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Estará Israel a tentar consolidar a sua ocupação das Colinas de Golã? | Notícias sobre as Colinas de Golã Ocupadas
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EXPLICADOR
Desde a queda do regime de al-Assad, Israel atacou a Síria para aprofundar a ocupação das Colinas de Golã.
Entre as recentes violações da soberania síria por parte de Israel, que incluem centenas de ataques aéreos, está a sua renovada invasão das Colinas de Golã – com tanques e colonatos ilegais.
As Colinas de Golã espalham-se por 1.800 km quadrados (700 milhas quadradas) e têm sido um ponto crítico na região há décadas.
Então, o que são eles? O que Israel está tentando fazer lá?
Aqui está o que sabemos:
O que são as Colinas de Golã?
As Colinas de Golã ficam no sudoeste da Síria, cerca de 60 km (40 milhas) ao sul de Damasco.
Eles fazem fronteira com o rio Yarmouk ao sul e o Mar da Galiléia (Lago Tiberíades) a oeste.
O Golã se espalha sobre rochas basálticas com terras férteis e fontes de água vitais que alimentam o rio Jordão e o rio Hasbani, que flui do Líbano através do Golã.
A quem pertencem as Colinas de Golã?
As Colinas de Golã fazem parte da Síria, conforme reconhecido pelas Nações Unidas.
No entanto, Israel ocupou o Golã durante o Guerra de 1967 e atualmente controla 1.200 quilômetros quadrados (463 milhas quadradas) da parte ocidental da região.
Quase imediatamente depois de Israel ter ocupado parte do Golã, começou a construir ali colonatos ilegais.
Uma zona tampão monitorizada pela ONU separa o território ocupado por Israel da parte restante que ainda está sob controlo da Síria.
Os assentamentos não são ilegais?
Sim, eles são ilegais.
E ainda assim, Israel construiu mais de 30 assentamentos na área, onde vivem mais de 25.000 judeus israelenses.
E ainda sinaliza que quer construir mais.
Na noite de domingo, o gabinete aprovou um plano de 11 milhões de dólares para melhorar os serviços aos assentamentos ilegais existentes e para financiar um plano para trazer mais colonos para lá.
Isto não está a acontecer isoladamente, uma vez que Israel também está a atacar locais em toda a Síria, alegando que o faz em “legítima defesa”.
Ainda restaram habitantes originais no Golã?
Claro, os drusos, cerca de 20.000.
O Drusos são uma comunidade etnorreligiosa que vivem na Síria, na Jordânia e no Líbano e tendem a ser reservados.
Quando Israel invadiu o Golã em 1967, expulsou violentamente a maior parte dos drusos que ali viviam.
A Síria alguma vez tentou retomar as Colinas de Golã?
Sim, mas sem sucesso.
Durante o Guerra de outubro de 1973a Síria tentou retomar as Colinas de Golã, mas não conseguiu.
Em 1974, a ONU envolveu-se, destacando forças de manutenção da paz na área depois de a Síria e Israel terem assinado um armistício.
O Conselho de Segurança da ONU (CSNU) estabeleceu o Força de Observação de Desengajamento da ONU (UNDOF) no mesmo ano para manter um cessar-fogo e criar uma zona tampão.
Em Abril, 1.274 funcionários da ONU estavam destacados nas Colinas de Golã.
Qual é a posição do mundo nas Colinas de Golã?
Nenhum país, exceto o de Donald Trump Estados Unidos em 2019reconhece a ocupação por Israel das Colinas de Golã, na Síria.
Uma resolução do Conselho de Segurança da ONU de 1981 opôs-se à ocupação e declarou o domínio de Israel sobre o Golã “nulo e sem efeito e sem efeito jurídico internacional”.
O reconhecimento dos EUA em 2019 da presença de Israel no Golã ainda está de pé sob a administração do presidente Joe Biden.
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Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital — Universidade Federal do Acre
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26 de junho de 2026A reitora da Ufac, Guida Aquino, participou da solenidade de inauguração da nova sede da Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre (Fundape), da qual ela é presidente do Conselho Curador. O evento ocorreu nesta sexta-feira, 26, no campus-sede, local em que se localiza o espaço administrativo e operacional da fundação.
Guida destacou a importância da Fundape para a Ufac e para outras instituições da Região Norte. Para ela, a fundação passou por um processo de fortalecimento nos últimos anos. “A Fundape hoje nos faz realizar, na verdade, todas as parcerias de formação de docentes, de ensino, de pesquisa, de extensão, de inovação”, afirmou.
Segundo a reitora, a fundação ampliou sua atuação para além do Acre, atendendo também instituições de Rondônia, Amapá e Roraima. “Olha a grandeza disso. E nós, enquanto Universidade Federal do Acre, temos que nos orgulhar”, pontuou.
O diretor-presidente da Fundape, Ismar Bernardo de Araújo, disse que a inauguração da sede própria representa uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe e visão de futuro. “Hoje não celebramos apenas a abertura de um novo espaço físico; celebramos uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe, visão de futuro e confiança.”

Ismar lembrou que a Fundape foi instituída em 22 de junho de 1998 e completa 28 anos em 2026. Atualmente, a fundação conta com 38 colaboradores, representa quatro universidades federais, três institutos federais e um hospital universitário, estando presente em quatro Estados da região Norte.
Membro fundador da Fundape e pró-reitor de Planejamento da Ufac, Alexandre Hid, relembrou a criação da fundação e os desafios enfrentados ao longo da trajetória institucional. “Hoje a fundação está aí forte e firme para maiores e melhores desafios.”

Também participaram da solenidade a reitora da Unir, Marília Pimentel; o procurador-geral adjunto para Assuntos Administrativos e Institucionais do MP-AC, Carlos Roberto da Silva Maia, representando o procurador-geral Oswaldo Lima Neto; o diretor técnico da Fundape, Camilo Gouveia; o diretor administrativo-financeiro da Fundape, Dionel de Araújo; Gemil Júnior, suplente do senador Alan Rick (Republicanos-AC); a pró-reitora de Inovação, Pesquisa e Pós-Graduação do Ifac, Alana Chocorosqui, representando o reitor Fábio Storch; o ex-reitor da Ufac, Minoru Kinpara; além de dirigentes, coordenadores de projetos, colaboradores e representantes de instituições parceiras.
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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre
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23 de junho de 2026O programa de pós-graduação em Planejamento e Governança Pública, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), no âmbito do mestrado interinstitucional para técnico-administrativos da Ufac e do Instituto Federal do Acre (Ifac), realiza o 12º Seminário de Boas Práticas em Planejamento e Governança Pública, de 14 a 16 de julho, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede da Ufac. As inscrições são gratuitas e estão abertas até 16 de julho, por meio online.
O evento será transmitido pelo YouTube e terá como tema “Governança, Políticas Públicas e Desenvolvimento Regional na Amazônia: Desafios Estruturais para o Acre”, propondo um debate sobre questões territoriais, sociais, ambientais, urbanas, institucionais e econômicas que atravessam a realidade amazônica e acreana.
A programação científica será organizada em quatro eixos temáticos: governança urbana, mobilidade e direito à cidade na Amazônia; infraestrutura, saneamento e resiliência em contextos de enchentes e queimadas; governança ambiental, desenvolvimento sustentável e capacidade estatal na Amazônia; e educação e empreendedorismo na Amazônia.
O seminário tem como público-alvo a comunidade universitária e gestores públicos, contando com a participação de autoridades locais, pesquisadores da UTFPR, docentes da Ufac e do Ifac, bem como especialistas convidados de diferentes áreas.
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Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose — Universidade Federal do Acre
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17 de junho de 2026A Ufac é parceira em pesquisa desenvolvida no município de Sena Madureira (AC), a qual identificou limitações no conhecimento sobre a leishmaniose cutânea entre pacientes e profissionais da saúde, além de barreiras geográficas e estruturais que dificultam o acesso ao diagnóstico e ao tratamento precoce em áreas rurais endêmicas.
Os resultados do estudo foram publicados, em maio, na revista eletrônica “Acervo Saúde”, vol. 26(5), com o título “Leishmaniose Cutânea na Amazônia Ocidental: Lacunas no Conhecimento e Barreiras de Acesso Assistencial em Áreas Endêmicas”. O artigo tem coautoria de pesquisadores da Ufac.
A pesquisa foi realizada com 50 pacientes com suspeita clínica de leishmaniose cutânea e 51 agentes de saúde, sendo 63% agentes comunitários de saúde e 37% agentes de combate às endemias.
“Em nosso trabalho, identificamos que tanto os profissionais da saúde quanto os pacientes possuem informações limitadas sobre a doença. Conhecer as limitações para acesso ao diagnóstico e tratamento precoce é uma das principais estratégias para a implementação de programas de controle e de educação em saúde que contemplem o perfil epidemiológico e social das populações de áreas endêmicas”, disse o autor do estudo, Leandro Siqueira de Souza, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC).
A região Norte é responsável por mais da metade dos casos da doença no Brasil; o Acre conta com mais de 11 mil casos notificados na última década. Em 2025, os municípios acreanos de Xapuri, Marechal Thaumaturgo, Assis Brasil, Sena Madureira e Brasileia foram classificados pelo Ministério da Saúde como áreas de risco intenso para transmissão da doença.
“A região amazônica é uma área endêmica para a leishmaniose cutânea, uma doença negligenciada que afeta principalmente populações de comunidades tradicionais”, contou o pesquisador Reginaldo Peçanha Brazil, do IOC. “Conhecer as limitações no conhecimento tanto dos pacientes como de profissionais da saúde de áreas endêmicas é fundamental para o sistema de saúde do Estado do Acre e para o controle mais efetivo da doença.”
A investigação integra um projeto de pesquisa coordenado por Brazil. Além da Ufac, são parceiros na pesquisa a Universidade Federal de Minas Gerais, a Universidade de Brasília, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e a Secretaria de Estado de Saúde do Acre.
Pela Ufac, são coautores do artigo os pesquisadores Andréia Luísa Peixinho da Silva Guimarães, Francisca Alana Costa de Souza, Marcos Bruno Zacarias Campelo, Breno Kalyl Freitas Nascimento, Andreia Fernandes Brilhante e Francisco Glauco de Araújo Santos. Os estudos contam com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e apoio de instituições parceiras.
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