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EUA: Caso Mahmoud Khalil pode definir deportações futuras – 17/03/2025 – Mundo

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EUA: Caso Mahmoud Khalil pode definir deportações futuras - 17/03/2025 - Mundo

Jonah E. Bromwich

A primeira batalha jurídica de Mahmoud Khalil, recém-formado pela Universidade Columbia que foi preso e transferido para a Louisiana na semana passada, é a luta para manter seu caso em Nova York.

A questão pode parecer menor em comparação com as preocupações da Primeira Emenda, trecho da Constituição dos Estados Unidos que versa sobre a liberdade de expressão, levantadas pela prisão de Khalil, um residente permanente em situação legal que era figura proeminente em manifestações pró-Palestina no campus de Columbia e que o governo de Donald Trump está tentando deportar.

No entanto, o julgamento do caso de Khalil pode ter consequências profundas, não apenas para ele, mas também para qualquer outra pessoa que a Casa Branca pretenda remover do país. Se Khalil permanecer na Louisiana, seu caso provavelmente acabará em um dos tribunais de apelação mais conservadores do país, que pode determinar se a lei que o governo citou como justificativa para sua detenção será mantida.

A Casa Branca acusa Khalil de apoiar os terroristas do Hamas durante os protestos em Columbia e de disseminar o antissemitismo. Essa acusação, que os advogados dele negam, não é criminal e, de fato, ele não foi acusado de nenhum crime.

Em vez disso, Marco Rubio, o secretário de Estado, citou uma lei pouco usada para justificar a detenção. A medida diz que Rubio pode iniciar um processo de deportação contra qualquer não cidadão cuja presença nos EUA ele considere uma ameaça aos objetivos da política externa do país.

Essa lei, que parece conceder ao governo Trump um poder quase irrestrito na deportação de não cidadãos, não foi analisada por um tribunal de recursos, que poderia determinar se ela é constitucional. E se o caso de imigração de Khalil se desenrolar na Louisiana, provavelmente haverá recurso para o 5º Tribunal de Apelações do Circuito dos EUA, que preside os processos judiciais federais provenientes de Louisiana, Texas e Mississippi.

É um dos tribunais de apelação mais conservadores do país. A maioria de seus juízes foi nomeada por presidentes republicanos, incluindo seis pelo próprio Trump durante seu primeiro mandato.

“É um tribunal em que os imigrantes em geral têm um histórico ruim e é um tribunal em que os juízes serão mais simpáticos à capacidade do governo de apontar para alguém e dizer: ‘Você apoiou o Hamas’”, diz Steve Vladeck, professor da Faculdade de Direito da Universidade Georgetown que estuda questões constitucionais e escreveu sobre o caso de Khalil.

Se os juízes desse tribunal decidirem contra Khalil, ele poderá recorrer à Suprema Corte. Mas não há garantia de que os juízes em Washington aceitariam seu caso e, mesmo que aceitassem e decidissem a seu favor, é provável que o governo continuasse a revogar green cards nesse intervalo, citando o mesmo estatuto que embasa o caso do palestino. Outros detidos podem ter pouco suporte legal para combater as acusações do governo.

Por outro lado, se o caso de imigração de Khalil fosse julgado em Nova York —onde seus advogados pediram sua libertação pela primeira vez— qualquer recurso chegaria ao 2º Tribunal de Apelações do Circuito dos EUA. Esse tribunal inclui mais juízes nomeados por presidentes democratas e é amplamente considerado menos partidário. E, enquanto isso, Khalil, se fosse libertado, teria acesso à sua família. Sua esposa, Noor Abdalla, está grávida e deve dar à luz em abril.

Os advogados de Khalil têm buscado sua libertação e seu retorno a Nova York desde que ele foi preso na noite de 8 de março. O momento de sua prisão e transferência para a Louisiana é fundamental para a compreensão do caso.

O vídeo da prisão, filmado por Abdalla e divulgado pela União Americana para Liberdades Civis (ACLU), mostra que agentes do Departamento de Segurança Interna algemaram Khalil no saguão do prédio onde ele mora, que é de propriedade de Columbia. Depois que sua esposa, segurando as lágrimas, perguntou repetidamente aonde Khalil estava sendo levado, os agentes responderam “26 Federal Plaza”, o endereço do tribunal de imigração do centro de Nova York.

Amy Greer, uma das advogadas de Khalil, recebeu a mesma resposta. Ela trabalhou durante toda a noite em uma ação judicial para contestar detenções ilegais., enquanto verificava um localizador online para ter certeza da localização de Khalil. À 1h35 de 9 de março e novamente às 4h29, o rastreador dizia que Khalil estava em Nova York.

Ela apresentou sua petição às 4h40 em um tribunal federal de Nova York. Mas o governo argumentou desde então que Khalil chegou a Nova Jersey mais de uma hora antes disso. Ele foi levado para lá, segundo o governo, porque as instalações de Nova York não têm leitos nem equipe médica para pernoite, e a política do Serviço de Imigração e Alfândega determina que nenhum detento deve ser mantido em tais instalações por mais de 12 horas.

Por volta das 12h, Khalil foi levado de volta a Nova York. Em seguida, foi levado de avião para Dallas e depois para a Louisiana, onde está detido desde então.

No dia seguinte, o juiz de Nova York a quem a petição foi apresentada, Jesse Furman, ordenou que o governo não retirasse Khalil do país. Não há indicação de que o governo tenha ignorado o juiz, como pode ter feito em outros casos recentes de deportação. A primeira audiência de Khalil no tribunal de imigração está marcada para o próximo dia 27.

Os argumentos diante de Furman se acumularam, com os advogados de Khalil implorando ao juiz que devolva seu cliente a Nova York, e o governo insistindo que o local adequado para o caso é o distrito em que ele está atualmente detido.

Se Furman decidir que o caso não deve ser ouvido em Nova York, os advogados de Khalil pediriam a oportunidade de transferi-lo para Nova Jersey. Se o caso for julgado lá, qualquer recurso seria julgado em outro tribunal de apelações —o 3º Tribunal de Apelações do Circuito dos EUA— e Khalil estaria mais perto de sua família.



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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre

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Alexandra Deitos e Txima Huni Kuin.jpg

Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.

Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.

Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).

Aprendizagem no território

Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.

A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

Mestras e aprendizes tecelãs.jpg

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.

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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre

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2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no SUS (2).jpg

A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.

A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.

Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”

O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.

Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.

Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.

A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”

Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.



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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre

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Nathalia Oliveira, Ufac 2026.10.02.jpeg

A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.

“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.

Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.

A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.



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