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Evacuações por incêndio, inundações e possível neve: o clima selvagem da Austrália antes do Natal | Tempo na Austrália
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Cait Kelly and AAP
A Austrália está sendo “atingida por uma mistura de tudo” conforme partes da inundação de Queenslandenquanto incêndios ameaçam cidades em Victoria e há previsão de neve em três estados, afirma o Bureau of Meteorology.
Avisos de emergência estavam no local para incêndios no parque nacional Grampians de Victoria no sábado, com residentes de Watgania a Halls Gap sendo instruídos a evacuar.
O BoM também emitiu um alerta de mau tempo para partes do Queenslandincluindo os distritos de Herbert e Lower Burdekin, Central Coast e Whitsundays, já que fortes chuvas forçaram o fechamento de rodovias e aeroportos.
As estradas foram inundadas e uma importante rodovia foi fechada depois que uma baixa tropical trouxe chuvas torrenciais ao norte de Queensland, com quedas generalizadas de até 100 mm.
Vários locais entre Cairns e Mackay sofreram mais de 200 mm em 24 horas, desencadeando uma série de alertas de inundação, incluindo em Townsville, onde os residentes perto do rio Bohle e Bluewater Creek foram instruídos a se prepararem para partir na noite de sexta-feira.
Os turistas foram instados a repensar seus planos de viagem ou esperar atrasos devido ao fechamento de estradas, com a Rodovia Bruce entre as afetadas.
O meteorologista do BoM, Angus Hines, disse que Townsville recebeu 300 mm de chuva nas 24 horas até as 9h de sábado, e enquanto Proserpine registrou 250 mm.
Ele disse que ainda há alguma chance de trovoadas no final do sábado, mas que a chuva não será tão forte.
“O principal causador das chuvas, que era um sistema de baixa pressão que atravessava o norte de Queensland, na verdade saiu do país e entrou no Mar de Coral, onde está agora”, disse Hines.
Em Vitóriacerca de 28.000 hectares do parque nacional de Grampians foram destruídos na manhã de sábado, apesar dos melhores esforços dos bombeiros para controlar o incêndio.
Moradores de cidades próximas, incluindo Bellfield, Halls Gap, Lake Fyans, Pomonal, Mafeking e Watgania, foram orientados a partir imediatamente.
Os serviços de emergência disseram que os bombeiros conseguiram retardar a propagação do fogo, mas alertaram que ele não seria contido por semanas e que a situação poderia mudar a qualquer momento.
Hines disse que o fogo continuaria a arder por vários dias.
“(Ainda há) um pouco de vento no fogo, dando às equipes que estão combatendo esses incêndios muito o que enfrentar nos próximos dias.”
Apesar disso, ele disse que há possibilidade de neve em partes de Victoria, Tasmânia e Nova Gales do Sul entre agora e o Natal.
Isto inclui Victoria’s Falls Creek, onde o BoM previu “neve caindo acima de 1.500 metros” na segunda-feira, e nas proximidades de Mt Hotham e na região alpina de NSW.
“Muito tarde da noite de domingo e início da manhã de segunda-feira, há uma frente fria atravessando partes do sudeste do país”, disse ele.
“Para muitas pessoas, trará ventos muito mais frios do sul através da Tasmânia, Victoria, sul da Austrália do Sul (e) sul de Nova Gales do Sul, e trará o risco de uma breve nevasca nas partes mais altas do país. ”
Ele disse que não era provável que houvesse “um grande acúmulo” de neve, mas “é uma época do ano estranha para se falar de neve”.
“Estamos tendo um gostinho de tudo em diferentes partes.”
Elevados riscos de incêndio também estão previstos para o sul de Austrália Ocidental com trovoadas secas possíveis para partes ocidentais.
As condições das ondas de calor também persistem no meio-oeste do estado, afetando Mingenew e Coral Bay, bem como as regiões de Kimberley e Pilbara.
De acordo com as previsões de longo prazo do BoM, estão previstas temperaturas acima da média para o verão de 2024-25 em muitas partes do país.
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Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital — Universidade Federal do Acre
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26 de junho de 2026A reitora da Ufac, Guida Aquino, participou da solenidade de inauguração da nova sede da Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre (Fundape), da qual ela é presidente do Conselho Curador. O evento ocorreu nesta sexta-feira, 26, no campus-sede, local em que se localiza o espaço administrativo e operacional da fundação.
Guida destacou a importância da Fundape para a Ufac e para outras instituições da Região Norte. Para ela, a fundação passou por um processo de fortalecimento nos últimos anos. “A Fundape hoje nos faz realizar, na verdade, todas as parcerias de formação de docentes, de ensino, de pesquisa, de extensão, de inovação”, afirmou.
Segundo a reitora, a fundação ampliou sua atuação para além do Acre, atendendo também instituições de Rondônia, Amapá e Roraima. “Olha a grandeza disso. E nós, enquanto Universidade Federal do Acre, temos que nos orgulhar”, pontuou.
O diretor-presidente da Fundape, Ismar Bernardo de Araújo, disse que a inauguração da sede própria representa uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe e visão de futuro. “Hoje não celebramos apenas a abertura de um novo espaço físico; celebramos uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe, visão de futuro e confiança.”

Ismar lembrou que a Fundape foi instituída em 22 de junho de 1998 e completa 28 anos em 2026. Atualmente, a fundação conta com 38 colaboradores, representa quatro universidades federais, três institutos federais e um hospital universitário, estando presente em quatro Estados da região Norte.
Membro fundador da Fundape e pró-reitor de Planejamento da Ufac, Alexandre Hid, relembrou a criação da fundação e os desafios enfrentados ao longo da trajetória institucional. “Hoje a fundação está aí forte e firme para maiores e melhores desafios.”

Também participaram da solenidade a reitora da Unir, Marília Pimentel; o procurador-geral adjunto para Assuntos Administrativos e Institucionais do MP-AC, Carlos Roberto da Silva Maia, representando o procurador-geral Oswaldo Lima Neto; o diretor técnico da Fundape, Camilo Gouveia; o diretor administrativo-financeiro da Fundape, Dionel de Araújo; Gemil Júnior, suplente do senador Alan Rick (Republicanos-AC); a pró-reitora de Inovação, Pesquisa e Pós-Graduação do Ifac, Alana Chocorosqui, representando o reitor Fábio Storch; o ex-reitor da Ufac, Minoru Kinpara; além de dirigentes, coordenadores de projetos, colaboradores e representantes de instituições parceiras.
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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre
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23 de junho de 2026O programa de pós-graduação em Planejamento e Governança Pública, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), no âmbito do mestrado interinstitucional para técnico-administrativos da Ufac e do Instituto Federal do Acre (Ifac), realiza o 12º Seminário de Boas Práticas em Planejamento e Governança Pública, de 14 a 16 de julho, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede da Ufac. As inscrições são gratuitas e estão abertas até 16 de julho, por meio online.
O evento será transmitido pelo YouTube e terá como tema “Governança, Políticas Públicas e Desenvolvimento Regional na Amazônia: Desafios Estruturais para o Acre”, propondo um debate sobre questões territoriais, sociais, ambientais, urbanas, institucionais e econômicas que atravessam a realidade amazônica e acreana.
A programação científica será organizada em quatro eixos temáticos: governança urbana, mobilidade e direito à cidade na Amazônia; infraestrutura, saneamento e resiliência em contextos de enchentes e queimadas; governança ambiental, desenvolvimento sustentável e capacidade estatal na Amazônia; e educação e empreendedorismo na Amazônia.
O seminário tem como público-alvo a comunidade universitária e gestores públicos, contando com a participação de autoridades locais, pesquisadores da UTFPR, docentes da Ufac e do Ifac, bem como especialistas convidados de diferentes áreas.
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Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose — Universidade Federal do Acre
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17 de junho de 2026A Ufac é parceira em pesquisa desenvolvida no município de Sena Madureira (AC), a qual identificou limitações no conhecimento sobre a leishmaniose cutânea entre pacientes e profissionais da saúde, além de barreiras geográficas e estruturais que dificultam o acesso ao diagnóstico e ao tratamento precoce em áreas rurais endêmicas.
Os resultados do estudo foram publicados, em maio, na revista eletrônica “Acervo Saúde”, vol. 26(5), com o título “Leishmaniose Cutânea na Amazônia Ocidental: Lacunas no Conhecimento e Barreiras de Acesso Assistencial em Áreas Endêmicas”. O artigo tem coautoria de pesquisadores da Ufac.
A pesquisa foi realizada com 50 pacientes com suspeita clínica de leishmaniose cutânea e 51 agentes de saúde, sendo 63% agentes comunitários de saúde e 37% agentes de combate às endemias.
“Em nosso trabalho, identificamos que tanto os profissionais da saúde quanto os pacientes possuem informações limitadas sobre a doença. Conhecer as limitações para acesso ao diagnóstico e tratamento precoce é uma das principais estratégias para a implementação de programas de controle e de educação em saúde que contemplem o perfil epidemiológico e social das populações de áreas endêmicas”, disse o autor do estudo, Leandro Siqueira de Souza, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC).
A região Norte é responsável por mais da metade dos casos da doença no Brasil; o Acre conta com mais de 11 mil casos notificados na última década. Em 2025, os municípios acreanos de Xapuri, Marechal Thaumaturgo, Assis Brasil, Sena Madureira e Brasileia foram classificados pelo Ministério da Saúde como áreas de risco intenso para transmissão da doença.
“A região amazônica é uma área endêmica para a leishmaniose cutânea, uma doença negligenciada que afeta principalmente populações de comunidades tradicionais”, contou o pesquisador Reginaldo Peçanha Brazil, do IOC. “Conhecer as limitações no conhecimento tanto dos pacientes como de profissionais da saúde de áreas endêmicas é fundamental para o sistema de saúde do Estado do Acre e para o controle mais efetivo da doença.”
A investigação integra um projeto de pesquisa coordenado por Brazil. Além da Ufac, são parceiros na pesquisa a Universidade Federal de Minas Gerais, a Universidade de Brasília, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e a Secretaria de Estado de Saúde do Acre.
Pela Ufac, são coautores do artigo os pesquisadores Andréia Luísa Peixinho da Silva Guimarães, Francisca Alana Costa de Souza, Marcos Bruno Zacarias Campelo, Breno Kalyl Freitas Nascimento, Andreia Fernandes Brilhante e Francisco Glauco de Araújo Santos. Os estudos contam com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e apoio de instituições parceiras.
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