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Ex-paciente do Hosmac denuncia tráfico de drogas, estupro e maus tratos
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5 anos atrásem
Um forte depoimento de uma ex-paciente do Hospital de Saúde Mental do Acre (HOSMAC) tem chamado atenção e provocado discussões sobre o tratamento a pacientes que necessitam de atendimento em saúde mental. O relato foi publicado na noite dessa quinta-feira, 7, numa rede social de Andressa Pascoal.
Durante uma extensa publicação, Andressa conta que foi internada por duas vezes no Hosmac, sem especificar as datas, e escreveu sobre como é a vida de quem é interno no local. Ela revela que peças íntimas, como calcinhas, são compartilhadas por todas as internas. Conta ainda que há tráfico de drogas dentro da unidade de saúde.
“Quando cheguei, dei muita sorte… por causa do meu sobrenome Pascoal, pois lá dentro tinha uma interna (vamos chamá-la de “Sol”) que dizia ser prima do Hildebrando Pascoal, então ela começou a me tratar como prima, como família; ela que eu me lembre era mulher de facção, a mais forte e perigosa das internas, mas pelo sobrenome gostou de mim – logo virei sua protegida. E assim eu descobri que existem as leis das enfermeiras – e as leis das internas”, iniciou.
A jovem seguiu dizendo que dentro da unida “rola tráfico, e por eu estar ao lado da Sol – estava sabendo o que acontecia lá dentro. Uma das internas estava traficando tabaco e pó na vagina. Eu mesma vi o pó, e a Sol me fez bolar o tabaco”.
Andressa revela ainda que enquanto esteve por lá viu hábitos nada higiênico. “Todas as calcinhas são compartilhadas. É exatamente isso, você usou uma calcinha na segunda, ela é lavada e na quarta-feira outra interna usa, e não se surpreenda quando eu disser que algumas fazem xixi ou cocô nas calcinhas. Nisso também tive sorte, pois minha família em nenhum momento me deixou desamparada, tanto nos meus produtos de higiene pessoal, como nas medicações e roupas íntimas”, conta.
Ela relata que os homens internados em sua maioria são estupradores e agressivos que não são considerados “sãos” para serem formalmente presos. “Uma das internas me falou que foi estuprada, só que ela era nitidamente “especial” e nenhuma das enfermeiras acreditou em seu relato, por isso ela veio contar e desabafar comigo”.
Por fim ela diz que nem tudo são críticas. “Lá não pude reclamar um dia sequer da comida, são seis refeições por dia. A comida era sempre ótima e eu saí de lá uma semana depois quase 3kg mais pesada.
O outro lado
O ac24horas procurou a direção do Hospital de Saúde Mental do Acre, que se posicionou por meio de uma nota de esclarecimento. O diretor da unidade, Hallison Lima, garante que as duas internações de Andressa Pascoal aconteceram em 27/07/18 e 11/09/18, durante a gestão passada.
“O que a atual direção pode afirmar à sociedade é que não há nenhum registro que algo que foi relatado pela ex-paciente tenha ocorrido. Pelo contrário, ao longo dos últimos dois anos, a gestão do governador Gladson Cameli tem feito investimentos para que o Hospital de Saúde Mental tenha condições de atender de forma mais humanizada possível os pacientes. Para isso, foram realizados investimentos na reforma da estrutura física, lotação de novos servidores e aquisição de medicamentos. No entanto, buscando a transparência, como deve ocorrer em qualquer área do serviço público, estaremos abrindo um processo administrativo para apurar as denúncias, mesmo que tenham sido formuladas nas redes sociais”, afirma.
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Projeto da Ufac integra exposição sobre memória da covid-19 — Universidade Federal do Acre
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3 dias atrásem
28 de maio de 2026O projeto de extensão Relatos de Maternidade, da Ufac, desenvolvido entre setembro e dezembro de 2020, compõe a exposição A Infinita Memória da Pandemia: A História da Covid-19, cuja cerimônia de inauguração ocorreu na terça-feira, 26, no shopping Conjunto Nacional, em Brasília, e que também passará por Fortaleza, Manaus, Porto Alegre e São Paulo.
O projeto foi desenvolvido pelas professoras Ana Letícia de Fiori, do curso de Ciências Sociais e do programa de pós-graduação em Artes Cênicas, e Camila Bylaardt Volker, à época do curso de Letras e atualmente servidora do Ministério das Mulheres. Elas e seis estudantes entrevistaram, por WhatsApp, mais de 50 mulheres e mães, coletando relatos sobre suas experiências de maternidade e vida.
O trabalho abordou, ainda, cuidados, trabalho, família, medos, esperanças e projetos afetados pela pandemia da covid-19 no Acre, originando um e-book (162 p.) lançado pela Editora da Ufac (Edufac) em 2025, disponível para leitura online e download gratuito. Além disso, passou a integrar o Memorial Digital da Pandemia de Covid-19, como coleção.
Nessa quarta-feira, 27, as professoras Ana Letícia e Camila participaram, tratando dos relatos de maternidades, de mesa-redonda com os organizadores dos projetos Fala, Parente (PET Indígena, Unifap), a qual contou com depoimentos de indígenas do Amapá, Pará e Guiana Francesa.
A exposição levará a capitais brasileiras parte das coleções do Memorial da Pandemia de Covid-19, sediado no Rio de Janeiro e desenvolvido pela Ministério da Saúde, Organização Pan-Americana de Saúde, Centro Latino-Americano e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde e Centro de Humanidades Digitais da Unicamp.
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Projeto de extensão seleciona resumos expandidos para publicação — Universidade Federal do Acre
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5 dias atrásem
26 de maio de 2026O projeto de extensão ComunicAÇÃO, da Ufac, realiza processo seletivo para submissão de trabalhos extensionistas, na modalidade de resumo expandido. Os selecionados comporão a Coleção de Cadernos de Extensão “Ufac e Comunidade”. As inscrições estão abertas até 30 de junho, por meio de formulário online.
O trabalho inscrito deve estar contemplado em uma das áreas temáticas: comunicação, cultura, direitos humanos e justiça, educação, meio ambiente, saúde, tecnologia e produção, trabalho. Cada resumo deverá estar vinculado a uma ação de extensão (projeto, curso, evento ou programa) institucionalizada na Ufac.
“O resumo expandido deverá evidenciar, de forma clara e consistente, as experiências adquiridas e/ou vivenciadas junto à comunidade externa ao longo do desenvolvimento da ação de extensão, destacando as interações estabelecidas, os impactos gerados, os aprendizados construídos e as contribuições mútuas decorrentes da execução das atividades”, detalha o item 3.1 do edital.
A seleção consiste em avaliação por uma comissão que indicará 50 trabalhos aptos para publicação na 1ª Edição da Coleção de Cadernos de Extensão, considerando a formatação e os aspectos científicos, além do envolvimento da comunidade externa, dos resultados obtidos e da efetividade da metodologia proposta. O resultado final do processo seletivo está previsto para 21 de agosto.
Para mais informações sobre o certame, leia o edital Proex n.º 9.1/2026.
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Reitora da Ufac participa de fórum Brasil-África em Brasília — Universidade Federal do Acre
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5 dias atrásem
26 de maio de 2026A reitora da Ufac, Guida Aquino, participou, nessa segunda-feira, 25, em Brasília, do 1º Fórum de Reitores Brasil-África. A convite do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do Ministério da Educação (MEC), ela representou a Ufac no encontro, acompanhada da pró-reitora de Inovação e Tecnologia, Almecina Balbino Ferreira. O evento segue até quarta-feira, 27, e tem como foco o fortalecimento da cooperação internacional em educação superior entre universidades brasileiras e instituições africanas.
Guida destacou a importância da presença da Ufac em um espaço voltado ao diálogo internacional e à construção de parcerias acadêmicas. Segundo a reitora, a aproximação entre Brasil e África por meio da educação, da pesquisa, da inovação e da troca de experiências permite avançar em soluções conjuntas para desafios comuns. “Temos histórias, identidades e desafios que nos aproximam, e a universidade tem um papel fundamental nessa conexão”, afirmou.
O fórum é uma iniciativa liderada pelo MEC, pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior e pela Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior. A programação reúne reitores, pró-reitores e assessores de cooperação internacional de universidades federais, estaduais e privadas do Brasil, além de representantes de universidades africanas mobilizadas pela Associação de Universidades Africanas.

A proposta do encontro é ampliar as relações acadêmicas entre Brasil e África, com a construção de novos acordos institucionais, programas de mobilidade estudantil, intercâmbio científico e cooperação em áreas estratégicas como agricultura, energias renováveis, mineração, petróleo e gás, setor aeroespacial, inteligência artificial e ciências humanas.
A programação inclui painéis temáticos, reuniões bilaterais, workshops e sessões voltadas à construção de novas parcerias universitárias. Ao final do evento, os resultados e compromissos construídos serão formalizados na Carta de Brasília do 1º Fórum de Reitores Brasil-África, documento que deve orientar os próximos passos da cooperação entre universidades brasileiras e africanas.
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