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EUA acusa funcionário do governo indiano em plano frustrado de assassinato separatista Sikh | Notícias de política
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Os Estados Unidos apresentaram acusações contra um funcionário do governo indiano que dizem estar envolvido num plano fracassado para matar um cidadão americano, que é um proeminente defensor da Separatismo Sikhem Nova York.
A Procuradoria dos EUA para o Distrito Sul de Nova York anunciou na quinta-feira que apresentou “acusações de homicídio de aluguel e lavagem de dinheiro” contra Vikash Yadav.
Outro suspeito do caso, Nikhil Guptafoi extraditado para os EUA no início deste ano para enfrentar acusações enquanto Yadav permanece foragido, de acordo com as autoridades dos EUA.
“O réu (Yadav), um funcionário do governo indiano, supostamente conspirou com um associado criminoso e tentou assassinar um cidadão americano em solo americano por exercer seus direitos da Primeira Emenda”, Christopher Wray, diretor do Federal Bureau of Investigation (FBI) , disse em uma declaração.
“O FBI não tolerará atos de violência ou outros esforços para retaliar aqueles que residem nos EUA por exercerem os seus direitos protegidos constitucionalmente.”
O governo indiano não comentou imediatamente as acusações na quinta-feira.
Anteriormente, rejeitou as acusações de que um agente do governo estava envolvido na conspiração de assassinato como “injustificadas” e “infundadas”, de acordo com relatos da mídia.
O caso gira em torno um suposto esquema para matar o ativista sikh americano Gurpatwant Singh Pannun.
Pannun, consultor jurídico do grupo Sikhs pela Justiça, é um membro vocal de uma campanha Sikh por um estado soberano na região indiana de Punjab, conhecido como movimento Khalistan.
A Índia vê o separatismo Sikh como uma ameaça à sua soberania. Ao longo dos últimos anos, o país tem exigido cada vez mais que os países aliados com populações Sikh consideráveis – nomeadamente o Canadá, os EUA e o Reino Unido – façam mais para reprimir o movimento.
Sikhs for Justice foi proibido na Índia, e Pannun – um crítico vocal das políticas do governo indiano – foi acusado (PDF) por Nova Deli de estar “envolvido em terrorismo”.
Mas os líderes da comunidade Sikh acusaram o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, um nacionalista hindu, de tentar reprimir a dissidência, tanto na Índia como no estrangeiro.
Nas horas anteriores ao anúncio das acusações de quinta-feira, o Sikh American Legal Defense and Education Fund (SALDEF), uma organização sem fins lucrativos, apelou a Washington para tomar “medidas urgentes” para enfrentar uma campanha de “repressão transnacional”.
“Nos Estados Unidos, os sikhs americanos e outras comunidades da diáspora continuam a enfrentar a ameaça da repressão transnacional”, afirmou o grupo num comunicado.
“Seja vigilância, intimidação ou violência direcionada, os governos estrangeiros têm procurado reprimir a liberdade de expressão e a dissidência política dentro das nossas fronteiras. Isto é inaceitável num país que defende a liberdade e os direitos humanos.”
‘Liberdade de expressão’
Em uma declaração na noite de quinta-feira, o Sikhs for Justice — o grupo de Pannun — disse que a nova acusação dos EUA demonstrava o “compromisso de Washington… em proteger a vida, a liberdade e a liberdade de expressão do cidadão dos EUA no país e no estrangeiro”.
A organização prometeu continuar a defender Khalistan, inclusive organizando votações não vinculativas na diáspora Sikh sobre a questão de um estado soberano em Punjab.
“Apesar do uso de violência pela Índia contra os sikhs pró-Kalistan, (Sikhs pela Justiça) está empenhado em resolver democraticamente a disputa sobre a soberania do Punjab ocupado pela Índia através de um referendo”, disse o comunicado.
O Departamento de Estado dos EUA disse no início desta semana que uma comissão de inquérito indiana, encarregada de investigar o plano de assassinato frustrado, viajou para Washington, DC, para discutir o caso e receber atualizações de autoridades americanas.
“A Índia informou aos Estados Unidos que continuam os seus esforços para investigar outras ligações do ex-funcionário do governo e determinará as medidas de acompanhamento, conforme necessário”, disse o departamento na terça-feira.
As novas acusações no caso dos EUA surgem poucos dias depois de o governo canadiano ter afirmado ter descoberto “provas claras e convincentes” de que agentes do governo indiano estavam envolvidos em atividades que ameaçavam a segurança pública no Canadá.
“Isso inclui técnicas clandestinas de coleta de informações, comportamento coercitivo contra canadenses do sul da Ásia e envolvimento em mais de uma dúzia de atos ameaçadores e violentos, incluindo assassinato”, disse o primeiro-ministro canadense. Justin Trudeau disse na segunda-feira.
As relações Índia-Canadá têm estado tensas desde setembro de 2023, quando Trudeau disse que o Canadá tinha evidências credíveis que ligavam agentes do governo indiano ao assassinato de um líder sikh canadense, Hardeep Singh Nijjarno início daquele ano.
Nijjar, que serviu como presidente de um templo Sikh em Surrey, Colúmbia Britânica, onde foi morto, também defendeu Khalistan e foi apelidado de “terrorista” por Nova Deli.
A Índia rejeitou as alegações de envolvimento no assassinato de Nijjar, acusando Trudeau de nutrir uma vingança contra o país.
“Há uma estratégia deliberada de difamar a Índia para obter ganhos políticos”, afirmou o Ministério dos Negócios Estrangeiros indiano num comunicado, enquanto os dois países anunciavam que estavam a expulsar os seus respetivos diplomatas no meio do agravamento da disputa.
O ministério também disse que “reserva-se o direito de tomar novas medidas” contra o Canadá.
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Pavic-Lab da Ufac apresenta seis trabalhos em congresso internacional de computação — Universidade Federal do Acre
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20 de outubro de 2026Pesquisadores do projeto Pavic-Lab, da Universidade Federal do Acre (Ufac), apresentaram seis trabalhos científicos durante a Conference on Graphics, Patterns and Images (SIBGRAPI 2026), congresso internacional de referência nas áreas de computação gráfica, processamento de imagens e visão computacional, realizado de 29 de setembro a 2 de outubro, em Goiânia (GO). As pesquisas foram desenvolvidas no projeto de pesquisa e desenvolvimento (P&D) Pesquisas Aplicadas em Visão e Inteligência Computacional (Pavic-Lab), uma iniciativa de cooperação técnico-científica entre a Ufac, Motorola, Flextronics e Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre (Fundape).
Segundo a professora do Centro de Ciências Exatas e Tecnológicas (CCET), Ana Beatriz Alvarez Mamani, a participação no congresso contribui para divulgar a produção científica desenvolvida no Acre e ampliar o intercâmbio com outras instituições. Ela destacou que a presença da Ufac em eventos científicos também ajuda a reduzir as desigualdades regionais na ciência brasileira, além de possibilitar novas parcerias e o aperfeiçoamento das pesquisas.
A equipe foi composta pela professora Ana Beatriz Alvarez Mamani, pelo pesquisador Quefren Leher, pelos mestrandos do Programa de Pós-Graduação em Ciência da Computação (PPGCC) Clécio Silva, Lucas Carvalho, Gustavo Ferreti, Julio Martins e Ian Teixeira, além do graduando em Sistemas de Informação Kauã Galvão de Macedo.
Dos seis trabalhos apresentados, um integrou uma sessão especial do congresso e já foi publicado na revista científica Computers & Graphics. Outros três foram apresentados na programação principal, com previsão de publicação nos anais do Instituto de Engenheiros Eletricistas e Eletrônicos (IEEE) e na biblioteca digital da Sociedade Brasileira de Computação (SBC). Os dois trabalhos restantes foram apresentados em workshops, também com previsão de publicação na biblioteca digital da SBC.
As pesquisas estão divididas em duas áreas principais: reconstrução tridimensional e processamento de imagens. Na primeira, Clécio Silva apresentou um método computacional para criar representações digitais mais detalhadas de ambientes internos a partir de imagens. A tecnologia pode ser aplicada em jogos, realidade virtual e aumentada, simulações e projetos da construção civil.
Na área de processamento de imagens, Lucas Carvalho apresentou uma pesquisa para reconstruir imagens de alta faixa dinâmica (HDR) a partir de uma única imagem convencional, buscando recuperar detalhes em regiões claras e escuras. Gustavo Ferreti desenvolveu uma rede neural para combinar imagens com diferentes níveis de exposição e melhorar a qualidade visual dos resultados.

Julio Martins apresentou uma metodologia para reduzir o custo computacional da reconstrução de imagens HDR, preservando a qualidade das imagens produzidas. Ian Teixeira investigou o uso de mecanismos de atenção em modelos de inteligência artificial para recuperar informações em imagens de baixa qualidade. Já Kauã Galvão de Macedo apresentou uma abordagem que combina redes neurais e técnicas de processamento de sinais para melhorar imagens capturadas em ambientes com pouca iluminação.

Os métodos desenvolvidos apresentam potencial de aplicação em sistemas embarcados com recursos computacionais limitados, como dispositivos eletrônicos que integram processamento de imagens, permitindo aprimorar a qualidade visual com menor demanda de processamento.
Para o graduando Kauã Galvão de Macedo, a participação no congresso proporcionou a oportunidade de apresentar os resultados de sua pesquisa e conhecer novas abordagens científicas. “Foi uma ótima experiência, tanto pela oportunidade de apresentar minhas pesquisas desenvolvidas na Ufac quanto pela troca de conhecimentos com pesquisadores de outras instituições”, afirmou.
Segundo Kauã, as discussões realizadas durante o evento possibilitaram o contato com técnicas que poderão contribuir para suas pesquisas e para os projetos desenvolvidos pelo Pavic-Lab, além de abrir oportunidades de colaboração científica.
O mestrando em Ciência da Computação Gustavo de Souza Ferreti também destacou a importância da experiência para sua formação acadêmica. “Tive a oportunidade gratificante de conhecer professores e pesquisadores com ampla trajetória no nosso campo, além de ouvir sobre suas vivências e receber orientações valiosas para aprimorar meu trabalho”, disse.

O Pavic-Lab desenvolve atividades de pesquisa voltadas ao processamento de imagens, ao aprimoramento da qualidade visual e à reconstrução tridimensional de ambientes e objetos. Após a participação no congresso, a equipe dará continuidade às pesquisas científicas, com novos experimentos e avaliações para aperfeiçoar os métodos, reduzir custos computacionais e ampliar as possibilidades de aplicação prática dos resultados.
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Ufac abre 1ª Conferência Internacional Amazônia Nexus — Universidade Federal do Acre
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19 de outubro de 2026A Universidade Federal do Acre (Ufac) iniciou, na manhã desta segunda-feira, 19, a 1ª Conferência Internacional Amazônia Nexus. A solenidade de abertura ocorreu no auditório do e-Amazônia, no campus-sede, em Rio Branco, e reuniu professores, estudantes, participantes externos e palestrantes locais, nacionais e internacionais.
A vice-reitora da Ufac, Almecina Balbino, destacou que o evento busca fortalecer a produção científica regional e estreitar os laços interinstitucionais. Segundo ela, a conferência favorece a criação de uma rede de conexão entre os programas de pós-graduação e viabiliza a internacionalização por meio da cooperação Sul-Sul, permitindo que pesquisadores externos contribuam diretamente para os estudos sobre o território amazônico.
O pró-reitor de Extensão e Cultura, Marco Amaro, ressaltou o papel da extensão universitária na articulação do conhecimento científico com a comunidade. “Não existe integração entre ensino, pesquisa e extensão se a gente tirar as pesquisas da prateleira sem estarmos envolvidos com ações de extensão, que fazem a intermediação entre o conhecimento da universidade e a sociedade”, declarou. Ele também destacou que a rede de contatos estabelecida entre as diferentes áreas fortalece a qualidade acadêmica da instituição.
O coordenador do evento, professor Flávio Roberto Chaves da Silva, expressou satisfação com o início da conferência e destacou a dimensão coletiva da iniciativa. “É com muita alegria, satisfação e gratidão que damos início a este projeto que nasceu do desejo de fortalecer a ciência, a cooperação e a internacionalização da pesquisa na Amazônia. Celebramos a coragem de começar, a força do trabalho coletivo e a realização de um sonho. Que esta seja a primeira de muitas edições, promovendo o conhecimento e contribuindo para o desenvolvimento sustentável da nossa região”, afirmou o docente, agradecendo a parceria dos palestrantes, da comissão organizadora e dos apoiadores.

Durante a abertura, a mesa de debates destacou a importância do encontro para a região. O professor e pesquisador Lin Shau Ming, da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), um dos palestrantes do dia, ressaltou que os estudos sobre plantas medicinais e agrobiodiversidade contribuem para o bem-estar das comunidades tradicionais. Segundo ele, o tema está alinhado à proposta central do evento de promover a integração de diferentes saberes e áreas do conhecimento na universidade.
A coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Ciência Animal na Amazônia Ocidental, Cíntia Daudt, destacou o compromisso social da universidade com a produção de conhecimento e o desenvolvimento regional. “É um evento bem importante para a nossa região e para a nossa universidade. Estamos aqui cumprindo o nosso ato de educação. Como dizia Paulo Freire, ‘educar é um ato político’. Nós estamos cumprindo a nossa parte, unindo ensino, pesquisa e extensão em um único evento”, afirmou.
A cerimônia de abertura contou ainda com a participação do pró-reitor de Pesquisa, Pós-Graduação e Inovação, Dionatas Meneguetti; dos coordenadores Fernando da Silva Souza, de Ciência, Inovação e Tecnologia para a Amazônia; Felipe Souza, de Ciência Florestal; Regina Lúcia Ferreira, de Produção Vegetal; e da vice-coordenadora Danúsia Rocha, de Saúde Coletiva.
(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)
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Ufac promove ação de prevenção à saúde da mulher durante o Outubro Rosa — Universidade Federal do Acre
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17 de outubro de 2026A Ufac, por meio da Pró-Reitoria de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas (Progep) e da Diretoria de Saúde e Qualidade de Vida (DSQV), realizou nesta sexta-feira, 16, no estacionamento H (bloco de Medicina) do campus-sede, uma ação de prevenção e cuidado à saúde da mulher em alusão à campanha Outubro Rosa. Com o tema “A rotina pode esperar um pouco. Cuidar de você também é prioridade”, a iniciativa disponibilizou exames preventivos do colo do útero (PCCU) e testes rápidos para toda a comunidade acadêmica.
A diretora de Saúde e Qualidade de Vida da Ufac, Ane Kelly Severino Salvino, destacou a importância de facilitar o atendimento no próprio ambiente de trabalho para servidoras e terceirizadas. “A ideia é que elas parem por um momento, deixem o trabalho um pouquinho de lado e passem a se cuidar. Oferecer essa facilidade é muito gratificante”, afirmou. Ela ressaltou ainda as parcerias com a Uninorte, o sindicato e a Residência em Enfermagem Obstétrica para ampliar a ação.
A coordenadora de Vigilância à Saúde do Servidor, Priscila Miranda, ressaltou a importância de uma abordagem integral da saúde feminina e chamou a atenção para a sobrecarga da rotina das mulheres. “Trazemos esse olhar para mostrar que a mulher precisa se conscientizar sobre a prioridade de cuidar de si mesma e de sua saúde física e mental, não apenas no Outubro Rosa. Trazer esses exames para dentro da universidade dá a elas o tempo necessário para o autocuidado”, pontuou.
Conscientização e prevenção
Durante a ação, residentes do programa de Enfermagem Obstétrica da Ufac atuaram no acolhimento e na orientação das mulheres atendidas, reforçando a importância da prevenção do câncer do colo do útero, apontado como o segundo tipo com maior mortalidade feminina no mundo.
A enfermeira residente Francisca da Silva enfatizou que a campanha é um momento estratégico de mobilização. “Nós temos todos os 12 meses do ano para orientar, mas o mês de outubro é quando toda a rede intensifica ações para chamar as mulheres a realizarem seus exames o quanto antes”, ressaltou.
A enfermeira residente Vitória Amorim alertou que o câncer do colo do útero é assintomático no início, mas pode ser prevenido por meio do rastreamento e do tratamento de lesões precursoras. “Com o rastreamento periódico pelo PCCU, é possível diagnosticar e tratar lesões pré-cancerígenas anos antes que a doença se desenvolva. Por isso, promover essa educação em saúde no campus é vital para estimular o cuidado rotineiro”, explicou.
A iniciativa contou com a parceria do programa de Residência em Enfermagem Obstétrica da Ufac, dos cursos de Medicina e Enfermagem da Uninorte e do sindicato da categoria, que contribuíram para o suporte técnico e o atendimento às participantes.
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