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Funcionário de hospital no interior do AC é mais uma vítima da Covid-19: ‘Foi um anjo’, diz irmã

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Após mais de 20 dias dos primeiros sintomas da Covid-19, o servidor público Edinaldo Felício de Souza, de 55 anos, não resistiu à doença e morreu na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Instituto de Traumatologia e Ortopedia (Into-AC), em Rio Branco, nesse sábado (30).

Ainda muito abalada, a irmã do servidor, Waldina de Souza contou que ele morava na cidade de Brasileia e trabalhava no administrativo do Hospital Regional do Alto Acre. Ele começou a apresentar os primeiros sintomas no último dia 7 de janeiro e com a piora no quadro e a pedido da família, resolveu ir para Rio Branco buscar atendimento com um especialista.

“A gente pensava que a situação dele não estava tão agravada. Quando fez a tomografia em Rio Branco já estava com 70% do pulmão comprometido. Então, o médico que o atendeu disse que ele precisava ser internado e ele já ficou na Prontoclínica. Daí, no domingo, como ele piorou, transferiram ele para o Into. Quando ele chegou no hospital, já foi para a UTI e foi entubado. Foi tudo muito rápido”, contou a irmã.

Funcionário público trabalhava no administrativo do Hospital Regional do Alto Acre em Brasileia — Foto: Arquivo pessoal

O funcionário já chegou a ser diretor do hospital na cidade de Plácido de Castro e atualmente estava trabalhando na cidade de Brasileia. Segundo a irmã, o servidor era apaixonado pelo trabalho. Souza deixou a mulher e dois filhos, de 16 e 26 anos.

“Para nós, ele era um bom irmão, um bom marido, uma pessoa muito responsável no trabalho. Ele vivia para o trabalho dele, gostava de trabalhar no hospital, era o prazer dele, fazia esse trabalho com muito amor, muita dedicação. Era um ótimo homem, vai deixar muita saudade. Foi um anjo que passou pouco tempo aqui na terra e Deus colheu.”

A prefeitura de Brasileia emitiu uma nota lamentando o falecimento do servidor público. “Edinaldo era funcionário do Hospital Regional do Alto Acre, onde exerceu seu trabalho com muita responsabilidade, deixando uma lacuna imensurável no seio profissional e familiar. Que Deus conforte a família enlutada e os amigos, e que as boas lembranças sempre ilustrem nossos pensamentos”, disse a nota.

Covid-19 em Brasileia

 

Com pouco mais de 26,7 mil habitantes, a cidade de Brasileia registra 1.602 casos confirmados de Covid-19, segundo dados do último boletim da Secretaria Estadual de Saúde (Sesacre) divulgado nesse sábado (30). Ao todo, 24 pessoas morreram na cidade em decorrência da doença.

No ranking dos municípios acreanos, Brasileia aparece em 7º lugar com a maior incidência da doença, sendo 599,9 casos para cada 10 mil habitantes. As cidades com as maiores incidências são Assis Brasil e Xapuri, com 1192 e 1145,1 casos para cada 10 mil habitantes.

Em todo o estado já são 48.347 casos confirmados de infecção pelo novo coronavírus e 864 pessoas perderam suas vidas para a doença. Pelo menos 40.155 pessoas já receberam alta médica da doença, enquanto 185 pessoas seguem internadas.

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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial — Universidade Federal do Acre

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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial-capa.jpg

O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 13, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (Cfch), um evento em comemoração aos 10 anos do Laboratório de Pesquisa Observatório de Discriminação Racial (LabODR). A programação reuniu a comunidade acadêmica, pesquisadores, egressos, bolsistas e integrantes do movimento social negro para celebrar a trajetória do laboratório e os resultados alcançados por meio das pesquisas desenvolvidas ao longo da última década.

Vinculado à área de História, mas formado por profissionais de diferentes áreas do conhecimento, o LabODR/Ufac foi criado em 2016 a partir de uma articulação entre a Ufac e o movimento negro acreano, especialmente o Fórum Permanente de Educação Étnico-Racial do Estado do Acre. Inicialmente estruturado como projeto institucional de pesquisa, o laboratório contou com apoio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes) e, em 2018, foi inserido na plataforma Lab e certificado pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propeg).

O laboratório atua na pesquisa e na formação de pesquisadores com foco na promoção da igualdade racial, desenvolvendo estudos voltados tanto à denúncia de práticas racistas quanto à construção de reflexões e práticas antirracistas, principalmente nos espaços educacionais. Atualmente, o LODR/Ufac abriga projetos institucionais como “Práticas Pedagógicas em Educação das Relações Étnico-Raciais em Escolas do Estado do Acre”, desenvolvido desde 2018, e “Pérolas Negras”, iniciado em 2020.

Durante o evento, convidados e bolsistas compartilharam experiências acadêmicas e profissionais construídas a partir das atividades desenvolvidas pelo laboratório, destacando a importância do observatório em suas formações pessoais e profissionais. A programação também apresentou pesquisas realizadas ao longo desses dez anos de atuação e ressaltou a contribuição do laboratório para o fortalecimento das discussões sobre igualdade racial dentro da universidade e na sociedade acreana.

Compuseram o dispositivo de honra o vice-reitor, Josimar Ferreira; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da Ufac, Margarida Lima; a vice-diretora do Cfch, Lucilene Ferreira de Almeida; e a representante do Neabi, Flávia Rocha.

 



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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

A Universidade Federal do Acre (Ufac) participou, no dia 1º de maio, da Mostra Científica “Conectando Saberes: da integração à inclusão na Amazônia”, realizada na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira. A ação reuniu instituições de ensino, pesquisa, escolas rurais e moradores da reserva em atividades de divulgação científica e integração comunitária.

Financiada pelo CNPq, a iniciativa contou com a participação da Ufac, Ifac, ICMBio e de escolas da região. Aproximadamente 250 pessoas participaram da programação, entre estudantes, professores e moradores das comunidades da reserva.

Durante o evento, estudantes da graduação e pós-graduação da Ufac e do Ifac apresentaram pesquisas e atividades educativas nas áreas de saúde, Astronomia, Física, Matemática, Robótica e educação científica. A programação incluiu oficinas de foguetes, observação do céu com telescópios, sessões de planetário, jogos educativos e atividades com microscópios.

O professor Francisco Glauco, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN) da Ufac, destacou a importância da participação acadêmica em ações junto às comunidades tradicionais.

“A universidade tem um papel fundamental para a formação científica e cidadã dos estudantes. A troca de conhecimentos com comunidades de difícil acesso fortalece essa formação”, afirmou.

A professora Valdenice Barbosa, da Escola Iracema, ressaltou o impacto da iniciativa para os alunos da reserva.

“Foi um dia histórico de muito aprendizado. Muitos estudantes tiveram contato pela primeira vez com experimentos e equipamentos científicos”, disse.

Além das atividades científicas, a programação contou com apresentações culturais realizadas pelos estudantes da reserva, fortalecendo a integração entre ciência, educação e saberes amazônicos.

A participação da Ufac reforça o compromisso da universidade com a extensão, a popularização da ciência e a aproximação entre universidade e comunidades tradicionais da Amazônia.

Fhagner Soares – Estagiário

 



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UFAC participa de pesquisa sobre zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia — Universidade Federal do Acre

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UFAC participa de pesquisa sobre zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia-interna.jpg

Um estudo publicado na revista Acta Amazonica identificou a presença do parasita Echinococcus vogeli em pacas (Cuniculus paca) abatidas e consumidas por comunidades tradicionais da Amazônia Ocidental. O agente é responsável pela equinococose policística humana, zoonose considerada emergente na região.

A pesquisa foi desenvolvida entre 2022 e 2023 nos municípios de Sena Madureira e Rio Branco, no Acre, sob coordenação do professor Francisco Glauco de Araújo Santos, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN), integrando a dissertação de mestrado de Liliane de Souza Anadão, do Programa de Pós-Graduação em Sanidade e Produção Animal Sustentável na Amazônia (PPGSPASA).

O estudo entrevistou 78 famílias e analisou 23 fígados de pacas abatidas para consumo. Em 48% das amostras foram identificados cistos hidáticos causados pelo parasita. A pesquisa também apontou que a maioria dos cães das comunidades participa das caçadas e consome vísceras cruas dos animais.

Segundo os pesquisadores, o principal risco de transmissão ocorre quando cães infectados eliminam ovos do parasita no ambiente, contaminando solo, água e alimentos.

“O principal risco está associado ao descarte inadequado das vísceras e ao contato com ambientes contaminados pelas fezes de cães infectados”, destacou o professor Francisco Glauco.

O estudo reforça a necessidade de ações de vigilância e educação em saúde nas comunidades rurais, principalmente relacionadas ao manejo de cães e ao descarte adequado das vísceras dos animais abatidos.

Para o pesquisador Leandro Siqueira, doutor em Medicina Tropical pela Fiocruz e coautor do estudo, a pesquisa amplia o conhecimento sobre a transmissão da doença na Amazônia e pode contribuir para futuras ações de prevenção e diagnóstico na região.

Fhagner Soares – Estagiário



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