo tão direcionado”.

Professora Lídia Cavalcante é chefe do Departamento de Formação da SEE. Foto: Mardilson gomes/SEE

A iniciativa beneficia não apenas os coordenadores administrativos, mas toda a comunidade escolar. Uma gestão eficiente melhora as condições do trabalho pedagógico e impacta diretamente a qualidade do ensino.

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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial — Universidade Federal do Acre

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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial-capa.jpg

O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 13, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (Cfch), um evento em comemoração aos 10 anos do Laboratório de Pesquisa Observatório de Discriminação Racial (LabODR). A programação reuniu a comunidade acadêmica, pesquisadores, egressos, bolsistas e integrantes do movimento social negro para celebrar a trajetória do laboratório e os resultados alcançados por meio das pesquisas desenvolvidas ao longo da última década.

Vinculado à área de História, mas formado por profissionais de diferentes áreas do conhecimento, o LabODR/Ufac foi criado em 2016 a partir de uma articulação entre a Ufac e o movimento negro acreano, especialmente o Fórum Permanente de Educação Étnico-Racial do Estado do Acre. Inicialmente estruturado como projeto institucional de pesquisa, o laboratório contou com apoio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes) e, em 2018, foi inserido na plataforma Lab e certificado pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propeg).

O laboratório atua na pesquisa e na formação de pesquisadores com foco na promoção da igualdade racial, desenvolvendo estudos voltados tanto à denúncia de práticas racistas quanto à construção de reflexões e práticas antirracistas, principalmente nos espaços educacionais. Atualmente, o LODR/Ufac abriga projetos institucionais como “Práticas Pedagógicas em Educação das Relações Étnico-Raciais em Escolas do Estado do Acre”, desenvolvido desde 2018, e “Pérolas Negras”, iniciado em 2020.

Durante o evento, convidados e bolsistas compartilharam experiências acadêmicas e profissionais construídas a partir das atividades desenvolvidas pelo laboratório, destacando a importância do observatório em suas formações pessoais e profissionais. A programação também apresentou pesquisas realizadas ao longo desses dez anos de atuação e ressaltou a contribuição do laboratório para o fortalecimento das discussões sobre igualdade racial dentro da universidade e na sociedade acreana.

Compuseram o dispositivo de honra o vice-reitor, Josimar Ferreira; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da Ufac, Margarida Lima; a vice-diretora do Cfch, Lucilene Ferreira de Almeida; e a representante do Neabi, Flávia Rocha.

 



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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

A Universidade Federal do Acre (Ufac) participou, no dia 1º de maio, da Mostra Científica “Conectando Saberes: da integração à inclusão na Amazônia”, realizada na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira. A ação reuniu instituições de ensino, pesquisa, escolas rurais e moradores da reserva em atividades de divulgação científica e integração comunitária.

Financiada pelo CNPq, a iniciativa contou com a participação da Ufac, Ifac, ICMBio e de escolas da região. Aproximadamente 250 pessoas participaram da programação, entre estudantes, professores e moradores das comunidades da reserva.

Durante o evento, estudantes da graduação e pós-graduação da Ufac e do Ifac apresentaram pesquisas e atividades educativas nas áreas de saúde, Astronomia, Física, Matemática, Robótica e educação científica. A programação incluiu oficinas de foguetes, observação do céu com telescópios, sessões de planetário, jogos educativos e atividades com microscópios.

O professor Francisco Glauco, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN) da Ufac, destacou a importância da participação acadêmica em ações junto às comunidades tradicionais.

“A universidade tem um papel fundamental para a formação científica e cidadã dos estudantes. A troca de conhecimentos com comunidades de difícil acesso fortalece essa formação”, afirmou.

A professora Valdenice Barbosa, da Escola Iracema, ressaltou o impacto da iniciativa para os alunos da reserva.

“Foi um dia histórico de muito aprendizado. Muitos estudantes tiveram contato pela primeira vez com experimentos e equipamentos científicos”, disse.

Além das atividades científicas, a programação contou com apresentações culturais realizadas pelos estudantes da reserva, fortalecendo a integração entre ciência, educação e saberes amazônicos.

A participação da Ufac reforça o compromisso da universidade com a extensão, a popularização da ciência e a aproximação entre universidade e comunidades tradicionais da Amazônia.

Fhagner Soares – Estagiário

 



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UFAC participa de pesquisa sobre zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia — Universidade Federal do Acre

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UFAC participa de pesquisa sobre zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia-interna.jpg

Um estudo publicado na revista Acta Amazonica identificou a presença do parasita Echinococcus vogeli em pacas (Cuniculus paca) abatidas e consumidas por comunidades tradicionais da Amazônia Ocidental. O agente é responsável pela equinococose policística humana, zoonose considerada emergente na região.

A pesquisa foi desenvolvida entre 2022 e 2023 nos municípios de Sena Madureira e Rio Branco, no Acre, sob coordenação do professor Francisco Glauco de Araújo Santos, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN), integrando a dissertação de mestrado de Liliane de Souza Anadão, do Programa de Pós-Graduação em Sanidade e Produção Animal Sustentável na Amazônia (PPGSPASA).

O estudo entrevistou 78 famílias e analisou 23 fígados de pacas abatidas para consumo. Em 48% das amostras foram identificados cistos hidáticos causados pelo parasita. A pesquisa também apontou que a maioria dos cães das comunidades participa das caçadas e consome vísceras cruas dos animais.

Segundo os pesquisadores, o principal risco de transmissão ocorre quando cães infectados eliminam ovos do parasita no ambiente, contaminando solo, água e alimentos.

“O principal risco está associado ao descarte inadequado das vísceras e ao contato com ambientes contaminados pelas fezes de cães infectados”, destacou o professor Francisco Glauco.

O estudo reforça a necessidade de ações de vigilância e educação em saúde nas comunidades rurais, principalmente relacionadas ao manejo de cães e ao descarte adequado das vísceras dos animais abatidos.

Para o pesquisador Leandro Siqueira, doutor em Medicina Tropical pela Fiocruz e coautor do estudo, a pesquisa amplia o conhecimento sobre a transmissão da doença na Amazônia e pode contribuir para futuras ações de prevenção e diagnóstico na região.

Fhagner Soares – Estagiário



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