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Flip 2024: Chico Buarque toma café e joga bola com Sarr – 11/10/2024 – Walter Porto

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Chico Buarque recebeu o senegalês Mohamed Mbougar Sarr com um cafezinho bem passado em sua casa, na manhã da quinta-feira no Rio de Janeiro.

Conversa vai, conversa vem, o brasileiro de 80 anos se levanta, pega o volante do carro e dirige com o jovem senegalês até o campo de futebol onde os dois iam se desafiar.

Já são folclóricas as partidas do compositor brasileiro no time amador Politheama, que conta com boleiros fiéis como o ator Antônio Pitanga, também octagenário. Quando soube que Sarr estaria no Brasil como uma das grandes estrelas da Flip, Chico já quis trocar passes com ele no gramado.

Naquela quinta entraram em campo também os atores Chico Diaz e Gregorio Duvivier, numa pelada acompanhada dos bancos pela jornalista Maju Coutinho, do Fantástico.

No final do dia, combinaram de jantar. Chico já pirava na literatura de Sarr desde que leu seu romance mais conhecido, “A Mais Recôndita Memória dos Homens”, presenteado pelo amigo e jornalista Fernando Eichenberg na França. “Após ler esse livro, não sei como poderei voltar a escrever novamente”, declarou à época.

Antes mesmo de o senegalês premiado com o Goncourt chegar ao Brasil, já tinha recebido o aceno do carioca, de cuja importância não tinha exata noção. Mas quando lhe perguntavam os planos para sua visita, ele já respondia de bate-pronto: “Vou jogar bola com Chico Buarque”.

Desde essa aproximação, pôde ler “Essa Gente”, de 2019, o romance que o autor de “Budapeste” escreveu ao arrepio da ascensão bolsonarista. Disse que era uma boa janela para se sentir mais próximo de uma realidade que ainda não conhece bem. Outra porta de acesso foi “Diadorim”, a versão francófona de “Grande Sertão: Veredas”.

Sarr chega a Paraty nesta sexta-feira, véspera de sua aguardada mesa com Jeferson Tenório no fim da tarde de sábado. A outra maior estrela internacional da Flip, o francês Édouard Louis, chega quase ao mesmo tempo —e a voracidade do público por ele não é pouca.

Mas a curadora Ana Lima Cecílio já tinha uma das lembranças mais preciosas da sua primeira Flip na função antes mesmo de a festa começar: o “não” que recebeu de Dalton Trevisan.

Cecilio decidiu convidar —ou xavecar, para usar sua expressão— o escritor curitibano de 99 anos mesmo sabendo que as chances de ele aceitar eram remotíssimas. Hoje ela chama com carinho de “um delírio curatorial”, baseado na lógica de que ninguém devia nem ousar convidar o autor para nada há décadas. Vai que dá?

Enviou um convite derramado de elogios a Trevisan, e quem pensa que ela saiu de mãos vazias se engana. Recebeu uma recusa ímpar de um autor lendário, quase centenário, que afirmou que o convite tão sedutor “fez do velho escritor cansado um destemido Simbad”.

“Sua proposta seria irrecusável”, continuou Trevisan, “se não fosse a cangalha dos muitíssimos anos e, eu, o último dos tímidos”.

“Já me convenci que, em pleno juízo, nunca mais sairei de meu apartamento, nem falarei em público, ao menos, na primeira pessoa. Afinal, que são esses pobres contos em que tanto me confesso? Se você deseja discuti-los na Flip, no lugar do autor: supimpa! Fico à sua disposição, mãozinhas postas. No momento, valem o agrado e o carinho.”

Pelo visto, uma festa literária é feita até de quem não vem.


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Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital — Universidade Federal do Acre

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A reitora da Ufac, Guida Aquino, participou da solenidade de inauguração da nova sede da Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre (Fundape), da qual ela é presidente do Conselho Curador. O evento ocorreu nesta sexta-feira, 26, no campus-sede, local em que se localiza o espaço administrativo e operacional da fundação.

Guida destacou a importância da Fundape para a Ufac e para outras instituições da Região Norte. Para ela, a fundação passou por um processo de fortalecimento nos últimos anos. “A Fundape hoje nos faz realizar, na verdade, todas as parcerias de formação de docentes, de ensino, de pesquisa, de extensão, de inovação”, afirmou.

Segundo a reitora, a fundação ampliou sua atuação para além do Acre, atendendo também instituições de Rondônia, Amapá e Roraima. “Olha a grandeza disso. E nós, enquanto Universidade Federal do Acre, temos que nos orgulhar”, pontuou.

O diretor-presidente da Fundape, Ismar Bernardo de Araújo, disse que a inauguração da sede própria representa uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe e visão de futuro. “Hoje não celebramos apenas a abertura de um novo espaço físico; celebramos uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe, visão de futuro e confiança.”

Ismar lembrou que a Fundape foi instituída em 22 de junho de 1998 e completa 28 anos em 2026. Atualmente, a fundação conta com 38 colaboradores, representa quatro universidades federais, três institutos federais e um hospital universitário, estando presente em quatro Estados da região Norte.

Membro fundador da Fundape e pró-reitor de Planejamento da Ufac, Alexandre Hid, relembrou a criação da fundação e os desafios enfrentados ao longo da trajetória institucional. “Hoje a fundação está aí forte e firme para maiores e melhores desafios.”

Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital-interna-2.jpg

Também participaram da solenidade a reitora da Unir, Marília Pimentel; o procurador-geral adjunto para Assuntos Administrativos e Institucionais do MP-AC, Carlos Roberto da Silva Maia, representando o procurador-geral Oswaldo Lima Neto; o diretor técnico da Fundape, Camilo Gouveia; o diretor administrativo-financeiro da Fundape, Dionel de Araújo; Gemil Júnior, suplente do senador Alan Rick (Republicanos-AC); a pró-reitora de Inovação, Pesquisa e Pós-Graduação do Ifac, Alana Chocorosqui, representando o reitor Fábio Storch; o ex-reitor da Ufac, Minoru Kinpara; além de dirigentes, coordenadores de projetos, colaboradores e representantes de instituições parceiras.

 



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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre

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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre

O programa de pós-graduação em Planejamento e Governança Pública, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), no âmbito do mestrado interinstitucional para técnico-administrativos da Ufac e do Instituto Federal do Acre (Ifac), realiza o 12º Seminário de Boas Práticas em Planejamento e Governança Pública, de 14 a 16 de julho, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede da Ufac. As inscrições são gratuitas e estão abertas até 16 de julho, por meio online.

O evento será transmitido pelo YouTube e terá como tema “Governança, Políticas Públicas e Desenvolvimento Regional na Amazônia: Desafios Estruturais para o Acre”, propondo um debate sobre questões territoriais, sociais, ambientais, urbanas, institucionais e econômicas que atravessam a realidade amazônica e acreana.

A programação científica será organizada em quatro eixos temáticos: governança urbana, mobilidade e direito à cidade na Amazônia; infraestrutura, saneamento e resiliência em contextos de enchentes e queimadas; governança ambiental, desenvolvimento sustentável e capacidade estatal na Amazônia; e educação e empreendedorismo na Amazônia.

O seminário tem como público-alvo a comunidade universitária e gestores públicos, contando com a participação de autoridades locais, pesquisadores da UTFPR, docentes da Ufac e do Ifac, bem como especialistas convidados de diferentes áreas.

 



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Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose — Universidade Federal do Acre

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A Ufac é parceira em pesquisa desenvolvida no município de Sena Madureira (AC), a qual identificou limitações no conhecimento sobre a leishmaniose cutânea entre pacientes e profissionais da saúde, além de barreiras geográficas e estruturais que dificultam o acesso ao diagnóstico e ao tratamento precoce em áreas rurais endêmicas.

Os resultados do estudo foram publicados, em maio, na revista eletrônica “Acervo Saúde”, vol. 26(5), com o título “Leishmaniose Cutânea na Amazônia Ocidental: Lacunas no Conhecimento e Barreiras de Acesso Assistencial em Áreas Endêmicas”. O artigo tem coautoria de pesquisadores da Ufac.

A pesquisa foi realizada com 50 pacientes com suspeita clínica de leishmaniose cutânea e 51 agentes de saúde, sendo 63% agentes comunitários de saúde e 37% agentes de combate às endemias.

“Em nosso trabalho, identificamos que tanto os profissionais da saúde quanto os pacientes possuem informações limitadas sobre a doença. Conhecer as limitações para acesso ao diagnóstico e tratamento precoce é uma das principais estratégias para a implementação de programas de controle e de educação em saúde que contemplem o perfil epidemiológico e social das populações de áreas endêmicas”, disse o autor do estudo, Leandro Siqueira de Souza, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC).

A região Norte é responsável por mais da metade dos casos da doença no Brasil; o Acre conta com mais de 11 mil casos notificados na última década. Em 2025, os municípios acreanos de Xapuri, Marechal Thaumaturgo, Assis Brasil, Sena Madureira e Brasileia foram classificados pelo Ministério da Saúde como áreas de risco intenso para transmissão da doença.

“A região amazônica é uma área endêmica para a leishmaniose cutânea, uma doença negligenciada que afeta principalmente populações de comunidades tradicionais”, contou o pesquisador Reginaldo Peçanha Brazil, do IOC. “Conhecer as limitações no conhecimento tanto dos pacientes como de profissionais da saúde de áreas endêmicas é fundamental para o sistema de saúde do Estado do Acre e para o controle mais efetivo da doença.”

A investigação integra um projeto de pesquisa coordenado por Brazil. Além da Ufac, são parceiros na pesquisa a Universidade Federal de Minas Gerais, a Universidade de Brasília, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e a Secretaria de Estado de Saúde do Acre.

Pela Ufac, são coautores do artigo os pesquisadores Andréia Luísa Peixinho da Silva Guimarães, Francisca Alana Costa de Souza, Marcos Bruno Zacarias Campelo, Breno Kalyl Freitas Nascimento, Andreia Fernandes Brilhante e Francisco Glauco de Araújo Santos. Os estudos contam com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e apoio de instituições parceiras.

 



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