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Farmacêutica comemora aprovação em Medicina após vencer um câncer e perder o pai na véspera do Enem; vídeo
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2 anos atrásem
A farmacêutica Mariana Costa, de 36 anos, conseguiu a aprovação em Medicina, como tanto queria, depois de vencer o câncer e de perder o pai, o grande incentivador dias antes da prova do Enem, no Ceará. Foto: @marianacostadm
A cearense Mariana Costa, de 36 anos, transformou a dor em força e homenagem aquele que tanto amou. A farmacêutica conseguiu a aprovação para Medicina após combater o câncer de mama e perder o pai. O segundo dia da prova do Enem foi pouco depois da morte dele.
Com mestrado em patologia, ela passou na Universidade Federal do Cariri (UFCA), no interior do Ceará. Mesmo no mercado de trabalho, tinha um sonho: cursar medicina. Largou tudo para ir atrás do seu grande objetivo. Deu certo!
Mas no meio do caminho, há dois anos, ela recebeu o diagnóstico de câncer de mama e teve de fazer uma mastectomia bilateral total no final do mesmo mês – retirou as duas mamas. Enfrentou sessões de quimioterapia, jamais deixou de estudar.
O resultado vem
Seu Homero era mais do que um pai para Mariana porque era o melhor amigo dela. Ele morreu repentinamente. Mas ela guarda com muito carinho um áudio deixando por ele, pouco antes de partir.
No áudio, o pai amoroso dizia: “O resultado vem. E se vier do jeito que a gente quer, melhor ainda. Te amo.” Dias depois, ele se foi. “Além de pai, grande amigo”, disse. As palavras do grande amigo que lhe deram força para lutar e conquistar o espaço que tanto queria.
Por dois anos, a jovem fez cursinho preparatório para o Enem e estudou incansavelmente. “Tive resultados bons, mas não satisfatórios pra entrar em uma faculdade pública no Ceará. E era o que meu coração pedia: sou cria de uma universidade pública e tinha muita vontade de retornar.”
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Do sonho a determinação
Mariana disse que o sonho de ser médica virou um combustível para ela superar o câncer e seguir lutando.
“A possibilidade de realizar um sonho foi muito importante para que eu seguisse no tratamento. É muito agressivo, passei pela quimioterapia de maio a setembro daquele ano. Fiquei sem energia, com dores, o cabelo caiu. O estudo se tornou uma válvula de escape.”
“Fui fazer as provas com marcas, com dores pelos procedimentos. Mas fiz, e, por incrível que pareça, foi a minha melhor nota nos 4 anos de estudos. Isso me motivou bastante. Apesar de toda a turbulência, sentia que as coisas estavam no caminho certo.”
Muito apoio
Além do suporte do pai, Mariana disse que a mãe, Moema, foi incrível durante o período preparatório para as provas.
“O estudo envolve muita coisa: você precisa de alguém pra fazer sua comida, arrumar sua casa, fazer seu café. Não teria conseguido isso sozinha.”
A história de Mariana conquistou as redes. Internautas aplaudiram a força e a garra da farmacêutica em meio a tantas adversidades, informou o Diário do Nordeste.
Nas redes, aplausos
Uma seguidora contou ter vivido experiência semelhante à de Mariana. “Parabéns não é fácil não. Comecei a minha com minha mãe internada no hospital do coração, passamos 3 meses entre trabalho, estudo e cuidar dela no hospital. No final do meu curso, estava perdendo meu esposo pro câncer em estado terminal. É dolorido não tê-lo mais aqui, mas sei que está feliz por ter conseguido.”
Outra avisou que a experiência da farmacêutica ficaria salva para ela se lembrar sempre. “Salvando esse vídeo pra quando me perguntarem o que é força.”

Mariana Costa diz que a partida do pai, o grande amigo, e o câncer de mama viraram combustíveis para ela seguir adiante para conquistar o sonho de cursar Medicina. Foto: @marianacostadm
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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre
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1 dia atrásem
9 de outubro de 2026Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.
Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.
Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).
Aprendizagem no território
Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.
A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.
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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre
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2 dias atrásem
8 de outubro de 2026A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.
A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.
Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”
O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.
Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.
Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.
A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”
Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.
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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre
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1 semana atrásem
2 de outubro de 2026A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.
“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.
Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.
A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.
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