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Estará Israel a cometer “limpeza étnica” em Gaza? | Notícias do conflito Israel-Palestina
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Beirute, Líbano – Comentaristas israelitas e palestinianos e responsáveis estrangeiros estão a utilizar o termo “limpeza étnica” para descrever o que Israel está a fazer em Gaza.
Israel supostamente bloqueou totalmente a entrada de ajuda humanitária no norte de Gazaintensificou os bombardeamentos contra campos de refugiados e hospitais e apelou a todos os habitantes restantes da área para fugirem para sul.
O porta-voz militar de Israel, Itzik Cohen, disse que ninguém que deixar o norte poderá retornar.
As agências das Nações Unidas estimam que entre 69 mil e 100 mil pessoas ainda se encontrem no norte de Gaza.
O diário israelita Haaretz referiu-se à campanha de Israel como “limpeza étnica”.
Josep Borrell, o principal diplomata da União Europeia, tuitou: “Palavras como ‘limpeza étnica’ são cada vez mais utilizadas para descrever o que está a acontecer no norte de Gaza.”
Mas o que é limpeza étnica? Aplica-se às ações de Israel em Gaza? E denunciar isso levará a alguma justiça?
Aqui está tudo o que você precisa saber sobre o termo e se ele descreve adequadamente a política de Israel em Gaza:
O que é limpeza étnica?
A limpeza étnica refere-se a um partido mais forte que remove um grupo étnico das suas terras e, por vezes, os substitui por outro grupo demográfico.
O objetivo frequentemente declarado para isso é “homogeneizar etnicamente” uma região ou território.
O termo não existe no direito humanitário internacional, mas sugere que uma série de crimes contra a humanidade e crimes de guerra estão a ser cometidos ao mesmo tempo, de acordo com juristas.
Um desses crimes contra a humanidade é a transferência forçada de uma população.
Isso é o mesmo que genocídio?
“A limpeza étnica é frequentemente usada como um eufemismo para genocídio porque a linguagem do genocídio tem carga política”, disse Heidi Matthews, professora assistente de direito na Universidade de York, em Toronto, à Al Jazeera.
A maioria das tentativas de “limpar” uma população implica mais crimes de guerra, incluindo genocídio, explicou Matthews, acrescentando que reconhecê-lo como tal desencadeia uma obrigação legal para todos os Estados de “prevenir e punir” o genocídio.
“A limpeza étnica… refere-se de forma oblíqua a vários tipos de criminalidade, sem dizer nada sobre se a violência em questão está a ser cometida com a intenção de destruir um grupo protegido, no todo ou em parte, o que é o marcador essencial do genocídio”, disse ela. .
Será que a utilização da “limpeza étnica” minimiza o que Israel está a fazer em Gaza?
“Se há estados por aí que querem usar certos termos para evitar a criação de certas obrigações de agir, então eu não usaria a limpeza étnica”, disse Mark Kersten, jurista e professor da Universidade de Fraser Valley em Abbotsford, Canadá. Al Jazeera.
Mas descrever a catástrofe em Gaza como “limpeza étnica” também pode desencadear a mesma indignação e horror que os assassinatos na Bósnia e Herzegovina desencadearam, disse Kersten.
“Penso que a limpeza étnica aumenta a aposta… porque penso que seria bastante estúpido sugerir que a existência da limpeza étnica não aumenta directamente o risco de que o genocídio também ocorra”, acrescentou.
Gaza deveria, antes de mais nada, ser entendida como um genocídio israelense contra os palestinos, argumentou Matthews.
O Tribunal Internacional de Justiça decidiu em 26 de janeiro que “Israel deve, de acordo com as suas obrigações sob a Convenção do Genocídio, em relação aos palestinos em Gaza, tomar todas as medidas ao seu alcance para impedir a prática de todos os atos no âmbito do Artigo II desta Convenção.”
O Artigo II da Convenção sobre Genocídio proíbe o assassinato de membros de um grupo e a imposição de condições que possam destruir um grupo “no todo ou em parte”.

Pode haver limpeza étnica mas não genocídio?
A limpeza étnica pode tecnicamente ser realizada sem cometer genocídio, disse Matthews, sublinhando que, na sua opinião, esse não é claramente o caso em Gaza.
“Embora seja teoricamente possível que a limpeza étnica possa ser realizada em circunstâncias em que os criminosos não pretendiam destruir o grupo, mas apenas retirá-los da terra, esta não é uma construção plausível dos factos no terreno em Gaza”, ela disse.
Porque é que agora as pessoas só falam de limpeza étnica em Gaza?
A limpeza étnica pode ser uma forma útil de comunicar ao público que estão a acontecer crimes contra a humanidade, mas políticos e comentadores deveriam ter invocado o termo no início da guerra devastadora de Israel em Gaza, disse o jurista Alonso Gurmendi, da London School of Economics.
“O ponto de referência para falar sobre limpeza étnica aconteceu há meses e eu diria no início da guerra, quando vimos centenas de milhares de pessoas a fugir do Norte de Gaza. Vimos efetivamente pessoas sendo transferidas de um lugar para outro”, disse ele à Al Jazeera.
“Isso para mim foi uma limpeza étnica.”
Gurmendi apontou o caso específico de Israel ordenando a todos os palestinos no norte de Gaza deixar suas casas e seguir para Khan Younis, no sul.

De onde veio o termo limpeza étnica?
‘Limpeza étnica’ entrou em uso comum de 1992 a 1995, quando jornalistas e políticos o usaram para descrever os ataques sérvios contra os bósnios, um grupo demográfico predominantemente muçulmano.
À medida que a ex-Jugoslávia se separava após o fim da Guerra Fria, as milícias sérvias atacaram, violaram e mataram bósnios numa campanha sistemática para expulsá-los do território que reivindicavam para uma “grande Sérvia”.
“A ideia (de uma grande Sérvia) não era muito diferente da ideia de um Israel maior”, disse Gurmendi à Al Jazeera.
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Em caravana, ministro da Educação, Camilo Santana, visita a Ufac — Universidade Federal do Acre
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25 de fevereiro de 2026A Ufac recebeu, nesta quarta-feira, 25, na Reitoria, campus-sede, a visita do ministro da Educação, Camilo Santana, no âmbito da caravana Aqui Tem MEC, iniciativa do Ministério da Educação voltada ao acompanhamento de ações e investimentos nas instituições federais de ensino.
Durante a agenda, o ministro destacou que a caravana tem percorrido instituições federais em diferentes Estados para conhecer a realidade de cada campus, dialogar com gestores e a comunidade acadêmica, além de acompanhar as demandas da educação pública federal.
Ao tratar dos investimentos relacionados à Ufac, a reitora Guida Aquino destacou a obra do campus Fronteira, em Brasileia, que conta com R$ 40 milhões em recursos do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). A estrutura terá seis cursos, com salas de aula, laboratórios, restaurante universitário e biblioteca.
Abordando a visita, Guida ressaltou a importância da universidade para o Estado e a missão da educação pública. “A Ufac é a única universidade pública federal de ensino superior do Acre e, por isso, tem papel estratégico na formação e no desenvolvimento regional. A educação é que transforma vidas, transforma o país.”

Outro tema tratado durante a agenda foi a implantação do Hospital Universitário no Acre. Camilo Santana afirmou que o Estado é o único que ainda não conta com essa estrutura e informou que o governo federal dispõe de R$ 50 milhões, por meio do Novo PAC, para viabilizar adequações e a implantação da unidade.
Ele explicou que a prioridade continua sendo a concretização de uma parceria para doação de um hospital, mas afirmou que, se isso não ocorrer, o MEC buscará outra alternativa para garantir a instalação do serviço no Estado. “O importante é que nenhum Estado desse país deixe de ter um hospital universitário”, enfatizou.

Guida reforçou a importância do projeto e disse que o Hospital Universitário já poderia ser celebrado no Acre. Ao defender a iniciativa, contou que a unidade contribuiria para qualificar o atendimento, reduzir filas de tratamento fora de domicílio e atender melhor pacientes do interior, inclusive em casos ligados às doenças tropicais da Amazônia. Em tom crítico, declarou: “O cavalo selado, ele só passa uma vez”, ao se referir à oportunidade de implantação do hospital.
Após coletiva de imprensa, o ministro participou de reunião fechada com pró-reitores, gestores, políticos e parlamentares da bancada federal acreana, entre eles o senador Sérgio Petecão (PSD) e as deputadas Meire Serafim (União) e Socorro Neri (PP).
A comitiva do MEC foi formada pela secretária de Educação Básica, Kátia Schweickardt; pelo secretário de Educação Profissional e Tecnológica, Marcelo Bregagnoli; pelo secretário de Educação Superior, Marcus Vinicius David; e pelo presidente da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares, Arthur Chioro.
Laboratório de Paleontologia
Depois de participar de reunião, Camilo Santana visitou o Laboratório de Paleontologia da Ufac. O professor Edson Guilherme, coordenador do espaço, apresentou o acervo científico ao ministro e destacou a importância da estrutura para o avanço das pesquisas no Acre. O laboratório foi reformulado, ampliado e recentemente reinaugurado.

Aberto para visitação de segunda a sexta-feira, em horário de expediente, exceto feriados, o local reúne fósseis originais e réplicas de animais que viveram no período do Mioceno, quando o oeste amazônico era dominado por grandes sistemas de rios e lagos. A entrada é gratuita e a visitação é aberta a estudantes e à comunidade em geral.
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A Pró‑Reitoria de Graduação (Prograd) da Universidade Federal do Acre (Ufac) é o órgão responsável pelo planejamento, coordenação e supervisão das atividades acadêmicas relacionadas ao ensino de graduação. Sua atuação está centrada em fortalecer a formação universitária, promovendo políticas e diretrizes que assegurem a qualidade, a integração pedagógica e o desenvolvimento dos cursos de bacharelado, licenciatura e demais formações presenciais e a distância. A Prograd articula ações com as unidades acadêmicas, órgãos colegiados e a comunidade universitária, garantindo que os currículos e práticas pedagógicas estejam alinhados aos objetivos institucionais.
Entre as principais atribuições da Prograd estão a coordenação da política de ensino, a supervisão de programas de bolsas voltadas à graduação, a análise e encaminhamento de propostas normativas e a participação em iniciativas que promovem a reflexão e o diálogo sobre o ensino superior.
A Prograd é organizada em três diretorias, cada uma com funções específicas e complementares:
Diretoria de Apoio ao Desenvolvimento do Ensino — responsável por ações estratégicas voltadas ao desenvolvimento de metodologias, à regulação e ao apoio pedagógico dos cursos de graduação.
Diretoria de Apoio à Formação Acadêmica — dedicada a acompanhar e apoiar as atividades acadêmicas dos estudantes, incluindo estágios, mobilidade estudantil e acompanhamento da formação acadêmica.
Diretoria de Apoio à Interiorização e Programas Especiais — voltada à gestão de programas especiais, políticas de interiorização e ações que ampliam o acesso e a permanência dos alunos em diferentes regiões.
A Prograd participa, ainda, de iniciativas que promovem a reflexão e o diálogo sobre o ensino superior, integrando docentes, estudantes e gestores em fóruns, encontros e ações que visam à atualização contínua dos processos formativos e ao atendimento das demandas sociais contemporâneas.
Com compromisso institucional, a Pró‑Reitoria de Graduação contribui para que a UFAC cumpra seu papel educativo, formando profissionais críticos e comprometidos com as realidades local e regional, garantindo um ambiente acadêmico de excelência e responsabilidade social.
Ednacelí Abreu Damasceno
Pró-Reitora de Graduação
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Orientação sobre revalidação e reconhecimento de diplomas — Universidade Federal do Acre
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7 dias atrásem
24 de fevereiro de 2026Orientações para abertura de processo administrativo e procedimentos acerca da revalidação de diploma de graduação e reconhecimento de diplomas de pósgraduação stricto sensu emitidos por instituições estrangeiras, conforme a Resolução CEPEX Nº 003, de 14 de março de 2017.
Abertura do Processo
I – Preenchimento do Formulário Padrão (conforme modelo disponibilizado);
II – Documentos pessoais exigidos:
• Cópia do documento de identidade para brasileiros ou naturalizados, e, se estrangeiro, cópia da identidade e do visto permanente, expedido pela Superintendência da Polícia Federal, ou passaporte com visto permanente, concedido pela autoridade competente;
• Comprovante de residência;
• Comprovante de quitação com o serviço militar, para brasileiros do sexo masculino;
• Comprovante de quitação com o serviço eleitoral, para brasileiros e naturalizados;
III – Documentos acadêmicos exigidos:
• Para revalidação, conforme Art. 10, da resolução CEPEX Nº 003, de 14 de março de 2017.
• Para reconhecimento, conforme Art. 33, da resolução CEPEX Nº 003, de 14 de março de 2017.
IV – Preenchimento do Termo de aceitação, exclusividade e autenticidade, conforme modelo disponibilizado pelo NURCA;
V – Solicitação de abertura de processo no Protocolo Geral da UFAC, direcionado ao NURCA, com a apresentação da documentação exigida nos itens de I a IV;
Submissão da documentação na Plataforma Carolina Bori – Link: http://plataformacarolinabori.mec.gov.br
O interessado deve submeter a documentação no formato .pdf, agrupando diferentes documentos em arquivo único conforme indicado abaixo:
Arquivo 1 em .PDF:
1. Formulário Padrão preenchido (conforme modelo disponibilizado);
2. Documentos pessoais exigidos:
a) Cópia do documento de identidade para brasileiros ou naturalizados, e, se estrangeiro, cópia da identidade e do visto permanente, expedido pela Superintendência da Polícia Federal, ou passaporte com visto permanente, concedido pela autoridade competente;
b) Comprovante de residência;
c) Comprovante de quitação com o serviço militar, para brasileiros do sexo masculino;
d) Comprovante de quitação com o serviço eleitoral, para brasileiros e naturalizados;
Arquivo 2 em PDF:
1. Diploma e Histórico (Itens I e II do Artigo 10 ou Itens II e IV do artigo 33 da Resolução nº 003, de 14 de março de 2017);
Arquivo 3 em PDF:
1. Documentos acadêmicos exigidos excetuando-se os do Arquivo 2:
a) Para revalidação, conforme Art. 10, da resolução CEPEX Nº 003, de 14 de março de 2017.
b) Para reconhecimento, conforme Art. 33, da resolução CEPEX Nº 003, de 14 de março de 2017, excetuando item III (vide Arquivo 5).
Arquivo 4 em PDF:
1.Termo de aceitação, exclusividade e autenticidade, preenchido conforme modelo disponibilizado pelo NURCA; da resolução CEPEX Nº 003, de 14 de março de 2017.
Arquivo 5 em PDF:
a) Para os casos de reconhecimento: Exemplar digital da tese ou dissertação com registro de aprovação da banca examinadora e documentações complementares, conforme item III do Art. 33 da resolução CEPEX Nº 003, de 14 de março de 2017.
Fluxo do Processo
VI – Recebimento do processo pelo NURCA e encaminhamento para o Centro pertinente, que constituirá Comissão;
VII – Retorno do processo ao NURCA no prazo de 15 dias;
VIII – Sendo favorável o parecer da Comissão, será autorizada a emissão de GRU, bem como, o seu devido pagamento (R$ 1.200,00 – graduação; mestrado – R$ 1.500,00 e doutorado R$ 2.000,00), devendo ser incluída a via original ou cópia autenticada por servidor da UFAC no processo de revalidação.
a) Em caso de parecer negativo, o processo será disponibilizado para consulta, retirada de documentação e/ou ajuste quando for pertinente.
IX – Retorno do processo ao Centro para a Comissão concluir a revalidação no prazo restante dos seis meses.
Termo de Aceitação, Exclusividade e Autenticidade
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Links Úteis
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