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Farmacêuticas testam genéricos de Ozempic para 2026 – 07/01/2025 – Equilíbrio e Saúde

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Raíssa Basílio

A patente do Ozempic, medicamento voltado para o tratamento de diabetes tipo 2 que ganhou destaque devido ao seu efeito colateral de perda de peso, expira em 2026. Com o fim da exclusividade da fabricante Novo Nordisk, abre-se espaço para a produção de versões genéricas ou biossimilares, o que pode reduzir os preços e ampliar o acesso ao tratamento.

A EMS, farmacêutica nacional, quer ser a primeira no Brasil a comercializar semaglutida e liraglutida, análogos do hormônio GLP-1.

“Todos os testes necessários para aprovação na Anvisa [Agência Nacional de Vigilância Sanitária] e FDA [agência regulatória amerciana] estão sendo realizados. A EMS tem como meta ser a primeira empresa brasileira a obter o registro também da semaglutida”, afirma Iran Gonçalves Júnior, diretor médico da empresa.

O Ozempic, à base de semaglutida, atua como um análogo do hormônio GLP-1, reduzindo os níveis de glicose no sangue e promovendo saciedade ao agir no cérebro, o que ajuda a diminuir a ingestão de calorias e, consequentemente, o peso.

“A semaglutida, originalmente registrada para o tratamento de diabetes, atualmente também é comercializada sob o nome Wegovy para o tratamento de obesidade. Portanto, pode ser prescrita de forma independente para o controle de peso em pessoas que atendam aos critérios estabelecidos”, diz Felipe Henning, especialista da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia Regional São Paulo.

A empresa afirma que os medicamentos, neste primeiro momento, terão preços compatíveis com os praticados no mercado, com a vantagem de oferecer acesso via disponibilidade, para que muitos brasileiros possam iniciar seus tratamentos ou, no caso daqueles que já fazem uso, possam dar continuidade com essa nova opção.

Outras farmacêuticas também já demonstraram interesse em desenvolver genéricos e biossimilares da semaglutida.

A Hypera Pharma afirma que se prepara para incluir a molécula no portfólio com a expiração da patente. Nos últimos anos, a empresa lançou com agilidade medicamentos cujas patentes expiraram, como os anticoagulantes rivaroxabana e apixabana.

A Biomm diz estar empenhada em oferecer biomedicamentos de alta qualidade a preços acessíveis e que está realizando testes com a Biocon para garantir a segurança e eficácia dos produtos. O CEO Heraldo Marchezini afirma que o fim da patente deve expandir o acesso a tratamentos para diabetes e obesidade.

Já a Cimed afirmou que monitora atentamente as mudanças no mercado associadas à expiração de patentes e avalia o desenvolvimento de novos produtos de acordo com sua estratégia corporativa e as demandas do mercado.

Além da semaglutida, a patente da liraglutida, comercializada como Victoza e Saxenda, expirará em março de 2025. Em dezembro, a Anvisa publicou no Diário Oficial da União a aprovação do registro de dois novos medicamentos da EMS. A farmacêutica se prepara para disponibilizar esses produtos no mercado imediatamente após o término da vigência da patente.

A chamada “quebra de patente” na verdade se refere à licença compulsória, permitindo que outros laboratórios fabriquem medicamentos em situações de interesse público.

“Genéricos devem ser muito similares ao produto original, usando o nome químico da substância, enquanto os similares podem ser vendidos com nomes comerciais distintos”, completa.

Henning explica também que no Brasil, a introdução de genéricos é um processo consolidado, sem expectativas de obstáculos técnicos ou regulatórios significativos, já que as indústrias planejam começar a produção assim que a exclusividade termina.

No Brasil, o preço do Ozempic varia de R$ 600 a R$ 1.000, dependendo da dosagem. O medicamento é vendido sem necessidade de retenção de receita, mas é recomendado que seu uso seja supervisionado por um médico para assegurar a segurança e eficácia do tratamento.

De acordo com dados da IQVIA, uma empresa global de análises para o setor de saúde e farmacêutico, os descontos médios para medicamentos variam por categoria no país: 68,31% para genéricos, 30,09% para marcas, 7,77% para referência e 52,30% para similares.

Considerando o desconto médio para genéricos de 68,31%, o preço do Ozempic poderia cair para cerca de R$ 192 a partir de R$ 600, e para cerca de R$ 320 a partir de R$ 1.000.



Leia Mais: Folha

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Ufac lança projeto de implantação de unidade de produção rural — Universidade Federal do Acre

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Ufac lança projeto de implantação de unidade de produção rural-interna-1.jpg

A Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (Proex) da Ufac realizou o lançamento do projeto “Extensão Universitária: Implantação e Divulgação de Unidade de Produção Rural Integrada para a Amazônia”, o qual coordenado pela professora Marilene Santos, é viabilizado por emenda parlamentar do senador Alan Rick (Republicanos-AC), no valor de R$ 5,7 milhões. O evento ocorreu nesta sexta-feira, 3, no laboratório de mecanização, e foi marcado pela entrega de equipamentos agrícolas para uso de agricultores familiares.

A rede de apoio atende produtores orgânicos, integrantes do Movimento das Mulheres Camponesas e produtores de cacau de Acrelândia (AC), englobando ações em municípios acreanos como Rio Branco, Porto Acre, Bujari e Capixaba. Entre as frentes técnicas desenvolvidas, destacam-se a implantação de sistemas agroflorestais, o incentivo à adubação verde, melhorias na suinocultura, o manejo de pastagens e o fomento à cultura do cacau, com a meta de ampliar a produção regional para mais de 10 mil pés.

No total, a iniciativa atende a cinco grupos de produtores que recebem o acompanhamento especializado de uma equipe de cinco pesquisadores da Ufac, cinco engenheiros agrônomos, técnicos de nível superior, além de bolsistas de graduação e de mestrado.

“Aqui temos os melhores pesquisadores. Estamos muito felizes com essa entrega, que temos certeza de que ajudará nossos estudantes a entrarem com uma perspectiva diferente no mercado de trabalho”, destacou a reitora Guida Aquino.

A coordenadora do projeto, Marilene Santos, disse que a ação é uma semente que foi plantada e colherá bons frutos quando chegar ao resultado final. “Agradeço ao senador pela iniciativa.” Segundo Alan Rick, é preciso investir na base. “Não vamos conseguir colher a plantação se não houver nada plantado”, pontuou. “É um imenso prazer saber que contribuí em um projeto como esse.”

Ufac lança projeto de implantação de unidade de produção rural-interna2.jpg

A equipe técnica e de pesquisadores que compõem o projeto é formada pelos professores Almecina Balbino Ferreira, Bruna Viana, Eduardo Pacca Matar, Eduardo Mitke Brandão, Matheus Matos e Sebastião Elviro Neto, além dos colaboradores Patrícia Cunha e Rogério da Silva Correia.

Também compuseram o dispositivo de honra os vereadores Neném Almeida (MDB) e Zé Lopes (Republicanos).

(Camila Barbosa, estagiária Ascom/Ufac)

 



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Ufac obtém 3º lugar nacional em chamada pública do Procel — Universidade Federal do Acre

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Proposta da Ufac, elaborada pelo Instituto eAmazônia, sobre energia sustentável e inovação para o edifício múltiplo do campus Floresta, em Cruzeiro do Sul, obteve o 3º lugar na classificação nacional e o 2º na classificação da região Norte na chamada pública Energia Zero em Prédios Públicos, do Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica (Procel).

O projeto contempla a modernização dos sistemas de iluminação e de climatização do edifício, além da instalação de um sistema de geração de energia fotovoltaica. As intervenções têm como objetivo reduzir o consumo de energia elétrica da edificação e equilibrar a geração local com o consumo anual, caracterizando o conceito de “Edifício Energia Zero”.

A nota final da proposta da Ufac foi de 7,62. No projeto, o eAmazônia prevê investimento de R$ 1.348.587,92 em recursos não reembolsáveis da Empresa Brasileira de Participações em Energia Nuclear e Binacional S.A., no âmbito do Procel.

Após a homologação do resultado da chamada pública, a Ufac dará continuidade aos procedimentos para assinatura do termo de cooperação técnica. A previsão é que a execução das intervenções ocorra em até 24 meses, seguida por um período de monitoramento para verificação das metas estabelecidas pelo programa.

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)

 



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Fórum de reitores debate desafios para ensino superior público — Universidade Federal do Acre

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A reitora Guida Aquino participou do 1º Fórum de Reitoras e Reitores da América Latina e do Caribe, realizado na segunda-feira, 29, e terça-feira, 30, em Foz do Iguaçu (PR), reunindo dirigentes de 89 instituições brasileiras, entre universidades e institutos federais, além de 67 representantes de 17 países latino-americanos e caribenhos, para debater os desafios e as perspectivas da educação superior pública, da cooperação internacional e da integração regional.

“A integração entre as universidades da América Latina e do Caribe é fundamental para o fortalecimento da educação superior pública, da produção científica e da construção de respostas conjuntas aos desafios sociais, econômicos e ambientais que compartilhamos enquanto região”, disse a reitora.

Durante a programação, foram debatidos temas estratégicos como a democratização do acesso ao ensino superior, a inclusão social, a mobilidade acadêmica, a pesquisa e a inovação, bem como mecanismos para ampliar a cooperação internacional e fortalecer as redes de produção científica e tecnológica entre os países participantes.

O evento contou com a participação do ministro da Educação, Leonardo Barchini, e do secretário de Educação Superior do Ministério da Educação, Marcus David, além de representantes de organismos internacionais e lideranças acadêmicas.

 



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