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Friagem mais forte do ano no Acre deixa temperaturas inferiores a 20 graus ao longo desta semana

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Os acreanos devem enfrentar pelos menos três dias com baixas temperaturas, com a chegada de mais uma friagem nesta segunda-feira (28). Em algumas regiões do Acre, o frio chegou com chuva já no início da manhã.

O meteorologista Alejandro Fonseca explica que a friagem deve deixar as temperaturas inferiores a 20° C pelo menos até a quarta-feira (30) e a máxima em torno de 28° C. O Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam) informou que esta é a mais forte do ano e deve provocar as temperaturas mais baixas de 2021 no estado.

“Com o início do inverno no Hemisfério Sul, o que se chama por aqui de ‘verão amazônico’, que é o período de seca, as frentes frias têm todas as condições por esses motivos devido ao inverno”, explica.

O meteorologista disse que não há nenhum outro tipo de fenômeno que explique as quedas nas temperaturas, além do início do inverno no hemisfério que começou oficialmente dia 21 de junho.

Esse período é marcado pela ausência de chuvas, chegada de frentes frias, além de altas temperaturas, principalmente nos meses de agosto e setembro, quando também são registrados números altos de queimadas e muita fumaça na região.

“Pela climatologia, junho e julho são os meses mais secos do ano, mas, com a chegada das frentes frias significa que não temos um ambiente totalmente seco e essa chegada da faz com que a umidade fique no ambiente”, conta.

Inicialmente, Fonseca diz que as frentes frias vêm antecedidas por chuvas, o que pode fazer deste meses ainda amenos, por causa das nuvens com chuvas, mesmo que isoladas. Porém, para agosto, setembro e parte de outubro são esperadas as temperaturas mais altas.

“Nós temos até setembro e parte de outubro quando as queimadas acontecem. Em junho, como ainda temos a entrada destas frentes frias tem deixado o ambiente úmido e motivado para que as queimadas não tenham sido tão intensas, mas, não podemos esperar que isso lá na frente não aconteça”, acrescenta.

Segundo informou, agosto e outubro são os meses mais quentes do ano, no sentido de a tarde se atingir as temperaturas máximas chegando a 35°C.

Chuva marcou chegada da friagem em Rio Branco — Foto: Murilo Lima/Rede Amazônica Acre

Chuva marcou chegada da friagem em Rio Branco — Foto: Murilo Lima/Rede Amazônica Acre

Friagem estendida

Sobre o período mais longo da friagem no estado, Fonseca diz que não há uma razão específica para acontecer.

“Isso não tem um porquê. É aleatório e ocorre desde que a massa de ar frio seja intensa e essas condições invernais aconteçam por vários dias porque elas ficam estacionadas e em outras oportunidades ficam períodos mais curtos”, pontua.

O meteorologista disse ainda que neste ano a frequência das frentes frias têm sido maiores no ano passado.

“É possível que a gente tenha outras frentes frias porque tem sido reiteradas e mais frequentes do que aconteceu no ano anterior a chegada delas. Mas, já para adiante quando o acumulado de dias sem chuvas for maior, possivelmente, venham as friagens secas e já em outubro volta a chover mesmo que isoladamente”, finaliza.

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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre

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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre

O programa de pós-graduação em Planejamento e Governança Pública, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), no âmbito do mestrado interinstitucional para técnico-administrativos da Ufac e do Instituto Federal do Acre (Ifac), realiza o 12º Seminário de Boas Práticas em Planejamento e Governança Pública, de 14 a 16 de julho, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede da Ufac. As inscrições são gratuitas e estão abertas até 16 de julho, por meio online.

O evento será transmitido pelo YouTube e terá como tema “Governança, Políticas Públicas e Desenvolvimento Regional na Amazônia: Desafios Estruturais para o Acre”, propondo um debate sobre questões territoriais, sociais, ambientais, urbanas, institucionais e econômicas que atravessam a realidade amazônica e acreana.

A programação científica será organizada em quatro eixos temáticos: governança urbana, mobilidade e direito à cidade na Amazônia; infraestrutura, saneamento e resiliência em contextos de enchentes e queimadas; governança ambiental, desenvolvimento sustentável e capacidade estatal na Amazônia; e educação e empreendedorismo na Amazônia.

O seminário tem como público-alvo a comunidade universitária e gestores públicos, contando com a participação de autoridades locais, pesquisadores da UTFPR, docentes da Ufac e do Ifac, bem como especialistas convidados de diferentes áreas.

 



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Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose — Universidade Federal do Acre

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A Ufac é parceira em pesquisa desenvolvida no município de Sena Madureira (AC), a qual identificou limitações no conhecimento sobre a leishmaniose cutânea entre pacientes e profissionais da saúde, além de barreiras geográficas e estruturais que dificultam o acesso ao diagnóstico e ao tratamento precoce em áreas rurais endêmicas.

Os resultados do estudo foram publicados, em maio, na revista eletrônica “Acervo Saúde”, vol. 26(5), com o título “Leishmaniose Cutânea na Amazônia Ocidental: Lacunas no Conhecimento e Barreiras de Acesso Assistencial em Áreas Endêmicas”. O artigo tem coautoria de pesquisadores da Ufac.

A pesquisa foi realizada com 50 pacientes com suspeita clínica de leishmaniose cutânea e 51 agentes de saúde, sendo 63% agentes comunitários de saúde e 37% agentes de combate às endemias.

“Em nosso trabalho, identificamos que tanto os profissionais da saúde quanto os pacientes possuem informações limitadas sobre a doença. Conhecer as limitações para acesso ao diagnóstico e tratamento precoce é uma das principais estratégias para a implementação de programas de controle e de educação em saúde que contemplem o perfil epidemiológico e social das populações de áreas endêmicas”, disse o autor do estudo, Leandro Siqueira de Souza, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC).

A região Norte é responsável por mais da metade dos casos da doença no Brasil; o Acre conta com mais de 11 mil casos notificados na última década. Em 2025, os municípios acreanos de Xapuri, Marechal Thaumaturgo, Assis Brasil, Sena Madureira e Brasileia foram classificados pelo Ministério da Saúde como áreas de risco intenso para transmissão da doença.

“A região amazônica é uma área endêmica para a leishmaniose cutânea, uma doença negligenciada que afeta principalmente populações de comunidades tradicionais”, contou o pesquisador Reginaldo Peçanha Brazil, do IOC. “Conhecer as limitações no conhecimento tanto dos pacientes como de profissionais da saúde de áreas endêmicas é fundamental para o sistema de saúde do Estado do Acre e para o controle mais efetivo da doença.”

A investigação integra um projeto de pesquisa coordenado por Brazil. Além da Ufac, são parceiros na pesquisa a Universidade Federal de Minas Gerais, a Universidade de Brasília, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e a Secretaria de Estado de Saúde do Acre.

Pela Ufac, são coautores do artigo os pesquisadores Andréia Luísa Peixinho da Silva Guimarães, Francisca Alana Costa de Souza, Marcos Bruno Zacarias Campelo, Breno Kalyl Freitas Nascimento, Andreia Fernandes Brilhante e Francisco Glauco de Araújo Santos. Os estudos contam com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e apoio de instituições parceiras.

 



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Ufac e TCE-AC apresentam pesquisa de vitimização em Rio Branco — Universidade Federal do Acre

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Ufac e TCE-AC apresentam pesquisa de vitimização em Rio Branco — Universidade Federal do Acre

 

A Ufac e o Tribunal de Contas do Estado do Acre (TCE-AC) realizaram o Seminário de Apresentação da Pesquisa de Vitimização na Cidade de Rio Branco. O evento, que ocorreu nesta terça-feira, 16, no Plenário do TCE-AC, consistiu em exposições e debate no sentido de contribuir para um diagnóstico da segurança pública e para o aprimoramento das políticas voltadas à população.

A pesquisa foi apoiada por emenda parlamentar do senador Sérgio Petecão (PSD-AC), destinada em 2025 à Ufac. “Quero agradecer a disponibilidade do senador em ajudar a universidade sempre com emendas necessárias para o desenvolvimento da educação e da pesquisa, com retorno garantido para a sociedade acreana”, disse a reitora Guida Aquino.

O seminário teve como público-alvo a comunidade acadêmica, servidores do TCE-AC e do Ministério Público de Contas do Acre, servidores públicos em geral, gestores da área de segurança pública, justiça criminal e direitos humanos e sociedade civil. A pesquisa buscou compreender como a população percebe a segurança, quais situações de violência e criminalidade afetam os cidadãos e como os serviços de segurança pública são avaliados pelas pessoas.

O trabalho provém do grupo de pesquisa Sujeitos, Ações e Percepções: Estudos em Violência e Conflitualidade, coordenado pelo professor da Ufac, Ermício Sena. Ele informou que os produtos da pesquisa foram banco de dados, mapas descritivos de Rio Branco, relatórios de campo, geral e sintético/executivo.

Em seu discurso, Sena agradeceu aos envolvidos na realização da pesquisa e a Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre, que foi a intermediária para contratação do Instituto de Opinião Pública para execução da pesquisa.

 



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