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Este é o fim da vida política de Milorad Dodik? | Opiniões

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Na quarta -feira, o Tribunal Estadual da Bósnia e Herzegovina entregou um sentença de prisão de um ano ao líder sérvio da Bósnia, Milorad Dodik, e o proibiu de ocupar um cargo político por seis anos. O Tribunal considerou Dodik culpado de realizar ações em julho de 2023 com o objetivo de obstruir a implementação das decisões do Alto Representante na Bósnia, o principal enviado internacional da paz no país dos Balcãs.

O Escritório do Alto Representante (OHR) supervisiona a implementação dos aspectos civis dos acordos de paz de Dayton, que foram assinados em 1995 e encerraram a guerra na Bósnia. Este escritório está em andamento por quase três décadas por uma sucessão de autoridades européias. O atual chefe do OHR é Christian Schmidt, um ex -político da Alemanha. Dodik está em desacordo com Schmidt desde a chegada deste último à Bósnia em 2021.

Para observadores nacionais e internacionais, a decisão do tribunal é uma reviravolta interessante e a incerteza da anuncia. Dodik está chegando ao poder como presidente da Republika Srpska em 2006 inaugurou um período de crises constantes e contínuas para a Bósnia. Na maior parte das últimas duas décadas, ele trabalhou para fortalecer a si mesmo e ao político entidadey sobre o qual atualmente preside enquanto mina e escavava as instituições de nível estadual do país.

Comparado com seu registro de obstruir o progresso da Bósnia, não cumprindo as decisões do tribunal constitucional da Bósnia, negando o genocídio e arremessando insultos repetidos em Bosniaks, o confronto de Dodik com o OHR pode ter parecido uma ofensa política de menor magnitude. No entanto, a sentença, e particularmente a proibição de sua vida política por seis anos, pode muito bem pressionar o início da queda política de Dodik – ou uma tentativa renovada por ele levar a Bósnia à beira.

Em resposta à sentença, a Assembléia da Republika SRPSKA adotou um documento na quarta -feira, rejeitando a decisão do tribunal e a autoridade de Schmidt. O presidente sérvio Aleksandar Vucic, envolvido em seus próprios problemas em casa em meio a protestos crescentes, voou no mesmo dia para Banja Luka para conhecer Dodik. O advogado de Dodik indicou que ele recorreria da decisão. Enquanto isso, a Assembléia da Republika Srpska adotou projetos de legislação que visava impedir que as instituições judiciais e policiais em nível estadual exercitem soberania nesta parte da Bósnia.

O que está por vir é mais incerteza. A estabilidade política na Bósnia nas semanas e meses seguintes pode ficar na balança, à medida que o país aguarda o processo de apelação para se desenrolar.

No momento em que as coisas estão atualmente, Dodik é poderoso em Republika Srpska. Ele controla seu partido – a Aliança dos Socials Democratas Independentes (SNSD) – e mantém influência sobre instrumentos de poder, tanto na Republika Srpska quanto no nível estadual por meio de seus indicados em muitas instituições. Sua capacidade de gerar uma crise mais profunda é real.

Por outro lado, ele também ficou em permanência em suas boas -vindas políticas. Dodik tem sido um jogo na política sérvia da Bósnia há quase duas décadas. Seu domínio na política e na mídia significa que toda uma geração atualmente matriculada em estudos de graduação não conheceu outro líder político. Para muitos cidadãos da Bósnia, ele se tornou sinônimo de crises, conflitos e retórica estranha.

Enquanto os relatórios da mídia indicam apoio a Dodik da Vucic, o primeiro -ministro húngaro Viktor Orban e o presidente croata Zoran Milanovic, o futuro político de Dodik depende de como as instituições estatais da Bósnia respondem e da profundidade de sua própria base de apoio. Em outras palavras, seu futuro depende do que acontece no terreno na Bósnia.

Durante anos, Dodik conseguiu gerar e escalar crises para extrair concessões em troca de recuar. E então ele continuou repetindo o padrão. Isso levou alguns políticos em Sarajevo e muitas autoridades estrangeiras a estarem dispostas a ceder a Dodik por anos em prol da estabilidade. Como resultado, Dodik acumulou poder e recursos e exibiu arrogância cada vez maior.

Uma posição firme das instituições estatais da Bósnia para implementar decisões e resistir a Dodik está atrasada. Isso é novo no Dodik e pode ser um teste importante de quão longe ele está disposto a ir e quanto apoio ele realmente comanda.

Nas semanas e meses seguintes, é provável que três fatores moldem a situação de desenvolvimento e, por extensão, o futuro político de Dodik: o Tribunal de Estado da Bósnia, a base de poder de Dodik e o apoio de Vucic – ou a falta dele.
Se a Câmara de Apelações rejeitar o apelo de Dodik e reafirmar a sentença-e particularmente a proibição política-o líder sérvio da Bósnia ficará vulnerável, e isso marcará outro impasse com as instituições de nível estadual da Bósnia. A capacidade e a disposição das instituições estatais de fazer cumprir uma decisão judicial será crucial.

No entanto, se o Tribunal anular a decisão – inclusive devido à potencial pressão externa, para que a situação não seja a espiral da Bósnia fora de controle – Dodik reivindicaria a vitória e se sentiria encorajada.

Segundo, um Dodik enfraquecido avaliará seu apoio em seu partido e entre suas alavancas de poder. As fissuras crescentes dentro de sua base de poder seriam um sinal de que as decisões judiciais estão minando seu apoio. No entanto, a legislação aprovada pela entidade da Republika Srpska da Bósnia, exceto na sexta -feira, a polícia nacional e o judiciário de seu território sinaliza que o líder sérvio da Bósnia ainda tem apoiadores leais e um considerável domínio sobre as principais instituições da Republika Srpska. Dodik poderia usar essa legislação para aumentar a aposta e servir como um chip de barganha. Ele já fez isso antes.

Terceiro, como as coisas estão atualmente, a preocupação de Vucic com seus próprios protestos domésticos na Sérvia significa que ele pode estar menos disposto e tem menos recursos para desviar para alimentar a tensão na Bósnia.

Além disso, como em outros líderes políticos de longa duração, os sinais da fraqueza política de Dodik podem incentivar as ambições políticas de seus protegidos ou associados próximos para substituí-lo. Não seria surpreendente se disputar o tiroteio em sua festa a melhorar.

As opiniões expressas neste artigo são do autor e não refletem necessariamente a postura editorial da Al Jazeera.



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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre

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Alexandra Deitos e Txima Huni Kuin.jpg

Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.

Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.

Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).

Aprendizagem no território

Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.

A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

Mestras e aprendizes tecelãs.jpg

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.

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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre

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2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no SUS (2).jpg

A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.

A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.

Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”

O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.

Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.

Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.

A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”

Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.



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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre

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Nathalia Oliveira, Ufac 2026.10.02.jpeg

A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.

“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.

Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.

A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.



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