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EUA superam 2022 e têm recorde de 13 governadoras – 09/11/2024 – Mundo

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Os Estados Unidos terão pela primeira vez em sua história 13 mulheres eleitas governadoras em seus estados. O recorde anterior, recente, era de 12, em 2022.

O número foi atingido com a vitória da republicana Kelly Ayotte, em New Hampshire. Ex-senadora, ela derrotou também uma mulher, a democrata Joyce Craig, ex-prefeita de Manchetes, maior cidade do estado.

“Estou honrada por ter o seu apoio e estou ansiosa para ser uma governadora para todos em New Hampshire. Juntos, enfrentaremos a crise habitacional, protegeremos nossa vantagem econômica e manteremos nosso estado avançando na direção certa”, escreveu ela após a vitória, no X.

Ex-senadora, Ayotte derrotou a candidata democrata Joyce Craig, ex-prefeita de Manchester, a maior cidade do pequeno estado no nordeste americano.

“É importante ter mulheres nesses papéis para normalizar a imagem de mulheres na liderança política e, mais especificamente, na liderança Executiva, onde elas são a única líder, não apenas uma integrante de uma equipe,” afirmou à Associated Press Kelly Dittmar, diretora de pesquisa do Centro para Mulheres Americanas e Política da Rutgers.

Apesar do recorde, o número ainda é pouco representativo da proporção de mulheres na população americana. São 13 governadoras entre 50; os presidentes da Câmara e do Senado são homens, assim como os líderes de maioria e minoria nas duas Casas. Nunca houve uma presidente mulher, e apenas Kamala Harris, atual vice-presidente (e primeira mulher neste cargo) concorreu à Casa Branca depois de Hillary Clinton, em 2016.

“Este é outro lado da liderança política onde as mulheres continuam sub-representadas; 13 em 50 ainda é sub-representação”, afirmou Dittmar à AP.

E, além disso, ainda com avanços recentes no país, 18 estados nunca tiveram uma mulher no cargo de governadora.

De todo modo, é um recorde importante. Governadores, particularmente de estados econômica e politicamente mais relevantes para o país, têm voz em negociações e decisões do governo federal, e costumam figurar entre opções de chapas presidenciais.

Foi o caso da governadora de Michigan, Gretchen Whitmer, uma das cotadas para ser a candidata democrata à Casa Branca após que Joe Biden desistiu de tentar a reeleição. Kristi Noem, governadora republicana da Dakota do Sul, era uma das cotadas a vice na chapa de Donald Trump.

Com duas mulheres concorrendo ao cargo de governadora em New Hampshire, um novo recorde para governadoras já estava desenhado.

O estado tem uma longa história de eleger mulheres. Como senadora, Ayotte fez parte da primeira delegação totalmente feminina do país para o Congresso. Foi também o primeiro estado a ter uma governadora, uma presidente do Senado estadual e uma presidente da Câmara ao mesmo tempo, além de ser o primeiro a ter uma maioria feminina em seu Senado. Ayotte será a terceira mulher a ser governadora do estado.

Governadoras mulheres nos EUA atualmente

Democratas

  • Maura Healey, em Massachusetts
  • Katie Hobbs, em Arizona
  • Kathy Hochul, em Nova York
  • Laura Kelly, em Kansas
  • Tina Kotek, em Oregon
  • Michelle Lujan Grisham, em Novo México
  • Janet Mills, em Maine
  • Gretchen Whitmer, em Michigan

Republicanas

  • Kay Ivey, em Alabama
  • Kristi Noem, em Dakota do Sul
  • Kim Reynolds, em Iowa
  • Sarah Sanders, em Arkansas
  • Kelly Ayotte, em New Hampshire



Leia Mais: Folha

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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial — Universidade Federal do Acre

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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial-capa.jpg

O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 13, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (Cfch), um evento em comemoração aos 10 anos do Laboratório de Pesquisa Observatório de Discriminação Racial (LabODR). A programação reuniu a comunidade acadêmica, pesquisadores, egressos, bolsistas e integrantes do movimento social negro para celebrar a trajetória do laboratório e os resultados alcançados por meio das pesquisas desenvolvidas ao longo da última década.

Vinculado à área de História, mas formado por profissionais de diferentes áreas do conhecimento, o LabODR/Ufac foi criado em 2016 a partir de uma articulação entre a Ufac e o movimento negro acreano, especialmente o Fórum Permanente de Educação Étnico-Racial do Estado do Acre. Inicialmente estruturado como projeto institucional de pesquisa, o laboratório contou com apoio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes) e, em 2018, foi inserido na plataforma Lab e certificado pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propeg).

O laboratório atua na pesquisa e na formação de pesquisadores com foco na promoção da igualdade racial, desenvolvendo estudos voltados tanto à denúncia de práticas racistas quanto à construção de reflexões e práticas antirracistas, principalmente nos espaços educacionais. Atualmente, o LODR/Ufac abriga projetos institucionais como “Práticas Pedagógicas em Educação das Relações Étnico-Raciais em Escolas do Estado do Acre”, desenvolvido desde 2018, e “Pérolas Negras”, iniciado em 2020.

Durante o evento, convidados e bolsistas compartilharam experiências acadêmicas e profissionais construídas a partir das atividades desenvolvidas pelo laboratório, destacando a importância do observatório em suas formações pessoais e profissionais. A programação também apresentou pesquisas realizadas ao longo desses dez anos de atuação e ressaltou a contribuição do laboratório para o fortalecimento das discussões sobre igualdade racial dentro da universidade e na sociedade acreana.

Compuseram o dispositivo de honra o vice-reitor, Josimar Ferreira; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da Ufac, Margarida Lima; a vice-diretora do Cfch, Lucilene Ferreira de Almeida; e a representante do Neabi, Flávia Rocha.

 



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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

A Universidade Federal do Acre (Ufac) participou, no dia 1º de maio, da Mostra Científica “Conectando Saberes: da integração à inclusão na Amazônia”, realizada na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira. A ação reuniu instituições de ensino, pesquisa, escolas rurais e moradores da reserva em atividades de divulgação científica e integração comunitária.

Financiada pelo CNPq, a iniciativa contou com a participação da Ufac, Ifac, ICMBio e de escolas da região. Aproximadamente 250 pessoas participaram da programação, entre estudantes, professores e moradores das comunidades da reserva.

Durante o evento, estudantes da graduação e pós-graduação da Ufac e do Ifac apresentaram pesquisas e atividades educativas nas áreas de saúde, Astronomia, Física, Matemática, Robótica e educação científica. A programação incluiu oficinas de foguetes, observação do céu com telescópios, sessões de planetário, jogos educativos e atividades com microscópios.

O professor Francisco Glauco, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN) da Ufac, destacou a importância da participação acadêmica em ações junto às comunidades tradicionais.

“A universidade tem um papel fundamental para a formação científica e cidadã dos estudantes. A troca de conhecimentos com comunidades de difícil acesso fortalece essa formação”, afirmou.

A professora Valdenice Barbosa, da Escola Iracema, ressaltou o impacto da iniciativa para os alunos da reserva.

“Foi um dia histórico de muito aprendizado. Muitos estudantes tiveram contato pela primeira vez com experimentos e equipamentos científicos”, disse.

Além das atividades científicas, a programação contou com apresentações culturais realizadas pelos estudantes da reserva, fortalecendo a integração entre ciência, educação e saberes amazônicos.

A participação da Ufac reforça o compromisso da universidade com a extensão, a popularização da ciência e a aproximação entre universidade e comunidades tradicionais da Amazônia.

Fhagner Soares – Estagiário

 



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UFAC participa de pesquisa sobre zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia — Universidade Federal do Acre

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UFAC participa de pesquisa sobre zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia-interna.jpg

Um estudo publicado na revista Acta Amazonica identificou a presença do parasita Echinococcus vogeli em pacas (Cuniculus paca) abatidas e consumidas por comunidades tradicionais da Amazônia Ocidental. O agente é responsável pela equinococose policística humana, zoonose considerada emergente na região.

A pesquisa foi desenvolvida entre 2022 e 2023 nos municípios de Sena Madureira e Rio Branco, no Acre, sob coordenação do professor Francisco Glauco de Araújo Santos, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN), integrando a dissertação de mestrado de Liliane de Souza Anadão, do Programa de Pós-Graduação em Sanidade e Produção Animal Sustentável na Amazônia (PPGSPASA).

O estudo entrevistou 78 famílias e analisou 23 fígados de pacas abatidas para consumo. Em 48% das amostras foram identificados cistos hidáticos causados pelo parasita. A pesquisa também apontou que a maioria dos cães das comunidades participa das caçadas e consome vísceras cruas dos animais.

Segundo os pesquisadores, o principal risco de transmissão ocorre quando cães infectados eliminam ovos do parasita no ambiente, contaminando solo, água e alimentos.

“O principal risco está associado ao descarte inadequado das vísceras e ao contato com ambientes contaminados pelas fezes de cães infectados”, destacou o professor Francisco Glauco.

O estudo reforça a necessidade de ações de vigilância e educação em saúde nas comunidades rurais, principalmente relacionadas ao manejo de cães e ao descarte adequado das vísceras dos animais abatidos.

Para o pesquisador Leandro Siqueira, doutor em Medicina Tropical pela Fiocruz e coautor do estudo, a pesquisa amplia o conhecimento sobre a transmissão da doença na Amazônia e pode contribuir para futuras ações de prevenção e diagnóstico na região.

Fhagner Soares – Estagiário



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