ACRE
EUA temem bombardeio de Israel contra instalações nucleares do Irã. Mas isso é possível?
PUBLICADO
2 anos atrásem
Há dois anos, dezenas de caças israelenses sobrevoaram o Mar Mediterrâneo, simulando um ataque às instalações nucleares do Irã, um exercício que as Forças Armadas israelenses anunciaram abertamente como um exercício de “voo de longo alcance, reabastecimento aéreo e ataque a alvos distantes”.
- Guerra no Oriente Médio, 1 ano: Com cesáreas sem anestesia e recém-nascidos subnutridos, palestinas pagam alto preço
- Entenda: Como o massacre de jovens soldados no ataque do Hamas virou símbolo dos fracassos de 7 de outubro para Israel
O objetivo do exercício não era apenas intimidar os iranianos. Ele também foi projetado para enviar uma mensagem ao governo de Joe Biden: a força aérea israelense estava treinando para conduzir a operação sozinha, embora as chances de sucesso fossem muito maiores se os Estados Unidos — com seu arsenal de “bunker busters”, bombas feitas para penetrar estruturas de concreto, de 30 mil libras (pouco mais de 13,5 toneladas) — participassem do ataque.
Em entrevistas, antigos e atuais altos funcionários israelenses reconheceram dúvidas sobre a capacidade do país de causar danos significativos às instalações nucleares do Irã. No entanto, nos últimos dias, as autoridades do Pentágono têm se perguntado discretamente se os israelenses estão se preparando para agir sozinhos, depois de concluírem que talvez nunca mais tenham um momento como esse.
O presidente Biden os advertiu contra atacar instalações nucleares ou de energia, dizendo que qualquer resposta deve ser “proporcional” ao ataque iraniano a Israel na semana passada, essencialmente reconhecendo que algum contra-ataque é apropriado. O secretário de Defesa Lloyd Austin deixou claro para sua contraparte israelense, Yoav Gallant, que os EUA queriam que Israel evitasse medidas retaliatórias que resultassem em uma nova escalada por parte dos iranianos. Gallant está programado para se reunir com Austin em Washington na quarta-feira.
É provável que a primeira retaliação de Israel contra o Irã pelos ataques com mísseis da última terça-feira se concentre em bases militares e talvez em alguns locais de inteligência ou de liderança, segundo as autoridades. Pelo menos inicialmente, parece improvável que Israel vá atrás das joias da coroa nuclear do país. Depois de um debate considerável, esses alvos parecem ter sido reservados para mais tarde, se os iranianos intensificarem seus contra-ataques.
- Xadrez no Oriente Médio: Entenda como ataque do Irã a Israel foi uma ação calculada para manter ‘Eixo de Resistência’ unido
No entanto, há um apelo crescente dentro de Israel, ecoado por alguns nos EUA, para que se aproveite o momento — para fazer retroceder, em anos ou mais, uma capacidade iraniana que as autoridades de inteligência dos EUA e os especialistas externos dizem cada vez mais que está no limiar da produção de uma bomba. Embora grande parte da discussão pública tenha se concentrado no fato de que o Irã poderia, quase com certeza, aumentar o enriquecimento de urânio para produzir bombas em questão de semanas, o fato mais relevante é que os engenheiros iranianos levariam meses ou talvez mais de um ano para transformar esse combustível em uma arma viável.
“Israel tem agora sua maior oportunidade em 50 anos para mudar a face do Oriente Médio”, escreveu recentemente nas redes sociais Naftali Bennett, um nacionalista linha-dura e ex-primeiro-ministro que já se descreveu como estando à direita do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu. “Devemos agir *agora* para destruir o programa nuclear do Irã, suas instalações centrais de energia e para paralisar fatalmente esse regime terrorista.”
Ele acrescentou: “Temos a justificativa. Temos as ferramentas. Agora que o Hezbollah e o Hamas estão paralisados, o Irã está exposto”.
As autoridades dos EUA, começando por Biden, montaram uma campanha para tirar esses ataques da mesa, dizendo que provavelmente seriam ineficazes e poderiam mergulhar a região em uma guerra em grande escala.
- ‘Se fosse eles, pensaria em alternativas’: Biden recua e pede que Israel não ataque instalações petrolíferas do Irã
A questão de como atacar o Irã se tornou uma questão de campanha. O ex-presidente Donald Trump argumentou que Israel deveria “atacar o nuclear primeiro e se preocupar com o resto depois”. Uma abordagem da qual até mesmo ele se esquivou como presidente. No domingo, o deputado Michael R. Turner, presidente da Comissão de Inteligência da Câmara, criticou Biden no programa “Face the Nation” da CBS, dizendo que “é completamente irresponsável o presidente dizer que isso está fora de cogitação, quando ele já disse anteriormente que está na mesa”.
O súbito debate sobre um ataque levantou novas questões. Se Israel atacasse, até que ponto isso poderia realmente fazer retroceder a capacidade nuclear do Irã? Ou será que o resultado seria simplesmente levar o programa nuclear iraniano para o subsolo, levando o Irã a barrar os poucos inspetores nucleares que ainda têm acesso regular, embora limitado, às suas principais instalações? E se um ataque israelense fizer com que os líderes iranianos finalmente decidam correr atrás de uma bomba — a linha que os mulás e generais do Irã, por quase um quarto de século, não conseguiram cruzar?
Em Natanz, um alvo antigo e um novo
Há 22 anos, o centro das atenções de Israel — e de Washington — no Irã é a usina de enriquecimento nuclear de Natanz, com quase três andares enterrados sob o deserto.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_da025474c0c44edd99332dddb09cabe8/internal_photos/bs/2024/o/j/Th3eOsQhiAhilDY44frQ/israel-iran-nuclear.jpg)
Israel desenvolveu planos para destruir ou paralisar a gigantesca sala de centrífugas, onde milhares de máquinas altas e prateadas giram em velocidades supersônicas até que o urânio se aproxime do material para bombas. Embora o Irã negue oficialmente que tente possuir uma bomba, nos últimos meses, algumas autoridades e comentaristas iranianos debateram intensamente se uma fatwa (decreto religioso) emitida em 2003 pelo aiatolá Ali Khamenei, que proibia a posse de armas nucleares, deveria ser revertida.
- Guerra no Oriente Médio, 1 ano: Desastre humanitário marcará futuro da população de Gaza por décadas
Enquanto isso, o Irã intensificou a produção de urânio enriquecido com 60% de pureza, o que é pouco para ser usado em bombas. Atualmente, o Irã tem combustível suficiente para três ou quatro bombas, segundo os especialistas e, para chegar ao grau de bomba, a 90%, seriam necessários apenas alguns dias.
Embora Natanz seja um alvo bastante fácil, atingi-lo seria um ato de guerra. Portanto, nos últimos 15 anos, os EUA têm incentivado a diplomacia, a sabotagem e as sanções, e não as bombas, para acabar com o programa. E impediu ativamente que Israel obtivesse as armas necessárias para destruir outra instalação de centrífuga, chamada Fordo, construída nas profundezas de uma montanha.
Na época, o presidente George W. Bush (2001-2009) rejeitou as exigências de Israel para fornecer à sua Força Aérea as maiores bombas dos Estados Unidos para destruir bunkers e os bombardeiros B-2 necessários para entregá-las. Essas armas seriam essenciais para qualquer esforço de destruição de Fordo e de outras instalações profundas e fortemente reforçadas.
A decisão de Bush deu início a uma discussão dentro da Casa Branca. O então vice-presidente Dick Cheney abraçou a ideia de um ataque, mas Bush se manteve firme, argumentando que Washington não poderia arriscar outra guerra no Oriente Médio. Ehud Barak, que serviu como autoridade de alta patente de Israel e também como primeiro-ministro, disse em uma entrevista ao New York Times em 2019 que a advertência de Bush “não fez realmente nenhuma diferença para nós”. Até o final de 2008, disse ele, Israel não tinha um plano viável para atacar o Irã.
Logo desenvolveu vários. A discussão sobre as “bunker busters” ajudou a dar origem a uma enorme operação secreta conhecida como “Olympic Games”, um programa israelo-americano altamente secreto para destruir as centrífugas usando uma arma cibernética. Mais de mil centrífugas foram destruídas pelo que ficou conhecido como vírus Stuxnet, atrasando o programa em um ano ou mais.
- Guerra no Oriente Médio, 1 ano: Gatilho de espiral de violência, ataque do Hamas é ferida aberta para israelenses um ano depois
Mas o “Olympic Games” não foi uma bala de prata: os iranianos reconstruíram o programa, acrescentando milhares de centrífugas. Eles transferiram mais de seus esforços para o subsolo. E o fato de o código malicioso do computador ter escapado da usina e ter sido revelado ao mundo fez com que outros países se concentrassem no desenvolvimento de seus próprios ataques à infraestrutura, incluindo redes elétricas e sistemas de água.
Os israelenses também assassinaram cientistas e atingiram instalações de enriquecimento acima do solo, atacaram centros de fabricação de centrífugas com drones e investiram enormes recursos na preparação para um possível ataque às instalações.
Os esforços israelenses vacilaram depois que o governo Barack Obama (2009-2017) chegou a um acordo nuclear com o Irã que levou o país a enviar grande parte de seu combustível nuclear para fora do país. E, mais tarde, quando Donald Trump desistiu do acordo, ele e Netanyahu estavam convencidos de que os iranianos desistiriam de seus projetos em resposta às ameaças de Washington. Em vez disso, os militares israelenses se concentraram no Hezbollah e nos túneis subterrâneos onde armazenavam mísseis produzidos pelo Irã.
Danos causados por ataque do Irã expõe lapsos de sistema de interceptação de Israel
Casas, escolas e regiões próximas a bases aéreas do Estado judeu foram atingidas por onda de mísseis lançados por Teerã
As próprias “bunker busters” de Israel têm sido eficazes contra os tipos de túneis onde o Hezbollah armazena mísseis e permitiram que as forças israelenses matassem Hassan Nasrallah, líder do Hezbollah, no mês passado. Os israelenses acreditam que podem derrubar as defesas aéreas em torno de muitas das instalações nucleares; eles atingiram uma delas, para enviar uma mensagem, em uma troca de mísseis com o Irã em abril. Mas Israel simplesmente não consegue entrar em instalações nucleares altamente reforçadas, escavadas em montanhas.
Os próximos passos do Irã
Independentemente de Israel atacar ou não as instalações nucleares do Irã, há novos motivos para preocupação com o futuro nuclear do país.
O primeiro é o que o secretário de Estado americano, Antony Blinken, levantou repetidamente nas últimas semanas: ele afirmou, com base em informações de inteligência sobre as quais os EUA se recusam a falar, que a Rússia está compartilhando tecnologia com o Irã em questões nucleares. As autoridades descrevem a ajuda como “assistência técnica” e dizem que não há evidências de que ela esteja fornecendo ao Irã o hardware necessário para fabricar uma ogiva.
No entanto, até o início da guerra na Ucrânia, a Rússia cooperou com os EUA e a Europa na contenção do programa nuclear iraniano, até mesmo participando das negociações de 2015 ao lado das nações ocidentais. Agora, se os relatórios americanos estiverem corretos, a necessidade da Rússia de drones iranianos e outros armamentos significa que ela poderia acelerar o progresso do Irã em direção à construção de um dispositivo nuclear.
A segunda preocupação é que os danos causados ao Hezbollah nas últimas semanas, incluindo a decapitação de sua liderança, podem fazer com que o Irã se sinta vulnerável. Ele não pode mais contar com a capacidade do grupo político-militar de atacar Israel. A tentativa de obter uma arma nuclear pode se tornar sua única maneira real de deter o Estado judeu.
E a terceira preocupação é que o programa iraniano ficará cada vez mais difícil de ser atingido. Há vários anos, sob os olhos atentos dos satélites americanos e israelenses, o Irã começou a cavar uma vasta rede de túneis ao sul de Natanz, para o que os EUA acreditam ser um novo centro de enriquecimento, o maior do Irã. Ele ainda não está instalado e funcionando. No passado — quando Israel destruiu reatores nucleares ainda não concluídos no Iraque, em 1981, e na Síria, em 2007 — esse foi exatamente o momento escolhido para realizar ataques preventivos.
Relacionado
VOCÊ PODE GOSTAR
ACRE
Ufac participa de lançamento de projeto na Resex Cazumbá-Iracema — Universidade Federal do Acre
PUBLICADO
3 dias atrásem
7 de abril de 2026A Ufac participou do lançamento do projeto Tecendo Teias na Aprendizagem, realizado na reserva extrativista (Resex) Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira (AC). O evento ocorreu em 28 de março e reuniu representantes do poder público, comunidade acadêmica e moradores da reserva.
Com uma área de aproximadamente 750 mil hectares e cerca de 500 famílias, a Resex é território de preservação ambiental e de produção de saberes tradicionais. O projeto visa fortalecer a educação e promover a troca de conhecimentos entre universidade e comunidade.
O presidente da reserva, Nenzinho, destacou que a iniciativa contribui para valorizar a educação não apenas no ensino formal, mas também na qualidade da aprendizagem construída a partir das vivências no território. Segundo ele, a proposta reforça o papel da universidade na escuta e no reconhecimento dos saberes locais.
O coordenador do projeto, Rodrigo Perea, sintetizou a relação entre universidade e comunidade. “A floresta ensina, a comunidade ensina, os professores aprendem e a Ufac aprende junto.”
Também estiveram presentes no lançamento os professores da Ufac, Alexsande Franco, Anderson Mesquita e Tânia Mara; o senador Sérgio Petecão (PSD-AC); o prefeito de Sena Madureira, Gerlen Diniz (PP); e o agente do ICMBio, Aécio Santos.
(Fhagner Silva, estagiário Ascom/Ufac)
Relacionado
ACRE
Educação Física homenageia Norma Tinoco por pioneirismo na dança — Universidade Federal do Acre
PUBLICADO
3 dias atrásem
7 de abril de 2026Os professores Jhonatan Gomes Gadelha e Shirley Regina de Almeida Batista, do curso de Educação Física da Ufac, realizaram a mostra de dança NT: Sementes de uma Pioneira, em homenagem à professora aposentada Norma Tinoco, reunindo turmas de bacharelado e licenciatura, escolas de dança e artistas independentes. O evento ocorreu na noite de 25 de março, no Teatro Universitário, campus-sede, visando celebrar a trajetória da homenageada pela inserção e legitimação da dança no curso.
Norma recebeu uma placa comemorativa pelos serviços prestados à universidade. Os alunos do curso, André Albuquerque (bacharelado) e Matheus Cavalcante (licenciatura) fizeram a entrega solene. Segundo os organizadores, os anos de dedicação da professora ao curso e seu pioneirismo jamais serão esquecidos.
“A ideia, que ganhou corpo e emoção ao longo de quatro atos, nasceu do coração de quem viveu de perto a influência da homenageada”, disse Jhonatan Gomes Gadelha, que foi aluno de Norma na graduação. Ele contou que a mostra surgiu de uma entrevista feita com ela por ocasião do trabalho dele de conclusão de curso, em 2015. “As falas, os ensinamentos e as memórias compartilhadas por Norma naquele momento foram resgatadas e transformadas em movimento”, lembrou.
Gadelha explicou que as músicas que embalaram as coreografias autorais foram criadas com o auxílio de inteligência artificial. “Um encontro simbólico entre a tradição plantada pela pioneira e as ferramentas do futuro. O resultado foi uma apresentação carregada de bagagem emocional, autenticidade e reverência à história que se contava no palco.”
Mostra em 4 atos
A professora de Educação Física, Franciely Gomes Gonçalves, também ex-aluna de Norma, foi a mestre de cerimônias e guiou o público por uma narrativa que comparava a trajetória da homenageada ao crescimento de uma árvore: “A Pioneira: A Raiz (ato I), “A Transformadora: O Tronco” (ato II), “O Legado: Os Frutos” (ato III) e “Homenagem Final: O reconhecimento” (ato IV).
O ato I trouxe depoimentos em vídeo e ao vivo, além de coreografias como “Homem com H” (com os 2º períodos de bacharelado e licenciatura) e “K Dance”, que homenageou os anos 1970. O ex-bolsista Kelvin Wesley subiu ao palco para saudar a professora. A escola de dança Adorai também marcou presença com as variações de Letícia e Rayelle Bianca, coreografadas por Caline Teodoro, e o carimbó foi apresentado pelo professor Jhon e pela aluna Kethelen.

O ato II contou com o depoimento ao vivo de Jhon Gomes, ex-aluno que seguiu carreira artística e acadêmica, narrando um momento específico que mudou sua trajetória. Ele também apresentou um solo de dança, seguido por coreografias da turma de licenciatura e uma performance de ginástica acrobática do 4º período.
No ato III foi exibido um vídeo em que os atuais alunos do curso de Educação Física refletiram sobre o que a dança significa em suas formações. As apresentações incluíram o Atelier Escola de Dança com “Entre o que Fica e o que Parte” (Ana Fonseca e Elias Daniel), o Estúdio de Artes Balancé com “Estrelas” (coreografia de Lucas Souza) e a Cia. de Dança Jhon Gomes, com outra versão de “Estrelas”. A escola Adorai retornou com “Sarça Ardente”, coreografada por Lívia Teodoro; os alunos do 2º período de bacharelado encerraram o ato.
No ato IV, após o ministério de dança Plenitude apresentar “Raridade”, música de Anderson Freire, a professora Shirley Regina subiu ao palco para oferecer palavras à homenageada. Em seguida, a mestre de cerimônias convidou Norma Tinoco a entrar em cena. Ao som de “Muda Tudo”, os alunos formaram um círculo ao redor da professora, cantando o refrão em coro.
Relacionado
ACRE
I FÓRUM ESTADUAL "Autismo, Cultura, Mercado de Trabalho e Políticas Públicas no Acre."
PUBLICADO
4 dias atrásem
6 de abril de 202609 e 10 de ABRIL
Local: Teatro Universitário da UFAC
11 de ABRIL
Local: Anfiteatro Garibaldi Brasil UFAC






Relacionado
PESQUISE AQUI
MAIS LIDAS
BOM EXEMPLO7 dias agoSambaex obtém reconhecimento regulatório no Brasil, acelera expansão no mercado e lança iniciativas sociais
ACRE3 dias agoUfac participa de lançamento de projeto na Resex Cazumbá-Iracema — Universidade Federal do Acre
ACRE4 dias agoI FÓRUM ESTADUAL "Autismo, Cultura, Mercado de Trabalho e Políticas Públicas no Acre."
ACRE3 dias agoEducação Física homenageia Norma Tinoco por pioneirismo na dança — Universidade Federal do Acre
Warning: Undefined variable $user_ID in /home/u824415267/domains/acre.com.br/public_html/wp-content/themes/zox-news/comments.php on line 48
You must be logged in to post a comment Login