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Ex-ministros de Lula, FHC e Dilma: Emendas são ‘extorsão’ – 16/01/2025 – Poder

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Joelmir Tavares

Ex-ministros de Lula (PT), Fernando Henrique Cardoso (PSDB) e Dilma Rousseff (PT) iniciaram uma mobilização para convencer a classe política e eleitores a isolar a direita radical nas eleições de 2026 e interromper o que chamam de extorsão do Orçamento pelo Congresso, via emendas.

O grupo organizou o manifesto “Vamos em Frente”, que até esta quarta-feira (15) contava com 83 assinaturas. Entre os signatários estão os ex-ministros Tarso Genro, Cristovam Buarque (governo Lula), Aloysio Nunes Ferreira (FHC), José Eduardo Cardozo, Renato Janine Ribeiro (Dilma) e Nelson Jobim (que serviu aos três governos).

Os idealizadores dizem buscar amplitude ideológica. Articulado nos últimos quatro meses, o documento também foi endossado por representantes da sociedade civil, acadêmicos, empresários e advogados. O material ainda será aberto para adesões em um site, no intuito de aumentar seu alcance.

A principal crítica da carta é à influência no Congresso “de bancadas oligárquicas e fisiológicas, que se dedicam a extorquir, para proveito próprio, os orçamentos públicos”.

As emendas parlamentares já consomem até 74% da verba de ministérios, como mostrou a Folha. A avaliação dos autores é que o descontrole nos gastos subverte a relação institucional entre os Poderes.

“Temos um objetivo muito concreto e específico, que é reconstruir a dignidade perdida do Congresso Nacional“, diz Tarso Genro, um dos que capitaneiam o autointitulado movimento cívico.

A iniciativa passou pelo Instituto Novos Paradigmas, fundado pelo petista e ex-governador do Rio Grande do Sul. Para ele, não é justo generalizar a conduta dos parlamentares, mas aquilo que chama de “bloco político de extorsão orçamentária” tem prejudicado o Executivo e vai continuar emparedando o presidente, seja ele de qualquer coloração política, por “submetê-lo a um parlamentarismo perverso”.

A carta ainda propõe ao campo democrático que assuma o compromisso de não firmar alianças com partidos ou representantes “da direita autoritária e da extrema direita”. Também repudia a aproximação com “quaisquer organizações partidárias que proponham ditaduras de qualquer natureza”.

Segundo Tarso Genro, o grupo descarta anunciar apoio a candidato à Presidência e busca estimular a união de esforços não só no plano nacional, mas também nos estados, para defender a democracia e os termos da Constituição de 1988. O eixo central, diz o petista, é “mudar a composição do Parlamento”.

A carta não cita nomes, mas alude ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) ao citar “a herança do governo anterior, com um déficit fiscal de R$ 782 bilhões, desmanche de instituições e políticas públicas, negação retrógrada da inteligência científica universal, propagação da violência miliciana e o culto da morte”. Para os autores, esses “também são um legado perverso” do qual o país deve ser defendido.

O ponto de consenso no grupo é que fortalecer a democracia “só será possível com o suporte de um campo político unificado”, que demarque diferenças entre democracia e ditadura e “entre frentes políticas eleitorais sem princípios e frentes eleitorais baseadas em princípios mínimos”.

Tarso Genro afirma que uma das intenções é replicar a mobilização em outras regiões, influenciando uma frente nacional. “É um chamado ao amplo espectro das instituições que defendem a democracia em busca de uma saída consensual e negociada para a situação em que estamos”, diz o ex-ministro.

Ele ressalva, contudo, que o grupo inicial do manifesto “não tem ambição de interferir nos partidos, mas, sim, no pensamento político dos eleitores”.

O texto fala em “estabelecer uma comunicação entre as múltiplas visões democráticas —nos estados e na própria União— para buscar pontos de unidade em direção a novas frentes políticas, com suas especificidades regionais, já no primeiro turno ou, alternativamente, no segundo turno” de 2026.

As assinaturas foram incluídas por ordem de adesão. A última, até o momento, é a de Jobim, que além de ministro das gestões FHC, Lula e Dilma foi presidente do STF (Supremo Tribunal Federal).

O sociólogo José César Martins, o Zeca, coordenador do grupo Derrubando Muros, diz que assinou o manifesto porque ele se propõe a aglutinar “uma frente amplíssima” e por entender que é preciso “unificar os democratas” e abraçar as diferenças em torno de um valor que é inegociável.

“Mas democracia demanda entregas”, afirma ele, mencionando desafios como transição climática, superação de desigualdades e as crises na educação e na segurança pública.

“Para isso precisamos nos reinventar e dar um choque de mudanças e progresso, [sendo] firmes, sem ‘dono da bola’ e concessões à direita ou à esquerda, embora o problema mais grave agora venha da extrema direita”, prossegue Zeca, completando que “ditadura é ditadura”.

Leia abaixo a íntegra do manifesto e as assinaturas iniciais:



Leia Mais: Folha

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Atletas que participarão dos Jubs em GO recebem bandeira da Ufac — Universidade Federal do Acre

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Entega bandeira Jubs (3).jpg

O reitor da Ufac, Josimar Ferreira, entregou a bandeira institucional aos atletas que participarão dos Jogos Universitários Brasileiros (Jubs), que ocorrem de domingo, 23, a 5 de setembro, em Goiânia e Trindade (GO), com organização da Confederação Brasileira do Desporto Universitário. A entrega ocorreu nessa quinta-feira, 20, no hall da Reitoria, campus-sede.

“As oportunidades nascem a partir do momento em que dialogamos e temos compromisso. Quero transmitir a toda a equipe o nosso empenho de trabalhar o fortalecimento do esporte”, disse Josimar. “Eu estou neste momento como reitor por vocês, estudantes, e é com vocês que eu quero honrar esse compromisso todos os dias da minha vida, com o sentimento de união e diálogo.”

Entrega bandeira Jubs (2).jpg

Também participaram do ato o pró-reitor de Extensão e Cultura, Marco Amaro; e o diretor de Arte, Cultura e Integração Comunitária, Givanildo Pereira Ortega.

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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Participe da Autoavaliação do Curso de ciências contábeis — Universidade Federal do Acre

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QRCODE - Autoavaliação

 

Olá, estudante!

Este instrumento foi elaborado com o objetivo de ouvir você e conhecer a sua percepção sobre o Curso de Ciências Contábeis. Sua participação é muito importante para que possamos identificar os pontos positivos, as dificuldades e as principais demandas dos estudantes, contribuindo para o processo de avaliação e melhoria contínua do curso.

O questionário aborda diferentes aspectos da sua experiência acadêmica, como disciplinas e organização curricular, metodologias de ensino, atuação dos professores, infraestrutura, biblioteca, laboratórios, acessibilidade, apoio aos estudantes, estágio, pesquisa, extensão, monitoria, iniciação científica, eventos e comunicação com a Coordenação.

As respostas serão utilizadas de forma responsável e, preferencialmente, de maneira agregada, com a finalidade de subsidiar ações e decisões voltadas ao aprimoramento da qualidade do curso e da formação acadêmica e profissional dos estudantes.

🗣️ Este é um espaço para você ser ouvido! Por isso, responda com sinceridade, apresentando sua percepção, críticas, sugestões e demandas. Não existem respostas certas ou erradas: o mais importante é que sua opinião represente verdadeiramente a sua experiência como estudante.

Agradecemos sua participação e contribuição para a construção de um Curso de Ciências Contábeis cada vez melhor, mais inclusivo, acolhedor e alinhado às necessidades dos estudantes e às demandas da sociedade e do mercado profissional.

Sua opinião é fundamental para construirmos juntos o futuro do nosso curso!

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Ufac retoma reuniões presenciais dos conselhos superiores após 6 anos — Universidade Federal do Acre

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Reunião Cepex (2).jpg

A Ufac retomou as sessões presenciais dos seus órgãos colegiados após quase seis anos. O retorno foi marcado pela 2ª reunião ordinária do Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (Cepex) de 2026, a qual ocorreu nesta quarta-feira, 19, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede.

As sessões passaram a ser remotas devido à pandemia da covid-19, em 2020. Depois, foram impactadas por paralisações dos servidores, crise no transporte público de Rio Branco e greve dos estudantes. “É um recomeço e o cumprimento de um dos principais compromissos assumidos durante nossa campanha eleitoral”, disse o reitor Josimar Ferreira. “Este anfiteatro foi arena de grandes lutas do movimento sindical e dos próprios conselhos universitários.”

Segundo o servidor Jairo Nogueira, que atuou na intermediação do encontro com a Reitoria, a volta do formato presencial é fundamental para resgatar a interação direta entre os colegas e destravar os processos acumulados do Cepex. A sessão serviu de preparo para a reunião do Conselho Universitário (Consu), agendada para esta quinta-feira, 20.

Entre as propostas para a sessão do Consu, destacam-se reformulações no organograma da universidade, como a criação da Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade, a reestruturação da Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação, que passará a incorporar ações de inovação e o fortalecimento da autonomia do campus Floresta, em Cruzeiro do Sul, com a criação da figura do diretor do campus e de duas diretorias administrativas de suporte.

Por conta dos custos operacionais para o deslocamento dos 21 conselheiros de Cruzeiro do Sul, o modelo no campus do interior seguirá de forma híbrida temporariamente. A gestão está estruturando uma sala com suporte tecnológico para garantir a transmissão em tempo real, sem prejuízos aos participantes remotos. Paralelamente, nos próximos cem dias, a Reitoria pretende adaptar um espaço definitivo para as reuniões dos órgãos colegiados no campus-sede.

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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