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EUA e Reino Unido sancionam contrabandista de ouro Kamlesh Pattni | Notícias sobre corrupção
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Pattni teve grande destaque na investigação da Máfia do Ouro da Al Jazeera, que analisou o contrabando de ouro na África Austral.
Uma rede internacional de contrabando de ouro e lavagem de dinheiro exposta pela Unidade de Investigação da Al Jazeera (I-Unit) foi sancionada pelos governos dos EUA e do Reino Unido. As medidas, incluindo congelamento de bens, confisco de propriedades e proibições de viagens, visam o empresário queniano-britânico Kamlesh Pattni.
Pattni supostamente subornou autoridades no Zimbabué para obter lucros ilícitos do comércio de ouro e diamantes do país. Ele também é acusado de movimentar dinheiro sujo, usando o seu império empresarial global que se estende do Zimbabué e Dubai a Singapura e Londres para o lavar.
O Departamento do Tesouro dos EUA afirmou que o esquema fraudulento de Pattni “roubou aos cidadãos do Zimbabué os benefícios desses recursos naturais, ao mesmo tempo que enriqueceu funcionários governamentais corruptos e actores criminosos”.
“Em todo o mundo, quando atores corruptos como Pattni optam por explorar as aberturas nas estruturas de governança para beneficiar a si mesmos e a seus comparsas, as comunidades sofrem e a confiança pública é prejudicada”, disse o subsecretário interino do Tesouro para Terrorismo e Inteligência Financeira, Bradley T Smith, em um comunicado divulgado pelo Departamento do Tesouro dos EUA.
Escândalo Goldenberg
Pattni nasceu no Quénia, onde se tornou conhecido na década de 1990 pelo seu alegado papel no chamado Escândalo Goldenberg, um esquema de contrabando de ouro que se acredita ter roubado ao Quénia 600 milhões de dólares – o equivalente a 10% do produto interno bruto do país. na altura e levou a acusações de corrupção contra muitos membros do governo do então presidente Daniel Arap Moi. Após anos de processo, Pattni foi absolvido. Desde então, ele se reinventou como pastor evangélico, conhecido como Irmão Paulo.
Pattni teve destaque no I-Unit’s Máfia do Ourotransmitido em 2023. A investigação em quatro partes revelou os grupos criminosos que controlam as exportações de ouro na África Austral em benefício de políticos corruptos e que branqueiam os seus lucros em todo o mundo.
Repórteres disfarçados da I-Unit Conheci Pattni que rapidamente se vangloriou da sua influência política em África, mostrando aos repórteres fotografias com vários líderes africanos – desde o antigo presidente da Líbia, Muammar Gaddafi, até ao ex-presidente do Zimbabué, Robert Mugabe.
Pattni descreveu como os seus negócios no Zimbabué dependiam do apoio político do Presidente Emmerson Mnangagwa e como um funcionário pagava subornos regulares ao presidente para mantê-lo ao seu lado. “Quando você trabalha, você deve ter sempre com você o rei, o presidente”, disse Pattni aos repórteres.
Mnangagwa não respondeu aos pedidos de comentários da I-Unit.
Empresas de fachada
Os repórteres disfarçados da I-Unit alegaram ser gangsters chineses com mais de US$ 100 milhões em dinheiro sujo que precisavam para limpar. Pattni descreveu uma forma de lavar o dinheiro sujo, utilizando-o para financiar as suas operações de compra de ouro no Zimbabué.
Pattni descreveu como suas empresas poderiam ser usadas como fachada para atividades ilícitas e dar às operações criminosas uma aparência de legitimidade. Ele disse aos repórteres que o ouro seria transportado para Dubai, onde seria importado por empresas também de propriedade de Pattni. Assim que essas empresas vendessem o ouro, os rendimentos seriam depositados e o dinheiro ficaria limpo.
Os repórteres disfarçados foram convidados para Dubai por Pattni, que os levou em um tour por suas empresas e os apresentou a figuras-chave de sua operação. Muitos deles são citados entre as 27 empresas e indivíduos da rede de Pattni sancionados pelo Tesouro dos EUA.
Além de reuniões secretas com Pattni, os investigadores da I-Unit obtiveram uma série de arquivos de dentro da operação de Pattni e falaram com denunciantes que explicaram o funcionamento interno de sua operação, incluindo suborno na refinaria nacional de ouro do Zimbábue e contrabando no aeroporto de Harare.
Quando solicitado a explicar as revelações resultantes da investigação da Al Jazeera, Pattni negou qualquer irregularidade criminal no Quénia e enfatizou que nunca tinha sido condenado em relação às suas actividades naquele país. Ele negou envolvimento em qualquer tipo de lavagem de dinheiro, bem como ter contratado alguém para contrabandear dinheiro ou se oferecido para lidar com fundos que sabia serem provenientes de fontes ilegais.
Ele disse que quando conheceu a equipa secreta da Al Jazeera, pensou que estava a conhecer um investidor que queria comprar uma participação em empresas hoteleiras e “desinvestir de uma carteira na China para a compra e mineração de ouro no Zimbabué”.
Além desta investigação, Gold Mafia revelado várias outras operações de contrabando de ouro na África Austral.
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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre
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9 de outubro de 2026Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.
Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.
Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).
Aprendizagem no território
Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.
A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.
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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre
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8 de outubro de 2026A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.
A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.
Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”
O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.
Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.
Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.
A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”
Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.
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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre
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2 de outubro de 2026A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.
“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.
Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.
A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.
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