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EUA temem bombardeio de Israel contra instalações nucleares do Irã. Mas isso é possível?
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Há dois anos, dezenas de caças israelenses sobrevoaram o Mar Mediterrâneo, simulando um ataque às instalações nucleares do Irã, um exercício que as Forças Armadas israelenses anunciaram abertamente como um exercício de “voo de longo alcance, reabastecimento aéreo e ataque a alvos distantes”.
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O objetivo do exercício não era apenas intimidar os iranianos. Ele também foi projetado para enviar uma mensagem ao governo de Joe Biden: a força aérea israelense estava treinando para conduzir a operação sozinha, embora as chances de sucesso fossem muito maiores se os Estados Unidos — com seu arsenal de “bunker busters”, bombas feitas para penetrar estruturas de concreto, de 30 mil libras (pouco mais de 13,5 toneladas) — participassem do ataque.
Em entrevistas, antigos e atuais altos funcionários israelenses reconheceram dúvidas sobre a capacidade do país de causar danos significativos às instalações nucleares do Irã. No entanto, nos últimos dias, as autoridades do Pentágono têm se perguntado discretamente se os israelenses estão se preparando para agir sozinhos, depois de concluírem que talvez nunca mais tenham um momento como esse.
O presidente Biden os advertiu contra atacar instalações nucleares ou de energia, dizendo que qualquer resposta deve ser “proporcional” ao ataque iraniano a Israel na semana passada, essencialmente reconhecendo que algum contra-ataque é apropriado. O secretário de Defesa Lloyd Austin deixou claro para sua contraparte israelense, Yoav Gallant, que os EUA queriam que Israel evitasse medidas retaliatórias que resultassem em uma nova escalada por parte dos iranianos. Gallant está programado para se reunir com Austin em Washington na quarta-feira.
É provável que a primeira retaliação de Israel contra o Irã pelos ataques com mísseis da última terça-feira se concentre em bases militares e talvez em alguns locais de inteligência ou de liderança, segundo as autoridades. Pelo menos inicialmente, parece improvável que Israel vá atrás das joias da coroa nuclear do país. Depois de um debate considerável, esses alvos parecem ter sido reservados para mais tarde, se os iranianos intensificarem seus contra-ataques.
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No entanto, há um apelo crescente dentro de Israel, ecoado por alguns nos EUA, para que se aproveite o momento — para fazer retroceder, em anos ou mais, uma capacidade iraniana que as autoridades de inteligência dos EUA e os especialistas externos dizem cada vez mais que está no limiar da produção de uma bomba. Embora grande parte da discussão pública tenha se concentrado no fato de que o Irã poderia, quase com certeza, aumentar o enriquecimento de urânio para produzir bombas em questão de semanas, o fato mais relevante é que os engenheiros iranianos levariam meses ou talvez mais de um ano para transformar esse combustível em uma arma viável.
“Israel tem agora sua maior oportunidade em 50 anos para mudar a face do Oriente Médio”, escreveu recentemente nas redes sociais Naftali Bennett, um nacionalista linha-dura e ex-primeiro-ministro que já se descreveu como estando à direita do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu. “Devemos agir *agora* para destruir o programa nuclear do Irã, suas instalações centrais de energia e para paralisar fatalmente esse regime terrorista.”
Ele acrescentou: “Temos a justificativa. Temos as ferramentas. Agora que o Hezbollah e o Hamas estão paralisados, o Irã está exposto”.
As autoridades dos EUA, começando por Biden, montaram uma campanha para tirar esses ataques da mesa, dizendo que provavelmente seriam ineficazes e poderiam mergulhar a região em uma guerra em grande escala.
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A questão de como atacar o Irã se tornou uma questão de campanha. O ex-presidente Donald Trump argumentou que Israel deveria “atacar o nuclear primeiro e se preocupar com o resto depois”. Uma abordagem da qual até mesmo ele se esquivou como presidente. No domingo, o deputado Michael R. Turner, presidente da Comissão de Inteligência da Câmara, criticou Biden no programa “Face the Nation” da CBS, dizendo que “é completamente irresponsável o presidente dizer que isso está fora de cogitação, quando ele já disse anteriormente que está na mesa”.
O súbito debate sobre um ataque levantou novas questões. Se Israel atacasse, até que ponto isso poderia realmente fazer retroceder a capacidade nuclear do Irã? Ou será que o resultado seria simplesmente levar o programa nuclear iraniano para o subsolo, levando o Irã a barrar os poucos inspetores nucleares que ainda têm acesso regular, embora limitado, às suas principais instalações? E se um ataque israelense fizer com que os líderes iranianos finalmente decidam correr atrás de uma bomba — a linha que os mulás e generais do Irã, por quase um quarto de século, não conseguiram cruzar?
Em Natanz, um alvo antigo e um novo
Há 22 anos, o centro das atenções de Israel — e de Washington — no Irã é a usina de enriquecimento nuclear de Natanz, com quase três andares enterrados sob o deserto.
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Israel desenvolveu planos para destruir ou paralisar a gigantesca sala de centrífugas, onde milhares de máquinas altas e prateadas giram em velocidades supersônicas até que o urânio se aproxime do material para bombas. Embora o Irã negue oficialmente que tente possuir uma bomba, nos últimos meses, algumas autoridades e comentaristas iranianos debateram intensamente se uma fatwa (decreto religioso) emitida em 2003 pelo aiatolá Ali Khamenei, que proibia a posse de armas nucleares, deveria ser revertida.
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Enquanto isso, o Irã intensificou a produção de urânio enriquecido com 60% de pureza, o que é pouco para ser usado em bombas. Atualmente, o Irã tem combustível suficiente para três ou quatro bombas, segundo os especialistas e, para chegar ao grau de bomba, a 90%, seriam necessários apenas alguns dias.
Embora Natanz seja um alvo bastante fácil, atingi-lo seria um ato de guerra. Portanto, nos últimos 15 anos, os EUA têm incentivado a diplomacia, a sabotagem e as sanções, e não as bombas, para acabar com o programa. E impediu ativamente que Israel obtivesse as armas necessárias para destruir outra instalação de centrífuga, chamada Fordo, construída nas profundezas de uma montanha.
Na época, o presidente George W. Bush (2001-2009) rejeitou as exigências de Israel para fornecer à sua Força Aérea as maiores bombas dos Estados Unidos para destruir bunkers e os bombardeiros B-2 necessários para entregá-las. Essas armas seriam essenciais para qualquer esforço de destruição de Fordo e de outras instalações profundas e fortemente reforçadas.
A decisão de Bush deu início a uma discussão dentro da Casa Branca. O então vice-presidente Dick Cheney abraçou a ideia de um ataque, mas Bush se manteve firme, argumentando que Washington não poderia arriscar outra guerra no Oriente Médio. Ehud Barak, que serviu como autoridade de alta patente de Israel e também como primeiro-ministro, disse em uma entrevista ao New York Times em 2019 que a advertência de Bush “não fez realmente nenhuma diferença para nós”. Até o final de 2008, disse ele, Israel não tinha um plano viável para atacar o Irã.
Logo desenvolveu vários. A discussão sobre as “bunker busters” ajudou a dar origem a uma enorme operação secreta conhecida como “Olympic Games”, um programa israelo-americano altamente secreto para destruir as centrífugas usando uma arma cibernética. Mais de mil centrífugas foram destruídas pelo que ficou conhecido como vírus Stuxnet, atrasando o programa em um ano ou mais.
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Mas o “Olympic Games” não foi uma bala de prata: os iranianos reconstruíram o programa, acrescentando milhares de centrífugas. Eles transferiram mais de seus esforços para o subsolo. E o fato de o código malicioso do computador ter escapado da usina e ter sido revelado ao mundo fez com que outros países se concentrassem no desenvolvimento de seus próprios ataques à infraestrutura, incluindo redes elétricas e sistemas de água.
Os israelenses também assassinaram cientistas e atingiram instalações de enriquecimento acima do solo, atacaram centros de fabricação de centrífugas com drones e investiram enormes recursos na preparação para um possível ataque às instalações.
Os esforços israelenses vacilaram depois que o governo Barack Obama (2009-2017) chegou a um acordo nuclear com o Irã que levou o país a enviar grande parte de seu combustível nuclear para fora do país. E, mais tarde, quando Donald Trump desistiu do acordo, ele e Netanyahu estavam convencidos de que os iranianos desistiriam de seus projetos em resposta às ameaças de Washington. Em vez disso, os militares israelenses se concentraram no Hezbollah e nos túneis subterrâneos onde armazenavam mísseis produzidos pelo Irã.
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As próprias “bunker busters” de Israel têm sido eficazes contra os tipos de túneis onde o Hezbollah armazena mísseis e permitiram que as forças israelenses matassem Hassan Nasrallah, líder do Hezbollah, no mês passado. Os israelenses acreditam que podem derrubar as defesas aéreas em torno de muitas das instalações nucleares; eles atingiram uma delas, para enviar uma mensagem, em uma troca de mísseis com o Irã em abril. Mas Israel simplesmente não consegue entrar em instalações nucleares altamente reforçadas, escavadas em montanhas.
Os próximos passos do Irã
Independentemente de Israel atacar ou não as instalações nucleares do Irã, há novos motivos para preocupação com o futuro nuclear do país.
O primeiro é o que o secretário de Estado americano, Antony Blinken, levantou repetidamente nas últimas semanas: ele afirmou, com base em informações de inteligência sobre as quais os EUA se recusam a falar, que a Rússia está compartilhando tecnologia com o Irã em questões nucleares. As autoridades descrevem a ajuda como “assistência técnica” e dizem que não há evidências de que ela esteja fornecendo ao Irã o hardware necessário para fabricar uma ogiva.
No entanto, até o início da guerra na Ucrânia, a Rússia cooperou com os EUA e a Europa na contenção do programa nuclear iraniano, até mesmo participando das negociações de 2015 ao lado das nações ocidentais. Agora, se os relatórios americanos estiverem corretos, a necessidade da Rússia de drones iranianos e outros armamentos significa que ela poderia acelerar o progresso do Irã em direção à construção de um dispositivo nuclear.
A segunda preocupação é que os danos causados ao Hezbollah nas últimas semanas, incluindo a decapitação de sua liderança, podem fazer com que o Irã se sinta vulnerável. Ele não pode mais contar com a capacidade do grupo político-militar de atacar Israel. A tentativa de obter uma arma nuclear pode se tornar sua única maneira real de deter o Estado judeu.
E a terceira preocupação é que o programa iraniano ficará cada vez mais difícil de ser atingido. Há vários anos, sob os olhos atentos dos satélites americanos e israelenses, o Irã começou a cavar uma vasta rede de túneis ao sul de Natanz, para o que os EUA acreditam ser um novo centro de enriquecimento, o maior do Irã. Ele ainda não está instalado e funcionando. No passado — quando Israel destruiu reatores nucleares ainda não concluídos no Iraque, em 1981, e na Síria, em 2007 — esse foi exatamente o momento escolhido para realizar ataques preventivos.
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22 de maio de 2026Estudantes da Universidade Federal do Acre (Ufac) participaram, nos dias 10 e 11 de abril, do HSIL Hackathon 2026, promovido pelo Health Systems Innovation Lab da Harvard T.H. Chan School of Public Health. A participação da equipe ocorreu no Hub de Inovação do Hospital das Clínicas de São Paulo, o InovaHC, em uma edição realizada simultaneamente em mais de 30 países. O grupo conquistou o 3º lugar geral entre mais de 30 equipes com o projeto Viginutri, solução voltada à prevenção da desnutrição hospitalar.
A equipe foi liderada pela acadêmica de Medicina da Ufac Maria Júlia Bonelli Pedralino e contou com a participação de Guilherme Félix, do curso de Sistemas de Informação, Bruno Eduardo e Wesly, do curso de Medicina. Segundo Maria Júlia, representar o Acre e a Ufac em um evento dessa dimensão foi uma experiência marcante para sua trajetória acadêmica e pessoal. “O Acre tem muito a dizer nos espaços onde o futuro da saúde está sendo construído”, afirmou.
O projeto premiado, Viginutri, foi desenvolvido durante o hackathon em São Paulo e propõe uma solução para auxiliar no enfrentamento da desnutrição hospitalar, problema que pode afetar o prognóstico de pacientes internados e gerar impactos para a gestão hospitalar. A proposta une medicina e nutrição e será aperfeiçoada a partir da premiação recebida pela equipe.
Com a classificação, o grupo garantiu uma aceleração de um ano pela Associação Brasileira de Startups de Saúde, com mentoria especializada e a perspectiva de validar a solução em um hospital real. De acordo com Maria Júlia, a conquista abre a possibilidade de levar uma ideia desenvolvida por estudantes da Ufac para uma etapa de aplicação prática.
A estudante também ressaltou o apoio recebido da Pró-Reitoria de Inovação e Tecnologia da Universidade Federal do Acre (Proint) e da Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (Proex). Segundo ela, a conquista só foi possível porque a universidade acreditou no projeto e ofereceu as condições necessárias para que o grupo representasse a instituição fora do Acre. “Essa conquista não teria sido possível sem o apoio da Proint e Proex”, disse.
A trajetória do grupo teve início em um hackathon realizado anteriormente no Acre, onde surgiu o projeto Sentinelas da Amazônia, experiência que contribuiu para a formação da equipe e para o interesse dos estudantes em iniciativas de inovação.
Como desdobramento da participação no evento, a equipe deve promover, no dia 12 de junho, às 10h30, no Sebrae Lab, no Centro de Convivência, uma roda de conversa sobre a experiência no hackathon, com o objetivo de incentivar outros acadêmicos a buscarem pesquisa, inovação e desenvolvimento de ideias no ambiente universitário.
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Ufac realiza curso de turismo de base comunitária para extrativistas em parceria com MMA e ICMBio — Universidade Federal do Acre
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21 de maio de 2026A Universidade Federal do Acre (Ufac), por meio do Parque Zoobotânico (PZ), realizou, de 12 a 14 de maio de 2026, o Curso Turismo de Base Comunitária em Unidades de Conservação, na sala ambiente do PZ, no campus sede, em Rio Branco. A formação reuniu 14 comunitários da Reserva Extrativista Chico Mendes, Resex Arapixi e Floresta Nacional do Purus, com foco no fortalecimento dos territórios tradicionais, nas referências culturais e na criação de roteiros turísticos de base comunitária.
A coordenadora estadual do Projeto Esperançar Chico Mendes, professora e pesquisadora da Ufac/PZ, Andréa Alexandre, destacou que as reservas extrativistas, criadas há mais de três décadas na Amazônia, têm como desafio conciliar o bem-estar das famílias que vivem nas florestas com a conservação dos recursos naturais. Segundo ela, o turismo de base comunitária se apresenta como uma alternativa econômica para que as famílias extrativistas possam cumprir a função das reservas. “O curso de extensão apresenta ferramentas para que essas famílias façam gestão do turismo como um negócio, sem caráter privado, nem por gestão pública, mas com um controle que seja da comunidade”, afirmou.
O curso integra as ações do Projeto Esperançar Chico Mendes, desenvolvido pelo Ministério do Meio Ambiente, por meio da Secretaria Nacional de Povos e Comunidades Tradicionais, em parceria com a Ufac, Parque Zoobotânico e instituições parceiras. A formação foi ministrada por Ana Carolina Barradas, do ICMBio Brasília; Fádia Rebouças, coordenadora nacional do Projeto Esperançar-SNPCT/MMA; e Leide Aquino, coordenadora regional do Conselho Nacional das Populações Extrativistas.
Durante a formação, os participantes tiveram acesso a ferramentas voltadas à gestão do turismo em seus territórios, com abordagem sobre elaboração de roteiros, recepção de visitantes e valorização da cultura extrativista. A proposta é que a atividade turística seja conduzida pelas próprias comunidades, a partir de suas referências, histórias, modos de vida e relação com a floresta.
A liderança do Grupo Mulheres Guerreiras, da comunidade Montiqueira, no ramal do Katianã, Francisca Nalva Araújo, afirmou que o curso leva conhecimento para a comunidade e abre possibilidades de trabalho coletivo com turismo de base comunitária. Segundo ela, o grupo reúne aproximadamente 50 mulheres, envolvidas em atividades com idosas, jovens e adultos, além de ações de artesanato, crochê e corte-costura. “Agora, aprofundando os conhecimentos para trabalhar com turismo tende a trazer melhorias coletivas”, disse.
A artesã Iranilce Lanes avaliou o projeto como inovador por ser desenvolvido junto às pessoas das próprias comunidades. Para ela, a construção feita a partir do território fortalece a participação dos moradores e amplia as possibilidades de resultado. A jovem Maria Letícia Cruz, moradora da comunidade Sacado, na Resex em Assis Brasil, também destacou a importância da experiência para levar novos aprendizados à sua comunidade.
O curso foi realizado no âmbito do Projeto Esperançar Chico Mendes, que tem a Reserva Extrativista Chico Mendes como referência de museu do território tradicional e busca fortalecer ações voltadas às populações extrativistas, à valorização cultural e à gestão comunitária de alternativas econômicas nas unidades de conservação.
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Ufac promove seminário sobre agroextrativismo e cooperativismo no Alto Acre — Universidade Federal do Acre
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19 de maio de 2026O Projeto Legal (Laboratório de Estudos Geopolíticos da Amazônia Legal) da Ufac realizou, na última sexta-feira, 15, no Centro de Educação Permanente (Cedup) de Brasiléia, o seminário “Agroextrativismo e Cooperativismo no Alto Acre: Desafios e Perspectivas”. A programação reuniu representantes de cooperativas, instituições públicas das esferas federal, estadual e municipal, pesquisadores, produtores rurais da Reserva Extrativista (Resex) Chico Mendes e lideranças comunitárias para discutir estratégias e soluções voltadas ao fortalecimento da economia local e da produção sustentável na região.
A iniciativa atua na criação de espaços de diálogo entre o poder público e as organizações comunitárias, com foco no desenvolvimento sustentável e no fortalecimento da agricultura familiar. Ao longo do encontro, os participantes debateram os principais desafios enfrentados pelas famílias e cooperados que atuam nas cadeias do agroextrativismo, com ênfase em eixos fundamentais como acesso a financiamento, logística, assistência técnica, processamento, comercialização, gestão e organização social das cooperativas.
Coordenado pela professora Luci Teston, o seminário foi promovido pela Ufac em parceria com o Sistema OCB/Sescoop-AC. Os organizadores e parceiros destacaram a relevância do cooperativismo como instrumento de transformação social e econômica para o Alto Acre, ressaltando a importância de pactuar soluções concretas que unam a geração de renda e a melhoria da qualidade de vida das famílias extrativistas à preservação florestal. Ao final, foram definidos encaminhamentos estratégicos para valorizar o potencial produtivo da região por meio da cooperação.
O evento contou com a presença de mais de 30 representantes de diversos segmentos, incluindo o subcoordenador do projeto no Acre, professor Orlando Sabino da Costa; o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE-AC), Ronald Polanco; o secretário municipal de Agricultura de Brasiléia, Gesiel Moreira Lopes; e o presidente da Coopercentral Cooperacre, José Rodrigues de Araújo.
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