ACRE
Falta de UTI pode fazer Acre levar pacientes para outros estados com 100% dos leitos ocupados
PUBLICADO
6 anos atrásem
Ao que tudo indica, o Governo do Acre deverá acionar o Ministério da Saúde nos próximos dias para transferir pacientes em estado grave para outros estados da federação. Com apenas um leito de Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) disponível no Instituto de Traumatologia e Ortopedia (Into) para 170 pacientes internados em leitos de enfermaria em todo o Acre, a situação é estarrecedora.
Em encontro com a bancada federal na terça-feira, 11, Pazuello colocou toda a estrutura do Ministério à disposição, enfatizando que caso o Acre precise transportar pacientes com covid-19 para outros Estados, aviões ficarão disponíveis.
O boletim da Secretaria Estadual de Saúde (Sesacre) divulgado na tarde desta quinta-feira, 09, mostra que o cenário é preocupante em todo o Acre. Dos 86 leitos de Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) disponíveis em todo o Estado, 85 estão ocupados.
A situação mais preocupante é a do Juruá, que engloba Cruzeiro do Sul, Tarauacá e Marechal Thaumaturgo, mesmo com a abertura de seis leitos pelo governo do Acre, todos estão ocupados. No início da semana, a região do Juruá tinha 20 leitos; de quarta-feira, 10, para quinta-feira, 11, foram abertos mais seis leitos, ao total 26 leitos, dos quais todos estão ocupados nesta quinta. Os leitos clínicos somam 100 e 75 estão ocupados.
Dos 60 leitos disponíveis em Rio Branco, 59 estão ocupados. Sendo que dos 50 leitos de Unidade Tratamento Intensivo (UTI) destinados à Covid-19 no Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia no Acre (Into), unidade referência para atendimentos, 49 estão ocupados.
Outro dado alarmante é em relação aos leitos clínicos, dos 100 disponíveis no Into, 90 estão ocupados. No Pronto-Socorro, dos 10 leitos disponíveis, todos estão ocupados e ainda cinco estão internados em leitos clínicos.
Segundo dados do boletim da Secretaria Estadual de Saúde, a soma dos pacientes internados em leitos de clínicas no Hospital de Campanha do Juruá, Into e o Pronto-Socorro, são de 170 pacientes internados, para apenas um leito de Unidade de Tratamento Intensivo (UTI), em Rio Branco (AC).
Segundo dados do boletim, foram identificados 255 pacientes internados nos estabelecimentos monitorados, dos quais 253 com teste positivo para Covid-19. Do total hospitalizado, 85 estão em UTI e 170 em leitos (clínicos, obstétricos e pediátricos).
Já regional do Alto Acre, que engloba as cidades de Brasileia e Epitaciolândia, oito estão ocupados, num total de 18 leitos disponíveis. A regional do Alto Acre é a única que não tem leitos de UTI para a Covid-19.
Relacionado
ACRE
Egressa de mestrado em CZS obtém prêmio de pós-graduação — Universidade Federal do Acre
PUBLICADO
14 horas atrásem
1 de setembro de 2026A engenheira agrônoma Mirian Soares de Amorim, aluna egressa do curso de Agronomia e do mestrado em Ciências Ambientais, do campus Floresta da Ufac, em Cruzeiro do Sul, obteve o 2º lugar na categoria Pós-Graduação do 5º Prêmio Margarida Alves de Estudos sobre Ruralidades e Feminismos, cujo resultado final foi divulgado em 17 de março. O evento foi promovido pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar.
O estudo destaca a articulação entre a transição agroecológica e a igualdade de gênero, enfatizando o papel central das mulheres rurais, ribeirinhas e agricultoras na preservação da agrobiodiversidade e na soberania alimentar na Amazônia. No mestrado, sob orientação do professor Kleber Andolfato de Oliveira, Mirian também aprofundou investigações sobre o desenvolvimento sustentável e o papel das populações rurais no manejo dos ecossistemas amazônicos.
Relacionado
ACRE
Ufac consolida criação do curso de Farmácia com 50 vagas — Universidade Federal do Acre
PUBLICADO
2 dias atrásem
31 de agosto de 2026O reitor da Ufac, Josimar Ferreira, reuniu-se com membros da comissão responsável pela proposta de criação do curso de Farmácia. O encontro ocorreu nesta segunda-feira, 31, na sala de reuniões da Reitoria, visando consolidar o Projeto Político-Pedagógico da nova graduação, além de homenagear, com a entrega, pela Federação Nacional dos Farmacêuticos (Fenafar), de Menção Honrosa ao reitor e a pessoas cujo empenho culminou na abertura do curso.
A iniciativa faz parte do programa Universidades Transformadoras, pactuada com o Ministério da Educação (MEC). O curso prevê a oferta de 50 vagas para estudantes e liberação de 11 códigos de vagas para professores. A aula inaugural e início das atividades acadêmicas estão previstos entre 2028 e 2029.
“Esse é um curso que se assenta fortemente na demanda de conhecer os bioativos da floresta amazônica e transformar esse conhecimento em riqueza, patentes, inovação e qualidade de vida para a sociedade”, disse Josimar Ferreira. Além disso, ele ressaltou a necessidade de conectar o novo curso às estruturas já consolidadas da Ufac, otimizando disciplinas e espaços curriculares em conjunto com as áreas de saúde e química.
A presidente da comissão de criação do curso, Andréia Andrade, lembrou que o projeto começou em 2011. “Hoje nos reunimos com a perspectiva de viabilizar a abertura do curso diante do que já temos na instituição. Nosso objetivo é ofertar uma formação generalista, com investimento otimizado na estrutura existente e com forte inserção na pesquisa e extensão, aproveitando a nossa biodiversidade e criando caminho para futuros programas de pós-graduação.”
Também participaram da reunião representantes externos da categoria profissional, como a ex-conselheira federal, membro da comissão e diretora de Relações Institucionais da Fenafar, Isabela de Oliveira Sobrinho. “Acompanhei a busca por esse projeto pedagógico desde o início e ver essa etapa final é um avanço enorme”, pontuou. “É um trabalho a muitas mãos para trazer o melhor para a Ufac. Trata-se de um curso de grande magnitude, focado em tecnologias de medicamentos e em pesquisas com nossas plantas nativas para gerar qualidade de vida à população.”
(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)
Relacionado
ACRE
Seminário na Ufac debate formação em enfermagem obstétrica — Universidade Federal do Acre
PUBLICADO
5 dias atrásem
28 de agosto de 2026A Ufac sediou o seminário Desafios Atuais na Formação para a Prática da Enfermagem Obstétrica, que ocorreu nesta sexta-feira, 28, na sala dos Colegiados, campus-sede. O encontro reuniu professores, pesquisadores, gestores e profissionais de saúde para debater a reestruturação do modelo de assistência ao parto e ao nascimento, o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS) e a interiorização da qualificação profissional no Estado.
O evento integra um projeto nacional, composto por uma rede de 40 instituições de ensino superior articuladas para formar mais de 700 enfermeiras obstétricas pelo país, com foco prioritário nas regiões do interior. No Acre, o programa abrange turmas de especialização e residência voltadas para profissionais atuantes nas regionais do Alto Acre, Alto Purus, Baixo Acre, Tarauacá-Envira e Juruá.
“A Ufac cumpre o seu papel social ao ampliar a formação e capacitar profissionais que atuam em um momento tão ímpar quanto o nascimento de uma criança”, disse o reitor Josimar Ferreira. “Contamos com alunos de todas as regionais. Isso gera um efeito multiplicador: o profissional capacitado coordena equipes locais e eleva diretamente a qualidade do atendimento prestado à população pelo SUS.”
A coordenadora das formações no Estado e professora da Ufac, Sheley Borges, destacou a necessidade de repensar a prática profissional para garantir um cuidado humanizado e seguro. “A intencionalidade da nossa formação é reduzir a mortalidade materna e neonatal e alcançar as mulheres em uma dimensão em que sejam respeitadas. Queremos garantir que as escolhas não ocorram por medo, como optar por uma cesariana sem compreender que é uma cirurgia de grande porte.”
A coordenadora nacional do curso de especialização em Enfermagem Obstétrica da Rede Alyne, vinculada à Universidade Federal de Minas Gerais, Kleyde Ventura, ressaltou a relevância estratégica da parceria com a Ufac. “No Acre, vivemos uma condição muito especial, pois, com exceção de uma aluna, todas as especializadas são do interior. Estamos interiorizando e descentralizando os modos de formar, abordando o trabalho multiprofissional e a articulação de redes para garantir assistência de qualidade e direitos assegurados.”
Também participaram do seminário o promotor de Justiça do MP-AC, Gláucio Oshiro; o coordenador do curso de Enfermagem da Ufac, João Francalino; e o epidemiologista Serafim Salgado, coordenador das metodologias aplicadas no programa de formação.
(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)
Relacionado
PESQUISE AQUI
MAIS LIDAS
ACRE7 dias agoUfac propõe criação do curso de Psicologia no campus Floresta — Universidade Federal do Acre
ACRE5 dias agoUfac entrega computadores para coordenações de PPGs — Universidade Federal do Acre
ACRE5 dias agoSeminário na Ufac debate formação em enfermagem obstétrica — Universidade Federal do Acre
ACRE2 dias agoUfac consolida criação do curso de Farmácia com 50 vagas — Universidade Federal do Acre