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Ficar sentado pode causar ‘síndrome do bumbum morto’ – 13/10/2024 – Equilíbrio

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Jen Murphy

Depois de um longo dia de trabalho ou horas no carro, é normal se sentir um pouco rígido. Pode ser apenas que os membros flexores do quadril e a parte inferior das costas estejam tensos. Mas talvez seja uma condição potencialmente debilitante chamada amnésia glútea, ou síndrome do bumbum morto.

“O nome parece bobo, mas os efeitos colaterais são sérios”, explica Jane Konidis, especialista em medicina física e reabilitação na Clínica Mayo (EUA). “O glúteo máximo é um dos músculos mais fortes do corpo e o maior absorvedor de choques”, diz. “Se não estiver funcionando corretamente, pode causar uma cadeia de problemas dominó, desde rupturas nos tendões e ciático até dores nas canelas e artrite nos joelhos.”

A amnésia glútea acontece quando os músculos do bumbum ficam tão fracos devido à inatividade que parecem se esquecer de como funcionar —o que significa que eles falham ou se tornam lentos para ativar. Isso é diferente de uma perna ou braço “adormecendo” por causa de um nervo comprimido, por exemplo. Algumas pessoas podem sentir dor ao sentar, mas a maioria dos pacientes não sente dor até que saiam para correr ou fazer uma caminhada.

Glúteos lentos podem afetar outros músculos e articulações, especialmente na parte inferior das costas e joelhos, diz Konidis. A dor pode impactar especialmente corredores e atletas rotacionais, como jogadores de golfe e tenistas. (Tiger Woods foi forçado a se retirar das competições por causa da condição.)

Assim como fortalecer o core, aprender a ativar os glúteos pode evitar a condição. Mas isso não acontece naturalmente para a maioria das pessoas, mesmo aquelas que têm um bumbum forte. Para quem passa horas sentado, é importante aprender a reconhecer quando os glúteos estão desligados e como fazê-los funcionar novamente.

Os glúteos são, na verdade, três músculos na parte externa e posterior dos quadris que estabilizam o quadril, levantam a perna e giram a coxa. Juntos, eles agem como uma base para a coluna, mantendo a pélvis e o core estáveis, explica Konidis.

“Se os glúteos estivessem realmente mortos, não conseguiríamos ficar de pé”, afirma a médica.

Quando um passo é dado, os glúteos devem ser ativados primeiro. Mas quando sentamos, os músculos na parte frontal do quadril e da coxa permitem que eles descansem. Dias repetidos de oito horas de trabalho podem causar um atraso nos neurônios que sinalizam essa ativação, afirma Chris Kolba, fisioterapeuta do Centro Médico da Universidade Estadual de Ohio.

Com o tempo, esse ciclo pode fazer com que os glúteos fiquem mais fracos, o que tem sido associado a dores na parte inferior das costas e nos joelhos, especialmente em pessoas ativas.

Quando os bíceps ou quadríceps são ativados, é possível vê-los inchar. No entanto, com os glúteos, assim como o core, é mais difícil de detectar, diz Konidis. É comum achar que um bumbum é forte porque consegue fazer 25 agachamentos, mas os quadríceps e a parte inferior das costas podem estar fazendo todo o trabalho.

Kolba afirma que se quem costuma ficar sentado por mais de duas a três horas seguidas, provavelmente já sofreu algum grau de amnésia glútea.

O teste mais simples é ficar em pé sobre uma perna, deixando a outra balançar. O glúteo do lado balançando ficará mole. Após a ação, é necessário colocar peso sobre esta perna e apertar a região do bumbum com força. O ideal é que a sensação seja de firmeza do músculo. Se o glúteo estiver fraco, pode ser que seja necessário apertar mais algumas vezes antes de senti-lo disparar, explica Konidis.

Um outro teste é a ponte de glúteos, no qual o paciente deita de costas e levanta os quadris no ar. Quando não estiverem encostando no chão, é necessário apertar a região dos glúteos e fazer de cinco a dez repetições. É esperado que a região queime um pouco. Se a sensação for de tensão extrema nos isquiotibiais (os músculos da perna logo abaixo do bumbum), isso é um sinal de que os glúteos não estão ativados, explica Kolba.

Para a maioria das pessoas saudáveis, os glúteos devem disparar por conta própria ao se movimentar. Colocar um alarme para levantar a cada 30 ou 50 minutos e bater suavemente nas nádegas com as pontas dos dedos pode ser um estímulo, segundo Konidis. “Faz o cérebro lembrar que aqueles músculos estão lá”, acrescenta.

Marchar sem sair do lugar ou fazer alguns círculos de quadril ou agachamentos, certificando-se de contrair as nádegas a cada repetição, também é indicado.

Exercícios simples podem ajudar a ativar glúteos relutantes. Isso é especialmente importante antes de se exercitar ou praticar um esporte, explica Jordan Metzl, médico de medicina esportiva do Hospital de Cirurgias Especiais de Nova York e autor do livro “Running Strong“.

Exercícios como clamshells, flexões de quadril, pranchas laterais, agachamentos divididos e pontes de glúteos com uma perna só não requerem equipamento e podem ser realizados em casa. Escolha dois ou três exercícios em dias alternados e faça-os de forma controlada, lentamente, até sentir uma leve queimação nos glúteos.

Se você caminha ou corre regularmente, não presuma que seus glúteos estejam fortes. Inclua exercícios como agachamentos ou lunges pelo menos algumas vezes por semana, diz Metzl.

Se você trabalha consistentemente os glúteos, mas seu bumbum nunca se sente cansado e você sente dor ao fazer atividades como correr, procure ajuda de um médico de medicina esportiva ou fisioterapeuta, indica Konidis.

“Quando um elo da corrente está fraco, toda a cerca entra em colapso”, diz. “E os glúteos devem ser seu elo mais forte.”



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Ufac promove seminário sobre agroextrativismo e cooperativismo no Alto Acre — Universidade Federal do Acre

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Ufac promove seminário sobre agroextrativismo e cooperativismo no Alto Acre — Universidade Federal do Acre

O Projeto Legal (Laboratório de Estudos Geopolíticos da Amazônia Legal) da Ufac realizou, na última sexta-feira, 15, no Centro de Educação Permanente (Cedup) de Brasiléia, o seminário “Agroextrativismo e Cooperativismo no Alto Acre: Desafios e Perspectivas”. A programação reuniu representantes de cooperativas, instituições públicas das esferas federal, estadual e municipal, pesquisadores, produtores rurais da Reserva Extrativista (Resex) Chico Mendes e lideranças comunitárias para discutir estratégias e soluções voltadas ao fortalecimento da economia local e da produção sustentável na região.

A iniciativa atua na criação de espaços de diálogo entre o poder público e as organizações comunitárias, com foco no desenvolvimento sustentável e no fortalecimento da agricultura familiar. Ao longo do encontro, os participantes debateram os principais desafios enfrentados pelas famílias e cooperados que atuam nas cadeias do agroextrativismo, com ênfase em eixos fundamentais como acesso a financiamento, logística, assistência técnica, processamento, comercialização, gestão e organização social das cooperativas.

Coordenado pela professora Luci Teston, o seminário foi promovido pela Ufac em parceria com o Sistema OCB/Sescoop-AC. Os organizadores e parceiros destacaram a relevância do cooperativismo como instrumento de transformação social e econômica para o Alto Acre, ressaltando a importância de pactuar soluções concretas que unam a geração de renda e a melhoria da qualidade de vida das famílias extrativistas à preservação florestal. Ao final, foram definidos encaminhamentos estratégicos para valorizar o potencial produtivo da região por meio da cooperação.

O evento contou com a presença de mais de 30 representantes de diversos segmentos, incluindo o subcoordenador do projeto no Acre, professor Orlando Sabino da Costa; o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE-AC), Ronald Polanco; o secretário municipal de Agricultura de Brasiléia, Gesiel Moreira Lopes; e o presidente da Coopercentral Cooperacre, José Rodrigues de Araújo.

 



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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial — Universidade Federal do Acre

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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial-capa.jpg

O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 13, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (Cfch), um evento em comemoração aos 10 anos do Laboratório de Pesquisa Observatório de Discriminação Racial (LabODR). A programação reuniu a comunidade acadêmica, pesquisadores, egressos, bolsistas e integrantes do movimento social negro para celebrar a trajetória do laboratório e os resultados alcançados por meio das pesquisas desenvolvidas ao longo da última década.

Vinculado à área de História, mas formado por profissionais de diferentes áreas do conhecimento, o LabODR/Ufac foi criado em 2016 a partir de uma articulação entre a Ufac e o movimento negro acreano, especialmente o Fórum Permanente de Educação Étnico-Racial do Estado do Acre. Inicialmente estruturado como projeto institucional de pesquisa, o laboratório contou com apoio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes) e, em 2018, foi inserido na plataforma Lab e certificado pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propeg).

O laboratório atua na pesquisa e na formação de pesquisadores com foco na promoção da igualdade racial, desenvolvendo estudos voltados tanto à denúncia de práticas racistas quanto à construção de reflexões e práticas antirracistas, principalmente nos espaços educacionais. Atualmente, o LODR/Ufac abriga projetos institucionais como “Práticas Pedagógicas em Educação das Relações Étnico-Raciais em Escolas do Estado do Acre”, desenvolvido desde 2018, e “Pérolas Negras”, iniciado em 2020.

Durante o evento, convidados e bolsistas compartilharam experiências acadêmicas e profissionais construídas a partir das atividades desenvolvidas pelo laboratório, destacando a importância do observatório em suas formações pessoais e profissionais. A programação também apresentou pesquisas realizadas ao longo desses dez anos de atuação e ressaltou a contribuição do laboratório para o fortalecimento das discussões sobre igualdade racial dentro da universidade e na sociedade acreana.

Compuseram o dispositivo de honra o vice-reitor, Josimar Ferreira; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da Ufac, Margarida Lima; a vice-diretora do Cfch, Lucilene Ferreira de Almeida; e a representante do Neabi, Flávia Rocha.

 



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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

A Universidade Federal do Acre (Ufac) participou, no dia 1º de maio, da Mostra Científica “Conectando Saberes: da integração à inclusão na Amazônia”, realizada na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira. A ação reuniu instituições de ensino, pesquisa, escolas rurais e moradores da reserva em atividades de divulgação científica e integração comunitária.

Financiada pelo CNPq, a iniciativa contou com a participação da Ufac, Ifac, ICMBio e de escolas da região. Aproximadamente 250 pessoas participaram da programação, entre estudantes, professores e moradores das comunidades da reserva.

Durante o evento, estudantes da graduação e pós-graduação da Ufac e do Ifac apresentaram pesquisas e atividades educativas nas áreas de saúde, Astronomia, Física, Matemática, Robótica e educação científica. A programação incluiu oficinas de foguetes, observação do céu com telescópios, sessões de planetário, jogos educativos e atividades com microscópios.

O professor Francisco Glauco, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN) da Ufac, destacou a importância da participação acadêmica em ações junto às comunidades tradicionais.

“A universidade tem um papel fundamental para a formação científica e cidadã dos estudantes. A troca de conhecimentos com comunidades de difícil acesso fortalece essa formação”, afirmou.

A professora Valdenice Barbosa, da Escola Iracema, ressaltou o impacto da iniciativa para os alunos da reserva.

“Foi um dia histórico de muito aprendizado. Muitos estudantes tiveram contato pela primeira vez com experimentos e equipamentos científicos”, disse.

Além das atividades científicas, a programação contou com apresentações culturais realizadas pelos estudantes da reserva, fortalecendo a integração entre ciência, educação e saberes amazônicos.

A participação da Ufac reforça o compromisso da universidade com a extensão, a popularização da ciência e a aproximação entre universidade e comunidades tradicionais da Amazônia.

Fhagner Soares – Estagiário

 



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