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Este ano é “praticamente certo” que será o mais quente já registado, conclui o programa espacial da UE | Crise climática

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Ajit Niranjan Europe environment correspondent

É “praticamente certo” que 2024 será o ano mais quente já registado, concluiu o programa espacial da União Europeia.

O prognóstico chega uma semana antes da reunião dos diplomatas no Cop29 cimeira climática e um dia depois de a maioria dos eleitores nos EUA, o maior poluidor histórico de gás que aquece o planeta, ter escolhido nomear Donald Trump presidente.

Trump tem descreveu as mudanças climáticas como uma “farsa” e prometeu reverter políticas para limpar a economia.

O relatório concluiu que 2024 será provavelmente o primeiro ano mais de 1,5°C (2,7°F) mais quente do que antes da Revolução Industrial, um nível de aquecimento que alarmou os cientistas.

“Isto marca um novo marco nos registos de temperatura global e deverá servir como um catalisador para aumentar a ambição para a próxima conferência sobre alterações climáticas”, disse a Dra. Samantha Burgess, vice-diretora do Serviço de Alterações Climáticas Copernicus.

Os cientistas descobriram que as temperaturas globais dos últimos 12 meses foram 1,62ºC superiores à média de 1850-1900, quando a humanidade começou a queimar grandes volumes de carvão, petróleo e gás.

No seu boletim climático mensal, disseram que Outubro de 2024 foi o segundo Outubro mais quente já registado, atrás apenas de Outubro de 2023, com temperaturas 1,65°C superiores aos níveis pré-industriais. Foi o 15º mês nos últimos 16 meses acima da marca de 1,5ºC.

Os líderes mundiais prometeram impedir que o planeta aqueça 1,5ºC até ao final do século, mas estão no bom caminho para aquecê-lo aproximadamente o dobro disso.

Os cientistas dizem que um único ano acima do limiar não significa que tenham falhado a meta, uma vez que o aumento da temperatura é medido ao longo de décadas e não de anos, mas alertam que forçará mais pessoas e ecossistemas à beira da sobrevivência.

“A nossa civilização nunca teve de lidar com um clima tão quente como o actual”, disse Carlo Buontempo, diretor do Copernicus. “Isto inevitavelmente leva a nossa capacidade de responder a eventos extremos – e de adaptação a um mundo mais quente – ao limite absoluto.”

As descobertas do Copernicus baseiam-se em milhares de milhões de medições meteorológicas obtidas por satélites, navios, aeronaves e estações meteorológicas. As análises de temperatura no conjunto de dados ERA5 em que o boletim se baseia diferem ligeiramente de outros conjuntos de dados proeminentes utilizados por cientistas climáticos nos EUA e no Japão.

pular a promoção do boletim informativo

Os cientistas também descobriram que o gelo marinho do Ártico atingiu o quarto nível mensal mais baixo em outubro, 19% abaixo da média, enquanto a extensão do gelo marinho da Antártica atingiu o segundo nível mais baixo em outubro, 8% abaixo da média.

Eles apontaram para chuvas mais intensas que o normal que atingiram grandes partes da Europa, incluindo Espanha, onde inundações repentinas mataram mais de 200 pessoas enquanto devastavam aldeias e inundavam casas com lama.

Na semana passada, a Organização Meteorológica Mundial (OMM) descobriu que a concentração de poluentes que aquecem o planeta e que obstruem a atmosfera tinha atingiu níveis recordes em 2023. Descobriu que o dióxido de carbono estava a acumular-se mais rapidamente do que em qualquer momento da história da humanidade, com as concentrações a aumentarem mais de 10% em apenas duas décadas, aquecendo o planeta e tornando as condições meteorológicas extremas mais violentas.

“A solução mais eficaz para enfrentar os desafios climáticos é um compromisso global sobre as emissões”, disse Buontempo.



Leia Mais: The Guardian

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Ufac participa de lançamento de projeto na Resex Cazumbá-Iracema — Universidade Federal do Acre

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Ufac participa de lançamento de projeto na Resex Cazumbá-Iracema — Universidade Federal do Acre

A Ufac participou do lançamento do projeto Tecendo Teias na Aprendizagem, realizado na reserva extrativista (Resex) Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira (AC). O evento ocorreu em 28 de março e reuniu representantes do poder público, comunidade acadêmica e moradores da reserva.

Com uma área de aproximadamente 750 mil hectares e cerca de 500 famílias, a Resex é território de preservação ambiental e de produção de saberes tradicionais. O projeto visa fortalecer a educação e promover a troca de conhecimentos entre universidade e comunidade.

O presidente da reserva, Nenzinho, destacou que a iniciativa contribui para valorizar a educação não apenas no ensino formal, mas também na qualidade da aprendizagem construída a partir das vivências no território. Segundo ele, a proposta reforça o papel da universidade na escuta e no reconhecimento dos saberes locais.

O coordenador do projeto, Rodrigo Perea, sintetizou a relação entre universidade e comunidade. “A floresta ensina, a comunidade ensina, os professores aprendem e a Ufac aprende junto.” 

Também estiveram presentes no lançamento os professores da Ufac, Alexsande Franco, Anderson Mesquita e Tânia Mara; o senador Sérgio Petecão (PSD-AC); o prefeito de Sena Madureira, Gerlen Diniz (PP); e o agente do ICMBio, Aécio Santos.
(Fhagner Silva, estagiário Ascom/Ufac)



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Educação Física homenageia Norma Tinoco por pioneirismo na dança — Universidade Federal do Acre

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Educação Física homenageia Norma Tinoco por pioneirismo na dança — Universidade Federal do Acre

 Os professores Jhonatan Gomes Gadelha e Shirley Regina de Almeida Batista, do curso de Educação Física da Ufac, realizaram a mostra de dança NT: Sementes de uma Pioneira, em homenagem à professora aposentada Norma Tinoco, reunindo turmas de bacharelado e licenciatura, escolas de dança e artistas independentes. O evento ocorreu na noite de 25 de março, no Teatro Universitário, campus-sede, visando celebrar a trajetória da homenageada pela inserção e legitimação da dança no curso.

Norma recebeu uma placa comemorativa pelos serviços prestados à universidade. Os alunos do curso, André Albuquerque (bacharelado) e Matheus Cavalcante (licenciatura) fizeram a entrega solene. Segundo os organizadores, os anos de dedicação da professora ao curso e seu pioneirismo jamais serão esquecidos.

“A ideia, que ganhou corpo e emoção ao longo de quatro atos, nasceu do coração de quem viveu de perto a influência da homenageada”, disse Jhonatan Gomes Gadelha, que foi aluno de Norma na graduação. Ele contou que a mostra surgiu de uma entrevista feita com ela por ocasião do trabalho dele de conclusão de curso, em 2015. “As falas, os ensinamentos e as memórias compartilhadas por Norma naquele momento foram resgatadas e transformadas em movimento”, lembrou.

Gadelha explicou que as músicas que embalaram as coreografias autorais foram criadas com o auxílio de inteligência artificial. “Um encontro simbólico entre a tradição plantada pela pioneira e as ferramentas do futuro. O resultado foi uma apresentação carregada de bagagem emocional, autenticidade e reverência à história que se contava no palco.”

Mostra em 4 atos

A professora de Educação Física, Franciely Gomes Gonçalves, também ex-aluna de Norma, foi a mestre de cerimônias e guiou o público por uma narrativa que comparava a trajetória da homenageada ao crescimento de uma árvore: “A Pioneira: A Raiz (ato I), “A Transformadora: O Tronco” (ato II), “O Legado: Os Frutos” (ato III) e “Homenagem Final: O reconhecimento” (ato IV).

O ato I trouxe depoimentos em vídeo e ao vivo, além de coreografias como “Homem com H” (com os 2º períodos de bacharelado e licenciatura) e “K Dance”, que homenageou os anos 1970. O ex-bolsista Kelvin Wesley subiu ao palco para saudar a professora. A escola de dança Adorai também marcou presença com as variações de Letícia e Rayelle Bianca, coreografadas por Caline Teodoro, e o carimbó foi apresentado pelo professor Jhon e pela aluna Kethelen.

O ato II contou com o depoimento ao vivo de Jhon Gomes, ex-aluno que seguiu carreira artística e acadêmica, narrando um momento específico que mudou sua trajetória. Ele também apresentou um solo de dança, seguido por coreografias da turma de licenciatura e uma performance de ginástica acrobática do 4º período.

No ato III foi exibido um vídeo em que os atuais alunos do curso de Educação Física refletiram sobre o que a dança significa em suas formações. As apresentações incluíram o Atelier Escola de Dança com “Entre o que Fica e o que Parte” (Ana Fonseca e Elias Daniel), o Estúdio de Artes Balancé com “Estrelas” (coreografia de Lucas Souza) e a Cia. de Dança Jhon Gomes, com outra versão de “Estrelas”. A escola Adorai retornou com “Sarça Ardente”, coreografada por Lívia Teodoro; os alunos do 2º período de bacharelado encerraram o ato.

No ato IV, após o ministério de dança Plenitude apresentar “Raridade”, música de Anderson Freire, a professora Shirley Regina subiu ao palco para oferecer palavras à homenageada. Em seguida, a mestre de cerimônias convidou Norma Tinoco a entrar em cena. Ao som de “Muda Tudo”, os alunos formaram um círculo ao redor da professora, cantando o refrão em coro.

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I FÓRUM ESTADUAL "Autismo, Cultura, Mercado de Trabalho e Políticas Públicas no Acre."

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I FÓRUM ESTADUAL "Autismo, Cultura, Mercado de Trabalho e Políticas Públicas no Acre."

09 e 10 de ABRIL
Local: Teatro Universitário da UFAC
11 de ABRIL
Local: Anfiteatro Garibaldi Brasil UFAC

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