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Ex-CEO da Abercrombie & Fitch é preso e acusado de tráfico sexual
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O ex-CEO da marca americana de pronto-a-vestir Abercrombie & Fitch, Mike Jeffries, o seu companheiro e outro suspeito foram detidos e acusados de tráfico para fins de exploração sexual e proxenetismo, anunciou o procurador federal, Breon Peace, terça-feira, outubro. 22, durante coletiva de imprensa em Nova York.
A investigação diz respeito ao recrutamento, entre 2008 e 2015, de aspirantes a modelos para a marca que foram obrigadas a participar em festas onde tinham de consumir drogas, álcool e Viagra para praticarem atos sexuais, explicou o advogado do Distrito Leste de Nova Iorque. . Mike Jeffries “usou seu poder, riqueza e influência para explorar os homens para seu prazer e o de seu companheiro Matthew Smith”declarou o titular deste Ministério Público Federal.
O promotor descreveu um sistema clássico de “promoção de sofá”em que o intermediário do casal, James Jacobson, “recrutado” et “testado” jovens de todo o mundo antes de entregá-los a Mike Jeffries e Matthew Smith.
Hotéis em Inglaterra, França, Itália ou Marrocos
Ainda segundo o procurador, as vítimas foram levadas para residências do casal na zona de Nova Iorque, ou para hotéis em Inglaterra, França, Itália ou Marrocos, para terem relações sexuais com o casal.
“De acordo com a acusação, em diversas ocasiões, quando os homens não consentiram ou não puderam fazê-lo, MM. Jeffries e Smith violaram sua integridade corporal ao submetê-los ou continuar a submetê-los a contato sexual intrusivo e violento”, disse o promotor. De acordo com o documento judicial, o casal “gastei milhões de dólares” apoiar esse sistema e manter o seu sigilo, através de viagens, aluguer de quartos de hotel e pagamentos por sexo.
O caso foi desencadeado por uma investigação da BBC, em 2023em que vários homens revelaram ter assinado acordos de confidencialidade relativos a festas sexuais organizadas por Mike Jeffries.
Agora com 80 anos, Jeffries foi preso com Smith em West Palm Beach, Flórida, onde compareceram ao tribunal na terça-feira. O ex-CEO foi libertado sob fiança de 10 milhões de dólares (cerca de 9,25 milhões de euros) enquanto a sua companheira foi mantida detida, segundo o Ministério Público de Nova Iorque. Uma nova aparição está marcada para sexta-feira. O advogado de Mike Jeffries, Brian Bieber, disse à mídia dos EUA que ele “responderia detalhadamente às acusações (…) mas em tribunal”.
Mike Jeffries, que liderava a Abercrombie & Fitch desde 1992, teve de deixar a empresa no final de 2014, com uma indemnização de 25 milhões de dólares, depois de declarar que as roupas do seu grupo não eram para «grosso». Nos meses seguintes, a empresa abandonou uma de suas marcas registradas, modelos com torsos musculosos e vendedoras de cintura fina, vestidas com parcimônia para atrair clientes às suas lojas.
“As prisões de hoje têm um significado monumental para os aspirantes a modelos masculinos que foram vítimas destes indivíduos”reagiu à Agence France-Presse, uma das advogadas que representa alguns demandantes civis, Brittany Henderson. “A luta deles por justiça não para por aí. Responsabilizaremos a Abercrombie & Fitch por facilitar esses atos terríveis e garantiremos que isso nunca aconteça novamente”.ela acrescentou.
O mundo com AFP
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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial — Universidade Federal do Acre
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19 horas atrásem
15 de maio de 2026O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 13, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (Cfch), um evento em comemoração aos 10 anos do Laboratório de Pesquisa Observatório de Discriminação Racial (LabODR). A programação reuniu a comunidade acadêmica, pesquisadores, egressos, bolsistas e integrantes do movimento social negro para celebrar a trajetória do laboratório e os resultados alcançados por meio das pesquisas desenvolvidas ao longo da última década.
Vinculado à área de História, mas formado por profissionais de diferentes áreas do conhecimento, o LabODR/Ufac foi criado em 2016 a partir de uma articulação entre a Ufac e o movimento negro acreano, especialmente o Fórum Permanente de Educação Étnico-Racial do Estado do Acre. Inicialmente estruturado como projeto institucional de pesquisa, o laboratório contou com apoio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes) e, em 2018, foi inserido na plataforma Lab e certificado pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propeg).
O laboratório atua na pesquisa e na formação de pesquisadores com foco na promoção da igualdade racial, desenvolvendo estudos voltados tanto à denúncia de práticas racistas quanto à construção de reflexões e práticas antirracistas, principalmente nos espaços educacionais. Atualmente, o LODR/Ufac abriga projetos institucionais como “Práticas Pedagógicas em Educação das Relações Étnico-Raciais em Escolas do Estado do Acre”, desenvolvido desde 2018, e “Pérolas Negras”, iniciado em 2020.
Durante o evento, convidados e bolsistas compartilharam experiências acadêmicas e profissionais construídas a partir das atividades desenvolvidas pelo laboratório, destacando a importância do observatório em suas formações pessoais e profissionais. A programação também apresentou pesquisas realizadas ao longo desses dez anos de atuação e ressaltou a contribuição do laboratório para o fortalecimento das discussões sobre igualdade racial dentro da universidade e na sociedade acreana.
Compuseram o dispositivo de honra o vice-reitor, Josimar Ferreira; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da Ufac, Margarida Lima; a vice-diretora do Cfch, Lucilene Ferreira de Almeida; e a representante do Neabi, Flávia Rocha.
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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre
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15 de maio de 2026A Universidade Federal do Acre (Ufac) participou, no dia 1º de maio, da Mostra Científica “Conectando Saberes: da integração à inclusão na Amazônia”, realizada na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira. A ação reuniu instituições de ensino, pesquisa, escolas rurais e moradores da reserva em atividades de divulgação científica e integração comunitária.
Financiada pelo CNPq, a iniciativa contou com a participação da Ufac, Ifac, ICMBio e de escolas da região. Aproximadamente 250 pessoas participaram da programação, entre estudantes, professores e moradores das comunidades da reserva.
Durante o evento, estudantes da graduação e pós-graduação da Ufac e do Ifac apresentaram pesquisas e atividades educativas nas áreas de saúde, Astronomia, Física, Matemática, Robótica e educação científica. A programação incluiu oficinas de foguetes, observação do céu com telescópios, sessões de planetário, jogos educativos e atividades com microscópios.
O professor Francisco Glauco, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN) da Ufac, destacou a importância da participação acadêmica em ações junto às comunidades tradicionais.
“A universidade tem um papel fundamental para a formação científica e cidadã dos estudantes. A troca de conhecimentos com comunidades de difícil acesso fortalece essa formação”, afirmou.
A professora Valdenice Barbosa, da Escola Iracema, ressaltou o impacto da iniciativa para os alunos da reserva.
“Foi um dia histórico de muito aprendizado. Muitos estudantes tiveram contato pela primeira vez com experimentos e equipamentos científicos”, disse.
Além das atividades científicas, a programação contou com apresentações culturais realizadas pelos estudantes da reserva, fortalecendo a integração entre ciência, educação e saberes amazônicos.
A participação da Ufac reforça o compromisso da universidade com a extensão, a popularização da ciência e a aproximação entre universidade e comunidades tradicionais da Amazônia.
Fhagner Soares – Estagiário
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UFAC participa de pesquisa sobre zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia — Universidade Federal do Acre
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15 de maio de 2026Um estudo publicado na revista Acta Amazonica identificou a presença do parasita Echinococcus vogeli em pacas (Cuniculus paca) abatidas e consumidas por comunidades tradicionais da Amazônia Ocidental. O agente é responsável pela equinococose policística humana, zoonose considerada emergente na região.
A pesquisa foi desenvolvida entre 2022 e 2023 nos municípios de Sena Madureira e Rio Branco, no Acre, sob coordenação do professor Francisco Glauco de Araújo Santos, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN), integrando a dissertação de mestrado de Liliane de Souza Anadão, do Programa de Pós-Graduação em Sanidade e Produção Animal Sustentável na Amazônia (PPGSPASA).
O estudo entrevistou 78 famílias e analisou 23 fígados de pacas abatidas para consumo. Em 48% das amostras foram identificados cistos hidáticos causados pelo parasita. A pesquisa também apontou que a maioria dos cães das comunidades participa das caçadas e consome vísceras cruas dos animais.
Segundo os pesquisadores, o principal risco de transmissão ocorre quando cães infectados eliminam ovos do parasita no ambiente, contaminando solo, água e alimentos.
“O principal risco está associado ao descarte inadequado das vísceras e ao contato com ambientes contaminados pelas fezes de cães infectados”, destacou o professor Francisco Glauco.
O estudo reforça a necessidade de ações de vigilância e educação em saúde nas comunidades rurais, principalmente relacionadas ao manejo de cães e ao descarte adequado das vísceras dos animais abatidos.
Para o pesquisador Leandro Siqueira, doutor em Medicina Tropical pela Fiocruz e coautor do estudo, a pesquisa amplia o conhecimento sobre a transmissão da doença na Amazônia e pode contribuir para futuras ações de prevenção e diagnóstico na região.
Fhagner Soares – Estagiário
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