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‘Eu amaldiçoo esta guerra’: fome e medo em Goma após aquisição rebelde | República Democrática do Congo

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Ruth Alonga in Goma and Carlos Mureithi in Nairobi

Pessoas que vivem em Goma na República Democrática da fronteira oriental do Congo com Ruanda falaram de seu medo e fome aguda após o grupo rebelde M23 varreu a cidade no início desta semana.

“Estamos com muito medo. Essa situação parece sem esperança ”, disse Judith Saima, um comerciante de 28 anos em Goma, onde combates pesados ​​que cortaram a cidade do mundo exterior e deixaram corpos acumulados nas ruas apenas dois dias atrás.

O acesso aos alimentos é uma preocupação significativa, depois que as rotas de suprimentos agrícolas e comerciais foram cortadas. “Se isso continuar, todos morreremos, de balas perdidas ou fome”, disse Ngise Ngeleka, 26 anos, um estudante de 26 anos que vive no bairro ULPG. Ngeleka disse que seu vizinho foi atingido por uma bala no início da semana e que seu corpo ainda estava deitado na rua.

Adeline Tuma, que mora na cidade com seus quatro filhos, disse: “Não temos mais nada para comer. Meus filhos choram da fome. Eu faço mingau sem açúcar. Minha loja foi saqueada. Eu amaldiçoo esta guerra. Um novo capítulo sombrio de nossas vidas começa. ”

Os trabalhadores transportam mercadorias em veículos em um cruzamento movimentado em Goma. Fotografia: Michel Lunanga/AFP/Gety

A ONU disse na sexta -feira que pelo menos 700 pessoas foram mortas e 2.800 feridos em Goma desde domingo, de acordo com uma avaliação realizada pela Organização Mundial da Saúde e pelo governo congolês.

Viajar de barco, que muitas pessoas usam para transportar suprimentos, foi efetivamente proibido desde que M23 ocupou Minova, uma cidade portuária ao longo do lago Kivu, no mês passado. Outra rota através de uma pequena passagem de fronteira que liga Goma a Gisenyi em Ruanda também foi bloqueado.

Os moradores perderam acesso à água e eletricidade no domingo. Na quinta e sexta -feira, os serviços de dados móveis e de energia móvel retornados em alguns distritos e a fronteira com Ruanda, uma linha de vida para a cidade, foram reabertos, pois o M23 tentou mostrar que poderia restaurar a ordem e governar. O suprimento de água deve retornar nos próximos dias. Enquanto isso, alguns moradores recorreram ao preenchimento de jerrycans do lago Kivu.

Mapa drc

O M23 é o mais recente de uma série de grupos insurgentes liderados por Tuts-étnicos que operavam em RDC oriental rica em minerais desde que um acordo de 2003 foi feito para terminar guerras que mataram 6 milhões de pessoas, principalmente por fome e doença. O grupo é apoiado por Ruanda, que diz que seu interesse principal é erradicar os combatentes ligados ao genocídio de 1994. O governo congolês e vários relatórios da ONU dizem que, de fato, Ruanda usa o grupo como um meio de extrair e depois exportar minerais valiosos para uso em produtos como telefones de celulares.

Na sexta -feira, o ONU manifestou alarme em violência desenfreada no leste do Congo, um dia depois de expressar “profunda preocupação” de que os rebeldes estavam avançando para o sul de Goma para Bukavu – capital da província vizinha de Kivu do Sul. O Escritório de Direitos da ONU disse que documentou casos de execuções sumárias e estupros generalizados nos últimos dias. “A violência sexual relacionada a conflitos tem sido uma característica terrível do conflito armado na RDC oriental há décadas”, disse um porta-voz.

Para muitos em Goma, a ocupação do M23 traz de volta memórias sombrias da última vez que o grupo apreendeu a cidade, em 2012. Na época, ficou por apenas 10 dias, saindo quando os doadores internacionais de Ruanda ameaçaram cortar a ajuda. Essa ocupação já parece diferente.

Elisabeth Sikuli disse: “Em 2012, eles entraram em plena luz do dia. Ouvimos algumas bombas, mas os confrontos não duraram muito. Desta vez, a situação é muito pior. Passamos três dias se escondendo debaixo de nossas camas, sem comida. ”

Os hospitais ficaram impressionados com as pessoas feridas nos combates, e os esforços de socorro foram paralisados. Pessoas deslocadas internamente ficaram sem ajuda por dias, levando as organizações humanitárias a emitir pedidos urgentes para uma cessação às hostilidades. Os uniformes abandonados por tropas congolitas exaustas foram apanhadas e usadas por crianças de rua, algumas das quais saquearam lojas abandonadas.

“Embora haja sinais de alívio em Goma após dias de intensa combate, a necessidade de abrigo, comida, água, suprimentos médicos e proteção na cidade permanece esmagadora”, disse Rose Tchwenko, diretora de país da Mercy Corps da RDC. “Agora estamos em uma corrida contra o tempo para salvar vidas”.

Na quarta -feira, M23 declarou sua intenção de permanecer na cidade E um dia depois, Corneille Nangaa, chefe da Congo River Alliance, a coalizão política que apoia o M23, pediu aos moradores “voltarem às atividades normais”. Ele também prometeu colocar as crianças de volta à escola dentro de 48 horas e abrir um corredor humanitário para que as pessoas deslocadas pela luta pudessem voltar para casa.

Em jogo está um retorno potencial à situação que surgiu nas décadas de 1990 e 2000, quando Ruanda e Uganda e suas forças de procuração ocuparam e administraram as fronteiras orientais da DRC, gerenciando comércio, comunicações e transporte.

Nem todas as pessoas em Goma se opõem à chegada do grupo liderado por Tutsi. Um alto funcionário da ONU disse à Reuters nesta semana: “Muitas pessoas estão cansadas e cansadas do caos. Se eles podem negociar, a segurança melhora, suas vidas diárias melhoram, o M23 pode ser popular. ”

Olakire Senga disse que achava que o governo congolês não conseguiu proteger seus cidadãos. O médico disse: “Acho que precisamos avaliar a maturidade daqueles que chegam e se juntam a eles. Pessoalmente, saí para recebê -los. ”



Leia Mais: The Guardian

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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre

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2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no SUS (2).jpg

A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.

A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.

Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”

O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.

Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.

Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.

A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”

Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.



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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre

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Nathalia Oliveira, Ufac 2026.10.02.jpeg

A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.

“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.

Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.

A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.



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Consu aprova comissão para destinar cotas a pessoas transgênero — Universidade Federal do Acre

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2026.09.30 Reunião Consu-Ufac (2).JPG

O Conselho Universitário (Consu) da Ufac aprovou a criação de uma comissão para elaborar a proposta de cotas de acesso à graduação para pessoas transgênero, que é uma pauta da Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade (Proafe), recentemente criada com o objetivo de expandir políticas de inclusão na universidade. A aprovação ocorreu nessa quarta-feira, 30, na 5ª Reunião Ordinária do Consu, realizada no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas, campus-sede.

A Ufac já possui regulamentação que garante o acesso por cotas à comunidade transgênero na pós-graduação desde 2023. A proposta aprovada pelo Consu busca ampliar esse direito para a graduação, assegurando não apenas a entrada, mas também o acompanhamento para permanência de estudantes até a conclusão dos cursos.

A comissão terá prazo de 90 dias para realizar os estudos e apresentar a minuta final do projeto. O grupo terá formação intersetorial, reunindo representantes das três categorias acadêmicas: docentes, técnico-administrativos e discentes, além de representantes de entidades e movimentos sociais da sociedade civil voltados aos direitos da população transgênero no Acre.

“Reafirmamos nosso compromisso ao instituir a comissão que vai deliberar sobre as cotas trans”, disser o reitor Josimar Ferreira. “Trata-se de uma ação demandada pela sociedade para incluir populações historicamente invisibilizadas, garantindo que as ações afirmativas façam parte da história do nosso conselho.”

Segundo a pró-reitora de Ações Afirmativas e Equidade, Letícia Mamed, a política visa transformar a realidade de um dos grupos mais marginalizados socialmente. “Precisamos atentar para a garantia de acesso, permanência e dignidade para que essa comunidade possa construir seus projetos de vida com mais oportunidades”, comentou. “No Brasil, cerca de 30 universidades já adotam políticas semelhantes, e a Ufac dá um passo essencial para consolidar essa transformação.”

Integrante do Consu, a professora Raquel Ishii ressaltou que a comissão foi criada para ir além da gestão superior da universidade. “Considero essa aprovação uma grande vitória para a sociedade civil e para a universidade. A comissão amplia o debate da pós-graduação para a graduação. Trata-se de um grupo bem amplo, constituído não só pela gestão, mas com convites abertos ao Diretório Central dos Estudantes e a movimentos sociais externos à universidade.”

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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