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Forte ciclone atinge território ultramarino francês Mayotte – DW – 15/12/2024

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Um poderoso ciclone atingiu o Francês território ultramarino de Maioteum grupo de ilhas do Oceano Índico entre Madagáscar e a costa de Moçambique, no sábado.

Novo primeiro-ministro francês, François Bayrou disse aos repórteres após uma reunião ministerial de emergência em Paris que a tempestade danificou e destruiu edifícios governamentais, hospitais e habitações improvisadas.

Ele disse que havia preocupações sobre o acesso a alimentos, água e saneamento no território relativamente empobrecido que abriga pouco mais de 300 mil pessoas.

Num sinal da incerteza após a tempestade, um ministro júnior do governo nascido em Mayotte, Thani Mohamed-Soilihi, não teve notícias de amigos ou familiares desde então, disseram Bayrou e o seu ministro do Interior aos jornalistas.

Esta fotografia de apostila tirada e divulgada pela Direção Geral da Aviação Civil em 14 de dezembro de 2024 mostra danos na torre de controle do aeroporto de Pamandzi, horas depois que o ciclone Chido atingiu a ilha francesa de Mayotte, no Oceano Índico, com ventos de até 220 quilômetros. (137 milhas) por hora.
Apesar das claras indicações de danos no aeroporto de Pamandzi, a pista ainda estava operacionalImage: DGAC/AFP

Prefeito local diz que tempestade é a pior desde 1934

“Todos entendem que este foi um ciclone inesperadamente violento”, disse Bayrou, com Chido trazendo rajadas de vento de até 200 quilômetros (120 milhas) por hora.

O ministro do Interior, Bruno Retailleau, recusou-se a comentar o número de vítimas, após relatos na mídia francesa de pelo menos quatro mortos, dizendo que ainda era muito cedo para dizer.

França, 14 de dezembro de 2024. FrançoisBayrou, recentemente nomeado Primeiro-Ministro, faz uma das suas primeiras saídas no Centro Interministerial de Crise do Ministério do Interior, Place Beauvau, após a tempestade em Mayotte.
A tempestade na costa oriental de África está entre os primeiros grandes testes para o primeiro-ministro François Bayrou, que tomou posse formalmente na sexta-feira.Imagem: Aliança Olivier Corsan/MAXPPP/dpa/picture

“No momento, nossa ilha está profundamente afetada pelo ciclone mais violento e destrutivo que vimos desde 1934”, escreveu no Facebook o prefeito do território ultramarino, François-Xavier Bieuville. “Muitos de nós perdemos tudo.”

O arquipélago foi colocado em alerta máximo e os residentes foram orientados a permanecer em casa antes da tempestade.

Governo francês enviando equipes de resgate e bombeiros

A pista do aeroporto, localizada em Pamanzi, numa das ilhas mais pequenas, perto do território principal, do outro lado da água da cidade principal, Mamoudzou, ainda podia ser utilizada. As autoridades planejavam usá-lo apenas em voos militares para transporte de água e alimentos.

O Ministro do Interior Retailleau disse que 110 equipes de resgate e bombeiros foram enviados para a ilha, com reforços de outros 140 a seguir.

Ele disse que cerca de 1.600 policiais e policiais também estavam presentes para manter a ordem.

“Houve alguns saques, mas reagimos muito rapidamente”, disse ele.

Mayotte é significativamente mais pobre do que a França continental e tem lutado contra a violência de gangues e a agitação social durante décadas. Estas tensões também foram alimentadas pela escassez de água no início deste ano.

François Bayrou assume como primeiro-ministro francês

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msh/sri (AFP, AP, Reuters)



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Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital — Universidade Federal do Acre

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Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital-interna.jpg

A reitora da Ufac, Guida Aquino, participou da solenidade de inauguração da nova sede da Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre (Fundape), da qual ela é presidente do Conselho Curador. O evento ocorreu nesta sexta-feira, 26, no campus-sede, local em que se localiza o espaço administrativo e operacional da fundação.

Guida destacou a importância da Fundape para a Ufac e para outras instituições da Região Norte. Para ela, a fundação passou por um processo de fortalecimento nos últimos anos. “A Fundape hoje nos faz realizar, na verdade, todas as parcerias de formação de docentes, de ensino, de pesquisa, de extensão, de inovação”, afirmou.

Segundo a reitora, a fundação ampliou sua atuação para além do Acre, atendendo também instituições de Rondônia, Amapá e Roraima. “Olha a grandeza disso. E nós, enquanto Universidade Federal do Acre, temos que nos orgulhar”, pontuou.

O diretor-presidente da Fundape, Ismar Bernardo de Araújo, disse que a inauguração da sede própria representa uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe e visão de futuro. “Hoje não celebramos apenas a abertura de um novo espaço físico; celebramos uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe, visão de futuro e confiança.”

Ismar lembrou que a Fundape foi instituída em 22 de junho de 1998 e completa 28 anos em 2026. Atualmente, a fundação conta com 38 colaboradores, representa quatro universidades federais, três institutos federais e um hospital universitário, estando presente em quatro Estados da região Norte.

Membro fundador da Fundape e pró-reitor de Planejamento da Ufac, Alexandre Hid, relembrou a criação da fundação e os desafios enfrentados ao longo da trajetória institucional. “Hoje a fundação está aí forte e firme para maiores e melhores desafios.”

Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital-interna-2.jpg

Também participaram da solenidade a reitora da Unir, Marília Pimentel; o procurador-geral adjunto para Assuntos Administrativos e Institucionais do MP-AC, Carlos Roberto da Silva Maia, representando o procurador-geral Oswaldo Lima Neto; o diretor técnico da Fundape, Camilo Gouveia; o diretor administrativo-financeiro da Fundape, Dionel de Araújo; Gemil Júnior, suplente do senador Alan Rick (Republicanos-AC); a pró-reitora de Inovação, Pesquisa e Pós-Graduação do Ifac, Alana Chocorosqui, representando o reitor Fábio Storch; o ex-reitor da Ufac, Minoru Kinpara; além de dirigentes, coordenadores de projetos, colaboradores e representantes de instituições parceiras.

 



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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre

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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre

O programa de pós-graduação em Planejamento e Governança Pública, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), no âmbito do mestrado interinstitucional para técnico-administrativos da Ufac e do Instituto Federal do Acre (Ifac), realiza o 12º Seminário de Boas Práticas em Planejamento e Governança Pública, de 14 a 16 de julho, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede da Ufac. As inscrições são gratuitas e estão abertas até 16 de julho, por meio online.

O evento será transmitido pelo YouTube e terá como tema “Governança, Políticas Públicas e Desenvolvimento Regional na Amazônia: Desafios Estruturais para o Acre”, propondo um debate sobre questões territoriais, sociais, ambientais, urbanas, institucionais e econômicas que atravessam a realidade amazônica e acreana.

A programação científica será organizada em quatro eixos temáticos: governança urbana, mobilidade e direito à cidade na Amazônia; infraestrutura, saneamento e resiliência em contextos de enchentes e queimadas; governança ambiental, desenvolvimento sustentável e capacidade estatal na Amazônia; e educação e empreendedorismo na Amazônia.

O seminário tem como público-alvo a comunidade universitária e gestores públicos, contando com a participação de autoridades locais, pesquisadores da UTFPR, docentes da Ufac e do Ifac, bem como especialistas convidados de diferentes áreas.

 



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Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose — Universidade Federal do Acre

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A Ufac é parceira em pesquisa desenvolvida no município de Sena Madureira (AC), a qual identificou limitações no conhecimento sobre a leishmaniose cutânea entre pacientes e profissionais da saúde, além de barreiras geográficas e estruturais que dificultam o acesso ao diagnóstico e ao tratamento precoce em áreas rurais endêmicas.

Os resultados do estudo foram publicados, em maio, na revista eletrônica “Acervo Saúde”, vol. 26(5), com o título “Leishmaniose Cutânea na Amazônia Ocidental: Lacunas no Conhecimento e Barreiras de Acesso Assistencial em Áreas Endêmicas”. O artigo tem coautoria de pesquisadores da Ufac.

A pesquisa foi realizada com 50 pacientes com suspeita clínica de leishmaniose cutânea e 51 agentes de saúde, sendo 63% agentes comunitários de saúde e 37% agentes de combate às endemias.

“Em nosso trabalho, identificamos que tanto os profissionais da saúde quanto os pacientes possuem informações limitadas sobre a doença. Conhecer as limitações para acesso ao diagnóstico e tratamento precoce é uma das principais estratégias para a implementação de programas de controle e de educação em saúde que contemplem o perfil epidemiológico e social das populações de áreas endêmicas”, disse o autor do estudo, Leandro Siqueira de Souza, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC).

A região Norte é responsável por mais da metade dos casos da doença no Brasil; o Acre conta com mais de 11 mil casos notificados na última década. Em 2025, os municípios acreanos de Xapuri, Marechal Thaumaturgo, Assis Brasil, Sena Madureira e Brasileia foram classificados pelo Ministério da Saúde como áreas de risco intenso para transmissão da doença.

“A região amazônica é uma área endêmica para a leishmaniose cutânea, uma doença negligenciada que afeta principalmente populações de comunidades tradicionais”, contou o pesquisador Reginaldo Peçanha Brazil, do IOC. “Conhecer as limitações no conhecimento tanto dos pacientes como de profissionais da saúde de áreas endêmicas é fundamental para o sistema de saúde do Estado do Acre e para o controle mais efetivo da doença.”

A investigação integra um projeto de pesquisa coordenado por Brazil. Além da Ufac, são parceiros na pesquisa a Universidade Federal de Minas Gerais, a Universidade de Brasília, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e a Secretaria de Estado de Saúde do Acre.

Pela Ufac, são coautores do artigo os pesquisadores Andréia Luísa Peixinho da Silva Guimarães, Francisca Alana Costa de Souza, Marcos Bruno Zacarias Campelo, Breno Kalyl Freitas Nascimento, Andreia Fernandes Brilhante e Francisco Glauco de Araújo Santos. Os estudos contam com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e apoio de instituições parceiras.

 



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